Copa da Rússia chegou e Brasil ainda não terminou 41 obras da Copa de 2014

Em dezembro de 2013, a ex-presidente Dilma Rousseff (PT) lançou um apelido que acabou pegando: o Brasil realizaria a "Copa das Copas" em 2014, disse a petista. Torcedora do Atlético Mineiro, Rousseff também elogiou o escrete canarinho, que seria "forte" e "cheio de novos craques geniais". O fim da história dentro de campo é conhecido: no dia 8 de julho, a Seleção Brasileira sofreu a famosa derrota de 7 a 1 para o time da Alemanha, em Belo Horizonte.

A derrota no estádio do Mineirão ficou na memória coletiva dos brasileiros. Mas há um outro "7 a 1" cujos efeitos são sentidos até hoje: no dia do início da Copa da Rússia, dezenas de obras planejadas para o mundial de futebol de 2014 continuam inconclusas em 11 das 12 cidades que sediaram jogos naquele ano. Baseada em dados de governos estaduais, prefeituras e da Controladoria-Geral da União (CGU), a BBC News Brasil encontrou pelo menos 41 obras ainda inacabadas, paralisadas ou mesmo abandonadas. 

Na maioria, são obras viárias e de mobilidade urbana: viadutos, ampliação de avenidas, trens de superfície (VLTs) e corredores de ônibus (BRTs). Há também três aeroportos cujas obras de ampliação ainda não foram concluídas, nas cidades de Salvador (BA), Cuiabá (MT) e Belo Horizonte (MG).

As obras inconclusas da Copa de 2014 vivem várias realidades diferentes. A maior parte foi interrompida ou está em andamento. Algumas foram totalmente abandonadas e não há previsão de quando (e se) serão retomadas. 

Há construções nos quais o dinheiro público já foi gasto em estudos e primeiras instalações, antes de a ideia ser completamente abandonada. Em Brasília, a construção de um VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) chegou a ser iniciada, ligando o aeroporto ao centro da cidade. R$ 20 milhões foram investidos, mas o projeto acabou deixado de lado (leia mais detalhes abaixo).

Não dá para dizer que as cidades não tiveram tempo para planejar e executar as demandas: em 13 de janeiro de 2010, o então ministro do Esporte, Orlando Silva (PCdoB) assinou a primeira versão da Matriz de Responsabilidade da Copa - o documento também foi subscrito pelos prefeitos das 12 cidades que sediaram o evento, além dos governadores. A Matriz trazia a relação das principais obras: estádios, reforma de aeroportos, etc., além do montante a ser investido pelas esferas de governo (prefeituras, Estados e União).

O levantamento da BBC News Brasil leva em conta tanto as obras que estavam na Matriz quanto aquelas que foram prometidas por prefeituras e governos para a Copa - mesmo as que não integraram o documento, ou foram removidas da versão final.

Para tentar agilizar as obras da Copa, o governo também criou o chamado "Regime Diferenciado de Contratação", o RDC. Polêmica, a medida reduzia as regras e diminuía o rigor exigido no processo de licitação de uma obra pública. Por exemplo: em vez de ter de entregar às empresas que disputariam a licitação um projeto detalhado, com todos os custos, o governo passou a poder entregar só um "anteprojeto de engenharia".

A maioria dos projetos era de responsabilidade das prefeituras e governos estaduais - alguns deles com financiamento do governo federal. As administrações alegam uma série de problemas que atrapalharam a conclusão como falta de dinheiro, interdições da Justiça, problemas de licitação e abandono das obras por parte das construtoras.

Abaixo, um resumo das obras da Copa de 2014 inconclusas ou abandonadas, em cada uma das 12 cidades-sede do evento.

Belo Horizonte
Na capital mineira, ficaram inconclusas as obras de reforma e ampliação do aeroporto internacional de Confins, o principal do Estado, e a construção de um corredor de ônibus (do tipo BRT).

Desde 2014, Confins recebeu uma série de obras que ampliaram sua capacidade em 5,3 milhões de passageiros por ano (hoje, o aeroporto tem capacidade de receber até 17,1 milhões de pessoas a cada ano). Mesmo assim, estão inconclusas a ampliação da pista de pouso (que deve ficar pronta até o fim deste ano), e a reforma de um dos terminais de passageiros. No caso do terminal, as obras foram suspensas por decisão da Justiça Federal de Brasília, ainda no começo de 2015, e a Infraero, responsável pelas obras, agora aguarda a solução do caso na Justiça.

Em Belo Horizonte, a prefeitura ainda não conseguiu concluir o corredor de ônibus que passa pelas avenidas Antônio Carlos, Pedro I e Vilarinho, embora a maior parte da estrutura já esteja em operação.

Os corredores de ônibus do tipo BRT (sigla para Bus Rapid Transport, ou Transporte Rápido por Ônibus) são chamados na capital mineira de "Move". O corredor inconcluso tem 14,7 quilômetros de extensão, e liga o estádio do Mineirão ao aeroporto de Confins. O trecho que falta é justamente o da avenida Pedro I. Em junho de 2014, durante os jogos, um trecho de viaduto caiu no local e matou duas pessoas.

Segundo a Prefeitura de Belo Horizonte, devido à finalização do contrato com a empresa Cowan, estão pendentes alguns serviços complementares, como sinalização, paisagismo e obras na via no entorno. A previsão de novas licitações para a conclusão dos trabalhos está prevista para 2018.

O custo total da obra é de R$ 685,12 milhões.

Brasília
Na capital federal, são quatro obras previstas para a Copa de 2014 que nunca saíram do papel: a urbanização do entorno do estádio Mané Garrincha; um jardim projetado pelo paisagista Burle Marx, no centro da capital; a reforma do calçamento dos setores hoteleiros da cidade; e um trem de superfície (do tipo VLT), ligando o aeroporto ao centro.

O caso mais importante é o do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). O projeto custaria R$ 1,5 bilhão (valores de 2010), e teria extensão de 22,6 quilômetros. As obras começaram a ser feitas, e pelo menos R$ 20 milhões foram investidos. O trabalho foi suspenso diversas vezes pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), e em abril de 2011, pela Justiça Federal. O consórcio responsável acabou mencionado no escândalo da Caixa de Pandora, que resultou na queda do ex-governador José Roberto Arruda (PR).

Em 2012, o VLT de Brasília se tornou a primeira obra da Copa oficialmente cancelada. Em nota à BBC News Brasil, o governo de Brasília disse que um novo projeto de VLT fará parte do "Plano de Desenvolvimento do Transporte Público sobre Trilhos do Distrito Federal", o PDTT/DF, que está "em fase final de elaboração".

Brasília também desistiu de outra obra prevista para a Copa: a urbanização do entorno do estádio Mané Garrincha e a construção de túneis por baixo do Eixo Monumental, ligando o estádio a espaços culturais da cidade, como o Clube do Choro. O investimento previsto era de R$ 285 milhões, mas a obra foi cancelada no fim de 2014, após a Copa do Mundo. O governo local, então sob Agnelo Queiroz (PT) não viu mais necessidade de concluir a melhoria. Em 2017, o atual governador, Rodrigo Rollemberg (PSB), decidiu arquivar o projeto.

Cuiabá
A capital de Mato Grosso é uma das cidades com mais obras da Copa inconclusas: nove.

E também ostenta um dos piores exemplos do "legado" do torneio: o VLT da cidade é hoje a obra inacabada da Copa mais cara do país. A obra já consumiu R$ 1,06 bilhão de reais, mas só 30% do projeto está pronto (inicialmente, a previsão era de que o projeto todo custasse R$ 1,4 bilhão). A construção foi alvo de uma operação da Polícia Federal (Descarrilho, em agosto passado).

Segundo o governo do Estado, o contrato com Consórcio VLT Cuiabá-Várzea Grande foi rescindido após instalação de processo administrativo pelo Governo do Estado para apurar infrações contratuais.

Ainda de acordo com as autoridades, uma nova licitação está em andamento. Os valores para a conclusão das obras ainda estão sendo calculados.

Cuiabá também deixou pelo caminho as obras de dois Centros de Treinamento (COTs). Um deles, o COT Professor João Batista Jaudy, na Universidade Federal de Mato Grosso, está 82% construído. As obras estão em andamento (foram retomadas em abril passado, segundo o governo do Estado, com um orçamento estimado em R$ 17,25 milhões). O outro, na Barra do Pari, está paralisado, Até agora, 69,2% da construção está concluída.

O Estado diz que reiniciará as tratativas com a construtora para que ela retome os trabalhos ou para que haja uma rescisão contratual.

Além disso, também não estão concluídas a reforma do aeroporto Marechal Rondon (sob responsabilidade da Infraero), uma via elevada (a Trincheira Jurumirim), as ampliações de três avenidas (Parque do Barbado, 8 de Abril e Estrada do Moinho). Por fim, ainda há pendências na Arena Pantanal, embora o estádio tenha recebido quatro jogos da Copa de 2014. O Estado não respondeu sobre o motivo dos problemas no estádio.

Curitiba
Na capital do Paraná, as pendências se referem à mobilidade urbana: três ampliações de vias, sob responsabilidade do governo do Estado, e a reforma de um terminal de ônibus, a cargo da prefeitura da capital.

A principal obra viária é um corredor de ônibus ligando o aeroporto mais importante do Estado, no município vizinho de São José dos Pinhais, à rodoferroviária de Curitiba. Segundo o governo do Estado, 70% da obra está pronta, e a previsão é de que o trabalho seja concluído no fim deste ano. Até o momento, a obra já consumiu R$ 44,4 milhões (a previsão inicial, na Matriz de Responsabilidade, era de R$ 65,2 milhões).

Outras duas obras sob responsabilidade do governo estadual também estão inconclusas: a ampliação do corredor Marechal Floriano Peixoto, e a implementação de um sistema de monitoramento de trânsito.

A prefeitura de Curitiba, por sua vez, ainda não concluiu as melhorias no Terminal Santa Cândida, que foi entregue incompleto em fevereiro de 2016, ano de eleições municipais. À BBC News Brasil, a prefeitura disse que fechou em maio um novo contrato para a conclusão do projeto, previsto agora para novembro.

Fortaleza
Assim como Brasília e Cuiabá, a capital do Ceará também teve problemas para tirar do papel a obra de um VLT, uma espécie de metrô de superfície. Além do VLT, Fortaleza também não concluiu a ampliação do aeroporto Pinto Martins - a empresa que administra o terminal, a francesa Fraport, diz que investirá R$ 800 milhões para terminar tudo.

O ramal Parangaba-Mucuripe do VLT de Fortaleza está hoje 75% concluído, mas ainda não opera em sua capacidade máxima. De dez estações previstas, só quatro estão em "operação assistida", transportando pessoas no período da manhã e de forma gratuita.

À BBC News Brasil, a Secretaria de Infraestrutura do Governo do Ceará informou que outras quatro estações devem começar a operar de forma experimental no início de julho deste ano. E o restante da obra deve ser concluído até o fim do segundo semestre.

Manaus
Na capital do Amazonas, dois projetos da Copa de 2014 sequer começaram a ser construídos: um corredor de ônibus (BRT) ligando a Arena da Amazônia até o centro da cidade e dois Centros de Atendimento ao Turista (CATs).

Alegando que os recursos do governo federal não foram liberados a tempo, a prefeitura de Manaus desistiu da obra do BRT ainda em 2012. O investimento previsto era de R$ 1,2 bilhão, mas o dinheiro não foi aplicado.

A justificativa é a mesma para a não construção dos CATs: o dinheiro oferecido pelo Ministério do Turismo não foi utilizado porque "não houve tempo hábil" de aprontar as estruturas para a Copa do Mundo, disse a prefeitura à BBC News Brasil.

Natal 
Sede do estádio Arena das Dunas, Natal tem três obras programadas para a Copa ainda inacabadas.

Estava prevista uma reforma de 55 quilômetros de calçadas para torná-las acessíveis para cadeirantes, por exemplo. Só 5% foram concluídos.

Um projeto de drenagem no entorno da Arena das Dunas segue incompleto, com 80% das obras feitas, a um custo de R$ 194 milhões.

A construção de um corredor de ônibus foi abandonada.

Procurada, a Prefeitura de Natal não se pronunciou até a publicação deste texto.

Porto Alegre 
Em Porto Alegre, os atrasos se concentram na construção, reforma ou ampliação de vias públicas, como viadutos e avenidas. Ao todo, são nove vias em obras - e o valor total a ser investido é de R$ 1 bilhão, segundo informou a prefeitura da capital gaúcha à BBC News Brasil. Deste total, a prefeitura já investiu pouco mais da metade (R$ 525 milhões). Outros R$ 475 milhões devem ser gastos antes de que todas as obras sejam concluídas.

Das nove obras paradas, três já foram retomadas. A mais adiantada, um viaduto na avenida Ceará, deve ficar pronta em setembro. As outras seis obras ainda estão paradas, segundo a prefeitura, mas todas já têm ao menos uma previsão de quando voltarão a ser tocadas. A mais atrasada é o corredor de ônibus da avenida João Pessoa: só 50% da obra física está pronta, e a previsão de conclusão é para dezembro de 2019.

"As obras de mobilidade de Porto Alegre foram impactadas pela grave crise financeira enfrentada pela Prefeitura", disse a administração municipal em nota à BBC News Brasil. Para dar seguimento, o município conseguiu um financiamento de R$ 120 milhões com o banco estatal gaúcho, o Banrisul, além de remanejar verbas de outras áreas.

Recife
A capital de Pernambuco tem quatro projetos viários previstos para 2014 ainda inconclusos.

Dois ramais de BRTs (corredores de ônibus), que ligam todas as regiões da cidade, ainda não foram finalizados. Na linha Norte-Sul, foram entregues 26 estações, mas duas ainda estão em construção e devem ser entregues em 2019. No trecho Leste-Oeste, 16 das 22 paradas previstas estão operando. Segundo o governo estadual, as restantes estão em obras ou ainda em fase de projetos. Para o governo, o atraso ocorreu porque o consórcio construtor abandonou as obras.

A estrutura viária Ramal da Copa, que liga o estádio Arena Pernambuco, em São Lourenço da Mata, e o terminal de Camaragibe, no Recife, ainda não está completa. Segundo o governo, as empresas construtoras também abandonaram as obras, que foram retomadas recentemente.

Já a ampliação do terminal de Camaragibe também foi abandonada pelo consórcio. O governo pernambucano afirma que uma nova licitação está sendo preparada, mas não deu prazo para a conclusão do projeto.

Salvador 
A capital baiana ainda tem algumas intervenções pendentes no aeroporto internacional Luís Eduardo Magalhães, e a construção de um corredor de ônibus (BRT) - que acabou retirado da Matriz de Responsabilidade da Copa, depois de ficar claro que não estaria pronta a tempo do mundial.

No aeroporto, ainda faltam obras na área de check-in dos passageiros e na fachada, segundo a Infraero. Ficaram prontas intervenções no pátio de manobra das aeronaves e uma nova torre de controle, entregues em 2013 e 2014, respectivamente. No começo deste ano, o controle do aeroporto passou a ser de uma empresa francesa, a Vinci Airports.

Depois de excluir o BRT da lista de obras para a Copa, a Prefeitura de Salvador acabou concluindo a contratação do primeiro trecho de obras em março deste ano. São 2,9 quilômetros de extensão, ao custo de R$ 212 milhões para os cofres públicos. Segundo a previsão das autoridades, o BRT terá capacidade de transportar 31 mil pessoas quando estiver pronto, o que deve demorar mais dois anos e quatro meses.

Procurada, a Prefeitura de Salvador não se pronunciou até a publicação deste texto.

Fonte: BBC Brasil 

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Procissão de Santo Antônio reúne 20 mil e encerra festejos em Barbalha

Três carros de som acompanharam os fiéis que cantaram e rezaram durante a caminhada que encerrou no
início da noite de ontem (Foto: Antonio Rodrigues) 
Cerca de 20 mil pessoas percorreram algumas das principais ruas deste Município, no Cariri cearense, em procissão que marcou o encerramento da Festa de Santo Antônio, padroeiro da cidade. O trajeto começou na casa da família Teles, que há muitos anos ornamenta a imagem do santo, seguindo até Igreja Matriz. Três carros de som acompanharam os fiéis que cantaram e rezaram durante a caminhada que encerrou no início da noite de ontem.

Orquestras, bandas cabaçais e grupos de penitentes acompanharam a procissão junto de 32 imagens, carregadas nos ombros, de santos padroeiros das comunidades rurais barbalhenses e de outros bairros. "É o dia da bênção. Hoje celebramos a entrada de Santo Antônio no céu. Então, os devotos e paroquianos se reúnem para louvar a Deus pela sua entrada na glória, a salvação, aquele que viveu profundamente o evangelho aqui na Terra", explica o padre Antônio José do Nascimento, pároco da Igreja Matriz.

Esta foi a primeira festa ao padroeiro que o padre Antônio José participou depois que assumiu a Paróquia de Santo Antônio, em janeiro. Por isso, ele se surpreendeu com a dimensão das celebrações e da fé dos barbalhenses. "Achei muito animado, muito bonito, muita festa. Em toda região do Cariri o povo é muito devoto, mas Barbalha supera muitas cidades. É diferenciada, porque engloba o religioso, o cultural e o social", disse.

A dona de casa Socorro Gegório reforça as palavras do pároco, garantindo que, anualmente, participa da procissão e que é devota "como todo barbalhense". A admiração pelo padroeiro vem dos pais e ela quer levar adiante para sua família. "Ele representa muito para a cultura da cidade. Eu não perco uma procissão, venho para todas as missas e quermesse".

Não é diferente da aposentada Marisa dos Santos, que mesmo com a perna machucada, veio do Sítio Venha-Ver, a 5Km da sede do Município, acompanhar a procissão, "mesmo que só para ver de longe", conta. Apesar de passar vários anos como líder da liturgia, na Paróquia de Santo Antônio, ela se surpreendeu com a beleza da festa neste ano. "É o Santo do mundo inteiro. Para o povo da cidade, é quase um ídolo. Todo mundo vai atrás de Santo Antônio. Vem gente de todo lugar e olha que não é domingo é dia de semana. O povo tem promessa, tem carinho ou milagres", acrescenta.

Retretas, trezena, quermesses e shows movimentaram os festejos de Santo Antônio em 2018. Aproximadamente 350 mil pessoas participaram da festa desde o dia 27 de maio, quando foi hasteado o Pau da Bandeira. No Parque da Cidade, mais de 20 mil barbalhenses garantiram o "Bilhete Social" para aproveitar, gratuitamente, as apresentações musicais que contou com artistas nacionais, como Wesley Safadão, Bell Marques, Leo Magalhães e Xand Avião.

Patrimônio Imaterial
Com mais dois séculos de tradição, cultura, fé e devoção, a Festa de Santo Antônio de Barbalha foi reconhecida como patrimônio imaterial brasileiro pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), há três anos. Por isso, conseguiu um apoio de R$ 1,3 milhão do Ministério do Turismo para contratar atrações nacionais para a Festa no Parque de Eventos. Em 2018, completou-se o 308ª trezenário, com celebrações, leilões e apresentações culturais desde o dia 1º junho. Além disso, foi realizada uma grande feira de artesanato, que movimentou, aproximadamente, R$ 2 milhões em produtos locais.

ANTONIO RODRIGUES
COLABORADOR

Fonte: Diário do Nordeste

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Lula rejeita acordo para ser solto se não se candidatar, diz Haddad

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi sondado sobre a possibilidade de abandonar sua intenção de se candidatar ao Planalto este ano e em troca poderia ser libertado da prisão em Curitiba.

A afirmação foi feita na noite desta sexta-feira por Fernando Haddad, ex-prefeito de São Paulo e um dos coordenadores do programa de governo de Lula.

"Acenaram para o Lula com um acordo", disse Haddad num ato do PT de lançamento da pré-candidatura ao Planalto de Lula. Segundo ele, a proposta foi: "Abre mão da sua candidatura que você sai da cadeia, que a gente liberta você".

Haddad, cotado como um possível plano B do PT para a eleição presidencial deste ano, não deu detalhes sobre essa proposta, sobre quem a teria feito e quando.

Segundo ele, o ex-presidente respondeu: "Me apresentem uma prova que eu abro mão da minha candidatura".

Fonte: Valor

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Liminar suspende greve dos servidores de Juazeiro do Norte

O Tribunal de Justiça do Estado do Ceará, por meio de liminar, suspende a greve dos servidores municipais. A determinação partiu do desembargador Paulo Airton Albuquerque Filho, que pede a concessão de tutela de urgência, “tendo em vista, especialmente, que se trata de greve geral deflagrada por servidores públicos do Município de Juazeiro do Norte, colocando em risco a prestação de serviços públicos essenciais a toda a população daquela municipalidade”, afirma no documento.

Conforme a decisão, os servidores devem paralisar o movimento grevista imediatamente, no prazo de 24 horas. Do contrário, haverá penalidade de multa diária de R$ 5 mil para o Sindicato dos Servidores Públicos do Município de Juazeiro do Norte (Sinsemjun) e, também, para o Sindicato Regional dos Agentes de Saúde e Agentes de Endemias da Regional XXI (Sindracse), réus na ação.

A greve foi iniciada no último dia 2 de maio, após os servidores decidirem pela paralisação por tempo indeterminado até que o Governo Municipal apresentasse uma proposta de reajuste salarial. O Sinsemjun defende um aumento de 8,32%. A Prefeitura, no entanto apresentou proposta inferior ao que foi pedido pelos trabalhadores.

O Município de Juazeiro do Norte alegou que o movimento paredista é ilegal, pois, a atual diretoria do Sinsemjun não costa nos registros do Cadastro Nacional de Entidades Sindicais (CNES). Além disso, argumenta que não foi respeitado o prazo estipulado para comunicação da paralisação: 72h; não ofereceu o percentual mínimo nos serviços essenciais e da ausência de frustração negocial.

ANTONIO RODRIGUES
COLABORADOR

Fonte: Diário do Nordeste

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Moro trava investigações para proteger empresas e delatores da Lava Jato

O juiz Sergio Moro impôs uma trava à atuação de órgãos de controle e do governo federal, proibindo o uso de provas obtidas pela Operação Lava Jato contra delatores e empresas que reconheceram crimes e passaram a colaborar com os procuradores à frente das investigações.

A decisão de Moro, que conduz os processos do caso em Curitiba, foi proferida no dia 2 de abril e atinge a AGU (Advocacia-Geral da União), a CGU (Controladoria-Geral da União), o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), o Banco Central, a Receita Federal e o TCU (Tribunal de Contas da União).

No despacho, que é sigiloso, o juiz altera nove decisões anteriores em que autorizara o compartilhamento de provas da Lava Jato com esses órgãos, que têm a atribuição de buscar reparação de danos causados aos cofres públicos e aplicar multas e outras penalidades de caráter administrativo.

Moro não só veda o uso das informações da Lava Jato em ações contra colaboradores como submete à sua autorização o prosseguimento de medidas que já tenham sido tomadas contra eles e que tenham entre os seus fundamentos documentos enviados pelos procuradores.

Com a decisão, que atendeu a um pedido do Ministério Público Federal, o juiz blinda delatores e empresas contra o cerco dos outros órgãos de controle. Para os procuradores, a medida é necessária para evitar que a insegurança jurídica criada pela falta de coordenação entre os vários órgãos de controle desestimule novos colaboradores, prejudicando o combate à corrupção.

Em vários dos casos revistos pela decisão de Moro, as informações compartilhadas pela Lava Jato foram obtidas antes que as empresas afetadas e seus executivos colaborassem com as investigações.

Empreiteiras como Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa e Odebrecht fecharam acordos bilionários com a Lava Jato para reconhecer crimes, fornecer provas, pagar multas e reduzir penas na esfera criminal, mas os acordos não garantem imunidade contra ações de outros órgãos na área cível.

A AGU, que defende o governo federal nos tribunais, cobra das empreiteiras mais de R$ 40 bilhões por danos em contratos com a Petrobras. Colaboradores que confessaram o recebimento de propina foram autuados pela Receita Federal, que tem cobrado imposto sobre os ganhos ilícitos.

Com base em provas obtidas pela Lava Jato, o TCU bloqueou R$ 508 milhões em bens da Andrade Gutierrez para garantir o ressarcimento de danos causados na construção da usina nuclear de Angra 3.

Como os acordos fechados com o Ministério Público só garantem imunidade na área criminal, Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa e Odebrecht negociam desde o ano passado acordos de leniência com a AGU e a CGU, que ainda não foram assinados e terão que ser submetidos ao aval do TCU.

A principal dificuldade nessas negociações é que as empreiteiras não querem pagar mais do que já se comprometeram a desembolsar nos acertos com o Ministério Público —as três maiores aceitaram pagar R$ 5,5 bilhões a título de multa e reparação de danos.

Advogados das empresas e dos delatores defenderam publicamente a tese agora aceita por Moro, de que os colaboradores devem ser blindados contra ações na esfera cível.

"Apesar do compartilhamento de provas para a utilização na esfera cível e administrativa ser imperativo, já que atende ao interesse público, faz-se necessário proteger o colaborador ou a empresa leniente contra sanções excessivas de outros órgãos públicos, sob pena de desestimular a própria celebração desses acordos", escreveu o juiz.

Moro admite que não há jurisprudência sobre o tema no Brasil e recorre ao direito americano para embasar sua opinião, argumentando que nos Estados Unidos "é proibido o uso da prova colhida através da colaboração premiada contra o colaborador em processos civis e criminais."

O despacho do juiz indica que ele foi além do que a legislação americana permite. Moro proibiu o uso não só de provas fornecidas por colaboradores, mas também de informações obtidas por outros meios, mas que poderiam implicar os delatores.

Embora a decisão de Moro tenha sido assinada em abril, o Ministério Público Federal só informou os órgãos afetados pela medida em maio. Ainda não há uma avaliação segura sobre o impacto da ordem de Moro nas investigações em andamento nesses órgãos.

Fonte: Folha.com

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Governo do Estado entrega 125 novas motos para o BPRaio

A frota da Segurança Pública do Ceará ganhou exatos 1.729 veículos desde 2015. O investimento do Governo do Ceará teve mais um passo na manhã desta terça-feira (12), em Fortaleza, quando foram entregues 125 novas motos para o Batalhão de Policiamento de Rondas e Ações Intensivas e Ostensivas (BPRaio).

A medida tem objetivo de aumentar o número de policiais motorizados e também substituir motos antigas na Capital e no Interior. Com o reforço atual, o Ceará atinge a marca de 1.729 veículos destinados às forças de segurança. A entrega dos equipamentos ocorreu em solenidade realizada no bairro Siqueira, com a presença do governador Camilo Santana, acompanhado do secretário da Segurança Pública e Defesa Social, André Costa, e de autoridades policiais.

O chefe do Executivo destacou que o Estado já contratou mais de 9 mil profissionais de segurança nos últimos três anos. E, quanto mais se investe na contratação de novos profissionais, se torna ainda mais fundamental a aquisição de equipamentos novos e modernos. Por isso, lembrou, o Governo também investe na compra de mais armamentos e veículos, nas reformas e construções de delegacias, fardamentos, dentre outros itens que agregam ao trabalho dos policiais.

“Hoje temos aqui mais veículos entregues. São motos mais modernas, mais velozes, o que há de melhor para o trabalho do BPRaio. Além destas, entregamos recentemente 140, vamos entregar mais 100. Isso vai ser tanto para reforçar e substituir as motos antigas de Fortaleza, como também para integrar a implantação das equipes que nós estamos formando no Interior. Já são quase 1.800 viaturas, entre carros e motos, só para a Segurança Pública, fora os 600 carros que vamos entregar para reforçar toda a polícia do Ceará”, afirmou o governador.

Mais motos
As 125 motos custaram aproximadamente R$ 7,2 milhões de verba estadual. Os novos veículos, da marca Honda, possuem 1.000 cilindradas e passaram por modificação de fábrica na estrutura para se adequarem às funções de policiamento ostensivo, tornando as abordagens policiais mais ágeis e eficientes nas vias cearenses.

Os veículos são somados aos 140 que integram o primeiro lote, entregue em abril, de um total de 265 motos adquiridas pelo Governo do Ceará para o projeto que duplica a capacidade operacional do BPRaio na Capital e implanta equipes exclusivas do Batalhão em cidades com população acima de 50 mil habitantes. O investimento total das novas motos é de R$ 15,2 milhões.

BPRaio no Interior
Vinte e seis cidades do Interior já possuem equipes do batalhão especializado. As cidades com mais de 50 mil habitantes contempladas são: Acaraú,Aquiraz, Aracati,Beberibe, Canindé, Cascavel, Caucaia, Crateús, Crato, Eusébio, Granja, Horizonte, Icó, Iguatu, Itapipoca, Juazeiro do Norte, Limoeiro do Norte, Maranguape, Maracanaú, Mombaça, Morada Nova, Quixadá, Quxeramobim, Russas, Sobral e Tauá.

Assessoria de Imprensa/Governo do Estado

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MPF consegue condenação de quadrilha por fraude contra agência da Caixa em Crato

Foto meramente ilustrativa
O Ministério Público Federal (MPF) conseguiu a condenação de quatro acusados de desviar dinheiro da Caixa Econômica Federal e fraudar financiamentos para compra e construção de imóveis no Crato, município cearense da região do Cariri. Os integrantes da quadrilha atuaram no período de 2007 a 2009 e as penas variam de 16 a 24 anos de prisão pelos crimes de formação de quadrilha, crime contra o sistema financeiro e lavagem de dinheiro.

As fraudes ocorriam a partir de repasses do banco para a Casa Lotérica Trevo da Sorte. Segundo a sentença da Justiça Federal, o então gerente de uma agência do município, Jurandir Bezerra Filho, autorizou indevidamente e de forma repetida a liberação de recursos para a lotérica em valores acima do necessário. A proprietária do estabelecimento, Nilda Borges Rodrigues, em conluio com o gerente, utilizava parte do dinheiro para financiar empreendimentos imobiliários com outros dois réus da ação, Ana Célia Soares de Sousa Félix e Cícero dos Santos Félix, ambos do ramo da construção civil.

O esquema foi descoberto pelo próprio banco e denunciado à Justiça pelo MPF em 2010. Durante as investigações, ficou comprovado que Jurandir Bezerra não só tinha consciência de que o dinheiro dado à Casa Lotérica estava sendo desviado para compra e venda de imóveis, como também realizava depósitos de dinheiro da Caixa em contas pessoais próprias e empréstimos em seu nome.

Para burlar a fiscalização, a ré Nilda Borges registrava os imóveis em nomes de terceiros, que atuavam como vendedores "laranjas" dos imóveis residenciais, cujas vendas eram financiadas pela própria Caixa Econômica. Jurandir Bezerra, na condição de gerente, agilizava e aprovava os pedidos de financiamentos imobiliários ligados à quadrilha.

O relacionamento de proximidade entre o gerente e a proprietária da casa lotérica chamou a atenção de funcionários da agência. Testemunhas relataram situações de tratamento diferenciado, acesso a locais restritos da agência e atendimento em horários fora do expediente. Os relatos incluem conversas e até mesmo discussões dentro da agência sobre vendas e financiamentos de imóveis.

Quinto réu
No mesmo processo, o MPF obteve a condenação de um quinto réu, Ricardo Lopes Pereira, proprietário de uma loja de materiais de construção. Juntamente com Jurandir Bezerra e Nilda Borges, ele participou da fraude de um empréstimo da linha de crédito Construcard para suprir déficit na casa lotérica. Ricardo foi enquadrado em crime contra o sistema financeiro e condenado à prestação de serviço comunitário e pagamento de multa. Todos os réus poderão recorrer da sentença em liberdade. 

Assessoria de Comunicação/MPF

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Moro recusa ação da Lava-Jato ligada a tucano

Pela primeira vez, o juiz Sérgio Moro abriu mão de conduzir uma ação penal da Lava-Jato. A investigação apura fraudes no Departamento de Estradas e Rodagens do Paraná (DER-PR) e teve início na 48.ª fase da operação, chamada Integração e deflagrada em fevereiro.

Ao redistribuir a ação, o magistrado alegou "sobrecarga com as persistentes apurações de crimes relacionados a contratos da Petrobrás e ao Setor de Operações Estruturadas do Grupo Odebrecht". "O número de casos é elevado, bem como a complexidade de cada um, gerando natural dificuldades para processamento em tempo razoável", escreveu Moro.

O processo envolve a concessionária Econorte, que integra o grupo Triunfo, operadores financeiros envolvidos com a concessionária e servidores públicos na lavagem de dinheiro no valor de R$ 91 milhões. Em fevereiro, a Lava-Jato chegou a fazer uma operação de busca e apreensão no gabinete da Casa Civil do governo do Paraná, então governado por Beto Richa (PSDB).

Na ação, administradores da Econorte e do grupo Triunfo foram denunciados por associação criminosa, lavagem de dinheiro e estelionato. A força-tarefa suspeita de um esquema de contratações fraudulentas e desvios no âmbito da Econorte, com o objetivo de fraudar o equilíbrio econômico e financeiro do contrato de concessão com o Estado do Paraná, além de gerar dinheiro em espécie para pagamento de vantagens indevidas a servidores públicos e também para enriquecimento dos próprios administradores e funcionários da concessionária.

O esquema também viabilizaria a obtenção de aditivos contratuais favoráveis à Econorte junto ao DER-PR. Administradores da Econorte e da Rio Tibagi, empresa também controlada pelo grupo Triunfo, foram denunciados ainda pela prática de peculato por terem se beneficiado do esquema de contratações ilícitas que gerenciavam no âmbito da concessionária.

Operadores
Entre os operadores financeiros acusados, estão Ivan Carratu, Rodrigo Tacla Duran, Adir Assad e Marcelo Abud, já investigados anteriormente pela Lava-Jato. Assad e Abud firmaram acordo de colaboração premiada com o MPF e detalharam o esquema. A denúncia também acusa Duran e Carratu pela lavagem de outros R$ 6 milhões para empresas do Grupo Triunfo por intermédio da simulação de contratos de serviços jurídicos. Segundo a acusação os operadores financeiros eram responsáveis por gerar dinheiro a partir de contratos firmados pelo grupo Triunfo com empresas de fachada.

À época da operação, o Grupo Triunfo, controlador da Econorte, disse que segue à disposição das autoridades para "elucidação dos fatos apurados na operação". As defesas de Carratu, Duran, Assad e Abud não foram localizadas. 

Fonte: Estadão Conteúdo

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Camilo Santana anuncia data de pagamento da primeira parcela do 13º; injeção de R$ 1,3 bi na economia

A primeira parcela do 13º dos servidores do Estado do Ceará será paga no dia 6 de julho. De acordo com o governador Camilo Santana, R$ 1,325 bilhão será injetado na economia neste período de pagamento.

"São R$ 910 milhões da folha normal de pagamento e mais R$ 455 milhões da primeira parcela. É uma injeção de dinheiro na economia e mexe com o comércio e com o turismo", afirmou ele em conversa com internautas nesta terça-feira (12). 

Segundo o governador, serão beneficiados mais de 80 mil servidores ativos, 57.800 aposentados e outros 18 mil pensionistas. "Tem Estado onde o décimo está atrasado, pagando parcelado. Nós somos o estado que mais faz investimento público no País e este dinheiro é uma injeção muito importante na economia cearense".

PIB do 1º trimestre
De acordo com Camilo, o Produto Interno Bruto (PIB) do Ceará cresceu 1,55% no primeiro trimestre.  "O Estado cresceu o dobro da média do Brasil e nós estamos abrindo novas atividades econômicas", resssaltou o governador.

Fonte: Diário do Nordeste

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Pela primeira vez, Moro abre mão de julgar processo da Lava Jato

Pela primeira vez, o juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos da Lava Jato na primeira instância, abriu mão de julgar um processo da Lava Jato. Na segunda-feira (11), ele declarou a não competência para julgar a ação penal oriunda da 48ª fase da operação.

O processo foi redistribuído para a 23ª Vara Federal de Curitiba, sob responsabilidade do juiz Paulo Sergio Ribeiro. A mudança, de acordo com Moro, não anula as decisões já tomadas.

Batizada de Integração, a etapa apura se uma concessionária de pedágio do Paraná pagou propina a agentes públicos.

No despacho, Moro alegou que, apesar das conexões, a ação penal não tem qualquer ligação com a Petrobras ou com o Setor de Operações Estruturadas do Grupo Odebrecht. Afirmou, ainda, estar sobrecarregado. O Ministério Público Federal (MPF) não quis se manifestar a respeito.

Advogados de investigados chegaram a questionar a competência de Moro. À época, o MPF manifestou-se pela improcedência - ou seja, avaliou que o caso deveria ficar com o juiz.

48ª fase
Em fevereiro deste ano, seis pessoas foram presas na 48ª fase da Lava Jato. Entre elas, o ex-diretor-geral do Departamento de Estradas de Rodagem no Paraná (DER-PR) Nelson Leal Junior. À época, a sede do governo estadual foi alvo de mandado de busca e apreensão.

A investigação começou na Justiça Federal de Jacarezinho, na região norte do Paraná, que preferiu encaminhar os autos a uma das varas especializadas em lavagem de dinheiro, a de Moro.

"Foi da iniciativa daquele Juízo remeter os processos para a Justiça Federal de Curitiba, no que agiu acertadamente ao verificar a presença de indícios de crimes de lavagem e que, a confirmar a hipótese de investigação, foram depois objeto da denúncia", escreveu o juiz federal no despacho.

Moro disse ter assumido a ação penal ao notar “pontos de conexões" entre a investigação e o que já foi revelado na Operação Lava Jato - como a participação dos operadores Adir Assad e Rodrigo Tacla Duran. "Por este motivo, este Juízo acolheu a competência por prevenção", declarou o juiz federal.

Moro verificou, porém, que o processo oriundo da 48ª fase não tem como objeto "acertos de corrupção em contratos da Petrobrás" ou "crimes praticados no âmbito do Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht".

Por isso, o juiz federal sugeriu a redistribuição da ação penal. Para ele, a separação não geraria grandes dificuldades para o processo e julgamento".

Discussão no TRF4
As defesas de pelo menos dois investigados na 48ª fase chegaram a questionar o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) sobre a competência de Moro para julgar o caso.

O relator, desembargador federal João Pedro Gebran Neto, porém, foi voto vencido ao reconhecer que o inquérito originário não apresentava relação com a estatal. Moro recomendou, no despacho, "que se prestigie a posição avançada pelo relator".

Durante a sua argumentação, Moro também falou sobre estar sobrecarregado. "Outra questão diz respeito à sobrecarga deste Juízo com as persistentes apurações de crimes relacionados a contratos da Petrobrás e ao Setor de Operações Estruturadas do Grupo Odebrecht", escreveu.

De acordo com ele, o "número de casos é elevado, bem como a complexidade de cada um, gerando natural dificuldades para processamento em tempo razoável".

Fonte: G1 

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87% dos brasileiros não tem interesse pela Copa, diz pesquisa

Às vésperas da Copa do Mundo da Rússia, o desinteresse dos brasileiros pela competição bateu recorde ao atingir 87%, segundo pesquisa divulgada nesta terça-feira (12). O levantamento foi realizado na semana passada pelo instituto DataFolha e, em comparação com a última pesquisa, feita no final de janeiro, o número de brasileiros que afirmaram não ter nenhum interesse pelo Mundial aumentou 11%.

Ainda segundo dados do DataFolha, a marca é a pior desde às vésperas da Copa do Mundo de 1994, nos Estados Unidos, quando o instituto realizou pela primeira vez o levantamento de desinteresse pelo Mundial.

O desinteresse pela Copa do Mundo é maior entre as mulheres (61%), pessoas de 35 a 44 anos (57%), moradores da região sul (59%) e com renda familiar de até dois salários mínimos (54%). A pesquisa apontou que somente 18% dos entrevistados estão muito interessados no torneio, mesma marca dos que afirmaram ter médio interesse. Os que declararam ter pouco interesse somam 9%.

De 1994 até hoje, o interesse pela Copa despencou de 56% dos brasileiros para apenas 18%. A Copa do Mundo começa nesta próxima quinta-feira (14) com a partida entre Rússia e Arábia Saudita, em Moscou. O Brasil, por sua vez, estreia na competição no domingo (17), diante da Suíça, em Rostov.

Fonte: Estadão

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Governo do Estado inaugura Areninha de Juazeiro do Norte nesta quarta (13)

Após ser adiado, a inauguração da Areninha deste Município acontece nesta quarta-feira (13). A obra já está concluída e fica localizada na praça Teodoro de Jesus Germano, na Avenida Humberto Bezerra, no bairro Timbaúbas. Com investimento de R$ 2.160,000, a construção teve 80% do valor de responsabilidade do Governo do Estado e 20% da Prefeitura Municipal.

O projeto contempla, em sua estrutura, campo sintético, banco de reservas, alambrados, rede de proteção, vestiários, depósito para material esportivo, iluminação, rampa de acesso para cadeirantes, paisagismo e pavimentação. Os terrenos onde serão construídas as Areninhas têm em média 95m por 73m e os campos 85m por 60m.

O governador Camilo Santana, garantiu para Juazeiro do Norte uma outra areninha e o prefeito Arnon Bezerra escolheu a comunidade do Campo Alegre para ser beneficiada. Brevemente será iniciada a licitação para que em seguida a obra seja iniciada. O titular da Secretaria de Esporte e Juventude (Sejuv), Luciano Basílio, busca assegurar junto ao Governo do Estado mais dois equipamentos para o Município.

Para Luciano Basílio, o equipamento contribuirá com a formação dos jovens juazeirenses. “Vai trazer um benefício muito grande para as crianças, jovens, adultos e toda a população Juazeiro do Norte. O nosso objetivo é poder colocar outras areninhas na cidade”, afirmou o secretário.

ANTONIO RODRIGUES
COLABORADOR

Fonte: Diário do Nordeste

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Papa Francisco presenteia Lula com rosário

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebeu nesta segunda-feira (11) um rosário enviado pelo papa Francisco. O terço foi encaminhado a Lula pelo advogado argentino Juan Grabois, consultor do Pontifício Conselho Justiça e Paz da Santa Sé.

Grabois tentou visitar o ex-presidente na Superintendência da PF (Polícia Federal) em Curitiba, onde Lula está preso desde o dia 7 de abril, na tarde desta segunda. Segundo ele, no entanto, sua entrada foi impedida por autoridades da PF, que argumentaram que o consultor não poderia visitar o ex-presidente "por não ser um sacerdote consagrado".

"Vim com muita esperança para trazer uma mensagem ao ex-presidente Lula e lamentavelmente, de forma um tanto inexplicável para mim, os funcionários da Superintendência, por uma ordem que entendi que vinha de cima, resolveram impedir a visita", disse Grabois em entrevista a jornalistas em frente à sede da PF.

"Todos os batizados têm uma missão, são discípulos religiosos e têm uma missão a cumprir, então me surpreende que os funcionários [da PF] não saibam disso", afirmou. Grabois disse ainda que, além do terço enviado pelo papa Francisco, deixou uma nota manuscrita para Lula. 

Lula está preso desde o dia 7 de abril na Superintendência da PF em Curitiba, onde cumpre pena de 12 anos e um mês pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do tríplex do Guarujá. 

O ex-presidente está autorizado a receber visitas para "assistência espiritual" às segundas-feiras. Segundo a PF, o direito não é exclusivo de Lula e vale desde 2015 para presos no local.

Entre os visitantes que já se encontraram com Lula para "assistência espiritual" na prisão, estão o teólogo Leonardo Boff, o religioso Frei Betto e o monge Marcelo Barros.

Fonte: UOL

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Lula segue à frente da corrida presidencial, confirma pesquisa

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está preso na Polícia Federal de Curitiba há dois meses, mesmo assim, segue na liderança da corrida presidencial deste ano, com 30% das intenções de voto, como mostra a mais recente pesquisa Datafolha, divulgada no início da madrugada deste domingo, 10.

Sem o petista na corrida presidencial, o deputado Jair Bolsonaro (PSL) continua à frente dos concorrentes, com 19%, seguido de Marina Silva (Rede), que oscila entre 14% e 15%, Ciro Gomes (PDT), que oscila entre 10 e 11%, Geraldo Alckmin (PSDB) com 7% e Alvaro Dias (Podemos) com 4%.

Apesar da liderança, Lula vem registrando queda na preferência do eleitorado. Em janeiro, o Datafolha indicava que ele tinha 37% e na pesquisa divulgada no dia 15 de abril, 31% no cenário mais favorável entre nove pesquisados. Na atual mostra, nos cenários em que o petista fica fora do páreo, mais de 1/3 do eleitorado ainda diz que está sem opção de voto. E os dois candidatos mais cotados para a sua vaga, o ex-prefeito Fernando Haddad (SP) e o ex-governador Jaques Wagner (BA), aparecem com apenas 1% na pesquisa.

Votos nulos, brancos e ‘não sabem’, com Fernando Haddad ou Jaques Wagner no lugar de Lula nessa disputa, chegam a 33%. Sem o PT no páreo, esses votos chegam a 34%. E com Lula na disputa, os que dizem não ter candidato ficam em torno dos 21%.

Nessa mostra, Manuela D’Ávila (PCdoB) e Rodrigo Maia (DEM) oscilam entre 1% e 2%; Aldo Rebelo (SDD), Fernando Collor de Mello (PTC), Flávio Rocha (PRB), Guilherme Afif (PSD), Guilherme Boulos (PSOL), João Amoêdo (Novo), João Goulart Filho (PPL), Josué Alencar (PR) e Levy Fidelix (PRTB), oscilam entre 0% e 1%. Paulo Rabello de Castro (PSC) não alcança 1% em nenhum cenário.

O candidato do presidente Michel Temer, o ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles (MDB) aparece nessa mostra com apenas 1% das intenções de voto.

Rejeição
No quesito rejeição, o campeão é o ex-presidente Fernando Collor (PTC) com 39%, seguido de Lula (PT) com 36%, Bolsonaro (PSL) com 32%, Alckmin (PSDB) com 27%, Marina Silva (Rede) com 24% e Ciro Gomes (PDT) com 23%.

A mais recente pesquisa Datafolha, realizada entre os dias 6 (quarta-feira) e 7 (quinta-feira) deste mês, teve como base 2.824 entrevistas em 174 municípios em todos os Estados do País, mais Distrito Federal. A margem de erro é de 2 pontos porcentuais para mais ou para menos e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada no TSE sob número BR-05110/2018.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Após morte de jovem no interior do Ceará, fica o alerta: não use o celular carregando

A morte de um jovem de 16 anos no interior do Ceará após um choque elétrico trouxe novamente à tona o perigo de usar o celular enquanto a bateria do dispositivo está sendo recarregada.

O caso aconteceu dentro de uma escola em Tianguá, 310 km de Fortaleza. Dentro do laboratório de informática do colégio, o estudante Iago Aguiar desconectou o aparelho da tomada e inseriu o carregador na entrada USB do computador, aparentemente para continuar a recarga. Ao tentar atender uma ligação recebida minutos depois, o jovem recebeu o choque elétrico.

A causa da morte ainda está sendo investigada pela Perícia Forense do Ceará (Pefoce) em Sobral. De qualquer forma, vale o alerta: evite ao máximo usar aparelhos que estejam conectados em uma rede que fornece energia, seja tomada ou computador.

A morte do jovem, infelizmente, não foi a única do tipo. Recentemente, uma bombeira voluntária teve boa parte do corpo queimado em um incêndio e faleceu dias depois. Especula-se que ele tenha começado após um curto-circuito provocado por um celular que estava recarregando na tomada.

Segundo especialistas, um curto-circuito (e possíveis incêndios ou explosões provocados por carregadores de celular) não é algo tão comum, mas o perigo existe sempre que estamos falando de redes elétricas. 

A porta USB ou o carregador não são os maiores vilões em casos de incêndio, segundos os especialistas. Mas o perigo pode estar no uso de carregadores piratas ou na rede elétrica com problemas.

Carregadores originais, homologados pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), só fornecem energia para o celular se eles estiverem ligados ao aparelho. Os especialistas afirmam que eles funcionam como um interruptor sem a lâmpada quando não estão ligados ao aparelho. Por isso, o risco de eles causarem algum curto-circuito é bem pequeno.

No caso dos piratas, isso não tem como ser garantido. Ele pode fornecer energia além da necessária para que o celular seja recarregado e puxar energia mesmo quando o celular não está conectado, explica o professor João Carlos Lopes Fernandes, do Instituto Mauá de Tecnologia.

A recomendação é sempre tirar o carregador da tomada assim que o ciclo de recarga for concluído, seja ele original ou pirata. Isso por que existe também o risco de um raio atingir a rede elétrica em dias de chuva. Aí, nenhum sobrevive, dependendo do impacto.

Além disso, problemas na rede elétrica do local potencializam curto-circuitos, segundo Antonio Carlos Gianoto, professor do departamento de engenharia elétrica da FEI. Se a rede for muito velha e não passar por manutenção preventiva com frequência, há chances reais de choque ou incêndios.

O mesmo vale para computadores e notebooks que também ajudam durante na recarga de bateria. É fundamental que eles passem por manutenções, porque conduzem essa eletricidade.

E você já ouviu falar ou leu alguma notícia relacionada a mortes no chuveiro ou banheiras? Nestes casos, o risco de um curto-circuito é bem grande, já que a água pode funcionar como um bom condutor de eletricidade.

Ou seja, evite lugares úmidos, sempre tire tudo da tomada após o uso, e não use o celular enquanto ele está recarregando.

Fonte: UOL

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Situação do país piorou para 72% da população, aponta Datafolha

Em meio à alta volatilidade cambial, às incertezas sobre a retomada do crescimento e aos impactos da paralisação dos caminhoneiros, 7 de cada 10 brasileiros avaliam que a situação econômica do país se deteriorou nos últimos meses.

Pesquisa do Datafolha concluída na quinta-feira (7) mostra que 72% dos entrevistados enxergam uma piora do cenário, contra apenas 6% que apontam melhora.

Os números são bem mais negativos do que os da última pesquisa do instituto, feita na primeira quinzena de abril. Na época, 52% dos entrevistados opinaram ter havido deterioração no ambiente econômico —20 pontos percentuais a menos do que agora.

A expectativa para o futuro também não é boa.

Diferentemente de abril, quando os que demonstravam otimismo eram numericamente superiores aos que manifestavam pessimismo, agora os que afirmam que a situação vai piorar nos próximos meses somam 32%, contra 26% dos que acreditam em melhora da economia.

Quando os entrevistadores do Datafolha perguntaram sobre a situação econômica pessoal do brasileiro, as respostas também foram mais negativas em relação ao último levantamento —49% dizem ter passado por retrocesso (esse índice era de 42% há dois meses) contra 10% que declaram avanço.

Assim como a rejeição recorde ao governo de Michel Temer, o mau humor do brasileiro com a economia também é o mais alto na atual gestão. 

Desde maio de 2016 o índice dos que avaliavam que a situação havia piorado estava na casa dos 60%, tendo caído para 52% no início de abril deste ano.

A atual percepção popular encontra eco no panorama traçado por especialistas do mercado financeiro.

O boletim Focus do Banco Central, que compila as previsões de consultorias e instituições financeiras, também mostra o aumento do pessimismo. No início de março, a aposta era a de que o país alcançaria uma taxa de crescimento da economia próxima de 3% até o fim deste ano.

O último boletim, do início deste mês, mostra cenário mais nublado: alta de 2,18% do PIB em 2018.

A tendência é de queda nessa projeção, para um cenário próximo à estagnação. No fim da semana passada, após o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgar que a inflação de maio foi de 0,4%, já havia consultorias e bancos revendo suas projeções para a alta do PIB (Produto Interno Bruto) de 2018 para menos de 2%.

O desemprego também tem crescido, apesar de o governo de Michel Temer ter aprovado no ano passado, no Congresso Nacional, uma reforma trabalhista com o discurso principal de que uma melhora no ambiente de negócios levaria à volta da geração de vagas de trabalho.

A taxa do trimestre fevereiro-março-abril subiu para 12,9%, ante 12,2% do trimestre anterior, atingindo 13,4 milhões de brasileiros, de acordo com o IBGE.

Nas últimas semanas também houve uma brusca desvalorização do real ante o dólar, culminando em uma quinta-feira (7) de pânico no mercado financeiro.

O Banco Central foi obrigado a vir a público anunciar que faria mais intervenções e usaria todas as suas ferramentas para conter a volatilidade, o que resultou em queda da cotação no dia seguinte.

Desabastecimento das últimas semanas agravou cenário
Desde que o país saiu da recessão, em 2017, a recuperação tem sido lenta e frágil. Esse quadro se agravou com a paralisação dos caminhoneiros , na segunda quinzena de maio, que resultou em falta de combustíveis, alimentos e outros produtos. 

O fim do protesto se deu por meio de um acordo entre governo e caminhoneiros que tem sido marcado por idas e vindas, várias concessões e ameaça até de retorno do movimento paradista.

Até então um dos quadros mais elogiados da gestão de Michel Temer, o presidente da Petrobras Pedro Parente se demitiu em meio às pressões para rever a política de reajuste de preços da estatal, um dos principais focos de insatisfação que motivaram a paralisação.

Apesar do pessimismo com a economia, 60% dos entrevistados pelo Datafolha afirmam que o Brasil é um país ótimo ou bom para se viver. Esse índice era de 48% no início de abril.

O instituto ouviu 2.824 pessoas nos dias 6 e 7 deste mês. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

Fonte: Folha.com

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PT comemora liderança de Lula em todos os cenários; Bolsonaro critica Datafolha

Enquanto o PT comemorou a liderança do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas intenções de voto, segundo pesquisa Datafolha divulgada neste domingo (10), o candidato Jair Bolsonaro (PSL-RJ) criticou o instituto. 

Preso há dois meses, o petista tem 30% das intenções de voto no primeiro turno, de acordo com o levantamento realizado em 6 e 7 de junho. Bolsonaro lidera nos cenários em que Lula está ausente, com 19% das preferências.

A ex-senadora Marina Silva (Rede) aparece na sequência, com até 15% das intenções de voto. O ex-ministro Ciro Gomes (PDT), que oscila entre 10 e 11%, e o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB), que tem 7%, estão tecnicamente empatados.

"O Brasil já sabe que vai ser feliz de novo. Lula, além de ser líder isolado, vence em todos os cenários", diz a publicação da conta oficial do PT no Twitter. 

Já o deputado Jair Bolsonaro (PSL-RJ) publicou um vídeo na rede social em que critica o Datafolha. O candidato classifica a pesquisa de "vexame" e diz que outro instituto o aponta como líder nas pesquisas.

Bolsonaro criticou também as simulações do Datafolha para um eventual segundo turno. O candidato aparece tecnicamente empatado com o ex-ministro Ciro Gomes (PDT) e Geraldo Alckmin (PSDB), mas perderia a disputa contra Marina Silva (Rede).

Em nota, o diretor do Datafolha, Mauro Paulino, disse que "pesquisas presenciais, como as do Datafolha, cujas entrevistas são realizadas por profissionais que abordam pessoalmente os entrevistados, não são comparáveis com outras feitas por robôs telefônicos. É claro que candidatos irão defender aquelas que os beneficiam. O Datafolha mantém o mesmo padrão de qualidade em seus levantamentos desde sua fundação, em 1983".

Fonte: UOL

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Vestígios de engenhos do Cariri podem ser reunidos em museu

O equipamento inglês do Engenho da Lagoa Encantada foi um dos primeiros (Foto: Antonio Rodrigues) 
Autores divergem quanto à chegada do primeiro engenho de cana-de-açúcar ao Cariri. Um diz que foi em 1718, no Sítio Salamanca, em Barbalha, por Antônio de Souza, bisavô de Bárbara de Alencar. Outros, acreditam que a chegada só aconteceu em 1735, no Sítio Santa Tereza, entre Barbalha e Missão Velha, tecnologia trazia pelo sergipano José Paes Landim. Independentemente disso, a economia açucareira foi importante para região, é tanto que batizou o “Cratinho de Açúcar” e também é parte da identidade barbalhense, a terra dos “Verdes canaviais”. Os engenhos se perdem no tempo e, aos poucos, na memória.

Em Barbalha, apenas cinco engenhos se mantêm com a produção de cana-de-açúcar. Destes, dois fabricam somente rapadura e, os outros três, além do doce, fazem cachaça, batida e alfenim. Todos trabalhando por encomenda. Na Usina Manoel Costa Filho, a paisagem foi ocupada por bananeiras há quatro anos. Já no Crato, só existe um funcionando, mas como destilaria, produzindo apenas aguardente.

No Cariri, os engenhos passaram por três fases. Na primeira, no século XVIII, como a água nas nascentes eram abundantes, as moendas eram movidas pela força hídrica. Neste sistema, havia três tipos, o “copeiro”, “meeiro” e “rasteiro”, de acordo com a entrada da água: por cima, pelo meio ou por baixo da roda. Com o desvio da águas e, depois, a escassez, começaram a investir na tração de boi. Uma peça no eixo principal e duas catracas movimentavam com os animais. Na época, toda a engenharia era de madeira, jatobá ou pequi.

Depois veio o de ferro, trazido pela família Ferreira de Melo, possivelmente de Pernambuco. No entanto, quando os bois eram colocados nas juntas pra mover, eles se deslocavam com dificuldade e tinham que apanhar muito. O som no engenho de madeira cadenciava o caminhar dos animais, mas, no ferro, não tinha o mesmo “gemido”. Anos depois, a tração animal foi substituída pelo vapor, diesel e eletricidade.

No Cariri, dois grandes mecânicos eram responsáveis por fabricar quase todos os engenhos da região no Século XX: Antônio Linard, em Missão Velha; e Severino Honorato, no Crato. O primeiro, era filho de um engenheiro francês que chegou ao Brasil para trabalhar na Estrada de Ferro Madeira-Mamoré. Depois do serviço, se estabeleceu em Santana do Cariri para ajudar na fundição dos engenhos locais. O filho, Antônio, começou a aprender lendo manuais de mecânica. Como não tinha dinheiro para montar sua própria oficina, conseguiu comprar um torno com a ajuda de Lampião e seus cangaceiros, após limpar suas armas. A partir da década de 1940, não parou mais. Suas peças eram assinadas “Linard” e ainda é possíveis de encontrá-las.

Já seu concorrente, Severino Honorato, dono da “Oficina Cratense”, deixou o estabelecimento aos cuidados do filho, Luiz Honorato, mecânico da Aeronáutica que deixou de lado a vida de oficial, após visitar outros países e ganhar medalhas, e se dedicou ao trabalho com ferro junto do pai. Hoje, aos 91 anos, mantém o prédio da oficina e boa parte dos equipamentos utilizados para fabricar os engenhos. Peças estão espalhadas pelo enormes galpões, misturadas com a plantação de frutas. 

“Mesmo tendo muitos engenhos para trabalhar, Antonio Linard era meu concorrente. Mas muito leal. Era mais evoluído que a gente. Eu reconheço”, admite Luiz. A fabricação do rival era mais famosa, mas Honorato utilizava peças de ferro velho, o que tornava o material mais resistente, enquanto Linard fabricava com o ferro puro.

Com 30 homens, a Oficina Cratense chegou a fabricar 150 engenhos ao mesmo tempo. Todo o processo durava, em média, 40 dias, mas já havia peças prontas. “O engenho é composto de várias peças rústicas, mas principalmente de três moendas. Lisa e duas de flange. Aquelas moendas eram mais trabalhosas, porque eram pesadas, com fundição muito grande. Numa fundição, eram tirados, no máximo, três tambores grandes de 18, 20 e 24 polegadas, que serviam para armazenar o “caldo”. A roda de espora, de cerca de 1,7m, pesava quase 100Kg. “A gente fazia engenho completo. Tudo que precisava, de ferro fundido”, garante Luiz. No entanto, com a baixa da cultura açucareira, a Oficina Cratense foi afetada. De 30 operários, chegou a quatro funcionários. “Não dava para cobrir todo serviço”, lamenta. Por isso, o aposentado passou a fazer só serviços de manutenção.

Importância
A poucos quilômetros da sede de Crato, o Engenho da Lagoa Encantada, que foi um dos maiores da região, se tornou ruínas à beira da estrada. Criado, provavelmente, no século XIX, pelo coronel José Rodrigues Monteiro, a moenda era, inicialmente, movida a boi. No entanto, foi substituída por motor e caldeira. Posteriormente, passou a ser acionado por óleo diesel e eletricidade, incluindo equipamento importado da Inglaterra.

Foi no Engenho Lagoa Encantada que ocorreu a primeira experiência da mecanização da lavoura de açúcar no Cariri, utilizando trator com grade de disco, sulcador e cultivador, que ainda podem ser vistos ao lado das ruínas. Além disso, foi pioneiro na técnica de cultivo em curva de nível e irrigação por inundação. Lá, havia uma fornalha capaz de produzir 32 cargas de rapadura por dia, cada uma com 100 rapaduras, além de um alambique para produção de 300 canadas de aguardente/dia (uma canada tem 2,662l).

“Nascido e criado aqui”, como descreve Geraldo Pereira de Sousa, o “Geraldo Fumaça”, 71, lembra que no Lagoa Encantada a jornada de trabalho começava de madrugada “para amanhecer já cozinhando a rapadura, alambique destilando e casa de farinha fazendo beiju”, lembra. Lá, era plantado também arroz, que chegava a ocupar o lugar da cana-de-açúcar em épocas de diferentes. “Não tinha serviço maneiro”, completa. Os produtos eram encomendados para outras cidades e vendidos em um armazém no centro do Crato.

Decoração
Na beira da Avenida Leão Sampaio (CE-060), entre Barbalha e Juazeiro do Norte, as peças dos engenhos ficam expostas na placa de uma sucata. Segundo o comerciante Elias Bezerra, este material foi comprado dos proprietários que fecharam. Três deles, completos, já foram vendidos para fazendas da região só para ornamentar. O valor médio é R$ 2 mil. “A procura é grande do pessoal rico. Eles preferem os menores. A gente tem um lucro bom, a procura é grande”, conta.

Os engenhos são pintados de preto e enfeitam as entradas das fazendas em Crato, Juazeiro do Norte, Missão Velha e Barbalha. Por isso, Elias fica atento quando tem algum disponível para adquirir. Inclusive, um deles, só com a moenda, já está apalavrado por R$ 1.800. “A gente vende não só completo. Chegando à sucata, se precisar do volante, os mancais, as madeiras ou alguns roletes, consegue a parte que precisa”, completa o comerciante.

Museu
O Instituto Cultural do Cariri (ICC) elaborou um projeto para criar o Museu do Engenho do Cariri, que ficaria nos fundos de sua sede, em terreno que pertence ao Departamento Estadual de Rodovias (DER), em Crato. A planta já foi feita e apresentada à população e políticos, que demonstraram apoio ao empreendimento, com a criação de uma emenda parlamentar que garante o orçamento de sua construção. Estima-se que o valor total da obra seja de R$ 208 mil.

“A ideia surgiu pela sensibilização com o fim da economia açucareira, que nos traz uma certa comoção e vontade de preservar. O rompimento pode ser danoso à história e à memória. Os mestre de rapadura, os cambiteiros, os metedores de fogo, essa gente está morrendo. As minúcias da produção podem desaparecer ou deixar breves vestígios”, explica o presidente do ICC, o advogado Heitor Feitosa.

A aquisição do equipamento será feita por meio de doação. Proprietários e herdeiros de antigos engenhos prometeram disponibilizar tudo, incluindo um carro de boi utilizado no século XIX. Além disso, no Casarão, terá três seções. Numa delas, um café social e uma lojinha para o ICC se manter. No meio, um salão de eventos para receber manifestações culturais. Por fim, um laboratório e acervo técnico de arqueologia colonial e pós-colonial. “Há uma carência aqui na região”, justifica Heitor. Se a verba for conquistada, a expectativa é que fique pronto entre seis meses e um ano.

“Há questões nos engenhos que implicam diretamente como o direito trabalhista. As mudanças criadas com a CLT reverberaram nos engenhos e no destino deles. Fecharam muitos. Um fator importante para ser lembrado: a exploração dessa mão-de-obra se equiparava ao trabalho escravo. 

Começava de madrugada, sem equipamento próprio, jornadas extenuantes. O museu pode servir para quem queira conhecer essa história”, finaliza.

ANTONIO RODRIGUES
COLABORADOR

Fonte: Diário do Nordeste

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