Governo do Uruguai não reconhece Temer como presidente do Brasil

Rodolfo Nin Novoa, ministro das Relações
Exteriores e chanceler do Uruguai
O ministro das Relações Exteriores e chanceler do Uruguai, Rodolfo Nin Novoa, fez questão de se posicionar mais uma vez em relação ao impeachment de Dilma Rousseff (PT) e garantiu que o governo do país cisplatino não tem intenções de reconhecer Michel Temer (PMDB) como presidente do país.

“O Uruguai se manifestou politicamente, já disse o que tinha que dizer. Com certeza estamos muito preocupados com esta situação e esperamos que tudo ocorra dentro dos parâmetros constitucionais e institucionais. A posição do nosso governo está clara, pois nós já nos posicionamos a respeito disso”, disse Nin Novoa em entrevista a jornalistas na última quinta (12), data do primeiro dia de mandato do presidente em exercício.

Perguntado se irá entrar em contato com Temer ou com alguém de seu gabinete, o chanceler foi direto: “Não [haverá nenhum tipo de comunicação]. Já dissemos o que deveríamos ter dito, de maneira que não temos mais nada a agregar.”

O vizinho do sul não é o único país que não reconhece a legitimidade do peemedebista como chefe de Estado brasileiro. Já a Ministra das Relações Exteriores da Rússia, María Zajárova, afirmou que “é inaceitável a interferência externa na atual situação política do Brasil” e que Moscou espera um país “estável e democrático”.

De acordo com o portal da TeleSur, o governo do Chile também manifestou sua preocupação com as circunstâncias em que Dilma foi afastada. “Nos preocupamos com a nossa nação irmã, que tem gerado incerteza em nível internacional”, alegou institucionalmente em comunicado.

Ainda no Chile, o Partido Comunista local se posicionou contra “a violação do Estado Democrático de Direito”, em referência ao impeachment. Outras legendas e órgãos, como o Die Linke, da Alemanha, e o PSUV, da Venezuela, bem como a Unasur (União das Nações Sul-Americanas), também criticaram duramente o processo.

Fonte: Yahoo!

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Crise política no Brasil pode piorar, diz 'NYT' em editorial

Em editorial divulgado em seu site nesta quinta (12) após o afastamento de Dilma Rousseff da presidência, o jornal "New York Times" diz que a crise política brasileira pode piorar com a saída definitiva da petista e defende, neste caso, a realização imediata de novas eleições. O texto também será publicado na edição impressa desta sexta (13).

"Se o Senado condenar Rousseff por má conduta financeira -- o que é provável dado que 55 dos 81 senadores brasileiros votaram para levá-la a julgamento -- líderes brasileiros podem achar mais fácil voltar à política usual de pagar para participar. Isso seria indefensável", afirma o jornal, em artigo intitulado "Making Brazil's Political Crisis Worse" ("Piorando a crise política brasileira", em tradução livre).

A publicação critica a falta de traquejo político de Dilma, mas diz que a presidente afastada foi eleita duas vezes nas urnas, não é acusada de abuso de poder para ganhos pessoais e está correta em questionar a "autoridade moral" dos políticos que querem sua saída. O "NYT" lembra também que o presidente interino Michel Temer tem a ficha suja na Justiça Eleitoral.

"A confiança em Rousseff e em seu partido podem ter afundado nos últimos meses. Mas Rousseff está destinada a pagar um preço desproporcionalmente alto por má conduta administrativa enquanto muitos de seus mais ardentes detratores são acusados de crimes mais flagrantes. Eles podem descobrir que muito da ira que tem sido direcionada a ela pode, em breve, ser redirecionada a eles", diz o editorial.

Fonte: UOL

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Governo Temer vai acabar com Farmácia Popular, UPAs e Samu

As verbas da Saúde destinadas ao programa Farmácia Popular e ao Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) só vão durar até agosto. A informação foi divulgada ontem pelo novo ministro da Saúde Ricardo Barros (PP-PR), ao jornal “Estado de S. Paulo’’.

Segundo Barros, a dificuldade de pagamento se deve à redução de R$ 5,5 bilhões no orçamento previsto para o Ministério da Saúde este ano. O ministro afirmou que a falta de dinheiro afetaria o Aqui Tem Farmácia Popular, resultado do programa inicial, que consiste na venda subsidiada de remédios para várias doenças à população.

No início desta semana, o Ministério do Planejamento já havia publicado uma série de portarias no Diário Oficial modificando o orçamento em vários programas, entre eles o Farmácia Popular, que perdeu R$ 315 milhões dos R$ 2,7 bilhões previstos para este ano. Ao “Estado de S. Paulo”, Serra afirmou que, “a partir de setembro, vamos ver como esse repasse terá de ser feito para as farmácias credenciadas”.

O Extra questionou o Ministério da Saúde sobre como esse corte de verba afetaria o Farmácia Popular: se seriam reduzidos os descontos ou reduzida a quantidade de medicamentos disponibilizados à população. A reportagem também perguntou quais as verbas disponíveis, hoje, para o programa, desde quando tem havido redução e se o Farmácia Popular e o Samu serão suspensos. O ministério não respondeu a nenhuma das perguntas.

Em nota, a pasta afirmou apenas que “o orçamento do Ministério da Saúde aprovado para este ano foi da ordem de R$ 118,5 bilhões, valor 8% superior aos recursos executados no ano passado”. Sobre o contingenciamento, o ministério alegou que ele “alcança todas as áreas do Poder Executivo’’.

Hoje, o Farmácia Popular fornece medicamentos gratuitos para hipertensão, diabetes e asma, além de outros, com 90% de desconto, para tratar outras doenças.

Fonte: Extra

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'Não existe país com governo corrupto e população honesta', diz historiador

O atual momento político vivido pelo Brasil reforça a discussão sobre o papel da ética no cotidiano. Para o professor e historiador da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) Leandro Karnal, esta é a oportunidade de se exercitar esta postura tão cobrada de governos e empresas, estimulada principalmente pelas revelações com as investigações da Operação Lava Jato, da Polícia Federal.

“Há um interesse coletivo sobre o tema atualmente. Mas, está faltando, além da crítica à falta de ética em Brasília e das grandes empreiteiras, que nós consigamos pensar na microfísica do poder, ou seja, na falta de ética na escola, nas famílias e nas empresas. Não existe país no mundo em que o governo seja corrupto e a população honesta e vice-versa”, apontou o especialista durante palestra em Francisco Beltrão, no sudoeste do Paraná, na noite de quinta-feira (12).

Karnal comparou o atual cenário brasileiro, de experiência democrática ainda curta e em aperfeiçoamento, com a revolução francesa no fim do século 18. “Aquilo que a França discutiu com mais violência e com mais sangue naquela época nós estamos discutindo agora, com menos violência e menos sangue, mas com bastante intransigência”, alertou ao falar sobre a polarização nas discussões políticas, entre, por exemplo, grupos a favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff e os contrários.

“A participação das massas não garante a lisura dos processos. Principalmente se lembrarmos que o primeiro plebiscito da história foi quando as massas tiveram que escolher entre Jesus e um ladrão e optaram pelo ladrão. Mas estas discussões são um passo importante para este treinamento difícil e permanente que significa o exercício democrático”, reforçou o historiador. “O ruim deste momento é que pouca gente escuta e muita gente dá opinião.”

Parte desta liberdade, lembra, se deve à democratização do país e à independência do Judiciário e da Polícia Federal. Já que durante a ditadura militar e há até pouco tempo, os escândalos que vinham à tona eram os que envolviam os governos anteriores. “A ética no Brasil era a ética da oposição ou do governo passado. Até então o governo nunca tinha tido um problema com o atual governo. Então nós temos hoje na prisão eminências pardas do poder. Isto é uma novidade.”

Fonte: G1 PR

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Impeachment é destituído de legitimidade porque excluiu o povo, diz Joaquim Barbosa

O ex-ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Joaquim Barbosa criticou nesta quinta-feira (12) a forma como foi realizado e conduzido o processo de afastamento de Dilma Rousseff (PT), porque excluiu a participação ou a consulta ao povo. "Não somos um bando de boçais que pode ser conduzido com essa sem-cerimônia", afirmou, para o público que participava do VTEXDay, encontro do setor de comércio eletrônico, em São Paulo.

Para ele, o impeachment de Dilma é "destituído de legitimidade profunda": "Do ponto de vista puramente legal, está tudo certo, mas não é assim que se governa um país. Isso precisa de nós, o povo".

Barbosa afirmou que, com o tempo, as pessoas poderão pensar melhor sobre a "justeza" ou não do pedido, sobre a qual disse ter "dúvidas muito sinceras". Ele disse que o processo lembra momentos de cunho autoritário ao longo da história brasileira, como a ditadura militar (1964-1985), quando o povo só assistiu.

Barbosa disse ser a favor da convocação de eleições diretas para presidente, mas ponderou que essa decisão é inconstitucional e certamente será barrada pelo STF. "Sou radicalmente favorável à convocação de novas eleições. Essa é a verdadeira solução, que acaba com essa anomalia [do impeachment]", opinou. "Dar a palavra ao povo."

O magistrado disse ter defendido a renúncia de Dilma meses atrás, bem antes do desfecho desta quinta-feira, quando ela foi afastada temporariamente do cargo por até 180 dias. Meses atrás, disse Barbosa, Dilma teria condições de condicionar sua saída à adoção de uma série de medidas importantes para o país e poderia propor também a renúncia de seu vice-presidente com ela. "Duvido de que a população não a apoiasse", afirmou. A interrupção de mandato, em seu andamento, é vedada pela Constituição, ressaltou.

Também fez críticas a Dilma: "Não digo que ela compactuou abertamente com segmentos corruptos em seu governo, em seu partido e em sua base de apoio, mas se omitiu, silenciou-se, foi ambígua e não soube se distanciar do ambiente deletério que a cercava, não soube exercer comando e acabou engolida por essa gente", disse.

Mas não poupou o presidente interino, Temer: "É muito grave tirar a presidente do cargo e colocar em seu lugar alguém que é seu adversário oculto ou ostensivo, alguém que perdeu uma eleição presidencial ou alguém que sequer um dia teria o sonho de disputar uma eleição para presidente. Anotem: o Brasil terá de conviver por mais 2 anos com essa anomalia", afirmou o ex-ministro, que também criticou o PSDB. "É um grupo que, em 2018, completará 20 anos sem ganhar uma eleição".

Barbosa disse que se sentia obrigado a lançar provocações e reflexões para as pessoas, mesmo que podendo frustrá-las: "Meu pensamento não acompanha o pensamento da turba". E lançou dúvidas sobre o nível de confiança do empresariado brasileiro e internacional, de modo a fazer novos investimentos. "Quem vai ter confiança e investir num país que destitui um presidente da República com tanta facilidade e afoiteza?"

O magistrado afirmou ainda que a Operação Lava Jato não acabará com a corrupção no país, porque isso é "irrealizável" e que o impeachment favorece grupos hoje acusados de corrupção que querem a retaguarda de outro governo para se proteger.

Fonte: UOL

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MEC suspende novas bolsas de auxílio financeiro a universitários

O Ministério da Educação (MEC) suspendeu novas inscrições para o Programa de Bolsa Permanência (PBP), que dá ajuda mensal de R$ 400 para estudantes de universidades federais em situação de vulnerabilidade socioeconômica.

O comunicado da suspensão de novas bolsas foi assinado por Jesualdo Pereira, secretário de Educação Superior, em ofício enviado aos dirigentes de instituições federais. A ofício foi assinado na quarta-feira (11), véspera do afastamento da presidente Dilma Rousseff.

O documento determina que as novas inscrições para estudantes indígenas e quilombolas continuarão a ser realizadas, em dois períodos ao ano, no primeiro e segundo semestres. Além disso, o comunicado afirma que todas as bolsas em vigor serão mantidas.

Segundo Jesualdo Pereira, a medida foi tomada considerando o crescimento do número de beneficiários selecionados pelas instituições. De acordo com o MEC, em 2013 foram 4.736 estudantes beneficiados pela bolsa, número que passou para 13.931 em 2016.

Em nota, o novo ministro da Educação e Cultura, Mendonça Filho, ressaltou que a decisão foi tomada pela gestão anterior e que ainda faz um levantamento da situação da pasta antes de tomar qualquer decisão. "Com relação às informações espalhadas pelas redes sociais, que geraram pânico entre os estudantes, o MEC reitera que o programa não foi suspenso para os mais de 13 mil inscritos atuais e receberá novas inscrições de estudantes indígenas e quilombolas", afirma trecho da nota.

Cortes no Orçamento e em programas 
Ao justificar a suspensão, o secretário afirma que o recebimento dos benefícios do PBP está condicionado à existência de dotação orçamentária no Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), que é o fundo responsável pelo pagamento dos benefícios.

Neste ano, o MEC foi um dos ministérios que teve o maior volume de verba afetado por cortes no Orçamento do governo federal (17,7%) . Inicialmente, a Lei Orçamentária Anual (LOA) previa R$ 36,649 bilhões para a Educação. Com o segundo corte anunciado, o "limite de empenho de despesas discricionárias" caiu para R$ 30,156 bilhões.

Novas bolsas de pós graduação e graduação no exterior já tinham sido suspensas .

Sobre o Programa 
O Programa de Bolsa Permanência (PBP) foi instituído pela Portaria nº 389, de maio de 2013, e tem a finalidade de viabilizar a permanência, no curso de graduação presencial, de estudantes em situação de vulnerabilidade socioeconômica. O recurso é pago diretamente ao estudante de graduação por meio de um cartão de benefício.

Seu valor, estabelecido pelo Ministério da Educação, é equivalente ao praticado na política federal de concessão de bolsas de iniciação científica. Para os estudantes indígenas e quilombolas, será garantido um valor diferenciado, igual a pelo menos o dobro da bolsa paga aos demais estudantes, em razão de suas especificidades com relação à organização social de suas comunidades, condição geográfica, costumes, línguas, crenças e tradições.

Repercussão
Algumas universidades federais já divulgaram a decisão em seus respectivos órgãos internos. Em nota, a Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) disse lamentar a medida. “Esperamos seguir atendendo os (as) estudantes já cadastrados (as) e os demais estudantes, através dos auxílios PAPE e conforme as regras de seu edital. ”

A Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) também se mostrou contra a medida. “É com grande tristeza que encaminhamos, em anexo, o Ofício Circular informando sobre a suspensão de novas inscrições para o Programa de Bolsa Permanência - PBP”, diz a nota.

Fonte: G1

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Golpe no Brasil: Imprensa alemã vê "derrota" e "declaração de falência" de um país

Uma nação "que queria ser moderna" recua no tempo e se coloca ao lado de Honduras e Paraguai como países onde "presidentes eleitos foram afastados de forma questionável", afirmam análises sobre o impeachment de Dilma.

A aprovação do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff pelo Senado é um dos principais destaques da imprensa europeia nesta quinta-feira (12/05).

Com o título "Um país perde", o site Spiegel Online afirma que "o drama em torno da presidente é um vexame para um país afundado na crise". Para o correspondente Jens Glüsing, "o grande e orgulhoso Brasil terá que se resignar a, no futuro, ser citado por historiadores ao lado de Honduras e Paraguai – e não só por causa de apresentações bizarras de seus representantes populares. Também em Honduras e Paraguai, presidentes eleitos foram afastados de forma questionável do cargo."

Para ele, o "espetáculo indigno" apresentado pelos políticos brasileiros "prejudicou de forma duradoura as instituições e a imagem do país". O jornalista afirma que Dilma não está sendo acusada de nenhum crime, a não ser que se considere a maquiagem orçamentária uma infração. "Mas aí todos os seus antecessores e também muitos governadores teriam de ser expulsos do cargo."

Na análise do semanário Die Zeit, o afastamento de Dilma é "a declaração de falência do Brasil". O jornalista Michael Stürzenhofecker afirma que o país queria se apresentar como uma nação moderna com os Jogos Olímpicos, mas o processo de afastamento de Dilma é um "recuo aos velhos tempos" e também os 31º Jogos não serão realizados numa "democracia sem máculas".

"O processo contra Rousseff não é jurídico, mas político", afirma o jornalista, que lembra a baixa popularidade de Dilma e a sua falta de apoio político. "O que mais move as pessoas, porém, é a casta política corrupta. O paradoxal nisso é que Rousseff precisa sair porque atacou o problema. Os investigadores da Lava Jato acusaram muitos de seus partidários. Também ela foi investigada, mas nada foi provado."

Por fim, a análise lembra que há muitos acusados de corrupção entre aqueles que afastaram a presidente e elogia Dilma por ter deixado os investigadores agirem com relativa liberdade, sem interferir. "Isso é incomum para uma líder política que enfrentou uma pressão desse tamanho." Para o jornalista, o processo todo "é uma derrota para o Brasil, e a recém-adquirida confiança nas instituições e na democracia está abalada. Com o impeachment, o país está a caminho de se tornar a maior república de bananas do mundo".

No Süddeutsche Zeitung, a análise "Estes homens derrubaram a presidente" apresenta uma relação de todos os envolvidos no processo. "Na opinião de muitos juristas, as acusações são tênues, muitos chefes de Estado antes de Rousseff agiram de forma semelhante e não foram afastados do cargo. A queda de presidente é muito mais o resultado de intrigas políticas, costuradas pelos adversários de Rousseff."

Em seguida, o jornalista Benedikt Peters apresenta o vice-presidente Michel Temer como o grande vencedor do processo e lembra que personagens-chave do impeachment, como o deputado Eduardo Cunha, são, "ao contrário de Rousseff", acusados de corrupção.

O Frankfurter Allgemeine Zeitung analisa o processo como "uma marcante guinada à direita" e afirma que "o sucessor Michel Temer precisa carregar um peso enorme no chão de uma legitimidade frágil". O jornalista Matthias Rüb afirma que o país necessita urgentemente de estabilidade política e lembra os problemas da economia brasileira.

Para ele, a herança do PT não é grandiosa depois de quase 13 anos de domínio, e o partido deve assumir a responsabilidade pelo atual desastre. Ainda assim, e apesar da grande recessão, "o maior país da América Latina está longe de se transformar num Estado mafioso e falido como a Venezuela", e o combate à pobreza é uma conquista permanente.

Para o jornalista, o Brasil tem divisas suficientes, e os setores primário e secundário são estáveis. "Uma mudança rápida para melhor é possível. Mas, para isso, é necessário estabilidade política e disposição para reformas da parte do presidente interino, Michel Temer. Que Rousseff e os grandes do PT continuem falando de golpe e anunciem oposição contínua também fora das instituições políticas é algo irresponsável", comenta.

No Reino Unido, o jornal The Guardian diz que a primeira mulher a presidir o Brasil foi afastada pelo voto de senadores que colocaram problemas econômicos, a paralisia política e irregularidades fiscais à frente do voto de 54 milhões de brasileiros que elegeram a representante do PT em 2014.

"O impeachment é mais político do que jurídico", escreve a publicação britânica. Os senadores, diz, tiveram uma postura mais sóbria do que os deputados, que protagonizaram cenas "triunfantemente feias".

Em artigo intitulado "Uma guerreira até o fim: Dilma Rousseff – pecadora e santa na luta do impeachment", o correspondente Jonathan Watts diz que apesar de ser menos "corrompida" que seus acusadores, a "teimosia" e a "natureza fechada" da presidente a deixaram sem os instrumentos necessários para enfrentar a crise.

"Traída por seu companheiro de chapa, condenada por um Congresso contaminado por corrupção e insultada pelo abuso que sofreu como prisioneira da ditadura militar, a líder do Partido dos Trabalhadores sofreu um grande golpe nesta quinta-feira, quando o Senado votou pelo seu impeachment", escreve.

Segundo o The Guardian, a presidente protestou contra a misoginia e prometeu lutar até o "amargo fim". "Mas a batalha dela se assemelha cada vez mais a de um animal ferido cercado por predadores se preparando para matar", diz o texto.

A publicação argumenta que a crise política e econômica não é culpa apenas de Rousseff, mas também de um Congresso fragmentado, que não permitiu a construção de uma coalizão.

O El País, que nesta quarta-feira publicou um editorial chamando o processo de impeachment de "irregular", destaca que os senadores falaram sobre as manobras fiscais, mas se concentraram no "catastrófico curso da economia" para justificar os votos.

A sessão plenária, que teve uma "extensão maratoniana", transcorreu sem os excessos "chocantes" e "ridículos" vistos durante a votação do processo na Câmara dos Deputados, em abril.

O francês Le Monde diz que Temer e sua comitiva estavam prontos para o "sacrifício". "O homem, puro produto do sistema político brasileiro, conhecedor das intrigas parlamentares, descrito pela comitiva da presidente brasileira como um 'conspirador', 'traidor' e um 'ejaculador precoce', que pensa há meses no trono, está prestes a chegar ao degrau mais alto do poder", afirma a publicação.

Desconhecido do público, o filho de imigrantes libaneses encarna a esperança do fim da crise, diz o Le Monde, que acrescenta que Temer herda uma situação dramática, mas tem a confiança do mercado financeiro. O artigo questiona se presidente interino será capaz de conciliar uma sociedade dividida pelo processo de impeachment, já que ele é citado na Operação Lava Jato.

Para o Corriere della Sera, o Senado disse "sim" ao impeachment, mas Dilma ainda tem esperança de retorno. Segundo o jornal italiano, o caminho do presidente interino não será fácil. Temer terá que enfrentar a resistência de parlamentares do PT que anunciaram a "obstrução sistemática" de todas as propostas feitas por ele.

"O Brasil vive o segundo ano consecutivo de recessão severa e tudo está num impasse há meses devido à crise política", diz a publicação. Temer vai pedir que o Congresso apoie uma forte manobra para colocar as finanças públicas em ordem e nomear novos ministros. "É preciso resultados rápidos, que justifiquem uma inversão que tem levantado muitas dúvidas, mesmo fora do país."

Fonte: DW

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Alunos penduram cartaz com dizeres 'golpista' em aula de Janaína Paschoal

Alunos da Faculdade de Direito da USP fizeram uma intervenção contra a professora Janaína Paschoal, uma das autoras do pedido de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff, cuja abertura resultou no afastamento da petista.

Um grupo de cerca de 15 pessoas pendurou um cartaz com os dizeres "golpista" na sala onde a professora ministra uma disciplina optativa de direito penal, no ínicio da tarde.

Segundo estudantes ouvidos pela Folha, houve conflito com os alunos da matéria, que tentaram retirar o cartaz.

"A gente tinha colado o cartaz na mesa, mas os alunos tiraram, aí a gente colou de novo", afirma uma das alunas que participou da intervenção. Os alunos que falaram à reportagem pediram para não ser identificados.

O grupo pretendia concluir a intervenção antes da chegada da professora, mas com o entrevero com os alunos, cruzou com Janaína na entrada da sala.

"Quando ela chegou, disse 'deixa eles fazerem isso, não tem problema'", afirma outro dos estudantes. "Ela está se colocando numa posição de vítima, é politicamente muito esperta."

Nenhum dos estudantes ouvidos é atualmente aluno de Paschoal, mas alguns fazem parte do "Comitê da São Francisco Contra o Golpe", criado na faculdade há cerca de dois meses, com o objetivo, segundo os alunos, de fazer ações contrárias ao afastamento de Dilma.

A ação desta sexta foi pensada, segundo os estudantes, apenas duas horas antes da realização. "Está acontecendo tudo muito rápido, a gente precisa de mais ações diretas", afirmou um dos membros do grupo. É a primeira intervenção do tipo em aulas da professora este ano, segundo eles.

Dinâmica
Procurada pela Folha, a advogada afirmou não ter retirado o cartaz por "não se sentir confortável". No entanto, ele teria sido removido depois da primeira aula, por iniciativa de alguns alunos da matéria.

"Eu não posso cercear o direito de manifestação nem de uns, nem de outros. Alguns alunos se sentiram magoados com o cartaz", diz.

"Essa é a dinâmica normal da faculdade, de embate", diz. "Mas o pessoal do PT tava muito acostumado a só eles poderem se manifestar."

A docente é polêmica na São Francisco antes mesmo de se tornar notória por pedir o afastamento de Dilma Rousseff. "Alguns alunos chegavam e diziam 'nossa, professora, achei que você fosse muito pior'", ri.

Ela ficou conhecida por fazer discursos inflamados quando defende o processo de afastamento da presidente –o mais famoso, proferido em 5 de abril na própria faculdade, virou meme.

Alguns de seus críticos na faculdade afirmam que há uma "blindagem" à professora por ser mulher. Segundo eles, as críticas a ela costumam ser tachadas de machismo.

Para Janaína, o mesmo se aplica à presidente Dilma. "Acho que há um ressentimento por ela ser a primeira presidente mulher eleita. Ela não pode ser perseguida por ser mulher, mas também vamos protegê-la por ser mulher?"

Fonte: Folha.com

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Barbalha (CE): Usina tem histórico de fracasso

Quem quis aproveitar o modelo dos pequenos negócios envolvendo os engenhos para aproveitamento agronegócio colecionou fracassos. É o caso da Usina Manoel Costa Filho, implantada em Barbalha, em 1973, por Fernando Júlio Maranhão. O governo do Estado fez várias tentativas de vendê-la, inclusive todo o equipamento que se encontra sucateado, mas as negociações têm sido malogradas.

O presidente da Federação da Agricultura do Estado do Ceará (Faec), Flávio Saboya, disse que o insucesso pode ser atribuído em parte pela pequena produção da região, que antes era vocacionada para os pequenos engenhos, e uma outra pelo baixo preço pago a matéria-prima, o que desmotivou os produtores da região. "O que aprendemos com essa lição é que deve haver um modelo de negócio, em que ninguém é excluído, nem os grandes, médios ou pequenos produtores", disse Saboya.

O presidente da Faec apontou o exemplo mais bem sucedido de implantação de indústria com investimento em produção agrícola própria e aquisição de matéria-prima de diferentes produtores aconteceu com a indústria de aguardente, instalada em Redenção.

Na sua opinião, esse é o norte que a indústria canavieira, como a usina de álcool deve tomar de agora em diante. Procurada pela reportagem, a Agência de Desenvolvimento do Estado do Ceará (Adece) não quis se manifestar sobre o assunto.

Fonte: Diário do Nordeste

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Menos de 24 horas depois de abrir inquérito contra Aécio, Gilmar Mendes suspende investigações

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou, nesta quinta-feira, a suspensão das investigações contra o senador Aécio Neves (PSDB-MG) por suspeita de participação no esquema de desvio de dinheiro de Furnas até que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, informe se considera mesmo necessária a abertura do inquérito. Janot pediu a abertura das investigações contra Aécio na semana passada. Na quarta-feira à noite, Gilmar concordou e instaurou o inquérito. Menos de 24 horas depois, diante da apresentação da defesa de Aécio, o ministro decidiu suspender as diligências que já haviam sido determinadas — entre elas, o depoimento do senador.

No ano passado, a PGR enviou uma petição ao STF com indícios contra Aécio colhidos da delação premiada do doleiro Alberto Youssef. Essa petição foi arquivada por falta de elementos suficientes contra o senador. Na semana passada, Janot pediu o desarquivamento da petição e o acréscimo de novos elementos contra o tucano — desta vez, vindos da delação premiada do ex-senador Delcídio Amaral (sem partido-MS). A suspeita é de que o senador cometeu corrupção e lavagem de dinheiro.

Segundo a defesa de Aécio, a investigação foi reaberta sem novas provas, em contrariedade às normas do STF. Na decisão desta quinta-feira, Gilmar dá indícios de que concorda com Aécio. “A petição do parlamentar pode demonstrar que a retomada das investigações ocorreu sem que haja novas provas, em violação ao art. 18 do CPP e à Súmula 524 do STF”, escreveu o ministro.

Gilmar também ponderou que a manifestação da defesa pode suprir a necessidade de diligências. Além do depoimento de Aécio, tinham sido determinadas a juntada de documentos da investigação da Polícia Federal sobre o caso Furnas e também o depoimento do ex-diretor de Furnas Dimas Fabiano. O prazo dado para o cumprimento das diligências era de 90 dias. “É possível que a manifestação satisfaça as diligências probatórias postuladas pelo Procurador-Geral da República, possibilitando a imediata formação de juízo acerca do destino da investigação”, anotou o ministro.

Em delação premiada, Youssef contou que ouviu de José Janene a informação de que o PSDB, por meio de Aécio, dividia uma diretoria de Furnas com o PP. Yousseff também teria ouvido que o tucano recebia valores mensais, por meio da irmã, por uma das empresas contratadas por Furnas, a Bauruense, entre 1994 e 2001.

Segundo o procurador-geral, a delação de Delcídio trouxe “novos elementos que indicam, com maior robustez, suposta prática dos crimes anteriormente descritos contra o senador Aécio Neves da Cunha, os quais seriam justificadores do aprofundamento das investigações”.

Fonte: O Globo

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Nova Olinda (CE): Prefeito, chefe de gabinete e secretário de saúde são afastados

O prefeito deste município, Francisco Ronaldo Sampaio, e o chefe de gabinete José Alyson dos Santos Silva, foram afastados por 120 dias de seus cargos por determinação da Justiça, por suspeita de contratação de funcionário “fantasma”.  A decisão foi motivada por uma ação civil pública proposta pelo Ministério do Estado do Ceará (MPCE), que instaurou processo contra o prefeito em novembro do ano passado.

Entre 2014 e 2015, Ronaldo empregou Viviane Chaves dos Santos, até então namorada dele, admitida como psicóloga do município, mesmo sem nunca ter ido trabalhar lá. Alyson foi indiciado no processo por ter forjado provas e tentado atrapalhar o curso das investigações. Além dos dois, está sendo acusado de ato de improbidade administrativa o secretário de Saúde de Nova Olinda, Pedro Neto de Sousa.

R$ 30 mil
Pelo contrato com Nova Olinda, Viviane Chaves dos Santos recebeu um valor mensal de R$ 1.500,00 durante os meses de fevereiro de 2014 a setembro de 2015, totalizando R$ 30.000,00 ao longo de 20 meses, sem jamais ter assinado qualquer contrato de prestação de serviços com o Município de Nova Olinda, tendo ainda informado endereço falso na minuta do Contrato.

Segundo o ministério, durante o período em que recebeu como psicóloga na cidade, Viviane era servidora pública da cidade de Codó, no Estado do Maranhão, com carga horária de 40 horas semanais, sendo “impossível estar em dois lugares ao mesmo tempo”.  “É evidente que a Sra. Viviane estava sujeita a uma carga horária total de 60 horas semanais, sendo impossível que conseguisse cumpri-las por total impossibilidade física e geográfica, já que se tratam de cidades separadas por mais de 700 km de distância, e em estados diferentes”, afirma o promotor Daniel Ferreira de Lira.

Por meio de seu perfil no Facebook, Ronaldo Sampaio informou que iria entrar com um recurso para anular decisão da Justiça. “Esse não é um conflito jurídico, e sim político, que buscam meios de banalizar, antecipar e acelerar uma disputa política na qual deveria ser iniciada somente em agosto”, afirmou.  O vice-prefeito, Elizio Manoel Galdino, conhecido como Cabeludo, assume a gestão municipal.

ANDRÉ COSTA
COLABORADOR

Fonte: Diário do Nordeste

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Mulheres serão secretárias, diz novo ministro da Casa Civil

Frente à repercussão negativa pela falta de mulheres no ministério do presidente interino Michel Temer, o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, se manifestou sobre o tema indicando que as mulheres ocuparão secretarias. Segundo ele, as escolhas foram feitas por sugestões dos partidos, em um período curto de tempo. Padilha afirmou que houve a tentativa de incluir mulheres no time de alto escalão do novo governo, sem sucesso. Para embasar o argumento, citou o fato de que a chefe de gabinete de Temer será uma mulher, Nara de Deus.

— Nós tivemos essa composição. Foi feita a partir das sugestões que os partidos fizeram. Tivemos pouco tempo para fazer essa composição. Tentamos de várias formas buscar mulheres, mas não conseguimos, por razões que não convém discutir aqui. A chefe de gabinete do presidente, uma função de muito importância, é uma mulher. Nessas secretarias que perderam status de ministério, vamos trazer mulheres a participar — disse Padilha, em entrevista à imprensa após a primeira reunião ministerial de Temer.

E completou:

— Não tivemos, até agora, possibilidade de indicar mulheres, mas o núcleo de montagem vai incrementar mais a solicitação de que partidos tragam mulheres para esses postos que terão importância similar.

Dilma enfatiza falta de mulheres
Em encontro com jornalistas estrangeiros, a presidente afastada Dilma Rousseff lamentou a falta de negros e mulheres no ministério de Temer na primeira entrevista à imprensa após a aprovação de seu afastamento por 180 dias pelo Senado.

— Lamento que não haja mulheres e negros no ministério. Mulheres têm se mostrado competentes em todas as áreas. Tudo indica que o governo Temer será liberal na economia e conservador nas políticas sociais. Há um governo interino e ilegítimo em termos de votos — afirmou.

A representante da ONU Mulheres no Brasil, Nadine Gasman, também comentou a ausência de mulheres no Ministério.

— Hoje, o mundo discute a paridade de gênero como um dos objetivos globais que precisam ser alcançados até 2030 por meio do empoderamento político das mulheres. A democracia somente se realiza com a plena participação das mulheres em espaços de liderança e de tomada de decisões — disse Nadine, em entrevista ao GLOBO.

Desde a gestão do general Ernesto Geisel (1974-1979) não havia um governo federal sem mulheres no comando de pastas. Desde que a primeira mulher assumiu o comando de uma pasta do primeiro escalão — a ministra da Educação Esther de Figueiredo Ferraz, do governo de João Figueiredo (1979-1985) —, todos os presidentes sempre tiveram colaboração feminina em algum momento. Sarney contou com apenas uma ministra; Collor e Itamar, duas cada um; já Fernando Henrique Cardoso, ao longo de seus dois mandatos, teve quatro ministras; Lula, também em oito anos, reuniu dez mulheres na equipe. Já Dilma Rousseff, quando assumiu seu primeiro mandato, empossou outras dez mulheres. Sem contar ministras interinas, 14 mulheres ocuparam os gabinetes da administração de Dilma.

Fonte: O Globo

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Pesquisadores encontram DNA de rato e até de humanos em hambúrgueres

A empresa estadunidense Clear Labs resolveu analisar 258 amostras de hambúrgueres vendidos lá na Califórnia e fez descobertas um tanto quanto assustadoras sobre a composição da carne. Segundo a pesquisa, publicada neste mês de maio, 13,6% das amostras tinham alguma coisa errada, sendo 1% questão de higiene (ok, uma mãozinha suja dá pra passar, né?). Agora vem o melhor: Três amostras tinham DNA de rato. Já achou absurdo? Então segura essa: Uma das amostras tinha DNA humano.

Mas calma, calma… Embora pareça absurdo e até assustador, os cientistas dizem que as quantidades encontradas não fazem mal e estão dentro da margem permitida pela legislação (dos Estados Unidos).

Segundo a empresa, outros resultados são mais perigosos, como o fato de dois hambúrgueres vegetarianos conterem DNA de carne bovina e um hambúrguer de boi conter carne de porco. Para eles, a pior coisa é não informar ao cliente o que de fato há no alimento. “Quando ingredientes estão presentes no produto e não informados no rótulo existe um aumento potencial para reações alérgicas adversas. Há também implicações culturais importantes”, disse a Clear Labs.

Para ver a pesquisa completa, clique aqui.

E você pensava que vendiam hambúrguer de minhoca, não é? Vai nessa…

E antes que a galera chata os metidos a professores de português venham reclamar, hambúrguer em nosso idioma é com acento sim, viu!

Fonte: O Viral

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Meirelles defende aumento da idade mínima para aposentadoria

Henrique Meirelles, escolhido pelo presidente em exercício Michel Temer para comandar o Ministério da Fazenda, defendeu que haja aumento na idade mínima necessária para se aposentar. É importante, segundo ele, pensar em uma regra de transição com prazo equilibrado para um eventual novo modelo para a aposentadoria.

Para Meirelles, a prioridade é controlar as despesas do Governo Federal e evitar o déficit. Para isso, avalia que pode ser preciso aumentar a carga tributária, ainda que o objetivo a longo prazo seja diminuir a quantidade de impostos pagos pelo brasileiro. Desse modo, a proposta de recriação da CPMF, feita pelo governo de Dilma, deverá ser mantida no Congresso.

Ele declarou também que a primeira medida a ser tomada no campo da economia no novo governo será "dizer a verdade" com relação às contas públicas, em referência às pedaladas fiscais praticadas pelo governo anterior.

Também é preciso, defendeu, mexer nos privilégios de quem não precisa, mencionando as desonerações às empresas, a que chamou de "bolsa empresário".

O ministro indicou, além disso, que a fórmula de correção do salário mínimo não deverá sofrer alterações. A fórmula leva em consideração a inflação do ano anterior e o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos atrás.

Meirelles havia sido anunciado na última quinta-feira como o ministro da Fazenda do governo de Michel Temer. O anúncio já era esperado e indica mudanças nas estratégias a serem adotadas na via econômica com relação a seu antecessor, Nelson Barbosa.

Fonte: O Povo

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Cunha manterá salário, avião e residência oficial

O primeiro-secretário da Câmara, deputado Beto Mansur (PRB-SP), disse nesta quinta-feira (12) ao G1 que o presidente afastado da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), terá garantido os mesmos benefícios que a presidente da República afastada, Dilma Rousseff – salário integral, avião, carro, segurança, equipe do gabinete pessoal e residência oficial.

Segundo Mansur, o ato da Mesa Diretora que prevê a manutenção dessas prerrogativas vai ser assinado ainda nesta tarde.

Ao anunciar a decisão do Senado de admitir o processo de impeachment e afastar Dilma por até 180 dias, o presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), informou que seriam mantidas algumas prerrogativas à petista. O primeiro-secretário da Câmara já havia dito na semana passada que pretendia dar a Cunha as mesmas garantias que fossem concedidas a Dilma.

Benefícios mantidos
Segundo Mansur, Cunha, embora esteja afastado das funções por tempo indeterminado, receberá salário integral de R$ 33.763, além de manter a residência oficial, no Lago Sul (bairro nobre de Brasilia), avião, seguranças, motorista, carro oficial e verba para pagar funcionários do gabinete.

"Vai ter exatamente as mesmas prerrogativas da Dilma, como transporte aéreo e terrestre, a residência oficial com a estrutura de manutenção e componentes do gabinete pessoal da presidência", afirmou Beto Mansur.

A Mesa Diretora interpreta que é preciso garantir condições iguais a dois chefes de Poderes que se encontrem em situação semelhante – afastados dos postos.

Decisão do Supremo
Cunha foi suspenso do mandato e da presidência da Câmara pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por obstruir as investigações da Operação Lava Jato e o processo a que responde por quebra de decoro parlamentar no Conselho de Ética.

Ele é réu no STF sob a acusação de receber ao menos US$ 5 milhões em propina de um contrato da Samsung Heavy Industries com a Petrobras. O peemedebista nega ter participado do esquema de corrupção na estatal.

Fonte: G1

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Obama não vai ligar para Temer, diz Casa Branca

O presidente interino Michel Temer não deve receber um telefonema do presidente americano Barack Obama "reconhecendo" o novo governo brasileiro, segundo apurou a Folha. O governo americano manterá contatos de trabalho, inclusive a nível presidencial, com a administração Temer, mas não haverá o telefonema oficial, segundo relataram fontes do governo americano.

"Não sou um especialista na Constituição brasileira, mas nossa expectativa é que as instituições do governo brasileiro que foram construídas nas últimas décadas são suficientemente maduras e duráveis para resistir à turbulência política que o Brasil enfrenta agora", disse nesta quinta (12) o porta-voz da Casa Branca, Josh Earnest.

As declarações repetiram o tom cauteloso usado nos últimos dias pelo governo americano sobre o processo de impeachment de Dilma Rousseff, afastada nesta quinta da Presidência. Segundo Earnest, a mudança não altera a cooperação e o apoio do governo americano ao Brasil.

Segundo a Folha apurou, nem Obama nem o vice-presidente Joe Biden devem se pronunciar até o final do processo de impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff. Enquanto isso, o presidente Temer será tratado como "interino" e a Casa Branca irá manter o discurso de "confiamos nas instituições democráticas do Brasil".

O raciocínio é que uma ligação oficial legitimaria o governo Temer como definitivo, sendo que ainda há um processo correndo.

"Os EUA estarão ao lado do Brasil, mesmo nesse momento desafiador", disse o porta-voz, reiterando o valor que o país dá às "importantes relações" com o Brasil. "Cooperamos em uma ampla gama de temas, o presidente Obama visitou o Brasil em seu primeiro mandato e foi uma oportunidade para ele falar afirmativamente da importância da relação entre os dois países, o que foi renovado quando Rousseff visitou a Casa Branca recentemente."

O governo americano não encara, de forma alguma, o impeachment de Dilma como golpe, mas está escaldado depois do equívoco cometido durante o golpe contra o presidente venezuelano Hugo Chávez em 2002. Na época, Chávez foi deposto por militares e o empresário Pedro Carmona assumiu o poder. Os Estados Unidos rapidamente apoiaram o "novo governo". Mas Chávez reassumiu depois de 48 horas.

Zika
Questionado sobre a preocupação de que o vírus da zika possa ter um impacto negativo nas Olimpíadas do Rio, o porta-voz da Casa Branca disse que o Brasil pode contar com o apoio dos EUA. Convidado por Dilma para assistir aos Jogos no Rio, o presidente Obama ainda não anunciou se irá.

"O mundo está torcendo para que o Brasil seja bem-sucedido na organização dos Jogos. Queremos apoiar os esforços dos brasileiros em sediar Jogos em que as instalações estejam prontas, em que os jogos ocorram em segurança e nos quais possamos ver os melhores atletas do mundo competir. Estamos torcendo para o Brasil ser bem-sucedido. Até que ocorram as competições em si, quando vamos torcer para os americanos", disse Earnest.

Em outra entrevista, a porta-voz do Departamento de Estado Elizabeth Trudeau afirmou que os dois países mantem uma "relação robusta" e que os EUA "estão confiantes que o Brasil será capaz de lidar com seus desafios políticos de forma democrática". Durante a entrevista, assim como na Casa Branca, jornalistas de vários países se interessaram em saber a posição americana sobre os acontecimentos no Brasil.

"Temos uma forte relação bilateral. São as duas maiores democracias do hemisfério e somos um parceiro comprometido. Cooperamos com o Brasil em vários assuntos, como comércio, segurança e meio ambiente, e nossa expectativa é que isso continue", afirmou Trudeau.

Fonte: Folha.com

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Saiba quais são as 10 melhores dietas do mundo

Médicos e nutricionistas americanos de renomadas instituições, como as universidades Johns Hopkins, Harvard, e de Nova York e a ICF International, definiram as melhores dietas para serem adotadas. À pedido da publicação U.S News & World Report, especializada em rankings de saúde e educação, os profissionais escolheram os mais diversos programas para as mais diversas finalidades -- perda de peso (claro), proteção do coração, evitar doenças, como diabetes e demências.

No ranking geral, a grande vencedora é a dieta conhecida pelos americanos como DASH (sigla em inglês para "dieta para combater a hipertensão"). O plano alimentar foi considerado pelos profissionais como a melhor opção por ser fácil de ser seguida, nutritiva, eficaz na perda de peso e prevenção de doenças cardiovasculares e diabetes.

Em segundo lugar, ficou a pouco falada MIND (união da DASH com a dieta Mediterrânea), um regime, que tem como objetivo ajudar a prevenir demências.

Para o nutrólogo Daniel Magnoni, do Hospital do Coração, em São Paulo, há ainda uma questão primordial a ser considerada: o melhor regime é aquele adaptado às necessidades individuais. Além disso, para uma dieta ser eficiente e saudável, não deve excluir nenhum grupo de alimentos do cardápio, ser rica em alimentos com fibras e incluir a ingestão de líquidos - de preferência água e a prática de exercícios físicos.

Os profissionais deram notas de 0 a 5 para cinco critérios: perda de peso em curto prazo (probabilidade de perder uma quantidade significativa de peso nos primeiros 12 meses); perda de peso em longo prazo (probabilidade de manter uma quantidade significativa do peso perdido durante pelo menos dois anos); facilidade de ser seguida (baseada em fatores como saciedade, sabor, requisitos especiais) e, enfim, o fato de ser saudável (integridade nutricional, possíveis riscos para a saúde e capacidade de prevenir diabetes e doenças cardíacas).

Confira abaixo quais foram as escolhidas:

1- Dieta contra pressão alta (DASH)
Chamada de DASH Diet, tem como objetivo prevenir e tratar a hipertensão. A dieta DASH foi considerada por médicos americanos como a mais adequada para beneficiar o corpo de diferentes maneiras, já que também promove perda de peso e estimula uma alimentação mais nutritiva. A ideia é simples: enfatizar nutrientes que previnem a hipertensão, como potássio, proteína, fibra e cálcio – encontrados em vegetais e alimentos integrais – e evitar aqueles que aumentam a pressão arterial, especialmente os ricos em sal, calorias e gordura, como os industrializados, doces e carne vermelha. Como não veta o consumo de nenhum grupo alimentar, essa dieta é considerada fácil de ser seguida. De acordo com a Instituto Nacional do Coração, Pulmão e Sangue (NHLBI) dos Estados Unidos, que ajudou a desenvolver o método, a dieta pode ser usada para emagrecer, desde que acompanhada de exercícios e redução da ingestão de calorias em geral. Nota geral: 4.1 Perda de peso em curto prazo: 3.2 Perda de peso a longo prazo: 3.0 Fácil de seguir: 3.1 Saudável: 4.8 Saiba mais neste link (em inglês).

2- Dieta para prevenir demências (MIND)
O plano tem como objetivo prevenir o Alzheimer com alimentos benéficos para o cérebro. A dieta MIND (sigla de Mediterranean-DASH Intervention for Neurodegenerative Delay, em tradução livre, foi desenvolvida a partir da união entre o regime DASH e a mediterrânea (veja essa dieta no item 6). Sendo assim, o programa prioriza o consumo de 10 alimentos presentes nas duas dietas, que são benéficos para a saúde cerebral: folhas verdes, vegetais, nozes, frutas, grãos, cereais integrais, peixe, aves, azeite e vinho. Como a DASH, o objetivo da MIND não é a perda de peso. Entretanto, ao limitar o consumo de itens que favorecem o ganho de peso, a dieta contribui para a perda de peso. Tais resultados melhoram se forem associados à prática de atividade física. Nota geral: 4.0 Perda de peso em curto prazo: 3.1 Perda de peso a longo prazo: 2.9 Fácil de seguir: 3.7 Saudável: 4.5 Saiba mais neste link (em inglês).

3- Dieta para reduzir o colesterol (TLC)
Conhecido como dieta TLC (sigla para “terapia para mudança do estilo de vida”), o plano tem como principal objetivo reduzir a taxa de LDL, o “colesterol ruim”, prevenindo doenças cardiovasculares. O foco desse tipo de alimentação é diminuir significativamente o consumo de gordura, principalmente a saturada, encontrada nas carnes mais gordurosas, laticínios integrais e frituras, por exemplo. Recomenda-se que a gordura passe a representar até 7% do total de calorias consumidas ao longo do dia. A dieta ainda prevê a ingestão de fibras, presentes nos vegetais e alimentos integrais, que também contribuem com o combate ao colesterol alto. A TLC pode ajudar a emagrecer, uma vez que estudos sugerem que uma alimentação com pouca gordura é eficaz na perda de peso. Recomenda-se o consumo alimentos com ácido fólico, vitamina B e ricos em ferro, além de pelo menos 30 minutos por dia de exercícios. Nota geral: 4.0 Perda de peso em curto prazo:: 3.2 Perda de peso a longo prazo: 2.8 Fácil de seguir: 3.0 Saudável: 4.7 Saiba mais neste link (em inglês).

4- Dieta da Fertilidade
A dieta da fertilidade tem como objetivo aumentar a ovulação. É para mulheres, portanto. Criado por pesquisadores de Harvard, o plano alimentar prioriza a ingestão de gordura “boa”, grãos integrais, proteínas, óleos de origem vegetal e laticínios integrais e evita o consumo de gordura “ruim”, carboidratos refinados e carne vermelha. Nota geral: 3.9 Perda de peso em curto prazo:3.0 Perda de peso a longo prazo: 2.6 Fácil de seguir: 3.7 Saudável: 4.4 Saiba mais neste link (em inglês).

5- Dieta para emagrecer (Clínica Mayo)
O regime foi desenvolvido pela Clínica Mayo, instituição dos Estados Unidos que realiza pesquisas na área da saúde e oferece recomendações sobre prevenção de doenças. O objetivo é emagrecer. Os criadores afirmam que ela cause a perda de 2,5 e 4,5 quilos nos primeiros quinze dias e, depois, de 0,5 a 1 quilo por semana. A dieta se baseia na adoção ou eliminação de hábitos do dia a dia associados aos quilos a mais. Exemplos: é proibido comer em frente à TV ou consumir açúcar nas primeiras duas semanas. O plano também recomenda que as refeições contenham todos os grupos alimentares, de vegetais a carboidratos e gorduras, mas nas quantidades indicadas pela pirâmide alimentar. Estudos já demonstraram que a dieta é eficaz na perda de peso e ajuda a proteger a saúde cardiovascular. Exercícios também estão incluídos -- de 30 minutos a 60 minutos diariamente. Nota geral: 3.9 Perda de peso em curto prazo: 3.3 Perda de peso a longo prazo: 2.9 Fácil de seguir: 3.1 Saudável: 4.5 Saiba mais neste link (em inglês).

6- Dieta para emagrecer e prevenir doenças crônicas (Mediterrânea)
A Dieta do Mediterrâneo se baseia na alimentação seguida por habitantes de países banhados pelo Mar Mediterrâneo. O programa tem como objetivo a perda e a manutenção do peso e a prevenção de doenças crônicas com a baixa ingestão de carne vermelha, açúcar e gordura saturada. Por outro lado, o plano prevê um maior consumo de alimentos como nozes e castanhas, vegetais, grãos integrais, azeite de oliva e peixe. O vinho tinto também é indicado, com moderação. Requer a prática de exercícios leves, ao menos três vezes por semana, como caminhadas e a prática da jardinagem. Nota geral: 3.0 Perda de peso em curto prazo: 2.9 Perda de peso a longo prazo: 3.3 Fácil de seguir: 3.3 Saudável: 4.6 Saiba mais neste link (em inglês).

7- Dieta para emagrecer (Vigilantes do Peso)
O Vigilantes do Peso faz parte da organização Weight Watchers, que surgiu nos Estados Unidos e ajuda na peso por meio de programas pagos de emagrecimento. Os participantes se inscrevem em um dos métodos disponíveis que consistem em reuniões de acompanhamento, sugestão de cardápios e receitas saudáveis com base no controle da quantidade de calorias consumidas diariamente. Nota geral: 3.9 Perda de peso em curto prazo: 4.0 Perda de peso a longo prazo: 3.5 Fácil de seguir: 3.7 Saudável: 4.3 Saiba mais neste link (em inglês).

8- Dieta para emagrecer e da longevidade (Flexitariana)
É um programa alimentar que objetiva a perda de peso e a melhora da saúde por meio de dois conceitos: flexibilidade e vegetarianismo. O termo foi usado pela primeira vez em 2009 pela nutricionista Americana Dawn Jackson Blatner. Segundo a especialista, não seria necessário eliminar completamente o consumo de carne para alcançar os benefícios do vegetarianismo. Bastaria adotar a prática na maior parte do tempo, sem deixar de comer um bife ou um hambúrguer de vez enquando, quando desse muita vontade. A dieta consiste em adicionar cinco grupos de alimentos à mesa - “novas carnes” (tofu, , feijão, lentilhas, ervilhas, nozes e sementes, e ovos ), frutas e vegetais, grãos integrais, laticínios, açúcares e pimentas. Além disso, a prática de exercícios é fortemente encorajada: recomenda-se 30 minutos diários de exercícios físicos moderados ou 20 minutos de exercícios intensos, cinco vezes por semana. Estudos mostraram que os adeptos perdem 15% do peso corporal, além de reduzir risco de doenças cardíacas, diabetes e câncer e vivem, em média, 3,6 anos mais em relação aos que não seguem o programa. Nota geral: 3.8 Perda de peso em curto prazo:: 3.4 Perda de peso a longo prazo: 3.3 Fácil de seguir: 3.3 Saudável: 4.2 Saiba mais neste link (em inglês).

9- Dieta para emagrecer (Volumétrica)
O conceito da dieta volumétrica consiste em estimular o consumo de alimentos pouco calóricos que promovem a saciedade. Eles são divididos em categorias: os chamados de baixíssima densidade, como frutas (figo, melancia, meão, uva, laranja e frutas vermelhas), e vegetais (folhas verdes, cenoura, beterraba, abóbora, berinjela) sem amido, leite desnatado e sopa à base de caldo; os de baixa densidade, como frutas e vegetais com amido, grãos, cereal matinal, carnes magras, legumes e pratos com baixo teor de gordura; alimentos de média densidade como carne, queijo, pizza, batata frita, molho de salada, pão, sorvete e bolo; e alimentos de alta densidade como biscoitos, salgadinho, doces de chocolate, biscoitos, nozes, manteiga e óleo. As comidas das categorias 1 e 2 podem ser ingeridas em grandes quantidades, o consumo dos alimentos da categoria 3 deve ser moderado e da categoria 4, evitado. Embora esta dieta seja mais um plano alimentar do que um programa de emagrecimento, para aqueles que querem um resultado melhor, a prática de exercícios – 30 minutos de caminhada na maior parte da semana – é encorajada. Nota geral: 3.8 Perda de peso em curto prazo: 3.6 Perda de peso a longo prazo: 3.2 Fácil de seguir: 3.2 Saudável: 4.4 Saiba mais neste link (em inglês).

10- Dieta para emagrecer (Jenny Craig)
O Jenny Craig é um método disponível apenas nos Estados Unidos no qual também é necessário se inscrever e pagar uma determinada quantia para participar. O programa pede ao participante que participe de reuniões com uma consultora para traçar uma estratégia de emagrecimento e depois escolha o cardápio, entre as opções disponíveis. Neste sistema, o participante recebe suas refeições pré-preparadas. Nota geral: 3.7 Perda de peso em curto prazo: 3.8 Perda de peso a longo prazo: 3.2 Fácil de seguir: 3.6 Saudável: 4.2 Saiba mais neste link (em inglês).

Fonte: Veja.com

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O discurso de Dilma e suas estratégias para retomar o cargo

Cercada por ex-ministros e populares, a presidente afastada Dilma Rousseff se despediu ontem do Planalto em discurso que resgatou passado e presente de sua gestão frente ao Executivo. Mais que cumprir formalidade que marca início de sua saída por até 180 dias do governo, a petista fez ainda fala emocionada, que revela estratégias futuras na luta para retomar o cargo.

“Vou lutar com todos os instrumentos legais de que disponho para exercer o meu mandato até o fim”, disse Dilma, ao lado do ex-presidente Lula. Apostando no legado social das gestões do PT em treze anos, a petista disse não ter cometido crimes e afirma, na verdade, ser vítima de “golpe” de setores que querem minar avanços conquistados pelo partido.

Mestrando pela Universidade de São Paulo (USP), o economista Matheus Assunção aponta que, apesar de ter garantido vitórias expressivas ao petismo, a própria pauta de avanços sociais da sigla é hoje colocada em xeque no debate público. “Essas conquistas trazem retorno político, mas, em algum momento, elas se esgotam. Novas políticas não foram feitas, e a crise acabou minando muitos dos ganhos”.

Já para a cientista política Nayara Macedo, doutoranda na Universidade de Brasília (UnB), estratégia de Dilma, apesar de frágil, acaba sendo única opção diante de um “quadro generalizado” de ódio ao PT na política. “Não restaram muitas opções, visto que o afastamento já está consumado. Restou à Dilma apelar para as conquistas sociais de seu governo e à falta de legitimidade do processo”.

Legitimidade e ruas
Em seus últimos minutos no Planalto, Dilma Rousseff contestou ainda a legitimidade do presidente em exercício, Michel Temer (PMDB), em tocar mudanças na agenda econômica. “Um governo que não terá a legitimidade para propor e implementar soluções para os desafios do Brasil”, disse, acompanha por comitiva no Salão Leste do Palácio do Planalto.

Ao final da fala, a presidente afastada também fez apelo para movimentos sociais manterem mobilizações até o final do processo. “Aos brasileiros que se opõem ao golpe, independentemente de posições partidárias, faço um chamado: mantenham-se mobilizados, unidos e em paz. A luta pela democracia não tem data para terminar”, disse.

Para Nayara Macedo, apesar de protestos terem repercussão, futuro da petista acabará dependendo mais da capacidade de Michel Temer em “conciliar e acomodar” interesses de elites políticas e econômicas. “A percepção de que o afastamento foi puro resultado das pressões da rua é uma falácia. Da mesma forma que a ação popular por si só não será capaz de trazer Dilma de volta”.

A cientista política também destaca que, mesmo com acentuada pressão, Dilma não tem dado sinais de que irá renunciar, ao contrário de Fernando Collor em 1992. “O destino sempre me reservou muitos desafios, muitos e grandes desafios. Alguns pareciam intransponíveis, mas eu consegui vencê-los”, disse Dilma.

Já o economista aponta que, ao questionar sucesso de Temer, a petista acerta na estratégia. “Boa parte do apoio inicial que o presidente interino vai ter vem da desaprovação do governo anterior, e não necessariamente da aprovação de propostas do novo governo”, diz. Ele destaca que, entre promessas do peemedebista, estão ações que precisariam de maioria absoluta no Congresso.

“A maioria necessária é a mesma que foi para aprovação do impeachment. Mas não necessariamente quem aprovou o impeachment vai aprovar essas medidas. Até porque ajuste fiscal é corte de gastos, muitas vezes impopular. A melhor chance seria ele fazer isso logo de início, quando terá maior apoio”, avalia.

Estratégias de Dilma

1) Contestar legalidade do impeachment
“Meu governo tem sido alvo de intensa e incessante sabotagem. O objetivo evidente vem sendo me impedir de governar, e, assim, forjar o meio ambiente propício ao golpe.”

2) Contestar legitimidade de Michel Temer
“Um governo que não terá a legitimidade para propor e implementar soluções para os desafios do Brasil. Um governo que pode se ver tentado a reprimir os que protestam contra ele. Um governo que nasce de um golpe, de um impeachment fraudulento”

3) Recorrer à Justiça
“Vou lutar com todos os instrumentos legais de que disponho para exercer o meu mandato até o fim, até 31 de dezembro de 2018.

4) Resgatar legado do PT
“Ao destituir o meu governo querem, na verdade, impedir a execução do programa que foi escolhido pelos votos majoritários dos 54 milhões de brasileiros e brasileiras. O golpe ameaça levar de roldão não só a democracia, mas também as conquistas que a população alcançou”

5) Resgatar história
“Eu já sofri a dor indizível da tortura; a dor aflitiva da doença; e agora eu sofro mais uma vez a dor igualmente inominável da injustiça. O que mais dói, neste momento, é a injustiça. O que mais dói é perceber que estou sendo vítima de uma farsa jurídica e política”

6) Convocar militância
“Faço um chamado: mantenham-se mobilizados, unidos e em paz. A luta pela democracia não tem data para terminar,que exige de nós dedicação constante”

Fonte: O Povo

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Governo se mobiliza para enfrentar a seca

A crise no sistema de abastecimento de água, que deve atingir até o fim deste ano pelo menos 41 cidades do Interior do Ceará, traz transtornos para moradores e cria situação emergencial para ações de governo. O esforço conjunto é para não deixar faltar água em nenhum centro urbano.

Depois de cinco anos seguidos de chuva abaixo da média e de queda drástica dos níveis dos reservatórios estratégicos para abastecimento das cidades, nos próximos meses, a situação tende a se agravar. Até janeiro e fevereiro do próximo ano, estima-se que as reservas hídricas estarão cada vez mais escassas.

Além das ações de governo para evitar desabastecimento, é preciso esperar que as precipitações cheguem de forma mais intensa na próxima quadra chuvosa (fevereiro a maio) de 2017. Segundo levantamento Grupo de Trabalho de Segurança Hídrica do Comitê Integrado de Convivência com a Seca, 17 centros urbanos vão enfrentar dificuldades até julho próximo; outros oito entre agosto e outubro; e mais 16 cidades em novembro e dezembro.

A Secretaria de Recursos Hídricos (SRH) e outras instituições públicas - Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh), Superintendência de Obras Hidráulicas (Sohidra), Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), Companhia de Água e Esgoto (Cagece), Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE) e Defesa Civil - têm trabalhado para evitar colapso no sistema de abastecimento das áreas urbanas e rurais. No momento, dez adutoras de montagem rápida estão em fase de conclusão de projeto.

No ano passado, cerca de 200Km de adutoras foram entregues e está garantido o abastecimento de cidades que anteriormente estavam em risco de desabastecimento. Por meio de nota, a SRH informou que medidas de gestão e racionalização têm sido usadas para garantir o abastecimento das populações.

Um exemplo citado foi o de Quixeramobim, que corria risco de entrar em colapso, mas, graças ao intenso trabalho do grupo, os problemas foram contornados e o abastecimento permanece sem transtornos hoje. "Para que os municípios em dificuldade não venham ter seu fornecimento de água suspenso, medidas como a construção de adutoras de montagem rápida, a construção/instalação de poços profundos, instalação de chafarizes e dessalinizadores e, em casos extremos, o abastecimento por carros-pipa têm sido adotadas diariamente", frisou a nota da SRH.

Mediante a crise hídrica provocada pelo quinto ano seguido de chuvas abaixo da média no Ceará, com perdas anuais das reservas hídricas nos mananciais, os centros urbanos enfrentam risco de irregularidade no sistema de abastecimento, mas sem colapso no fornecimento de água. "Providências estão sendo adotadas pelo governo do Estado para garantir o suprimento emergencial de água para as populações", conclui a nota.

O Ceará em mais um ano enfrenta meses secos e o esforço das instituições públicas é assegurar oferta de água para a população de centros urbanos e áreas rurais. A chegada das águas do Rio São Francisco é uma esperança que se avizinha para outubro ou novembro próximos.

Mais informações
Telefones: SRH - (85) 3101-4056/Cogerh - (85) 3218-7024/Cagece - (85) 3101-1826

HONÓRIO BARBOSA
COLABORADOR

Fonte: Diário do Nordeste

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