Juazeiro do Norte (CE): Há um ano Amarílio e Dedé eram mortos em praça pública

Hoje faz um ano do duplo homicídio no qual tombaram mortos o vereador Amarílio Pequeno da Silva, de 52, e José Alves Bezerra, de 55 anos, o Dedé da Civil. Logo mais às 17 horas, na Igreja dos Salesianos, haverá missa pela alma de Amarílio e, uma hora depois, na Igreja do Menino Jesus (Novo Juazeiro), em prol da alma de Dedé. Os crimes ocorreram na noite do dia 20 de setembro de 2011 na Praça José Feijó de Sá em uma mesa do Restaurante Rondelle.

A polícia descobriu, depois, que o homem marcado para morrer era Amarílio e seu amigo terminou assassinado por esboçar reação. Um ano após o duplo homicídio apenas duas pessoas estão denunciadas pelo Ministério Público e encontram-se presas. O acusado do crime de pistolagem, Jonatan Marcos de Oliveira, de 23 anos, o Tiago Pernambuco, está recolhido à Penitenciária Industrial e Regional do Cariri (PIRC). O responsável por sua contratação, Paulo Victor Lopes Monteiro, de 25 anos, foi preso em meados de dezembro do ano passado quando contou a trama com riqueza de detalhes.

Disse ter recebido R$ 10 mil e pagou R$ 2,5 mil a Tiago e igual valor a “Ramon” que respondeu pela entrega da pistola .40 apontou a vítima e garantiu fuga ao executor. No final de dezembro, Paulo Victor ganhou habeas corpus e foi posto em liberdade. Já no dia 24 de julho, foi preso em flagrante após troca de tiros com a polícia no cativeiro onde mantinha em cárcere o filho de um empresário que havia seqüestrado em Natal (RN). Ele permanece recolhido na capital potiguar.

Quanto a Juazeiro do Norte, nenhum soube dizer a motivação do duplo homicídio. Em seu depoimento, Paulo disse ter sido contratado por uma pessoa que conhece apenas por "Damião" ou o “Vela” que se encontra recolhido à PIRC. Assumiu ter planejado tudo. Na verdade, são dois inquéritos policiais e a sociedade ainda não tem convicção sobre qual é o correto. A justiça busca novos caminhos e, para evitar atropelos, decretou absoluto sigilo.

No primeiro momento foram presos o advogado Irlando Linhares, Samuel Rosendo, Chico do Rio de Janeiro, Samuel Oliveira, Flávio Moura e Rocifran Lacerda. No dia 24 de outubro o Promotor de Justiça, Gustavo Henrique Morgado, pediu a devolução do inquérito à delegacia, fez críticas ao mesmo e pediu o relaxamento das prisões. A juíza Ana Raquel Linard negou, mas concordou com a prorrogação do prazo para novas diligências por parte da polícia e buscas de mais provas.

O inquérito pecou por não fazer os indiciamentos e mostrou dúvidas em relação ao executor. Para tumultuar ainda mais, a polícia prendeu no dia 4 de novembro, no Bairro Cirolândia em Barbalha, o crediarista Cícero Edgar Figueiredo de Miranda, de 38 anos, como executor. Sem ter nada a ver com o caso, ele ficou 28 dias na cadeia. Já o advogado Irlando Linhares, que seria o mentor do duplo homicídio, ganhou liberdade no dia 29 de novembro após 51 dias recolhidos.

Demontier Tenório

Fonte: Miséria

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