Após críticas a reformas, Temer rompe com Renan Calheiros. Senador anuncia apoio a Lula em 2018

Chamado, no passado, de "conspirador" pelo senador Renan Calheiros (PMDB-AL), conforme noticiou o Jornal do Brasil, o presidente Michel Temer anunciou a aliados o rompimento com o ex-presidente do Senado. De acordo com a coluna Painel, da Folha de S.Paulo deste sábado (1º), o estopim foram os ataques de Renan às reformas trabalhista e da Previdência do governo.

Para Temer e interlocutores do Palácio do Planalto, Renan já vinha sinalizando a ruptura. Ainda de acordo com a coluna da Folha, o governo não engole a tese de que o senador está se aproximando do PT para se reeleger em Alagoas, e acredita que o peemedebista busca apoio em diversas alas do Senado à espera dos desdobramentos da Operação Lava Jato. O senador aproveitou para anunciar o apoio a Lula em uma possível candidatura do petista à presidência em 2018.

Na época em que a presidente Dilma Rousseff vinha sofrendo o processo de impeachment e em que o PMDB se preparava para eleger seu novo presidente, Renan responsabilizou Michel Temer pela divisão do partido e pela prática de fisiologismo, depois de já ter chamado Temer, então vice-presidente, de gerente de RH. Michel Temer, em nova carta, rebateu insinuando que Renan Calheiros era um “coronel”.

Fonte: Jornal do Brasil

Curta nossa página no Facebook

Temer sanciona lei de terceirização sem salvaguardas a trabalhadores

O presidente Michel Temer sancionou na noite desta sexta-feira (31) o projeto de lei que regulamenta a terceirização no país.

A iniciativa foi publicada em edição extra do "Diário Oficial da União" e inclui vetos parciais a três pontos da proposta.

Um deles é a possibilidade de prorrogação do prazo de até 270 dias de contrato temporário de trabalho por acordo ou convenção coletiva.

Os outros dois parágrafos foram vetados porque repetem direitos já previstos na Constituição Federal. Um deles determina que seja incluído na carteira de trabalho e na Previdência Social a condição de temporário do trabalhador.

O segundo é o que assegura ao trabalhador temporário salário, jornada de trabalho e proteção previdenciária e contra acidentes equivalentes ao de pessoas que trabalham na mesma função ou cargo da empresa contratante.

Além disso, ele previa o benefício do pagamento direto do FGTS, férias e décimo terceiro salário proporcionais a empregados temporários contratados por até trinta dias.

A ideia inicial era de que o presidente sancionasse a iniciativa aprovada pela Câmara próximo ao prazo de 12 abril, em um evento no Palácio do Planalto com a presença de parlamentares e empresários.

Ele, contudo, foi recomendado a antecipá-la para evitar novas pressões e eventuais retaliações de um grupo de senadores peemedebistas, que pediu em carta ao presidente para vetar integralmente a proposta.

O principal insatisfeito com a iniciativa é o líder do partido, Renan Calheiros (PMDB-AL), que tem feito críticas públicas às propostas econômicas sugeridas pelo Palácio do Planalto.

Segundo um assessor presidencial, a antecipação também teve como objetivo tentar blindar a reforma previdenciária de ameaças de represálias de deputados federais, que também vinham pressionando o presidente a vetar integralmente a proposta da terceirização.

Com a antecipação da medida, o Palácio do Planalto desistiu de fazer uma medida provisória para incluir as salvaguardas para os trabalhadores afetados pela terceirização. A ideia voltou a ser de incluí-las no relatório da reforma trabalhista, cuja expectativa é de que seja votada no mês que vem.

A equipe econômica pretende incluir pontos como a garantia aos terceirizados dos mesmos serviços de alimentação, transporte e atendimento médico dos contratados diretamente e restrições para evitar que as empresas demitam seus funcionários e os recontratem na sequência como terceirizados.

Ela também deve prever a obrigatoriedade de a "empresa-mãe" fiscalizar se a terceirizadora está cumprindo suas obrigações trabalhistas e previdenciárias. Esse ponto é considerado essencial para evitar queda na arrecadação da Previdência Social, uma das maiores preocupações do Palácio do Planalto com a terceirização.

Pela proposta aprovada, por exemplo, a prestadora de serviços não precisa oferecer o benefício a seus funcionários, mesmo que exerçam o mesmo cargo. A salvarguarda que deve ser incluída, no entanto, equipara os benefícios.

A inclusão das mudanças tem como objetivo, além de evitar que o governo seja acusado de promover a precarização do mercado de trabalho, evitar problemas jurídicos pela falta de uma regulamentação mais completa da chamada "pejotização", o que não é feito pelo texto sancionado.

Fonte: Folha.com

Curta nossa página no Facebook



Kassab diz que poderá privatizar Correios se estatal não voltar ao azul

O ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, disse nesta terça-feira (28) que os Correios poderão ser privatizados, se não ocorrer um processo que rapidamente traga de volta o equilíbrio financeiro à empresa. No ano passado, o prejuízo da estatal se aproximou dos R$ 2 bilhões, pouco abaixo do valor registrado em 2015.

Questionado sobre os motivos que levaram os Correios à essa situação, Kassab disse que diversos foram os fatores que levaram ao cenário atual. Ele destacou ainda que a União não pretende sustentar os prejuízos da estatal.

"Má-gestão é corrupção, loteamento, não ter capacidade de recursos adicionais, não fazer os cortes necessários para manter o equilíbrio. […] A empresa está correndo contra o relógio, porque o governo não tem recursos", disse o ministro em entrevista coletiva à imprensa.

Depois de promover um plano de demissão incentivada, a estatal, que terá 111 mil funcionários após a conclusão desse processo, avalia novas formas jurídicas de promover um encolhimento maior dos seus quadros. "Ou os Correios rapidamente cortam gastos além dos que já estão sendo cortados, ou vamos caminhar para a privatização", disse Kassab.

Fonte: Época Negócios

Curta nossa página no Facebook



Odebrecht depositou propina para Aécio em Nova York, diz revista

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) recebeu propina da Odebrecht em uma conta bancária em Nova York operada por sua irmã, a jornalista Andrea Neves.

A informação foi publicada nesta sexta (31) pela revista "Veja", que afirmou ter tido acesso ao conteúdo da delação de Benedicto Junior, ex-­pre­sidente da Odebrecht Infraestrutura. A delação foi homologada pelo Supremo Tribunal Federal.

BJ, como é conhecido o executivo, afirmou, segundo a revista, que os pagamentos a Aécio foram "contrapartida" ao atendimento de interesses da empreiteira em obras como a da Cidade Administrativa, em Minas, e da usina de Santo Antônio, em Rondônia, onde a Cemig (estatal mineira) integrou um consórcio.

Andrea Neves, 58, é uma das principais conselheiras de Aécio na política e foi responsável pela área de comunicação de seu governo (2003- 2010) em Minas.

Como a Folha revelou no último dia 19, Marcelo Odebrecht, ex-presidente da construtora, e outros executivos do grupo disseram em acordo de delação premiada que acertaram junto com a Andrade Gutierrez o repasse de R$ 50 milhões a Aécio após vencerem o leilão para a construção da hidrelétrica Santo Antônio, em 2007.

Em fevereiro, a Folha também noticiou que BJ contou aos investigadores que se reuniu com Aécio para tratar de um esquema de fraude em licitação na obra da Cidade Administrativa a fim de favorecer grandes empreiteiras.

Outro lado
A assessoria de Aécio divulgou nota em que classificou como "falsas e absurdas" as informações publicadas pela revista "Veja".

"É lamentável que afirmações graves como as apresentadas venham a público sem a devida apuração de sua veracidade", diz a nota.

"Em nenhuma das obras citadas, usina de Santo Antônio e Cidade Administrativa, houve qualquer tipo de pagamento indevido. O então governador Aécio Neves jamais participou de qualquer negociação das etapas da construção da sede do governo mineiro, nem interferiu na autonomia da Cemig para definição de investimentos da empresa", afirmou.

À Folha o advogado Alberto Toron, que defende o senador tucano, afirmou que ligou para o advogado de BJ, Alexandre Wünderlich, e que ele disse que não havia na delação do ex-executivo nenhuma menção a conta nos EUA nem à irmã de Aécio.

Procurado, Wünderlich, que está em Miami, não quis se manifestar sobre o caso.

Fonte: Folha.com

Curta nossa página no Facebook



Coldplay - Hymn For The Weekend





Repasse do governo para faculdade de Gilmar Mendes cresce 1.766% em 2 anos

Os repasses do Fies (Fundo de Financiamento Estudantil) para o IDP (Instituto Brasiliense de Direito Público), faculdade que tem o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes entre seus sócios, aumentaram 1.766% entre 2014 e 2016. No mesmo período, os recursos totais destinados ao Fies aumentaram 40%.

Em 2015, Mendes chegou a criticar o governo da então presidente Dilma Rousseff (PT) por ter aumentado os recursos do programa em ano eleitoral. Procurada, a faculdade disse que apenas 11% de seus alunos são financiados pelo programa e que esse número vem caindo.

O Fies é um programa do Ministério da Educação que prevê o financiamento para estudantes do ensino superior que não tenham condições de pagar as mensalidades em faculdades privadas.

Os alunos que têm suas inscrições aceitas podem ter até 100% do seu curso pago pelo governo, que repassa esses recursos diretamente para as instituições de ensino. Os beneficiários e beneficiárias do programa têm um prazo de carência após o final do curso para começarem a reembolsar o governo.

O IDP foi fundado em 1998 e, segundo o cadastro de empresas da Receita Federal, Gilmar Mendes é um de seus sócios.

De acordo com dados do Portal da Transparência do governo federal, os repasses do Fies para o IDP saíram de R$ 75 mil em 2014 para R$ 1,4 milhão em 2016, um aumento de 1.766%.

O valor é pequeno se comparado ao volume total do programa. Em 2014, o Fies movimentou R$ 13,7 bilhões. Em 2016, esse valor foi de R$ 19,2 bilhões.

O que chama a atenção no caso do IDP é a velocidade do crescimento.

O grupo Anhanguera Educacional, um dos maiores participantes do programa, viu seus repasses aumentarem 13% entre 2014 e 2016.

Ministro criticou ampliação do Fies
Beneficiado pelo aumento no volume dos recursos recebidos por sua faculdade, Gilmar Mendes criticou a ampliação dos recursos destinados ao Fies em 2014, durante as eleições presidenciais.

Durante o julgamento de uma ação movida pelo PSB contra restrições de acesso ao Fies impostas pelo governo com base na nota do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), em 2015, Gilmar Mendes atacou o governo e o aumento no volume destinado ao programa.

O governo queria limitar o acesso ao programa a candidatos que tivessem obtido uma nota mínima no Enem. Gilmar Mendes, ao contrário, defendia que a exigência de uma nota mínima representava uma mudança nas "regras do jogo".

"Há essa elevação significativa de valores num ano. Veja, nós saímos de R$ 5 bilhões de gastos em 2013, vamos para R$ 12 bilhões em 2014 e aí se diz: 'Não tem dinheiro'. Veja, isso tem nome", disse Mendes à época.

Na ocasião, o STF manteve as restrições impostas pelo governo. Gilmar Mendes, que se posicionou contra, foi voto vencido.

Outro lado
Procurado pelo UOL, o IDP enviou uma nota por e-mail sobre o aumento no volume de recursos. Segundo a nota, a instituição disse que 108 dos seus 926 alunos "utilizam o Fies" e que o número de novos alunos financiados pelo programa está caindo.

Segundo o IDP, o crescimento do valor repassado pelo governo à faculdade "se deve ao fato de que apenas no segundo semestre de 2014" é que o "IDP passou a receber alunos com esta modalidade de contratação".

Ainda segundo a nota do IDP, o ministro Gilmar Mendes, apesar de sócio de uma instituição de ensino, não tinha razões para se julgar impedido de apreciar a ação que envolvia, em última instância, repasses do Fies para faculdades privadas.

"O caso citado não se enquadra (entre os casos de suspeição) ou então magistrados ficariam impedidos de julgar planos econômicos se tivessem uma poupança, ações contra impostos de combustíveis por abastecer seu automóvel ou processos contra reajustes de escolas por terem filhos em idade escolar", disse a nota.

Fonte: UOL

Curta nossa página no Facebook



Barbalha (CE): Quase 11 milhões de reais são anunciados em favor dos hospitais do município

Na manhã desta sexta-feira (31), foi realizada uma caminhada pacifica pela saúde financeira dos hospitais Santo Antônio, Coração do Cariri e São Vicente de Paulo, que começou em frente ao Hospital do Coração do Cariri, à Rua Zuca Sampaio, no Bairro Santo Antônio, aonde se deu as primeiras manifestações de apoio a causa nobre de continuar salvando vidas e evitar a suspensão dos serviços prestados pelos hospitais: Cardiologia no Hospital do Coração do Cariri do Complexo Hospitalar Santo Antônio e, Oncologia do Complexo Hospitalar São Vicente de Paulo.

Antes do início da caminhada os diretores dos hospitais, profissionais de saúde e o povo, unidos na fé e na oração rezando um Pai Nosso, pediram à Deus, que, o governo brasileiro através do Ministro da Saúde se sensibilize pela causa tão nobre de salvar vidas de pessoas tão sofridas com problemas cardiológicos e oncológicos, que, haja uma rápida solução pelo ministério na liberação dos recursos para cobrir débitos dos procedimentos acima do teto de cada unidade hospitalar. No montante o valor é da ordem de R$ 14 milhões.

Para iniciar a caminhada o padre José Maria, proferiu a benção em nome de Jesus. Deixando a frente do Hospital do Coração do Cariri, a caminhada adentrou para a Avenida Paulo Maurício seguindo até o Hospital Maternidade São Vicente de Paulo, ao longo do percurso houve várias intervenções verbais pelos dois locutores Antônio Ernanes de Freitas pelo Complexo São Vicente de Paulo e Egberto Santos pelo Complexo Santo Antônio, com outras participações de diretores dos hospitais.

Com faixas, cartazes e apitaço a caminhada chegou ao Hospital São Vicente de Paulo com milhares de pessoas de Barbalha, Juazeiro do Norte, Crato, Jardim e Missão Velha. É importante ressaltar que também houve a participação de vários segmentos da sociedade, vereadores, entidades de classe e profissionais liberais de várias categoria, todos unidos pela luta dos hospitais de Barbalha permanecerem trabalhando, atuando e realizando seus procedimentos na saúde que atende pessoas de 45 municípios cearenses, bem como uma demanda de pacientes que vem dos vizinhos estados como Pernambuco, Paraíba, Piauí e outros mais distante da Região Nordeste.

Diante uma multidão apreensiva, sobre a real situação dos hospitais, as reuniões e viagens a Brasília, falaram: Argemiro Sampaio Neto – Prefeito Municipal, Irmã Rosamaria – diretora executiva do Hospital Maternidade São Vicente de Paulo, Dr. Guilherme Correia – diretor do Hospital Santo Antônio, Antônio Ernanes de Freitas – diretor administrativo do Hospital São Vicente de Paulo, e quase ao final do tempo dos oradores chegou o senador Eunício Oliveira – presidente do Senado Federal.

Eunício Oliveira, se pronunciou e disse que “pediu ao governo brasileiro autorização para vir a Barbalha, sem fazer qualquer comunicado oficial, e que foi grande surpresa ver grande manifestação popular em defesa dos hospitais de Barbalha permanecerem em pleno funcionamento, e a boa notícia, é que, o Ministério da Saúde já liberou o valor de quase R$ 11 milhões para o Hospital São Vicente de Paulo com os serviços de Oncologia, e Hospital do Coração do Cariri com os serviços cardiológicos.

O senador Eunício Oliveira, leu mensagem via WhatsApp enviada pelo Ministro da Saúde, confirmando a liberação de quase R$ 11 milhões para os hospitais de Barbalha, cujos valores destinados são de R$ 10.472.000,00 para o setor de oncologia, e R$ 519.000,00 mil para a cardiologia. Disse Eunício, que esses valores  que estão sendo liberados já consta de uma portaria no Ministério da Saúde, agora é aguardar apenas os tramites legais para a liberação do dinheiro cair na conta dos hospitais, são recursos para pagar os passivos acumulados durante os anos, mas, que ainda não é suficiente para que os hospitais permaneçam funcionando plenamente. O senador disse ainda, ser necessário continuar a luta para que o teto do repasse do governo federal aos hospitais seja revisto, para garantir uma melhor condição e garantia do atendimento nas área de cardiologia e oncologia.

É importante ressaltar que, o débito do SUS extra teto com o Hospital do Coração do Cariri, é da ordem de R$ 4 milhões, e o Ministério da Saúde liberou apenas, R$ 519.000,00 conforme as informações advindas de Brasília, ou seja, um sedativo para aliviar a dor do coração do Hospital do Coração do Cariri que vai permanecer na UTI financeiramente.

A caminhada contou com apoio da Polícia Militar e também do Demutran fazendo a segurança pública e ordem no tráfego de veículos.

SILVA NETO
REPORTAGEM E FOTO

Fonte: Diário do Cariri

Curta nossa página no Facebook



Reprovação ao governo Temer sobe para 55%, diz Ibope

Pesquisa Ibope encomendada pela CNI (Confederação Nacional da Indústria) e divulgada nesta sexta-feira (31) mostra que o percentual de brasileiros que consideram o governo do presidente Michel Temer (PMDB) ruim ou péssimo é de 55%. É a reprovação mais alta ao governo Temer da série do Ibope.

Na última pesquisa, divulgada em dezembro, 46% dos brasileiros avaliaram o governo do presidente como ruim ou péssimo, percentual superior ao da sondagem publicada em outubro, quando o governo Temer atingiu 39% de ruim ou péssimo.

Ainda de acordo com o levantamento, 10% dos brasileiros consideram o governo Temer como ótimo ou bom, percentual com variação dentro da margem de erro da pesquisa. Em dezembro esse percentual foi de 13% e, em outubro, de 14%.

O percentual de brasileiros que considera o governo regular é de 31%, ante 35%, em dezembro, e 34%, em outubro.

O percentual dos que não sabem ou não responderam foi de 4%, contra 6% em dezembro.

Confiança e comparação com Dilma 
A pesquisa também levantou o percentual dos brasileiros que dizem confiar no presidente Michel Temer. O índice de confiança também piorou.

Disseram não confiar em Temer 79% dos entrevistados, ante 72% em dezembro. O índice dos que confiam caiu de 23%, em dezembro, para 17% na pesquisa divulgada hoje.

Os pesquisadores também perguntaram sobre a expectativa sobre o restante do governo Temer, cujo mandato se encerra em 2018. O percentual de respostas ruim/péssimo foi de 52%, ante 43% na última pesquisa. Entre os entrevistados, 14% disseram esperar um governo ótimo ou bom 14%. Em dezembro esse percentual era de 18%. Outros 6% disseram não saber ou não responderam.

Na comparação com o governo Dilma, 41% dos entrevistados disseram que o governo Temer é pior que o da ex-presidente. Em dezembro esse percentual foi de 34%. O número de entrevistados que considera o governo Temer melhor que o governo Dilma foi de 18%, percentual menor que o obtido em dezembro, de 21%.

O percentual de entrevistados que respondeu "igual" à comparação entre os dois governos foi de 38%, enquanto 3% disse não saber ou não respondeu.

No momento em que teve maior índice de reprovação, em dezembro de 2015, o governo Dilma Rousseff atingiu 70% de respostas ruim ou péssimo.

A pesquisa também indica que a preferência por Temer é maior entre os homens. Enquanto 22% dos homens dizem preferir o governo do atual presidente, o percentual de mulheres que prefere Temer a Dilma é de 15%.

Esta foi a terceira pesquisa Ibope sobre a aprovação do governo realizada após Temer ser efetivado no cargo após o impeachment de Dilma Rousseff, em maio do ano passado. Na primeira pesquisa, em julho, Temer ocupava o cargo de forma interina --o impeachment só foi concluído em 31 de agosto.

A sondagem é divulgada em meio a mobilizações populares contra as reformas propostas pelo governo ao Congresso, como a reforma da Previdência e a trabalhista.

No dia 15 de março foram realizadas manifestações em cidades de ao menos 19 Estados e no Distrito Federal. Também nesta sexta-feira (31) já há o registro de atos contra as reformas em seis Estados.

Avaliação por área
A pesquisa também perguntou a percepção das pessoas sobre a atuação do governo Temer em diferentes áreas.

O setor melhor avaliado do governo foi a atuação no Meio Ambiente, com 26% de aprovação, 63% de reprovação e 11% de entrevistados que disseram não saber ou não quiseram responder.

A área pior avaliada foi a relativa aos impostos, com 85% de desaprovação e 11% de aprovação.

A desaprovação nas demais áreas foi de 80% na pergunta sobre taxa de juros, 79% na segurança pública, 79% na saúde, 77% no combate ao desemprego, 73% no combate à fome e à pobreza, 72% no combate à inflação e 70% na educação.

A pesquisa divulgada hoje foi realizada entre os dias 16 e 19 de março e ouviu com 2.000 pessoas em 126 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais.

Economia pode explicar avaliação, diz gerente
O gerente de pesquisa da CNI, Renato da Fonseca, diz acreditar que a reforma da Previdência, as notícias sobre operações de combate à corrupção e o

Segundo Fonseca, a pesquisa consegue não determinar os motivos do aumento da aprovação de forma direta, mas essa avaliação pode ser traçada a partir da sondagem sobre as impressões dos entrevistados em relação às notícias sobre o governo e com base também no contexto político.

"A pesquisa não permite que a gente diga quais são as causas da variação da popularidade. A gente busca intuir isso com o que está acontecendo na política e com essas perguntas sobre o noticiário", afirma.

"A gente acredita que esse é um dos fatores que pode ter causado essa redução da popularidade do presidente. Obviamente que ainda tem a questão da corrupção, com membros do governo envolvidos, e também não se pode deixar de considerar a questão econômica. Em várias pesquisas, em vários países, há uma correlação muito forte entre popularidade do governo e a situação econômica", diz Fonseca.

Fonte: UOL

Curta nossa página no Facebook



Correios estuda 'megademissão' de até 25 mil funcionários

Em grave crise, a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) acionou o departamento jurídico da empresa para avaliar se há meios para driblar a estabilidade dos empregados e realizar demissões, segundo o jornal Valor.

Com um prejuízo de quase US$ 500 milhões nos dois primeiros meses deste ano e a baixíssima adesão ao Plano de Desenvolvimento Voluntário (PDV) dos Correios, o objetivo é adotar medidas radicais para fechar o rombo dos cofres públicos da ECT.

A necessidade seria enxugar de 20 mil a 25 mil funcionários para equilibrar os custos com as despesas e oferecer sustentabilidade à empresa.

Duas possibilidades 
O departamento jurídico já tem duas hipóteses: o artigo 173 da Constituição, que permite adotar em empresa pública o regime jurídico de empresas privadas; e dispensas motivadas na CLT com a alegação de que a ausência de medidas pode colocar a estatal em colapso.

"Não estamos fazendo isso com nenhum requinte de sadismo. O que não dá é para manter uma situação em que dois terços dos custos totais são de pessoal", afirmou o presidente da ECT, Guilherme Campos ao Valor.

Em março deste ano, os Correios anunciaram fechamento e fusões de agências. Só no Ceará, foram cinco e nos municípios de Fortaleza, Caucaia e Aracati.

Fonte: Diário do Nordeste

Curta nossa página no Facebook



Kyla La Grange - Cut Your Teeth




Prepare-se: Plugue dos carregadores de celular vai mudar... de novo!

Quem nunca sofreu com plugues e carregadores que não encaixam, quebram e são caros e difíceis de trocar? Sabe aquela sensação de que cada saída de fio tem um formato e nunca é o que você precisa? Pois temos uma péssima notícia: vai piorar. Desencane de investir muito em novos acessórios, especialmente se você pretende trocar de celular em breve.

Um novo formato chamado Type-C (ou Tipo-C) chegou para substituir a querida porta de energia e troca de dados MicroUSB (ou Micro-B), que era usada em todos os celulares Android e facilitava muito a troca entre carregadores novos, antigos, originais e alternativos.

O processo, inclusive, já começou. Os novos modelos de smartphones já estão sendo vendidos com o Type-C -- caso dos Galaxy A5 e A7 (Samsung), Moto Z e Moto Z Play (Lenovo), Xperia XZ (Sony), Zenfone 3 e 3 Deluxe (Asus) e G5 SE (LG).

O novo formato de plugue foi oficializado em 2014 pelo USB Implementers Forum (USB-IF) --sim, existe uma entidade que cuida desse assunto, formada por empresas como HP, Intel e Microsoft. A MicroUSB era usada desde 2007.

A principal diferença do Type-C para o conector antigo é que ele é reversível, ou seja, o plugue pode ser encaixado de um lado ou de outro na saída do celular --como já acontece com os cabos Lightning, patentados pela Apple. Na MicroUSB, existe um lado certo para o encaixe.

O lado bom é que ela suporta correntes maiores e, por isso, permite carregamentos mais rápidos.

O ruim é que sofreremos com carregadores e plugues incompatíveis, e a oferta de produtos com a nova saída será menor --pelo menos por um tempo. Por exemplo, seu celular pode não encaixar mais na sua caixa de som.

Mas por que o formato precisa mudar toda vez?
A MicroUSB transfere dados a 480 Mb/s, suporta até 5 volts e 500mA (2,5W), assim como o conector Lightning da Apple, pois ambos funcionam no padrão USB 2.0, mais lento para carregar e trocar dados. O Type-C usa o padrão mais novo, o 3.1, e por isso chega a 10 Gb/s, suporta até 20 volts e 5 Amperes, ou seja, 100W de potência.

Mesmo que um mercado inteiro de carregadores e acessórios tenha de ser adaptado toda vez, empresas e especialistas acreditam que o transtorno vale a pena, porque traz vantagens técnicas.

Seria tecnicamente mais difícil manter o formato atual de conector e avançar nas taxas de transmissão e carga, porque mesmo que isso fosse feito, os aparelhos antigos não conseguiriam suportar as melhorias. "Se você bater muito tempo na mesma tecnologia, ela fica em um estágio de acomodação", explica Fernandes.

Transmitir dados com mais velocidade é importante porque arquivos muito pesados, como vídeos longos ou de alta resolução, estão se tornando comuns e são difíceis de serem levados para outro dispositivo sem a devida melhoria prometida pelo padrão USB 3.1.

E como uma mudança leva a outra, o consórcio que cuida dos padrões USB aproveitou para melhorar a entrada para que seja simétrica, impedindo que o usuário quebre o celular encaixando sem querer do lado errado.

Segundo o especialista, como os aparelhos que trazem a novidade são caros, o público que terá de se adaptar num primeiro momento "será diferenciado".

"Com o passar do tempo, quando o padrão se tornar 'popular', ninguém vai se chatear", diz.

Marcelo de Oliveira Parada, professor de Engenharia Elétrica do Centro Universitário FEI, também defende a mudança: "Pode ser um pouco desagradável por um período, mas logo estaremos acostumados. Por enquanto, o uso de adaptadores resolverá o problema sem maiores transtornos".

Foi o que fez a Samsung, por exemplo. A linha Galaxy A 2017, que conta com Type-C, vem com um adaptador.

"[A Type-C] tem uma comunicação mais avançada entre dois dispositivos. Você poderá, por exemplo, colocar o cabo no laptop e no celular. E, em vez do celular carregar, poderá ocorrer o inverso: o laptop ser carregado", diz Renato Cerquetti, gerente de negócios da Sony no Brasil.

O que ninguém parece considerar, no entanto, é que normalmente usamos mais de um carregador de celular, por exemplo --um no quarto, um no trabalho, um no carro, um na sala etc. É uma mudança que pode dar trabalho e custar caro para o usuário se adaptar.

Renato Arradi, diretor de produtos de celular da Lenovo no Brasil, ressalta ainda que não dá para saber quanto tempo vai demorar para a tal popularização da nova entrada.

Fonte: UOL

Curta nossa página no Facebook



Desemprego tem pior trimestre desde 2012 e atinge 13,5 milhões de pessoas

O desemprego no país foi de 13,2%, em média, no trimestre de dezembro a fevereiro, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). A taxa é a mais alta para trimestres desde que o instituto começou a publicar a pesquisa, em 2012.

No período, o número de desempregados no Brasil foi de 13,5 milhões de pessoas.

São cerca de 1,4 milhão de desempregados a mais do que no trimestre de setembro a novembro, alta de 11,7% na população desocupada. Em um ano, são 3,2 milhões de pessoas a mais sem emprego, um aumento de 30,6%.

Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (31) e fazem parte da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) Contínua, do IBGE. A pesquisa não usa só os trimestres tradicionais, mas períodos móveis (como fevereiro, março e abril; março, abril e maio etc.).

Comparação com resultados anteriores
No trimestre de dezembro de 2016 a fevereiro de 2017, a taxa de desemprego foi de 13,2%:
  • no trimestre de setembro a novembro, havia sido de 11,9%;
  • no trimestre de novembro a janeiro, havia sido de 12,6%;
  • um ano antes (dezembro de 2015 a fevereiro de 2016), havia sido de 10,2%.

O número de desempregados chegou a 13,5 milhões:
  • no trimestre de setembro a novembro, havia sido de 12,1 milhões;
  • no trimestre de novembro a janeiro, havia sido de 12,9 milhões;
  • um ano antes (dezembro de 2015 a fevereiro de 2016), havia sido de 10,4 milhões.

Número de trabalhadores
O número de pessoas com trabalho foi de 89,3 milhões entre dezembro e fevereiro, queda de 1% em relação ao período de setembro a novembro, ou 864 mil pessoas a menos.

Em um ano, o total de trabalhadores caiu 2%, o que equivale a cerca de 1,8 milhão de pessoas.

Rendimento de R$ 2.068
O rendimento real (ajustado pela inflação) do trabalhador ficou, em média, em R$ 2.068. O valor é 0,93% maior que o do trimestre de setembro a novembro (R$ 2.049) e 1,52% maior comparado com o mesmo período do ano anterior (R$ 2.037). O IBGE considera que houve estabilidade nas duas comparações.

Número de carteiras
O número de empregados com carteira assinada ficou em 33,7 milhões, queda de 1% na comparação com o trimestre de setembro a novembro, ou 337 mil pessoas a menos com carteira. Em um ano, o país perdeu 1,1 milhão de empregos com carteira, recuo de 3,3%.

Metodologia da pesquisa
Os dados fazem parte da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) Contínua. São pesquisadas 211.344 casas em cerca de 3.500 municípios.

O IBGE considera desempregado quem não tem trabalho e procurou algum nos 30 dias anteriores à semana em que os dados foram coletados. 

Fonte: UOL

Curta nossa página no Facebook



Em vídeo nas redes sociais, Renan faz novas críticas ao governo Temer

O líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), publicou nesta quinta-feira (30) um vídeo em suas redes sociais com novas críticas à gestão do presidente Michel Temer. Segundo Renan, o governo precisa "conversar antes" de definir as medidas econômicas.

"Corte de investimento público, reoneração da folha, aumento de imposto, terceirização geral, tudo isso junto só vai drenar as energias de uma economia que não consegue se levantar. O governo precisa conversar antes", declarou o peemedebista.


O governo anunciou na quarta-feira (29) um bloqueio de R$ 42,1 bilhões de despesas previstas no Orçamento e a reoneração da folha de pagamento de cerca de 50 setores para cumprir a meta de chegar ao fim do ano com um déficit máximo de R$ 139 bilhões.

Mais cedo, Renan já havia subido o tom contra o Palácio do Planalto. Segundo ele, há uma "insatisfação generalizada" na bancada do PMDB com o governo. Em entrevista coletiva, o líder da bancada pediu maior participação dos senadores nas discussões das reformas.

Ele contou que conversou ontem com os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-Geral) para tratar da "necessidade de desenhar o papel do PMDB no governo", mas negou que tenha intenção de negociar cargos com a investida.

Além de criticar a reforma da Previdência, Renan afirmou que está trabalhando para que a proposta que regulamenta a terceirização para todas as áreas, aprovada na Câmara e encaminhada para sanção presidencial, seja alterada.

Fonte: UOL

Curta nossa página no Facebook



Em depoimentos, relator indica argumentos para cassar Temer

Perguntas feitas pelo ministro Herman Benjamin, do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), a delatores da Odebrecht indicam ao menos três pontos que devem ser utilizados para embasar sua posição no processo que pode cassar a chapa de Dilma Rousseff e Michel Temer em 2014.

Relator da ação, ele insistiu em questionamentos sobre esses temas e chegou a indicar, ainda que discretamente, seu posicionamento durante as oitivas. A expectativa, segundo a Folha apurou, é que ele peça a cassação da chapa. O ministro não se manifesta sobre o voto, em razão de sigilo.

O primeiro ponto abordado com insistência por ele trata do uso de R$ 50 milhões em propina na campanha, fruto, segundo os delatores, de contrapartida pela aprovação da medida provisória 470, apelidada de Refis da Crise, em 2009.

O dinheiro, de acordo com a delação, acabou não sendo utilizado na campanha de 2010, ficando como "crédito" para as eleições de 2014.

O segundo tema é o pagamento de R$ 25 milhões, via caixa 2, para "comprar" (termo usado nos relatos) o apoio de partidos à chapa Dilma-Temer e aumentar o espaço de propaganda na televisão.

O terceiro assunto perseguido pelo relator nos depoimentos diz respeito a gastos não declarados de ao menos R$ 16 milhões com o marqueteiro João Santana, que trabalhou na campanha.

Os depoentes que mais trataram dos temas foram Marcelo Odebrecht, ex-presidente e herdeiro do grupo, Alexandrino Alencar, ex-diretor de Relações Institucionais, Hilberto Mascarenhas, ex-diretor do departamento de operações estruturadas da empresa, conhecido como o setor de propinas, e Fernando Migliaccio, ex-funcionário da mesma área.

Para entender o processo de aprovação da MP 470, Benjamin fez ao menos 25 perguntas somente a Marcelo Odebrecht.

No diálogo, o ministro questiona: "Os R$ 50 milhões não saíram em 2010?". O executivo responde que não e é novamente acionado: "Ficou o crédito?". Em seguida, o relator faz perguntas sobre de que forma o governo teria dado contrapartida ao grupo.

O ministro do TSE deixa claro que, além de querer saber se o dinheiro foi ou não utilizado em 2014, também quer esclarecer se trata-se de caixa 2 "puro", uma doação não contabilizada, ou se foi um ato de corrupção, quando envolve promessa ou ato em troca de uma vantagem indevida.

Durante as audiências,o ministro expôs seu entendimento sobre a diferença.

"Porque tecnicamente, só para orientar o depoimento, eu nem sei se o senhor terá informações sobre isso, caixa 2 não está necessariamente vinculada à propina no sentido de: olha, eu vou lhe dar um benefício que não é muito lícito, mas, em contrapartida, eu espero uma contribuição. Isso é propina", disse o relator.

Compra de aliados
Sobre a compra de partidos para que a coligação tivesse mais tempo na televisão, Benjamin indagou ao menos 29 vezes Alexandrino Alencar, o responsável pela negociação de R$ 21 milhões com três siglas (PC do B, Pros e PR) em menos de uma hora de oitiva. Esse foi basicamente o único tema explorado com o ex-executivo. Além desses partidos, o PDT, segundo a Odebrecht, recebeu R$ 4 milhões pelo mesmo esquema.

"Em outras palavras, segundo o que o senhor disse, só com a compra de tempo de três partidos e, portanto, de caixa 2, esse valor já superava a contribuição oficial? Não é isso?", disse Benjamin.

Os partidos negam a acusação e afirmam que apoiaram a chapa Dilma-Temer por questões ideológicas.

Os três pontos destacados dizem respeito apenas aos depoimentos de delatores da Odebrecht – os últimos a serem chamados. A Folha teve acesso às transcrições na última semana.

O processo, porém, começou em 2014, logo depois da eleição. Cerca de 50 pessoas foram ouvidas ao longo desses dois anos. Nesta segunda (24), ele entregou o relatório final do caso ao tribunal, abrindo caminho para o início do julgamento da ação.

Fonte: Folha.com

Curta nossa página no Facebook



Deputado do PMDB compra 75 passagens aéreas em um dia com dinheiro da Câmara

Mesmo com o Congresso em recesso desde o dia 22 de dezembro, a semana entre o Natal e o Ano Novo foi agitada na agência de viagens que atende à Câmara dos Deputados. Ainda que nenhum deputado federal estivesse presente, passagens aéreas eram impressas às centenas.

O motivo era a proximidade do último dia do ano. De acordo com as regras da chamada cota --um adendo aos vencimentos do deputado, destinado a reembolsos--, a verba destinada a cada parlamentar pode ser acumulada de um mês para outro, mas não de um ano para o seguinte. O dia 31 de dezembro seria o último para aproveitar o dinheiro que "sobraria" do destinado a cada parlamentar. Naquele dia, o parlamentar poderia comprar passagens aéreas até março. A data limite para o uso delas é a próxima sexta-feira (31).

Os bilhetes aéreos emitidos no dia 28 de dezembro de 2016, uma quarta-feira, em nome do gabinete do deputado Lúcio Vieira Lima (do PMDB-BA e irmão do ex-ministro-chefe da Secretaria de Governo de Michel Temer, Geddel Vieira Lima), no entanto, fugiram da média. Foram 75 passagens em nome do parlamentar ou no de seu assessor André Luiz Avelar F. Sant'Anna. Os trechos eram de Brasília para Salvador, domicílio eleitoral do deputado, e da capital baiana para o Distrito Federal. Duas passagens iam e voltavam de Brasília a Teresina (PI).

Somados os trechos, são 79.935 km, considerando a distância aérea entre as localidades. O número praticamente equivale a dar duas voltas inteiras na circunferência da Terra, que é de 40.075 km.

"Se eu não gasto a verba até dezembro, ela é perdida", afirma Lúcio Vieira Lima. "Pela legislação, eu posso tirar para mim e para o meu gabinete. Se eu não uso [o dinheiro], ele volta para a Câmara. Você vai ver que gastei até menos do que o permitido pela verba." Segundo a Câmara, o dinheiro das passagens não utilizadas pelos parlamentares volta para o caixa da Casa.

A cota parlamentar varia conforme a distância aérea e o preço da passagem. Para os deputados baianos, o valor é de R$ 39.010,85. Um parlamentar de Roraima, por exemplo, pode gastar até R$ 45.612,53 por mês --no Distrito Federal, em que não há necessidade de voo para o Estado de origem, esse dinheiro é de R$ 30.788,66. Como a verba mensal pode ser acumulada, é possível que existam estouros mensais no uso dessa cota, mas não anuais.

Lúcio Vieira Lima reconhece a emissão de todos os bilhetes. Diz apenas que dois deles, os para Teresina, estão errados no lançamento da Câmara. Eles foram tirados para outro assessor, Luciano Lustosa, que foi visitar a família no Piauí e não estaria de volta a tempo da campanha do deputado para ser vice-presidente da Câmara --ele não logrou êxito e foi derrotado ainda em primeiro turno. "Ele tinha a passagem dele para ficar mais tempo. Se voltasse antes, teria que tirar uma passagem mais cara. Eu paguei a passagem para ele ir e voltar [a tempo da eleição na Câmara dos Deputados]", diz Lúcio.

Planejamento
A decisão de comprar as 75 passagens foi tomada na última semana do ano, segundo o deputado. Sua secretária havia lhe avisado sobre um "saldo grande, R$ 200 mil" na cota parlamentar. "A secretaria falou: por que o senhor não planeja as passagens [com esse dinheiro]?", afirma o parlamentar. "Eu tinha passagem para usar na eleição da Câmara. Se não aproveitar a passagem no dia [que comprei], já era. Não volta para a minha cota parlamentar, mas a companhia devolve para a Câmara."

Segundo Lúcio Viera Lima, a cota parlamentar "é um salário direto, na verdade". De fato, é: os vencimentos do parlamentar, de R$ 33.763, permanecem intactos enquanto o deputado pede reembolsos. Em vigor desde 2009, quando as verbas indenizatórias, de passagens aéreas e postal-telefônica foram unificadas, a cota tem poucas restrições, como aluguel e fretamentos de carros e aeronaves, táxis, pedágios e estacionamentos, combustíveis e segurança.

"Em empresas privada e pública, ninguém paga [viagem de avião]. E como é que você vai? A gente ganha R$ 33 mil, o líquido dá R$ 26 mil. Se comprar passagem, aí não dá [o salário]. Carro eu acho que poderia sair tranquilamente [da cota]. Agora, passagem de avião é diferente. O cara me chama para abrir uma estrada porque fiz uma emenda [no Orçamento]. Isso aí faz parte da política. Temos que nos preocupar com a opinião pública, porque temos eleição a cada quatro anos", afirma.

Sobre as passagens, afirmou que "o preço das 75 passagens deve ter sido uma ninharia". "Se comprasse diariamente, daria umas dez passagens. Se todos pudessem fazer isso, seria ótimo." Com as compras dos bilhetes, o gabinete do deputado gastou R$ 48.695,78 naquela quarta-feira.

Não foi o único
Lúcio Vieira Lima não foi o único a utilizar o expediente no final de 2016. Além dele, cinco parlamentares fizeram compras em lotes superiores a 30 passagens aéreas em pelo menos dois dias de dezembro para que a verba do exercício de 2016 não fosse inutilizada.

O ex-ministro da Saúde de Dilma Rousseff Marcelo Castro (PMDB-PI) comprou duas passagens no dia 26, 20 no dia 27, 38 no dia 28 e outras quatro no último dia do ano --um total de 64 bilhetes. Os trechos eram entre Teresina, seu domicílio eleitoral, e Brasília. Duas passagens eram relativas ao trecho Brasília-São Luís (MA). Procurada, sua assessoria de imprensa não havia respondido até a publicação desta reportagem.

O mineiro Bonifácio Andrada (PSDB) comprou 34 passagens no dia 6/12 e outro lote idêntico em 30/12. Segundo seu gabinete, as passagens foram para uso do deputado e de seus assessores.

Ex-prefeito de Belém, Edmílson Rodrigues (PSOL-PA) comprou um lote de 18 bilhetes aéreos no dia 18/12 e, dois dias depois, outro de 20. Em nota oficial, seu gabinete afirmou que as compras fazem parte de um planejamento financeiro que "visa um uso responsável da cota parlamentar e, consequentemente, da verba pública". "Estas passagens foram compradas nestes últimos dias do ano a serem utilizadas ao longo de todo primeiro trimestre de 2017, para fins exclusivos de trabalho." Segundo o gabinete, o deputado utiliza, no mínimo, oito passagens por mês.

"As passagens do trecho Belém/Brasília podem custar até R$ 2.000 o trecho quando compradas em um prazo de menos de uma semana. Quando compradas antecipadamente, este valor pode cair para R$ 300. Foi o que aconteceu: tendo em vista datas já programadas de viagens do deputado e assessores neste trecho e até esta data, utilizamos a cota de forma inteligente e responsável. As passagens que não foram utilizadas foram canceladas e o valor retornou para a Câmara."

O vice-presidente nacional do PSDB, deputado federal Carlos Sampaio, comprou dois lotes de passagem em dezembro: 18 no dia 20 e 16 no dia 28. Segundo o parlamentar, as aquisições atenderam a uma demanda por redução de gastos --ele limita suas despesas aos trechos aéreos. "No fim do ano, quando há resíduo [da verba], posso comprar [passagem] mais barata. Minha preocupação é que não pareça que foi para um só dia: são para janeiro, fevereiro e março. Quem nos orienta nisso é o chefe de gabinete: se comprasse naquela data, sairia mais barato."

Jorge Tadeu Mudalen (DEM-SP) também adquiriu dois lotes grandes de passagem na agência de viagem da Câmara: 17 no dia 12 de dezembro e 16 uma semana depois. "O Ato 43/2009 [norma da Câmara que dispõe sobre as cotas parlamentares] me dá direito de tirar passagens com até três meses para reembolso. Tirei passagens até março, apenas nos trechos São Paulo-Brasília e Brasília-São Paulo. Não estendo para os meus assessores. Foram devolvidos para a Câmara [da cota parlamentar destinada ao deputado] R$ 92.131,81", afirmou o deputado. Após o contato da reportagem, o deputado informou que 24 passagens foram devolvidas na quarta-feira (29) --equivalentes a R$ 42.903,24.

Fonte: UOL

Curta nossa página no Facebook



Mais de um banho por dia pode fazer mal à saúde, aponta estudo

Para os brasileiros, tomar mais de um banho por dia é algo comum, porém um estudo da Universidade de Utah, nos Estados Unidos, descobriu que esse hábito pode não ser tão benéfico para a saúde. Pesquisadores apontaram que mais de um banho por dia pode desregular os ecossistemas microbianos da pele.

A pele é o principal meio de proteção do nosso corpo contra doenças e, com esse órgão afetado, ficamos muito mais vulneráveis. A pesquisa descobriu ainda que, mesmo com apenas um banho, mas utilizando alguma bucha todos os dias, o efeito prejudicial é o mesmo.

O problema está, justamente, em tentar limpar demais a pele, pois acabamos afetando diretamente as bactérias (normais!) que vivem em nosso corpo e auxiliam no sistema imunológico e na manutenção dos tecidos.

Em muitos lugares do mundo, a quantidade de banhos ao dia é bem menor que a do brasileiro, que sofre com o calor excessivo. Porém, mesmo com o calor, a recomendação dos cientistas é de apenas um banho por dia, limitando as esfoliações profundas a uma vez por semana apenas. Normalmente, sabonete neutro fazendo movimentos circulares são suficientes, de acordo com o estudo. E você, concorda?

Fonte: Minha Vida

Curta nossa página no Facebook



URGENTE: Moro condena Eduardo Cunha a 15 anos de prisão

O ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) foi condenado nesta quinta-feira pelo juiz federal Sergio Moro, responsável pelas ações da Operação Lava Jato na primeira instância, em Curitiba, a quinze e quatro meses de prisão pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão fraudulenta de divisas. O processo se refere ao pagamento de propina milionária que envolveu a compra do campo petrolífero de Benin, na África, pela Petrobras, em 2011.

Na decisão, o juiz titular da 13ª Vara Federal do Paraná escreveu que Eduardo Cunha “traiu o seu mandato parlamentar” e que a sua culpabilidade é “elevada”. “A responsabilidade de um parlamentar federal é enorme e, por conseguinte, também a sua culpabilidade quando pratica crimes. Não pode haver ofensa mais grave do que a daquele que trai o mandato parlamentar e a sagrada confiança que o povo nele deposita para obter ganho próprio”, escreveu o magistrado.

O caso está nas mãos de Moro desde setembro de 2016, quando o ministro falecido do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavascki encaminhou o processo à Justiça de primeiro grau após Cunha ter o mandato cassado no plenário da Câmara dos Deputados. No mês seguinte, o juiz do Paraná determinou a sua prisão preventiva — desde então, ele está preso em Curitiba e deve continuar durante a fase recursal, segundo a decisão de hoje.

Cunha é acusado de ser o beneficiário de 1,5 milhão de dólares em relação aos negócios escusos na África. De acordo com a denúncia da procuradoria, esse montante foi “ocultado” em repasses a contas no exterior em nome de offshores ou trusts que abasteciam os cartões de crédito internacionais usados pelo parlamentar e por seus familiares.

Segundo a investigação, a Petrobras pagou 34,5 milhões de dólares por 50% do bloco de exploração à Compagnie Béninoise des Hydrocarbures (CBH), que repassou 10 milhões de dólares a empresas do lobista João Augusto Henriques. Apontado como operador do PMDB na Petrobras, também preso e réu na Lava Jato, Henriques teria sido o responsável por encaminhar a propina ao ex-parlamentar. Conforme os autos, o negócio gerou um prejuízo de 77,5 milhões de dólares à Petrobras, soma baseada em cálculos da Comissão Interna de Apuração da companhia estatal.

Eduardo Cunha sempre negou as acusações. Em interrogatório a Moro, ele disse que a venda em Benin foi um “ato de burrice” e não de corrupção e explicou que o patrimônio que mantinha fora do país foi construído no final dos anos 1980, quando, segundo ele, atuava no comércio internacional. “Os saldos foram crescendo à medida que eu fui tendo resultados no comércio exterior, eu fazia muita venda de produtos”, disse o ex-deputado.

Fonte: Veja.com

Curta nossa página no Facebook



Nordeste será a região mais prejudicada com a reforma da Previdência, dizem governadores

A reforma da Previdência Social, em tramitação no Congresso Nacional, e a renegociação das dívidas dos estados foram os principais pontos discutidos durante reunião dos governadores do Nordeste ocorrida nesta quarta-feira (29), no Palácio da Abolição, em Fortaleza.  Participaram do encontro representantes de sete dos nove estados da região. Bahia e Maranhão faltaram ao encontro.

Outra reclamação dos governadores é a de que, apesar do peso do Nordeste, eles não foram convidados a participar das discussões.  Para os governadores, o debate precisa ser aprofundado.

Atualmente, é preciso ter 65 anos (homens) ou 60 anos (mulheres) para pedir a aposentadoria por idade e 35 anos (homens) ou 30 anos (mulheres) para solicitar o benefício por tempo de contribuição. Isso pode mudar com a proposta enviada pelo governo federal ao Congresso no fim do ano passado.

O projeto prevê idade mínima de 65 anos para homens e mulheres e 49 anos de contribuição para a aposentadoria integral. Os governadores discordam e afirmam que a região Nordeste será a região mais prejudicada com a medida, principalmente para os trabalhadores rurais.

“Você não pode tirar o direito de as pessoas se projetarem para uma aposentadoria. A proposta que está no Congresso, de certa forma, retira isso. Segundo, você não pode confundir um sistema previdenciário que tem uma parte que é benefício assistencial. Você não pode achar que um trabalhador rural vai ter a capacidade de chegar aos 65, contribuir durante 49 anos para poder se aposentar de forma integral, que é um salário mínimo. A Reforma peca por achar que a previdência é um luxo. Previdência é um direito”, defende o governador da Paraíba, Ricardo Coutinho.

O presidente Michel Temer havia sinalizado que a reforma da Previdência não trataria da situação dos servidores dos estados e municípios, que as mudanças valeriam apenas para servidores federais e a iniciativa privada. Ocorre que governadores e prefeitos alegam não ter força política para fazer mudanças em seus próprios regimes. Só em 2016, o rombo nas previdências estaduais chegou a R$ 90 bilhões. Para os governadores nordestinos, os trabalhadores da região seriam os maiores prejudicados, por manter na região 14% do total de aposentados do país.

A crença de que a reforma da Previdência é necessária vem aliada à necessidade de priorizar investimentos para o crescimento econômico do Nordeste. "Na reunião do Nordeste aqui em Fortaleza, em primeiro lugar disse: a prioridade é emprego. Se é emprego, precisamos colocar todas as nossas energias para ter uma proposta que seja capaz de dar conta de aumento da capacidade de investimento. E é isso que vamos cobrar do Governo Federal e em medidas junto ao Congresso Nacional", afirma Wellington Dias, governador do Piauí.

O Governo Federal propõe agora que eles voltem para a reforma da Previdência, mas de uma forma diferente: haverá um prazo, que poderá ser de seis meses ou mais, para aprovar mudanças em seus regimes de previdência. Caso não façam a própria reforma, a ideia é trazê-los para as regras gerais. Isso seria incluído no texto da reforma.

Renegociação das Dívidas
A discussão, que se estendeu durante toda a manhã e início da tarde, também tratou de incentivos fiscais, liberação do Bolsa Estiagem, suspensão do pagamento das dívidas dos agricultores atingidos pela seca, celeridade na liberação de recursos emergenciais de enfrentamente à seca e, especialmente, a renegociação da dívida dos estados junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – o BNDES.

Segundo os governadores, a Região Nordeste deve se beneficiar caso o Governo Federal acelere o processo de renegociação das dívidas. "Quem mais se beneficiou com empréstimos que deviam à União foram estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Minas Gerais. Só esses quatro estados detêm quase 85% da dívida pública. Se você pegar todos os estados do Nordeste, é praticamente 6% da dívida com a União", afirma o governador do Ceará, Camilo Santana.

Camilo Santana cobra também a celeridade na renegociação das dívidas. "A Lei dizia que, além dos financiamentos devidos à União,  os financiamentos devidos ao BNDES também seriam negociados e, até hoje, não foi posta em prática essa negociação. É isso que estamos cobrando aqui."

Os sete governadores presentes divulgaram, no fim do encontro, a Carta de Fortaleza. Veja na íntegra:

"Carta de Fortaleza

Pelo crescimento econômico e emprego no Nordeste

Reunidos na cidade de Fortaleza (CE), no dia 29 de março de 2017, os governadores do Nordeste debateram a situação fiscal, previdenciária e social que aflige as populações dos estados nordestinos. A partir de uma análise sobre os números do chamado “déficit da previdência”, ficou evidenciado a necessidade de discutir e propor uma solução para o problema que não penalize os mais pobres e as mulheres.

O sistema previdenciário brasileiro envolve uma parte significativa de seguridade social, que é responsável por garantir uma vida mais digna a milhões de brasileiros. Portanto, existe concordância com a necessidade de implantar medidas para reformar a previdência brasileira, mas preservando a cidadania, o bem-estar social, protegendo especialmente os trabalhadores rurais, as mulheres e o acesso aos Benefícios de Prestação Continuada (BPC).

No encontro, foi apresentada uma proposta que consegue equilibrar a previdência dos Estados e, ao mesmo tempo, minimizar o grave problema fiscal do pacto federativo brasileiro. Todos os Governadores presentes firmaram um pacto em defesa da redistribuição das “contribuições sociais” - PIS, Cofins, CSLL -  com estados e municípios. É uma saída plenamente possível e responsável que reequilibra as contas públicas dos estados nordestinos e possibilitará a retomada imediata de investimentos públicos. Nos últimos 50 anos houve uma redução de 40% na participação dos estados do chamado “bolo tributário”.

A Constituição de 1988 descentralizou despesas – saúde, segurança e educação, principalmente –, porém manteve a concentração da receita na União. O processo de aumento de impostos no Brasil – tão criticado por vários setores da sociedade – se deu nas chamadas contribuições sociais, que não são repartidas com estados e municípios. Agora, é o momento oportuno para construir uma proposta que promova o desenvolvimento sustentável e inclusivo.

Além destes dois pontos centrais, foram elencados como matéria importante para o Governo Federal deliberar imediatamente:

a) A obtenção imediata do alongamento das dívidas do BNDES sem diferenciação de fontes, incorporando todas as linhas de financiamento;

b) Liberação dos empréstimos já autorizados em 2016;

c) a convalidação dos incentivos fiscais, fazendo a transição para um sistema que acelere o crescimento econômico das regiões Norte-Nordeste;

d) Apoio à Emenda Constitucional que autoriza a securitização da Dívida Ativa do setor público brasileiro;

e) O não contingenciamento das obras hídricas no orçamento do Governo Federal;

f) Ampliar as fontes de financiamento à saúde, assegurando aos menos favorecidos o direito garantido pela Constituição Federal;

g) Liberação da bolsa estiagem e também a suspensão dos pagamentos das dívidas dos agricultores afetados pela seca;

h) Garantir a imediata realização dos leilões de energia solar e eólica suspensos em dezembro de 2016, e apoio a projeto para partilha das receitas de Energias Renováveis beneficiando estado e município da origem da energia;

Os Governadores entendem que estas medidas são essenciais para a retomada rápida do processo de geração de emprego e redução das desigualdades no Nordeste.

Camilo Santana
Governador do Estado do Ceará

Paulo Câmara
Governador do Estado de Pernambuco

Robinson Faria
Governador do Estado do Rio Grande do Norte

Ricardo Coutinho
Governador do Estado da Paraíba

Wellington Dias
Governador do Estado do Piauí

Renan Filho
Governador do Estado de Alagoas

Belivaldo Chagas
Vice-Governador do Estado do Sergipe"

Fonte: G1

Curta nossa página no Facebook



Teste “Qual Celebridade Você Se Parece?” é um risco para segurança, diz empresa de segurança digital

Os especialistas em segurança da Kaspersky Lab divulgaram um aviso sobre o teste “Qual Celebridade Você Se Parece?”, que está circulando nos últimos dias pelo Facebook. O gancho para atrair usuários é mostrar com qual celebridade a pessoa se parece e faz com que o usuário compartilhe informações pessoais com a empresa criadora do teste. Lembrando que todos os testes que exigem seus dados são um risco.

Para realizar o teste, a empresa Vonvon solicita clicar em “Conectar-se ao Facebook” para ver o resultado. Ao fazer isso, uma janela indica o acesso ao teste e, ao fazer isso, a empresa recebe as informações públicas do perfil do usuário (incluindo nome, foto do perfil, idade, sexo, idioma, país e outras informações públicas), lista de amigos, e-mail, fotos, etc. Uma vez que estas condições são aceitas, o aplicativo carrega as fotos de perfil da conta Facebook e pede para o usuário escolher uma para encontrar sua suposta semelhança com uma celebridade.

Segundo a pesquisa "Você é um especialista em cibernética?" da Kaspersky Lab, um surpreendente 63% dos entrevistados diz não ler o contrato de licença antes de instalar um novo aplicativo em seu dispositivo, e um em cada cinco pessoas (20%) nunca leu as mensagens para instalar aplicativos; apenas clicam em "Próximo" e "Concordo", sem entender o que estão autorizando.

Na verdade, alguns aplicativos podem afetar a privacidade do usuário, instalar outros apps ou mesmo alterar a configuração do sistema operacional de um dispositivo de forma completamente legal já que usuário clicou em “aceito” durante o processo de instalação.

"Hoje em dia é muito comum que usuários de redes sociais cliquem em jogos e apps sem pensar sobre os riscos envolvidos. Muitas vezes, estes são usados como um gancho para obter permissão para acessar informações confidenciais de usuários e outras pessoas – como contatos, mensagens privadas, localização, etc., para fins comerciais", diz Roberto Martinez, analista de segurança da Kaspersky Lab. "Ao permitir esse acesso, você deve se fazer algumas perguntas importantes, como: quais informações foram solicitadas, essa informação é necessária para esse aplicativo e o que eles podem fazer com essa informação”.

A política de privacidade da empresa Vonvon diz que os dados recolhidos em seus jogos e aplicativos são usados para promover seus produtos via e-mail e para outros propósitos de marketing, que não são especificados. Ele também indica que as informações recebidas podem ser transferidas para outras empresas ou indivíduos com objetivo de "otimizar seus serviços e funcionamento do site".

Em 2015, suas políticas de privacidade foram questionadas após o lançamento do teste “Quais Palavras Você Mais Usou No Facebook Esse Ano?”, que atraiu mais de 17 milhões de usuários. A partir daí, a empresa tem limitado as informações que solicita aos usuários.

Para evitar que suas informações sejam usadas e até mesmo compartilhado por empresas, a Kaspersky Lab oferece aos usuários as seguintes dicas para proteger seus dados pessoais destes perigosos:
  • Não aceite todos os convites para jogos e aplicativos que aparecem nas redes sociais;
  • Leia atentamente as condições e informações ao utilizar apps de jogos e testes;
  • Verifique frequentemente as configurações dos aplicativos em sua conta do Facebook, eliminando aqueles não utilizados, além de se certificar que os apps tenham acesso a uma quantidade mínima de dados;
  • Como você pode compartilhar informações de seus amigos quando você concorda em compartilhar sua lista de amigos, os apps também podem compartilhar suas informações. Certifique-se de alterar as configurações para controlar as categorias de informações que as pessoas podem compartilhar de você.

Fonte: Diário do Nordeste

Curta nossa página no Facebook



Governo Temer anuncia alta de tributos e corta R$ 42,1 bilhões em gastos

A equipe econômica do governo Michel Temer anunciou nesta quarta-feira (29) uma série de medidas, de aumento da arrecadação e de corte de gastos, para fechar o buraco de R$ 58,2 bilhões no orçamento e tentar atingir a meta fiscal fixada para 2017, que é de déficit de R$ 139 bilhões.

As medidas anunciadas foram:
  • Bloqueio de R$ 42,1 bilhões em gastos públicos
  • Receita extra com a reoneração da folha de pagamento: R$ 4,8 bilhões
  • Receitas extras com relicitação de 4 hidrelétricas: R$ 10,1 bilhões
  • Receita extra com a equiparação da alíquota de IOF de cooperativas de crédito, com a cobrada de bancos: R$ 1,2 bilhão

As medidas foram divulgadas pelos ministros da Fazenda, Henrique Meirelles, e do Planejamento, Dyogo Oliveira.

A previsão do governo é que a reoneração da folha de pagamento de alguns setores vai garantir uma arrecadação adicional de R$ 4,8 bilhões em 2017.

O governo também decidiu incluir no orçamento receitas extras de R$ 10,1 bilhões com a relicitação de 4 usinas hidrelétricas que estão retornando para o controle da União.

Entretanto, os recursos de precatórios (débitos decorrentes de decisões judiciais), de R$ 8,6 bilhões, não puderam ser considerados.

Para elevar a tributação sobre a arrecadação da folha de pagamentos, o governo vai editar uma medida provisória. Porém, embora a MP tenha vigência legal imediata, a alta de tributos poderá ser implementada somente no começo de julho.

É que, para elevar a tributação, nesse caso, o governo tem de aguardar 90 dias – a chamada noventena. A expectativa de arrecadação com a medida, em 2017, é de R$ 4,8 bilhões.

O buraco de R$ 58,2 bilhões no orçamento de 2017 foi provocado, principalmente, pela queda na previsão de crescimento da economia brasileira neste ano (alta do PIB de 1,6%, que constava na peça orçamentária, para um crescimento menor: de 0,5% de crescimento), mas também foi resultado de um aumento de despesas federais.

Corte de gastos
O bloqueio inicial de R$ 42,1 bilhões no orçamento deste ano, anunciado nesta quarta-feira pelo governo, é maior do que o efetuado em 2016 – quando somou R$ 23,2 bilhões em um primeiro momento (depois o valor foi ampliado). Entretanto, ficou abaixo do corte de gastos anunciado em 2015 - de R$ 66,9 bilhões, o maior da história.

O governo informou que o bloqueio total de R$ 42,1 bilhões, será dividido em:
  • Corte de gastos dos Ministérios: R$ 20,1 bilhões
  • Programa de Aceleração do Crescimento (PAC): R$ 10,5 bilhões
  • Emendas parlamentares obrigatórias: R$ 5,4 bilhões
  • Emendas não obrigatórias: R$ 6,1 bilhões

Desoneração da folha começou em 2011
Apesar de ter eliminado a possibilidade de a maior parte dos setores da economia poder contar com tributação menor na folha de pagamentos, o ministro Meirelles não considerou que houve aumento de impostos.

“Essa medida não é considerada de fato um aumento de impostos. É a eliminação de uma opção adotada pelo governo anterior e que não funcionou. Não é um aumento de impostos”, disse a jornalistas.

A desoneração da folha de pagamentos começou em agosto de 2011, em um pacote de bondades lançado pela então presidente Dilma Rousseff. O objetivo era estimular a geração de empregos no país e melhora a competitividade das empresas brasileiras.

Entre 2012 e 2016, a renúncia fiscal com a desoneração foi de R$ 77,9 bilhões, segundo dados da Receita Federal. Atualmente, cerca de 40 mil empresas de mais de 50 setores da economia se beneficiam do programa.

Naquele momento, além de desonerar a folha, o governo também manteve IPI baixo para material de construção, máquinas e equipamentos para a produção, caminhões, veículos comerciais leves e anunciou mais agilidade no ressarcimento de exportadores.

A medida consistia na substituição da alíquota da contribuição patronal do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) para os setores contemplado, que era de 20%, por uma tributação sobre o faturamento das empresas - fixada a partir de 1,5% - mas depois passou a ser de 1% a 2%, dependendo do setor.

A redução de tributos sobre a folha de pagamentos começou com poucos ramos de atividade beneficiados em 2011 (apenas quatro), mas foi crescendo com o passar do tempo e atingiu, em 2014, 56 setores da economia.

A renúncia fiscal em 2015, com a desoneração da folha de pagamentos, somou R$ 24,14 bilhões. O INSS, porém, não teve suas contas impactadas, uma vez que os valores eram compensados pela Secretaria do Tesouro Nacional.

No ano retrasado, diante do aumento da renúncia fiscal (recursos que deixam de ingressar nos cofres públicos, o então ministro da Fazenda, Joaquim Levy, anunciou uma revisão da medida. Na ocasião, ele avaliou que a "brincadeira" da desoneração se mostrou "extremamente cara". Em 2016, após a mudança no formato da desoneração, a renúncia fiscal caiu para R$ 14,53 bilhões.

Por meio de medida provisória, o governo subiu a alíquota sobre o faturamento sobre a receita bruta, que substitui a contribuição previdenciária, de 1% para 2,5% e, para euem tinha alíquota de 2%, a alíquota subiu para 4,5%. A empresa que quisesse poderia voltar a pagar os 20% de contribuição previdenciária.

Fonte: G1

Curta nossa página no Facebook



ShareThis