Leandro Karnal posta foto com Sérgio Moro, recebe enxurrada de críticas e debandada de seguidores no Facebook


O professor e filósofo Leandro Karnal postou em seu Facebook, no fim da noite da última sexta-feira (10), uma foto ao lado do juiz Sérgio Moro. "Dia intenso em Curitiba. Encerro com um jantar com dois bons amigos: juiz Furlan e juiz Sergio Moro. Talvez não faça sentido para alguns. O mundo não é linear. A noite e os vinhos foram ótimos. Amo ouvir gente inteligente. Discutimos possibilidades de projetos em comum", escreveu ele na legenda. Karnal é visto como um referencial da esquerda, contraponto a ideias fascistas e ao pensamento conservador.

Sua amizade com Moro causou estranheza nos seguidores, que enxergaram o encontro quase como uma traição aos princípios defendidos pelo pensador, por ser uma espécie de endosso à forma como o juiz conduz os processos - criticados pela esquerda por serem parciais e seletivos. A imagem conta com quase 6 mil compartilhamentos, 10 mil comentários e 37 mil reações - a maioria negativa.

"Não consigo deixar de ficar muito triste com essa imagem. Alguém que tanto admiro, que considero extremamente inteligente e sábio nas posições, com alguém que não respeita a lei, com alguém que, a meu ver, comete inúmeros crimes na perseguição de uma ou de outra pessoa. Triste, muito triste", comentou um seguidor. "Dizer que 'o mundo não é linear' é uma boa justificativa pra pagar de isentão. A isenção tem limite. Um dia a casa cai. Saudades da época que os intelectuais tinham alguns ideais próprios", escreveu outro. Karnal não comentou o caso.

Fonte: Diário de Pernambuco

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Água: quanto devo beber por dia?

Desde que somos pequenos e ingressamos nos primeiros anos da escola, ouvimos nossos pais e professores dizendo o quanto é importante que bebamos água. Mas ao longo de nossas vidas somos bombardeados com muitas informações conflitantes, não sobre a importância do líquido, mas sobre a quantidade exata que precisa ser ingerida para que tenhamos uma vida saudável.

O site LifeHacker entrou em contato com uma médica especializada no assunto e conseguiu respostas bem interessantes. Segundo a Dra. Pamila Brar — que trabalha em San Diego, nos Estados Unidos —, existe uma diferença importante entre as quantidades necessárias para um homem e uma mulher — sempre deixando claro que as quantidades são baseadas em pessoas de altura e idade medianas.

Enquanto um homem precisa beber cerca de três litros de líquidos ao longo do dia — água, sucos e outros alimentos que contenham líquidos —, mulheres necessitam de cerca de 2,2 litros. Isso representa cerca de 13 copos e 9 copos de água, respectivamente. Vale ressaltar que pessoas com maior atividade física precisam de mais líquidos para a reidratação.

Por que a água é tão importante?
Simplesmente porque toda a sua vida depende dela. Cerca de 70% do seu corpo é baseado em água e você pode imaginar o quanto suas funções corporais poderiam ser alteradas no caso de ocorrer a falta de líquidos no seu corpo. Como a Dra. Brar disse ao LifeHacker: “Desidratação faz você se sentir cansado. A quantidade certa de água vai ajudar seu coração a bombear sangue com mais eficiência e água pode ajudar o sangue a transportar oxigênio e nutrientes para suas células.”.

Ela ainda diz que a água é essencial para dar energia aos músculos e evitar câimbras e outras lesões musculares. Há ainda uma série de benefícios que a água pode levar às outras funções do corpo humano. Isso inclui a facilitação no processo de digestão e até mesmo a prevenção para dores de cabeça e outros problemas de saúde. Como você pode ver, a expressão “Água é vida” realmente é verdadeira.

Fonte: Mega Curioso

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Jesse & Joy - "Echoes of love"




Conheça os benefícios da castanha-do-pará

A castanha-do-pará (ou castanha do Brasil) é uma semente do mesmo grupo das nozes, amêndoas e outras oleaginosas. Ela é rica em gorduras boas, minerais e fitoquímicos e tem elevado valor nutritivo.

Este alimento contém substâncias antioxidantes abundantes, especialmente selênio. Uma única castanha fornece quase 100 mcg de selênio, que corresponde a 150% da dose diária recomendada. As castanhas possuem compostos fenólicos e flavonoides e são ricas em vitamina E, fitosteróis e esqualeno. Seus efeitos benéficos são devido à sua ação antioxidante e antiproliferativa, o que reduz o risco de aterosclerose e câncer.

A castanha-do-pará ainda é importante para a saúde do sistema cardiovascular, ajuda a baixar o colesterol, é boa para a imunidade e ativa o metabolismo da tireoide.

A castanha-do-pará é fonte de potássio. Os benefícios deste nutriente vão desde o controle da pressão arterial até a diminuição do risco de doenças cardiovasculares, e também diminui a excreção de cálcio pela urina. O alimento também conta com fósforo, que é bom para a saúde dos ossos.

Essa castanha ainda contém alto teor de glutationa peroxidase, um poderoso antioxidante, que beneficia a saúde de várias formas: reforça o sistema imunológico, protege contra doenças cardiovasculares, tem ação anticancerígena, ativa o metabolismo da tireoide. O ômega 9 também está presente em boas quantidades na castanha-do-pará.

Os antioxidantes ajudam a controlar a produção de radicais livres e também colaboram para a imunidade, o que se reflete em um risco menor de contrair câncer.

Benefícios da castanha-do-pará
Boa para o coração: Por seu alto teor de ômega-9 e por fornecer antioxidantes diversos como vitamina E, selênio, glutationa e esqualeno, a castanha age na saúde cardiovascular. Por ter ação antioxidante e ainda ser rica em gorduras insaturadas, a castanha-do-pará favorece a saúde do coração, reduzindo o colesterol ruim, LDL, e aumentando os níveis do colesterol bom, HDL.

Protege o cérebro: Vitamina E, selênio e ômega-9 ajudam na memória e raciocínio, e estes antioxidantes, presentes na castanha-do-pará, protegem os neurônios das ações negativas dos radicais livres, podendo contribuir na prevenção de doenças cerebrais degenerativas como Alzheimer e Parkinson.

Bom para a tireoide: A tireoide depende de alguns minerais para o seu perfeito funcionamento, principalmente selênio, zinco e iodo. Eles fazem parte de reações bioquímicas que permitem a produção dos hormônios tireoidianos. Muitas vezes o hipotireoidismo inicial pode ser corrigido com um nível ideal destes minerais. A castanha-do-pará se torna uma aliada da tireoide por conter boas quantidades de selênio.

Melhora a imunidade: Selênio, vitamina E e glutationa são potentes antioxidantes que ajudam a controlar a produção de radicais livres e colaboram para a imunidade, o que se reflete em um risco menor de contrair câncer.

Quantidade recomendada de castanha-do-pará
Por ser um alimento muito denso em nutrientes e para obter os benefícios sem correr o risco de ingerir um excesso de selênio, uma a duas castanhas por dia são suficientes. Cada castanha pesa aproximadamente 5 gramas. Fique pelo menos dois dias da semana sem consumir este alimento para evitar um excesso de selênio.

Riscos do consumo excessivo
Consumir além de quatro a seis castanhas-do-pará pode ser prejudicial para a saúde. Isto porque esta quantidade do alimento possui entre 200 e 300 mcg de selênio, um pouco abaixo recomendação diária máxima de selênio (400 mcg). O consumo ocasional de uma quantidade maior não vai causar nenhum problema, o que complica é o consumo crônico de altas quantidades da castanha. Pode ocorrer uma overdose de selênio que leva a uma condição tóxica conhecida como selenose. Os sintomas deste problema são náuseas, vômitos, dor abdominal, fadiga, irritabilidade, descamação das unhas, perda de cabelo, mau hálito, distúrbios gastrointestinais e danos ao sistema nervoso.

Como consumir a castanha-do-pará
A melhor maneira de consumir a castanha-do-pará é in natura e sem sal, para evitar um excesso de sódio. A castanha deve estar fresca e sem ranço e é interessante adquirir as versões que já vem embaladas. Isto porque as versões à granel tem maior risco de contaminação, pois são manipuladas por várias pessoas e nem sempre há o controle de validade e exposição do ambiente.

Além disso, a umidade no local onde a oleaginosa é armazenada pode aumentar o risco da proliferação de fungos no alimento, como o Aspergillus flavus e o Aspergillus parasiticus, que produzem substâncias tóxicas.

Se não tiver outra alternativa para a venda à granel, prefira comprar em locais em que a rotatividade do produto é alta e se informe sobre o dia da semana em que o produto novo é entregue e faças as compras neste dia.

Interações
A castanha-do-pará contém algum ácido fítico, substância que poderia interferir na absorção de outros minerais. O ácido fítico também está presente em inúmeros alimentos como nozes diversas, amendoim, sementes, feijão e grãos, cereais, tubérculos e folhas verdes. Esta é a forma com que os vegetais armazenam o fósforo, um mineral essencial para a produção de energia. Apesar de sua aparente desvantagem, o ácido fítico é semelhante em alguns aspectos a uma vitamina, e metabólitos do ácido fítico têm funções necessárias nas células.

Os estudos sugerem que o ácido fítico confere propriedades protetoras contra doenças cardiovasculares, câncer e diabetes. Portanto, a quantidade recomendada de castanha-do-pará (duas unidades) não causará nenhum problema de absorção mineral e não há problemas em ingerir a castanha com outros alimentos.

Contraindicações
A castanha-do-pará só não é indicada para pessoas que têm alergia a este alimento.

Onde encontrar
A castanha-do-pará pode ser encontrada em supermercados, mercados, hortifrútis e lojas de produtos naturais.

Consultoria: Dra. Tamara Mazaracki, nutróloga (CRM 52301716/RJ)

Fonte: Minha Vida

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Vegetação avança nas rodovias do CE e traz risco para motoristas e pedestres

O período chuvoso, tão necessário ao Sertão, colore a Caatinga e muda o horizonte às margens das rodovias, até que o verde ao longe se aproxima, sobe o asfalto e toma o acostamento. A travessia de pedestres fica ainda mais arriscada rente aos veículos. Também os motoristas ficam sob alerta com a maior incidência de animais na pista.

Mas é possível entender que a culpa não estaria na chuva, se meses antes das precipitações o mato já avança em placas de sinalização à beira da rodovia. O Departamento de Edificações e Rodovias (DER) informa que realiza operações de roço, limpeza e retirada do mato até três metros da rodovia.

Demanda
Nesse período de chuvas, ocorrem operações emergenciais. A reportagem não obteve informação do Departamento sobre quais rodovias são alvo neste mês. De acordo com a assessoria, o destino dos trabalhos varia conforme a demanda aleatória das áreas. E mesmo com o serviço, realizado pelos 11 Distritos Operacionais do Interior e da Capital, muitas rodovias estaduais estão necessitando um trabalho urgente.

Na região Centro-Sul, flagramos crianças e adolescentes indo para a escola no início da manhã, dividindo espaço com motos, carros e caminhões. O acostamento, ou um arremedo de via após a pista de rolamento, de tão pequeno que não cabe um carro, está tomado pelo mato, já invadindo a faixa principal.

A situação foi encontrada tanto em rodovias estaduais como federais. A paisagem verde às margens das rodovias no Vale do Jaguaribe traz o alento de mais chuvas, mas na BR 116, altura do município de Jaguaribe, o acostamento para quem trafega no sentido Capital-Interior tem vários trechos tomados pelo mato, impedindo que se visualize a placa de sinalização.

O Departamento Estadual de Rodovias (DER) é responsável pela conservação, com prevenção e correção da infraestrutura rodoviária. O órgão estadual realizou operações recentes na CE 257, trecho entre Canindé e Santa Quitéria, na CE 085, em Paracuru e na CE 040, em Aracati.

Todos os anos, são registrados acidentes nas CEs e BRs no Ceará envolvendo bichos. Detran e Polícia Rodoviária Federal (PRF) possuem programas de retirada dos animais das rodovias.

Os que são recolhidos nas CEs vão para uma fazenda mantida pelo Governo do Estado em Santa Quitéria, no Sertão Central. Predominam os jumentos, seguidos dos bovinos e caprinos.

No período chuvoso, é mais comum a presença de animais na pista para se aquecerem no asfalto e fugirem dos mosquitos. É também o momento em que o motorista está mais vulnerável, sobretudo, pela menor visibilidade do trajeto.

O morador André de Castro, da zona rural de Choró, reclama que o mato tem tomado de conta de um trecho da rodovia CE 404. "O ideal seria que, antes da quadra invernosa, fosse retirado o matagal próximo da rodovia. O problema é que deixam para fazer mais quando a vegetação já tomou de conta", reclama. Moradores do Maciço de Baturité também relatam riscos de travessia, como é o caso na CE 356.

A situação torna-se mais crítica na travessia de estudantes. Eles precisam se deslocar de comunidades rurais às margens da rodovia até à parada de ônibus. Em Iguatu, são obrigadas a atravessar um trecho de 200 metros em que mato invade a pista.

Captura
O Detran não possui estatística das vítimas de acidentes envolvendo animais, mas, de acordo com o órgão, 1.500 animais foram apreendidos somente nos dois primeiros meses de 2017. Em todo o ano passado, foram 9.600 apreensões, das quais 90% de jumentos - em 2013, o número de apreensões chegou a 14 mil, reduzido após as operações de captura.

Apreensões
1,5 mil animais foram apreendidos nas rodovias estaduais do Ceará somente em janeiro e fevereiro deste ano, de acordo com levantamento do Detran

MELQUÍADES JÚNIOR
REPÓRTER

Fonte: Diário do Nordeste

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Rejeição a Temer chega a 89% nas redes sociais

Um levantamento realizado pela empresa de inteligência digital Veto feito para o El País mostra que, em fevereiro, 89% das manifestações relacionadas ao governo Michel Temer no Facebook e Twitter foram negativas para ele, independentemente do perfil político mais à direita ou esquerda do usuário. Segundo pesquisa da mesma companhia, quando assumiu a presidência como interino, em maio de 2016, o peemedebista tinha imagem positiva para 30% dos usuários. Agora, somente 11% propagam mensagens de apoio a Temer nas redes.

Os números de Temer são piores que os da ex-presidente Dilma Rousseff em seu pior momento no comando do país. Poucos meses antes do processo de impeachment, a avaliação negativa da petista alcançava em média 70% menções a seu nome nas redes, ainda segundo a Veto. Segundo a companhia, a ex-presidente chegou a ter em alguns dias a marca de 80% de comentários contrários, mas nunca o número atingiu 89%. O monitoramento contou com um universo de 30 mil usuários de Facebook e Twitter e trouxe a novidade de traçar mais claramente as matrizes do descontentamento com o atual governo, mapeando comportamentos na esquerda e direita.

Ainda de acordo com o levantamento, 8% dos usuários monitorados se classificava como de esquerda e questionam a legitimidade do governo Michel Temer, ao passo que 15% se apresentam como sendo de direita. Outros 77% não manifestam alinhamento ideológico claro e assumem posições de acordo com cada contexto. Este grupo não questiona a legitimidade do peemedebista no comando do país, mas 39% dos comentários desse grupo avaliam mal o governo porque o percebem como corrupto ou defensor de corruptos.

Além da questão relacionada à corrupção, contribui para o aumento da rejeição ao governo Temer a aversão à reforma da Previdência. Segundo o levantamento da Veto, dentro do bloco dos 77% usuários sem definição política aberta, 37% dos comentários repudiam a gestão do presidente por políticas específicas.

Fonte: Infomoney

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Crato (CE): Vila da Música será inaugurada neste sábado (11)

A Vila da Música, primeiro equipamento cultural do Governo do Ceará no interior do Estado, será inaugurado no Crato pelo governador Camilo Santana, neste sábado (11), às 16h. O equipamento é voltado para a formação em música, a partir da experiência da Sociedade Lírica de Belmonte (Solibel), fundada pelo Padre Ágio Augusto Moreira na década de 1970. A escola de música tem como temas centrais a socialização, a formação humana e o ensino musical, diretrizes incorporadas à Vila da Música, fomentando a cidadania através da educação musical e criando oportunidades para o desenvolvimento humano, econômico e territorial sustentável da região do Cariri.

O novo espaço cultural compreende uma área de 2.713,38 m², em um terreno de 3.242,78 m², com investimento de R$ 3,2 milhões de reais por meio do Banco Mundial (Bird). Ele tem como premissa a criação de um espaço que também possa ser utilizado paralelamente para a realização de eventos externos. A Vila da Música conta com auditório, biblioteca, salas de aula de grupo e individuais, estúdio, setor administrativo, refeitório, cozinha, despensa, vestiários, banheiros, laboratório de informática, oficina de instrumentos, quadra poliesportiva e estacionamento.

"A Vila da Música compõe o Programa Escolas da Cultura, da Secult, um conjunto de ações voltadas para a formação no campo da arte e na democratização do acesso aos processos formativos e educativos em artes e cultura, como dimensões vitais para inclusão social e promoção da cidadania e diversidade cultural. A premissa do programa é a interface entre arte, cultura, educação e inovação para formação profissional e desenvolvimento de experiências estéticas e de capacidades para a vida em sociedade, numa perspectiva de formação dialógica, criativa, construtiva, autônoma, colaborativa, transdisciplinar e como processos de mão dupla entre as instituições formativas e seus públicos", destaca o secretário da Cultura do Estado do Ceará, Fabiano dos Santos Piúba.

Vila da Música: público atendido e novos instrumentos
A partir da parceria com a Solibel, a Vila da Música vai atender inicialmente 180 estudantes, entre crianças, jovens e adultos, distribuídos em cursos como os de violino, viola, violoncelo, contrabaixo e violão.

Para o pleno funcionamento, foram adquiridos, por meio da Secretaria das Cidades do Estado do Ceará, 312 instrumentos musicais, entre violinos, violoncelos, flautas, clarinetes, piano de cauda, saxofones, acordeões, dentre outros, além de toda a estrutura para a realização das diversas atividades formativas.

O corpo de pessoas envolvidas nos processos educativos, bem como da própria estrutura administrativa do espaço será, em sua quase totalidade, de integrantes da equipe da Solibel, alémda cessão de pessoal da Secretaria de Educação do Estado do Ceará (Seduc) e da Prefeitura Municipal do Crato.

Serviço:
Inauguração da Vila da Música
Local: Vila da Música, Crato
Data: sábado, 11/03/2017
Horário: 16h

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Aneel admite que consumidores pagaram R$ 1,8 bi a mais nas contas de luz em 2016

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) admitiu nesta sexta-feira (10) que, por causa de uma falha, os brasileiros pagaram mais do que deveriam nas contas de luz no ano passado. O valor dessa cobrança indevida é de R$ 1,8 bilhão.

A Usina de Angra 3, no Rio de Janeiro, deveria ter começado a entrar em operação em janeiro de 2016. No entanto, as obras do empreendimento estão atrasadas e ainda não há previsão para que a usina comece a fornecer energia elétrica.

Mesmo assim, as projeções de custos de encargos operacionais de Angra 3 foram bancados pelo consumidor. Ou seja, foram parar na conta de luz de todas as regiões do Brasil.

A cobrança indevida veio à tona porque o presidente do Instituto de Cidadania de Formosa (GO), Geraldo Lobo, ingressou com uma ação popular questionando o cálculo da conta de luz.

Nesta sexta, a Aneel reconheceu que, realmente, houve uma falha no momento em que as contas de luz foram calculadas. Encargos operacionais da usina nuclear inacabada foram incluídos no cálculo indevidamente.

Segundo a agência, o erro foi baseado em informações da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).

Ainda de acordo com a Aneel, por conta desta falha, os consumidores acabaram pagando R$ 1,8 bilhão a mais nas contas de luz ao longo de 2016.

Restituição do dinheiro
A Agência Nacional de Energia Elétrica afirmou que os valores cobrados a mais serão devolvidos aos consumidores por meio de reajustes menores nas tarifas de energia elétrica na medida em que forem vencendo os prazos de revisão tarifária de cada distribuidora.

A previsão da agência é de que os reajustes nas contas de luz devem ficar até 1,2 pontos percentuais menores para compensar os valores cobrados indevidamente dos usuários.

Fonte: G1

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Henrique Meirelles diz que nunca viu nada ilegal durante o governo de Lula

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse não ter presenciado nada "ilícito ou ilegal" durante o governo Luiz Inácio Lula da Silva, quando foi presidente do Banco Central. Meirelles também afirmou que sua relação com parlamentares se restringia a depoimentos em comissões e não teve conhecimento sobre compra de apoio no Congresso Nacional.

As declarações foram dadas em depoimento por videoconferência ao juiz Sérgio Moro, em ação penal no âmbito da Lava Jato, que investiga supostos crimes de lavagem de dinheiro do ex-presidente. O vídeo do depoimento foi divulgado nos autos do processo.

No vídeo, Meirelles é questionado apenas pela defesa do ex-presidente. Moro não fez nenhuma pergunta e chegou a brincar que teria questionamentos econômicos, mas que aquela não era a ocasião apropriada para fazê-los.

A defesa de Lula perguntou se o ministro, enquanto presidente do Banco Central, identificou alguma prática indevida, como, por exemplo, Lula comandar um esquema de corrupção no governo. "Minha relação com o presidente era totalmente focada em assuntos do Banco Central ou de política econômica. Nunca vi ou presenciai nada que pudesse ser identificado como ilícito ou ilegal", afirmou.

Os advogados de Lula também perguntaram a Meirelles se, no contato com parlamentares para cumprir funções do Banco Central, ele teria tomado conhecimento de algum dado que pudesse indicar que o governo estaria promovendo a compra de apoio para expandir sua base no Congresso.

Meirelles respondeu que a relação dele com o Parlamento se restringia a depoimentos em comissões e à prestação de contas do BC ao Senado. Sob seu comando, reforçou, a autoridade monetária não se envolveu em políticas de governo ou na relação com parlamentares.

"Não tive conhecimento (sobre compra de apoio), porque minhas presenças no Congresso diziam respeito exclusivamente a assuntos do BC. Para ser mais preciso, pode ter havido algum parlamentar que pediu audiências ao BC para mencionar situação específica de interesse do Banco Central, mas não tive nenhum tipo de conhecimento ou interação com outros assuntos que não fossem do BC", afirmou Meirelles.

A defesa de Lula insistiu no questionamento sobre se Meirelles teve conhecimento de fato que indicassem a presença de uma estrutura criminosa no governo chefiada diretamente pelo ex-presidente. "Não tive acesso a nenhuma informação sobre isso, me limitava aos assuntos do BC", repetiu o ministro.

Independência
Meirelles confirmou ainda que Lula cumpriu a promessa de dar independência operacional a ele na presidência do Banco Central, cargo em que permaneceu durante todo o período que compreende os dois mandatos do petista (2003-2010). "Independente de desacordos que tive com outros membros do governo e outros ministros, sempre tomei decisões no BC de forma independente e o presidente Lula me manteve no cargo", relatou.

Resultados econômicos
O ministro também foi perguntado sobre os resultados econômicos do governo Lula e avaliou que o grande fator daquele período foi a estabilização da inflação e da economia, com a queda dos custos financeiros e dos juros para as empresas. "Isso levou ao aumento do crédito e do crescimento. Paralelamente, o governo adotou políticas de cunho social para complementar a renda da população mais necessitada", afirmou.

Pergunta impugnada
A defesa de Lula ainda chegou a perguntar se, na avaliação de Meirelles, o governo Lula teria trazido benefício para o País, e não benefícios próprios para pessoas do governo, mas essa pergunta foi impugnada pelo juiz Sérgio Moro, que disse não "ser apropriado fazer propaganda política" no depoimento.

Fonte: A Tarde

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Anvisa proíbe termômetros e aparelhos de pressão com mercúrio

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou na terça-feira uma resolução que proíbe a fabricação, importação e comercialização de termômetros e medidores de pressão que utilizam mercúrio. A medida valerá a partir de 2019. De acordo com a agência, já existem no mercado outras opções de equipamentos com a mesma finalidade e que não utilizam a coluna de mercúrio.

Em junho do ano passado a Anvisa abriu uma consulta pública para discussão da proposta. O mercúrio é uma substância tóxica para os humanos e para o meio ambiente. Na natureza, ele pode se ligar a outros elementos químicos e formar o metilmercúrio, uma forma que pode ser ainda mais nociva.

De acordo com o Ministério da Saúde, o metilmercúrio é capaz de prejudicar os rins, fígado e sistema nervoso central. Isso pode causar a perda da coordenação motora, dificuldades na fala e na audição, perturbações sensoriais, fraqueza muscular e até mesmo levar à morte.

Convenção de Minamata
A proposta faz parte do acordo assinado em 2013 na Convenção de Minamata. Cerca de 140 países participantes, entre eles o Brasil, assumiram compromisso em reduzir emissões de mercúrio até 2020, a fim de evitar possíveis danos à saúde e ao meio ambiente. O tratado faz referência aos problemas de saúde, inclusive em crianças, relatados na cidade de Minamata, no Japão, por conta de descarte indevido de mercúrio por uma indústria da região.

No Estado de São Paulo, uma lei de 2014 já havia proibido o uso de aparelhos com mercúrio nos serviços de saúde. Agora, a agência prevê até janeiro de 2019 o prazo para a substituição desses equipamentos em todo o território nacional.

Aparelhos digitais
A Anvisa recomenda a troca desses produtos por aparelhos digitais, que têm a mesma precisão. Hoje, no Brasil, há apenas uma empresa que possui registro para venda de um aparelho de pressão com mercúrio e outras duas com registro de termômetro com mercúrio importado. Já em relação aos formatos digitais, existem 63 registros de termômetros e 42 de aparelhos para pressão, segundo informações da Folha de S.Paulo.

No entanto, o termômetro digital custa quase o dobro daquele feito com coluna de mercúrio segundo a Agência Brasil. Enquanto o primeiro custa aproximadamente 20 reais, o segundo é vendido por cerca de 10 reais. O aparelho digital, alimentado por bateria, tem a vida útil mais curta que a de um termômetro de mercúrio, que, se não sofrer quedas, pode durar, como dito pelo próprio vendedor, “a vida toda”.

Fonte: Veja.com

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Conheça a história por trás da icônica foto de Einstein mostrando a língua

A fotografia mais conhecida por popularizar Albert Einstein no mundo, aquela em que aparece mostrando a língua, completa hoje 66 anos que foi clicada.

A cena foi capturada pelo fotógrafo da United Press International (UPI), Arthur Sasse, depois de um evento na Universidade de Princenton, nos EUA, em comemoração ao aniversário de 72 anos do físico, em 1951.

Os relatos da época, registrados por pesquisadores, indicam que o fotógrafo e outros profissionais ao acompanharem as solenidades durante o dia pediram para que Einstein sorrisse para as câmeras diversas vezes, afim de que ficasse com um "rosto mais simpático" nas cenas das comemorações.

Cansado de sorrir durante todo o dia para os fotógrafos, ele disse: "Já basta! É suficiente!" Como a frase não encerrou o ímpeto dos profissionais que o acompanhavam, teve uma reação ainda mais intensa, que foi mostrar a língua. O gesto foi um "protesto" aos fotógrafos que estavam cobrindo o evento.

A foto do maior cientista da história com a língua de fora é tão conhecida no mundo quanto sua fórmula E=mc², a famosa equação que determina a relação da transformação da massa de um objeto em energia. O físico alemão também foi ganhador do Prêmio Nobel de Física em 1921 e eleito pela Revista Time como a personalidade do século XX.

Einstein não conseguia entender como havia se tornado tão popular no mundo escrevendo livros de interesse tão restrito, difícil de serem compreendidos pela maioria das pessoas. A fotografia se tornou tão famosa porque contrapõe a genialidade do cientista com a ingenuidade da brincadeira de uma criança.

Cartão postal
O mais curioso é que Einstein, realmente, gostou da fotografia. Ele utilizou a imagem, recortando as demais pessoas que estavam na cena e deixando apenas o seu rosto, para a produção de cartões postais, que enviava aos seus amigos.

Na fotografia original estavam ainda o ex-diretor do Instituto de Estudos Avançados, dr. Frank Aydelotte e sua esposa, além de Einstein.

Fonte: Guia do Litoral/UOL

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Relatos históricos apontam que caixa dois já abastecia o golpe militar de 1964

"Cada um trazia duas maletas, uma em cada braço. No total, seis maletas. (...) Mandei abrir. Começou uma briga, mas olhei e vi que era só dólar, dólar, dólar. Todas elas cheias de dólares. Amarradinhos do banco, aqueles pacotes de depósito bancário. Um milhão e 200 mil dólares."

A frase acima foi dita pelo coronel reformado Elimá Pinheiro Moreira à Comissão de Verdade da Câmara Municipal de São Paulo em 18 de fevereiro de 2014. Segundo ele o dinheiro --uma quantia que ajustada para os valores de hoje estaria em torno de R$ 9,5 milhões-- fora levado em 30 de março de 1964 pelo então presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Raphael de Souza Noschese, para financiar o apoio do general Amaury Kruel, que havia sido chefe do gabinete militar e ministro da Guerra de João Goulart e comandava o 2º Exército, em São Paulo. Até então, Kruel, que jurava fidelidade ao governo de Jango, seu compadre, aderiu ao movimento que derrubou o governo democrático e instaurou o regime militar.

A "colaboração", feita com caixa dois de empresas coletado pelas federações de indústria, comércio e agricultura paulistas, corrobora o que Sergio Machado, ex-presidente da Transpetro e hoje preso em Curitiba por envolvimento na Operação Lava Jato, e o empresário Emílio Odebrecht afirmaram: caixa dois em ações políticas sempre existiu.

O episódio de 1964 é o primeiro, no entanto, em que alguns participantes admitiram que houve o financiamento "por fora" --um dos termos usados para caixa dois.

A expressão na política é relativamente recente. Jargão contábil, o caixa dois --ou dinheiro não declarado oficialmente, ao contrário do "caixa um"-- começou a ser usado para designar os tais "recursos não contabilizados" na política partidária a partir dos anos 1980. É de 1982 a primeira menção à prática em jornais: na coluna econômica de Joelmir Beting na "Folha de S.Paulo".

"Ninguém doava dinheiro de lucro", afirmou o ex-governador paulista Paulo Egydio Martins à Comissão de Verdade da Câmara Municipal de São Paulo, dizendo que o valor provinha de caixa dois das empresas. Na época, Egydio Martins era diretor da Associação Comercial de São Paulo.

"Trabalhávamos junto com a federação das indústrias e a sociedade rural. O 2º Exército estava no chão, sem verba para compra e equipagem dos caminhões, sem pneus, carburadores, gasolina. Montei um grupo de coordenação e as fábricas desses produtos doaram para recolocar o 2º Exército em condições operacionais. A reequipagem do Exército ocorreu já no fim do processo conspiratório. Apesar de o general Amaury Kruel ser amigo e compadre do presidente. Tudo feito às escâncaras (de modo transparente)", afirmou Egydio Martins em 23 de novembro de 2013.

Elimá, morto há dois anos, morava numa casa no Paraíso, zona sul de São Paulo, quando falou sobre o tema, em 2014. Na época com 94 anos, fora aconselhado pela família a não contribuir para a comissão. O presidente do colegiado, o hoje secretário do Meio Ambiente da gestão João Doria (PSDB), Gilberto Natalini (PV), disse que Elimá o levou para o quarto e apontou para a parede: "Aquela é minha farda. Eu nunca tive coragem de vesti-la novamente. O meu Exército não é aquele que me traiu".

Rodovias para o caixa dois
A presença do caixa dois na política brasileira, no entanto, é anterior ao golpe. Autor do livro "Estranhas Catedrais - As Empreiteiras Brasil e a Ditadura Civil-Militar, 1964-1988", publicado pela Editora UFF, o professor de história da UFRRJ (Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro) Pedro Henrique Pedreira Campos diz que a afirmação de Sergio Machado sobre 1946 ser o início de tudo tem fundamento. "É um marco importante porque é criado o Fundo Rodoviário Nacional, que é o criadouro natural das empreiteiras brasileiras."

O empreiteiro Marco Paulo Rabello, por meio da construtora que levava seu sobrenome, foi o grande nome dessa era, com as grandes obras de JK --o Conjunto Arquitetônico da Pampulha, em Belo Horizonte, e uma boa parte da estrutura da nova capital federal, Brasília, inaugurada em 1960: o Palácio do Planalto, o Palácio do Alvorada, o Palácio do Jaburu, a Catedral Metropolitana e o Supremo Tribunal Federal. "A figura do JK é bem particular", diz Campos. "Foi um presidente que teve obras importantes, com o poder das empreiteiras muito expresso."

No livro "Minha Razão de Viver", o jornalista Samuel Wainer, dono do jornal "Última Hora" e morto em 1980, se lembra de uma passagem na Era JK. "Estava às voltas com dívidas junto ao Banco do Brasil. Um alto funcionário da instituição passou-me uma informação: havia um empresário estreitamente ligado ao presidente, empreiteiro de obras públicas, que costumava socorrer amigos comuns em apuros. Seu nome: Marcos Paulo Rabello. (...) Fui ao encontro do Rabello, que a princípio tentou negar qualquer ligação com Juscelino. Ao constatar a inutilidade da negativa, tornou-se bastante receptivo e sugeriu que eu lhe vendesse 45% da minha empresa. (...) Naquele momento, conheci uma figura indispensável à decifração dos segredos do poder no Brasil: o empreiteiro."

Empreiteiras passam a bancar campanhas eleitorais
Na ditadura, as grandes empreiteiras estrangeiras deixaram de colaborar com as obras públicas, que passam a um seleto clube de empreiteiras. Segundo a revista "O Empreiteiro", três grandes construtoras se revezaram no posto de maior do Brasil entre 1971 e 1984, período de execução das grandes obras de infraestrutura do Brasil: Camargo Correa (líder 12 vezes em 14 anos), Andrade Gutierrez e Mendes Júnior.

A Odebrecht figuraria na primeira posição após o restabelecimento da democracia, em 1985. Mesmo assim, deu um salto emblemático a partir de 1971, com a construção da Ponte Rio-Niterói: passaria de 19ª construtora do Brasil em 1971 para a terceira colocação apenas dois anos depois.

Com a Constituição de 1988 e a instituição do chamado "presidencialismo de coalização", em que só se governa com um amplo leque de alianças, os custos foram passados também para as alianças no Legislativo e nas campanhas eleitorais. "A consolidação desse processo [de caixa dois] se dá nos anos 1980", afirma o professor da FGV Eaesp (Fundação Getúlio Vargas - Escola de Administração de Empresas de São Paulo) Marcos Fernandes Gonçalves da Silva.

"A novidade a partir dos anos 1990 é quanto os marqueteiros ganham. Era tudo modesto, e de repente os custos são todos inflacionados porque eles entram no esquema, em um conluio com empreiteiros e classe política", diz o professor. "Há um conluio criminoso e uma ótima maneira de esconder grana, porque o valor [do marqueteiro] é subjetivo."

A reportagem procurou o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) para comentar a respeito da prática de caixa dois e recebeu a seguinte resposta da assessoria: "Não existem condenações por caixa dois especificamente, pois não é uma tipologia de condenação na Justiça Eleitoral. Confira áudio de entrevista do ministro Gilmar Mendes acerca do tema". Mendes, na ocasião, afirmou que "corrupção pressupõe ato de ofício, então alguém pode fazer a doação [por caixa dois] sem ser corrupção".

Já a Fiesp disse, em nota, que "não comete ilegalidades e nem compactua com elas". "Sua atual gestão desconhece qualquer episódio de envolvimento da entidade em atos ilegais nos governos militares ou em qualquer período, presente ou passado. A Fiesp tem se pautado pela rigorosa defesa do Estado de Direito e trabalha pelo desenvolvimento de São Paulo e do Brasil. Se tiverem existido, eventos do passado que contrariem esses princípios devem ser submetidos às devidas apurações."

Também por meio de nota, o Comando Miliar do Sudeste, sucessor da 2ª Região do Exército em São Paulo disse "não ter conhecimento dos fatos narrados". "A Revolução Democrática de 31 de Março de 1964 ocorreu há mais de 50 anos, portanto já faz parte da História. As opiniões citadas representam posicionamentos pessoais, sendo de responsabilidade exclusiva de quem as emitiu. Cumpre destacar, ainda, que o Exército brasileiro não compactua com qualquer tipo de irregularidade, repudiando veementemente fatos desabonadores da ética e da moral que devem estar presentes na conduta de todos os seus integrantes. A força terrestre empenha-se, rigorosamente, para que eventuais desvios de conduta sejam corrigidos, dentro dos limites da lei."

Fonte: UOL

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Paga de pobretão mas ostenta nas redes sociais? Cuidado! A Receita tá de olho

A Receita Federal vai cruzar informações do Imposto de Renda de quem gosta de ostentar nas redes sociais. O ‘Big Brother’ da Receita pode levar muita gente para a malha fina.

Aquela selfie no carrão, lanchas, champanhe, muito glamour, os fiscais da Receita estão vendo. E quem tem vida de luxo nas redes sociais e de pobretão na declaração de Imposto de Renda pode ter problemas.

Os fiscais da Receita cruzam essas informações desde o ano passado e não contam quantos já foram pegos, exatamente porque não resistiram à ostentação.

O engenheiro Marco Túlio Granja, como muita gente, navega muito pelas redes.

“Sempre postando fotos e compartilhando os momentos”, diz.

O que ele não sabia é que a Receita está de olho no que os contribuintes andam postando.

“Não sabia disso, não sabia mesmo, caramba”, surpreende-se Marco.

Mas ele e a maquiadora Mayara Sampaio não estão nem aí.

“Não tenho o que temer também não, eu declaro tudo bonitinho, tudo certinho, como tem que fazer mesmo, diz Mayara.

Isso mesmo. Quem não deve, não teme. É como explica o produtor cultural Igor Rodrigues.

“Tem bastante gente que ostenta bastante e com certeza algumas coisas não são declaradas, e ficam ostentando aí”, diz Igor.

Esse é o foco da Receita em mais essa temporada de declaração do Imposto de Renda que começou na semana passada.

É em uma sala da Receita Federal mostrada na reportagem que as declarações que vão chegando são monitoradas. E em um ambiente de segurança máxima, supercomputadores analisam as informações enviadas pelos contribuintes.

No processamento das declarações do Imposto de Renda, esses computadores estão programados para cruzar todos os dados dos contribuintes e identificar eletronicamente qualquer caso suspeito de fraude.

A partir dos dados coletados pelo sistema, os auditores vão se deter sobre as declarações que levantaram suspeita e comparar os dados do contribuinte com o que ele posta nas redes sociais.

O coordenador geral de Fiscalização da Receita Federal, Flávio Vilela, afirma que isso tem sido de grande ajuda ao trabalho de identificar possíveis sonegadores. Ele mostra uma tela com um emaranhado de conexões que um contribuinte investigado pode ter. A partir de um dado, várias pessoas são investigadas. Assim, muita gente acaba caindo de uma vez só na malha fina.

“O auditor fiscal, na experiência dele, ele fiscalizando, ele identifica, ele vai trabalhando o contribuinte que não tem patrimônio, ele está lá, ele enxerga na rede social, ou dele ou dos filhos, geralmente pessoas relacionadas informando que tem um iate, que tem uma propriedade em tal lugar, um filho, ‘eu viajei para a casa do meu pai na praia, ou numa ilha’, ou em tal situação, você consegue localizar o patrimônio dessa pessoa e fazer esse vínculo”, explicou Flávio Vilela.

A Receita não dá detalhes, até para não atrapalhar as investigações, mas dois mil ‘contribuintes-ostentação’ já foram pegos porque se exibiram nas redes sociais, contrariando o que estava na declaração de Imposto de Renda.

E o contrário – acredite – já aconteceu também. Teve o caso de uma pessoa que apresentou uma declaração de milionário, com patrimônio, na empresa, de R$ 100 milhões. Mas na rede social estava fazendo um churrasquinho na laje, singelo demais. A Receita Federal descobriu que se tratava de um “laranja”.

Fonte: G1 

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Anvisa suspende remédio por cacos de vidro dentro da embalagem

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) suspendeu um lote do medicamento Pantocal depois que usuários relataram presença de caco de vidro na versão 40 mg pó liofilizado para solução injetável.

Distribuição, comercialização e uso do lote 463128 (fases A e B), fabricado pela empresa Eurofarma Laboratórios S.A. estão suspensos por determinação da agência. Todo o estoque existente no mercado deverá ser recolhido.

O medicamento é indicado para alívio de sintomas por problemas estomacais, gastrites, tratamento de doença por refluxo gastroesofágico sem esofagite e prevenção de lesões agudas no revestimento do estômago, de acordo com informações da bula.

Fonte: Infomoney

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Pesquisa na Bacia Sedimentar do Araripe rende artigo em renomada revista internacional

Intitulado "Novos dados sobre a anatomia do caule e folha de duas coníferas do Cretáceo Inferior da Bacia do Araripe, Nordeste do Brasil, e suas implicações taxonômicas e paleoecológicas (https://goo.gl/odNjee), o artigo é resultado de pesquisa realizada por integrantes de instituições nacionais e estrangeira: além de Maria Edenilce (UFC), Delmira da Costa Silva (Universidade Estadual de Santa Cruz), Marcos A. F. Sales (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), Artur A. Sá (Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, Portugal), Antônio A. F. Saraiva (Universidade Regional do Cariri) e Maria Iracema Bezerra Loiola (UFC).

Maria Edenilce Peixoto Batista é orientada pela Profª Maria Iracema Bezerra Loiola e vinculada ao Laboratório de Sistemática e Ecologia Vegetal (Lasev) da UFC.

O artigo aborda características anatômicas de Pseudofrenelopsis e Brachyphyllum, duas coníferas fósseis datadas do Cretáceo Inferior e encontradas na Formação Crato da Bacia Sedimentar do Araripe, no Nordeste brasileiro. Pseudofrenelopsis inclui, até agora, P. capillata e espécies indeterminadas, enquanto Brachyphyllum é representado principalmente por B. obesum, o megafóssil vegetal mais comum presente nessa unidade estratigráfica. Juntamente com algumas implicações paleoecológicas, os dados sugerem a presença de mais de uma espécie de Pseudofrenelopsis na flora pretérita da Bacia do Araripe e, ainda, corroboram o posicionamento taxonômico de B. obesum dentro da família Araucariaceae, a qual inclui atualmente o pinheiro-do-paraná (Araucaria angustifolia).

Os resultados apresentados no estudo advêm de pesquisa empreendida desde o mestrado de Maria Edenilce, bem como dos primeiros dados obtidos durante seu doutorado em andamento. Os próximos passos da pesquisa incluem a análise macro e microscópica de outros espécimes de plantas fósseis da bacia sedimentar em questão e a comparação destes com espécimes de coleções internacionais.

Segundo Maria Edenilce, ao fim de sua pesquisa de doutorado, espera-se que a flora que havia há mais de 100 milhões de anos na Bacia Sedimentar do Araripe esteja mais bem caracterizada em termos de diversidade florística e estratégias adaptativas às condições paleoecológicas da época.

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10 de março

1939 - Adolf Hitler (foto) ordena a entrada do exército alemão em Praga, desrespeitando o Acordo de Munique.
1952 - Fulgencio Batista lidera um golpe de Estado bem-sucedido em Cuba.
2006 - A sonda espacial Mars Reconnaissance Orbiter chega a Marte.

Nasceram neste dia…
1452 - Fernando II de Aragão, o Católico (m. 1516).
1628 - Marcello Malpighi, médico, anatomista e biólogo italiano (m. 1694).
1957 - Osama bin Laden, terrorista saudita (m. 2011).

Morreram neste dia…
1826 - D. João VI de Portugal (n. 1767).
1872 - Giuseppe Mazzini, político e revolucionário italiano (n. 1805).
1940 - Mikhail Bulgakov, escritor e dramaturgo russo (n. 1891).

Fonte: Wikipédia



Justiça decide se abre ação penal contra Moro a pedido de Lula

A Justiça decide na próxima quinta-feira (9) se abre uma ação penal contra o juiz federal Sergio Moro por abuso de autoridade, em atendimento a uma queixa-crime apresentada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e sua família.

O processo –a cargo do TRF (Tribunal Regional Federal) da 4ª Região, em Porto Alegre (RS)– corre em segredo de Justiça. Os advogados do ex-presidente chegaram a pedir que o julgamento fosse aberto ao público.

No entanto, o tribunal decidiu mantê-lo em segredo sob o argumento de que essa foi uma orientação do ex-ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Teori Zavascki, morto em janeiro deste ano em um acidente aéreo.

Então relator do processo da Lava Jato, Teori recomendou que todas as ações que envolvessem o sigilo telefônico da família de Lula ocorressem em segredo de Justiça.

A quebra do sigilo de interceptações telefônicas de Lula e seus familiares é o alvo da queixa-crime proposta pelos advogados de Lula.

Vazamentos
A defesa do ex-presidente reclama da divulgação de conversas entre Lula e a então presidente, Dilma Rousseff (PT), alegando que o Supremo Tribunal Federal considerou ilegal a publicização dos diálogos.

O teor das conversas foi revelado logo após Lula ter sido anunciado para o ministério da Casa Civil. No telefonema, Dilma admite a possibilidade de enviar por um emissário o termo de posse a Lula, o que lhe garantiria foro privilegiado.

O vazamento da conversa provocou reação popular, o que acabou evitando a posse de Lula na Casa Civil.

Os advogados do petista criticam ainda o fato de o ex-presidente ter sido levado de forma coercitiva para depor, nas dependências do aeroporto de Congonhas, em março de 2016, quando houve operação de busca e apreensão em sua casa, na de familiares e no Instituto Lula.

O TRF é um dos recursos de Lula contra Moro por abuso de autoridade.

Em junho, Lula e a ex-primeira-dama Marisa Letícia protocolaram uma representação na Procuradoria-Geral da República, além de recorrerem ao CNJ (Conselho Nacional de Justiça).

Sem resposta, seus advogados de Lula apresentaram, em novembro de 2016, uma "queixa-crime subsidiaria".

Nesta quinta, as duas turmas criminais do TRF4 decidem se recebem a queixa-crime, dando prosseguimento à ação. Os advogados de Lula ainda podem recorrer caso o pedido seja rejeitado.

Fonte: Folha.com

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Facebook inicia testes com botão “não curtir”

O Facebook deve introduzir em breve um recurso esperado pela maioria dos usuários. Um botão de “dislike” (não curtir) está em fase de testes, informa o site de tecnologia TechCrunch. Porém, a ferramenta não será disponibilizada para os usuários usarem na linha do tempo do Facebook.

O novo botão está relacionado com as reações, um recurso criado no ano passado para que os usuários pudessem expressar sentimentos com o uso de emojis na linha do tempo – e não apenas curtir publicações.

Agora, essa mesma ferramenta será introduzida no Messenger. São sete reações em teste: seis delas são iguais as que podem ser usadas na linha do tempo do Facebook, como surpresa e tristeza. O outro emoji é o de “não curtir”. Ele aparece como o oposto da curtida comum, que também tem um emoji próprio.

O Facebook disse ao TechCrunch que o botão de “dislike” significa “não”. Segundo a empresa, o Messenger é usado para coordenar ideias e responder a perguntas. Por isso, os emojis de “curtir” e “não curtir” estão em testes como métodos de resposta rápida (sim ou não).

O recurso funciona da seguinte forma: quando um usuário envia uma mensagem para outro, o destinatário pode responder com um emoji ao passar o mouse sobre a mensagem recebida. Há também uma contagem de reações, o que pode ser bem útil para grupos que querem fazer enquetes privadas.

A nova ferramenta aparece apenas para algumas pessoas. Geralmente, o Facebook faz testes com pequenos grupos de usuários antes de disponibilizar seus recursos para todos.

Fonte: Exame.com

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Caetano defende candidatura de Ciro Gomes à Presidência

O cantor Caetano Veloso defendeu o nome de Ciro Gomes como candidato à sucessão de Michel Temer na Presidência da República. A declaração foi dada ao Blog do Moreno, do jornal O Globo, antes de o artista embarcar para Montevidéu, no Uruguai, onde começa uma série de shows nesta terça-feira (7).

Ao assumir a candidatura de Ciro, Caetano reconheceu que está na contramão de vários amigos intelectuais e artistas, como Chico Buarque, que defende a candidatura do ex-presidente Lula.

"É bom que as posições sejam definidas, pois isso só estimula, agita o debate", afirmou.

Caetano Veloso destacou ao blog que sua posição em defesa da candidatura de Ciro Gomes já havia sido manifestada em artigo que escreveu para a revista eletrônica “Fevereiro”.

Fonte: Diário do Nordeste

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Pastor evangélico convoca fiéis a matar homossexuais

Um pastor evangélico no Peru convocou fiéis para o extermínio de homossexuais, afirmando que eles "não são obra de Deus". O Ministério Público abriu uma investigação pelo crime de instigar homicídio.

A pregação do pastor Rodolfo González Cruz, cidadão cubano líder do Movimento Missionário Mundial no Peru, foi gravada na semana passada e divulgada pelo jornal La República.

Nela, o pastor pediu aos fiéis que participassem de uma marcha contra a política educativa do governo por considerar que com o ensino da "igualdade de gênero" se pretende disfarçar a promoção da homossexualidade.

"Os homossexuais devem morrer assim como os corruptos e os ateus, porque não são obra de Deus. Se encontrarem duas mulheres fazendo sexo, matem as duas, se encontrarem uma mulher fazendo sexo com um animal, matem ela e matem o animal (...) em nome de Jesus", convocou González.

Em sua conta do Facebook...
...o Movimento Missionário Mundial publicou nesta segunda-feira um comunicado onde o pastor assegura que "as frases que são escutadas na gravação de parte de minha pregação são no contexto dos mandamentos do Antigo Testamento, onde Deus mencionava as penas por imoralidade sexual (...). As boas novas para todo ser humano é que já não vivemos sob as leis do Antigo Testamento".

González disse que se "reafirma no respeito absoluto à vida de todo ser humano".

O MP informou na segunda-feira à imprensa que abriu uma investigação por suposta instigação maciça a cometer delito contra a vida, o corpo e a saúde das pessoas e por discriminação.

Fonte: NE10/UOL

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Corrupção e reforma da Previdência elevam rejeição a Temer a 89% nas redes sociais

Que o Brasil está rachado num movimento de polarização política não é novidade para ninguém. Desde 2014 as brigas reais e virtuais entre os que se julgam mais à direita e os que se definem mais à esquerda estão ao alcance de um clique. Mas, há um tema que aproxima simpatizantes dos dois polos, embora suas respectivas bolhas não interajam a respeito: a rejeição ao Governo do presidente Michel Temer. Um levantamento da empresa de inteligência digital Veto, feito com exclusividade para o EL PAÍS, mostra que durante todo o mês de fevereiro 89% das manifestações relacionadas a Temer no Facebook e Twitter foram negativas para ele, independentemente do perfil político do usuário. Segundo a análise da Veto, quando assumiu como interino em maio de 2016, a imagem do presidente era positiva para 30% dos usuários. Agora, somente 11% promovem mensagens de apoio a Temer nas redes sociais.

O porcentual de 89% de avaliações negativas é contundente, se comparado, por exemplo, aos números de menções depreciativas a Dilma Rousseff nos primeiros meses de 2016. A então poucos meses do processo de impeachment, a avaliação negativa da ainda presidenta alcançava em média 70% em menções a seu nome nas redes, segundo a Veto. “Nunca chegou a 89% numa média mensal como acontece com Temer agora”, afirma Raoni Scandiuzzi, responsável pelo estudo. “Houve dias em que a rejeição a Dilma batia 80% nos comentários nas redes, mas em outros, 60%”, compara.

O monitoramento levou em conta um universo de 30.000 pessoas usuárias do Facebook e Twitter. A Veto relacionou os comentários dos usuários sobre política e avaliou as páginas e perfis seguidos por eles. Por isso é possível observar para qual polo ideológico esses internautas pendem. Pela análise, quem se encontra mais à direita segue perfis como o de Sergio Moro, Aécio Neves, Jair Bolsonaro e sites anti-PT. Já os que se consideram mais à esquerda seguem o perfil de Lula, Dilma Rousseff, Jean Willys e Ciro Gomes.

A alta rejeição popular de Temer não é novidade. Vem sendo captada pelas pesquisas de opinião tradicionais – 51% consideram o Governo ruim ou péssimo e 10% avaliam a gestão do peemedebista como ótima ou boa, segundo a última pesquisa do Datafolha, realizada em dezembro. O estudo da Veto, entretanto, dá matizes deste descontentamento entre a opinião pública polarizada.

O mesmo levantamento revela que a definição de esquerda e direita assumida publicamente está mais em bolhas nos extremos de cada lado: 8% dos usuários monitorados se afirmam de esquerda, e questionam, por exemplo, a legitimidade do Governo fruto de um impeachment que eles definem como um golpe. Em outra ponta, 15% se apresentam como sendo de direita e não questionam a legitimidade de Temer no poder. Já 77% da amostra de usuários não têm um alinhamento ideológico claro, e tomam posições de acordo com um contexto específico – em 2016 a grande maioria apoiou a saída de Dilma, por exemplo. Este grupo também não questiona a condição de Temer presidente. Porém, 39% dos comentários captados nesse grupo avaliam mal o Planalto por percebê-lo como corrupto ou defensor de corruptos. “A ideia de que o Governo se esforça para impor obstáculos à Lava Jato é muito presente nessa argumentação”, diz o estudo.

Os projetos de seus aliados no Congresso para minar as dez medidas contra a corrupção ou leis que tentam reduzir o poder do Ministério Público são apenas alguns exemplos de passos da administração Temer que aumentaram a desconfiança da população. A indicação de Moreira Franco para ser ministro às vésperas das delações da Odebrecht – e assim garantir foro privilegiado – e as citações suspeitas sobre seus ministros em investigações da Lava Jato reforçam ainda mais essa percepção. Tudo em um momento em que se acendeu de vez o rastilho de pólvora das delações da Odebrecht, nas quais 78 executivos da empresa entregarão os nomes dos políticos que receberam propina ou pediram caixa 2 para seus partidos.

O fim da corrupção foi um dos pilares que sustentou o pedido do impeachment de Dilma Rousseff nas ruas e fora delas e por isso a frustração aparece nas redes sociais. “Havia uma expectativa de parcela significativa da sociedade, manifestada nas redes à época do impeachment, de que um governo chefiado por um grupo político diferente do PT poderia trazer mudanças que culminariam em melhores resultados econômicos e práticas executivas pautadas pela ética”, diz a conclusão do levantamento.

Não por acaso, os mesmos movimentos que se articularam para levar as manifestações pelo impeachment de Dilma no ano passado voltarão às ruas no próximo dia 26 em apoio à Lava Jato e pelo fim da corrupção. Embora estes grupos não atraiam a atenção da esquerda, aumentam o clima de rechaço para Temer. “Mesmo não havendo colaboração direta [entre os que se declaram de esquerda e direita], o Governo Temer pode sofrer com ataques simultâneos dos dois lados”, avalia Pablo Ortellado, que integra o Grupo de Pesquisa em Políticas Públicas de Acesso à Informação da Universidade de São Paulo. “Isso só não está acontecendo porque a liderança política da direita (MBL, Vem Pra Rua etc.) resolveu ainda não romper com o governo. Mas isso pode mudar no futuro”, avalia Ortellado.

Rejeição à reforma da Previdência
Outro fator que vem elevando o grau de críticas a Temer nas redes é a proposta de reforma da Previdência que está em debate no Congresso atualmente. Dentro do bloco dos 77% dos usuários sem definição política aberta, 37% dos comentários repudiam a gestão do presidente por políticas específicas. “A reforma da Previdência, em especial, é profundamente rejeitada por esse grupo”, afirma Scandiuzzi. Ortellado também já detectou posts muito críticos à reforma em ambientes virtuais mais atrelados à direita. “Não sei se é uma tendência geral ou um fato pontual, mas ela está sendo muito mal recebida”, comenta o professor da USP, que fará um levantamento específico na próxima manifestação para conhecer a opinião dos manifestantes a respeito da Previdência. Ele reconhece que as mudanças previdenciárias estão sendo mais rejeitada quee a PEC do teto de Gastos aprovada no final do ano. “Talvez porque a PEC era abstrata e o impacto difuso é no futuro”, completa.

Bolhas
Os internautas com uma bandeira clara (8% à esquerda e 15% à direita) formam bunkers impenetráveis nas redes sociais, enquanto os outros 77% seguem ao sabor dos ventos de acordo com o contexto presente, observa Scandiuzzi. “Tanto a esquerda quanto a direta se fecham em bolhas e não conseguem furar o bloqueio”, diz. Para Ortellado, a polarização política cria barreiras morais de rejeição ao campo adversário que impedem a colaboração em pontos de convergência. Ele observa, entretanto, que não é só o descontentamento com as práticas do Governo Temer que une os dois campos. “Nos nossos levantamentos, aparecem também a defesa da saúde e educação públicas e o ambientalismo”, comenta.

Já os que não se assumem nem para um lado e nem para outro fazem parte de um grupo que quer falar de política e se interessa por política, mas não se sente representada por nenhum projeto que se apresenta atualmente. Para Scandiuzzi, é um quadro muito parecido ao que foi visto durante os protestos de 2013. “O discurso no fim, é o mesmo, sobre um Estado ausente e inoperante. A mesma queixa de 2013”, acredita. Depois daquele ano, o PT personificou esse Estado ineficiente, o que acabou gerando a pressão das ruas que ajudou a derrubar o Governo Dilma. Agora, Temer é a bola, ou a vidraça da vez. “Ele é o chefe do Executivo e o representante máximo dessa geleia geral que se instalou no Brasil”, conclui.

Fonte: El País

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FHC defende Aécio e acusa imprensa de prestar 'mau serviço ao país'

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso divulgou nota na tarde desta sexta-feira (3) na qual defende o senador Aécio Neves (PSDB-MG), diz que o mineiro não pediu recursos ilegais e acusa a imprensa, de ter sido "usada por quem não é criterioso", prestando, dessa forma, "um mau serviço ao país".

No texto, FHC diz que se criou uma "notícia alternativa" com a difusão da tese de que Aécio pediu recursos de caixa dois para a campanha eleitoral. "O senador não fez tal pedido", ressalta FHC. Mais adiante, porém, ele diz que "há uma diferença entre quem recebeu recursos de caixa dois" e quem "obteve recursos para enriquecimento pessoal, crime puro e simples de corrupção".

A nota de FHC fala sobre a divulgação de que, em depoimento ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral), um dos executivos da Odebrecht afirmou que a empreiteira deu R$ 9 milhões em caixa dois ao PSDB. Segundo o delator, os recursos foram liberados após um pedido de Aécio.

"Lamento a estratégia usada por adversários do PSDB que difundem 'noticias alternativas' para confundir a opinião pública", diz FHC no início da nota. "A imprensa é instrumento fundamental da democracia. Usada por quem não é criterioso presta um mau serviço ao país."

Para o ex-presidente, o noticiário foi distorcido. "Ao invés de dar ênfase à afirmação feita por Marcelo Odebrecht, de que as doações à campanha presidencial de Aécio Neves, em 2014, foram feitas oficialmente, publicou-se a partir de outro depoimento que o senador teria pedido doações de caixa dois para aliados. O senador não fez tal pedido. O depoente não fez tal declaração em seu depoimento ao TSE", afirma Fernando Henrique.

O ex-presidente, aliado de Aécio e presidente de honra do PSDB diz que "é preciso serenidade e respeito à verdade nessa hora difícil que o país atravessa" e que "independentemente do noticiário de hoje tratar como iguais situações diferentes, não é o caminho para se conhecer a realidade e poder mudá-la".

"Visto de longe tem-se a impressão de que todos são iguais no universo da política e praticaram os mesmos atos.No importante debate travado pelo país distinções precisam ser feitas", ressalta FHC.

"Há uma diferença entre quem recebeu recursos de caixa dois para financiamento de atividades político-eleitorais, erro que precisa ser reconhecido, reparado ou punido, daquele que obteve recursos para enriquecimento pessoal, crime puro e simples de corrupção. Divulgações apressadas e equivocadas agridem a verdade, e confundem os dois atos, cuja natureza penal há de ser distinguida pelos tribunais", concluiu.

Leia abaixo a íntegra da nota do ex-presidente

"Lamento a estratégia usada por adversários do PSDB que difundem "noticias alternativas" para confundir a opinião pública.

A imprensa é instrumento fundamental da democracia. Usada por quem não é criterioso presta um mau serviço ao país.

Parte do noticiário de hoje sobre os depoimentos da Odebrecht serve de sinal de alerta. Ao invés de dar ênfase à afirmação feita por Marcelo Odebrecht, de que as doações à campanha presidencial de Aécio Neves, em 2014, foram feitas oficialmente, publicou-se a partir de outro depoimento que o senador teria pedido doações de caixa dois para aliados.

O senador não fez tal pedido. O depoente não fez tal declaração em seu depoimento ao TSE.

É preciso serenidade e respeito à verdade nessa hora difícil que o país atravessa.

Ademais, independentemente do noticiário de hoje tratar como iguais situações diferentes, não é o caminho para se conhecer a realidade e poder mudá-la.

Visto de longe tem-se a impressão de que todos são iguais no universo da política e praticaram os mesmos atos.

No importante debate travado pelo país distinções precisam ser feitas. Há uma diferença entre quem recebeu recursos de caixa dois para financiamento de atividades político-eleitorais, erro que precisa ser reconhecido, reparado ou punido, daquele que obteve recursos para enriquecimento pessoal, crime puro e simples de corrupção.

Divulgações apressadas e equivocadas agridem a verdade, e confundem os dois atos, cuja natureza penal há de ser distinguida pelos tribunais.

A palavra de um delator não é prova em si, apenas um indício que requer comprovação. É preciso que a Justiça continue a fazer seu trabalho, que o país possa crer na eficácia da lei e que continue funcionando.

A desmoralização de pessoas a partir de "verdades alternativas" é injusta e não serve ao país. Confunde tudo e todos.

É hora de continuar a dar apoio ao esforço moralizador das instituições de Estado e deixar que elas, criteriosamente, façam Justiça.

Fernando Henrique Cardoso"

Fonte: Folha.com

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