A tarifa de energia elétrica no Ceará terá aumento médio de 5,78% nos próximos dias para consumidores de baixa e alta tensão. O reajuste foi aprovado nesta quarta-feira (22) pela diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica e já pode ser aplicado pela concessionária Enel Ceará nas próximas contas de luz.
Segundo a agência reguladora, o aumento médio será de 4,67% para consumidores de baixa tensão, como residências e pequenos comércios, e de 9,61% para consumidores de média e alta tensão, como indústrias e grandes empreendimentos.
📊 Fatores que influenciaram o reajuste
De acordo com a Aneel, diversos componentes impactaram diretamente o cálculo da nova tarifa:
💰 Impostos: 24%
⚡ Compra de energia: 27,9%
🔌 Distribuição de energia: 28,9%
📑 Encargos setoriais: 13,4%
Os encargos são custos obrigatórios previstos em lei, utilizados para financiar políticas públicas e programas do setor elétrico.
🏠 Impacto para consumidores residenciais
A Enel atende cerca de 4,11 milhões de unidades consumidoras no Ceará, sendo aproximadamente 86% de baixa tensão. Dentro desse grupo, os reajustes variam conforme o perfil:
🏡 Residências: aumento de 4,3%
🌾 Consumidores rurais: aumento de 5,53%
🏪 Pequenos comércios: aumento de 5,45%
💡 Iluminação pública: aumento de 5,59%
🏭 Alta tensão terá maior reajuste
Os consumidores de média e alta tensão — como indústrias e grandes empresas — representam cerca de 0,12% dos clientes no estado. Para esse grupo, o reajuste médio será de 9,61%, podendo chegar a 12,21% em casos específicos de grandes consumidores.
🗣️ Posicionamento da concessionária
Em nota, a Enel Ceará destacou que as tarifas são definidas pela Aneel com base em leis e regulamentos federais, com o objetivo de manter o equilíbrio financeiro do setor elétrico.
A empresa também informou que apenas 28,9% do valor pago na conta de energia permanece com a distribuidora. Em uma fatura de R$ 100, por exemplo, R$ 28,90 são destinados à Enel para cobrir custos operacionais e remuneração, enquanto o restante é repassado a geradoras, transmissoras e aos governos.
Por Aline Dantas





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