Dilma diz que jamais renunciará e que impeachment sem crime é golpe

A presidente Dilma Rousseff (PT) afirmou nesta terça-feira (22) que não renunciará ao cargo e que o processo de impeachment em curso no Congresso é uma tentativa de golpe porque não foi cometido crime de responsabilidade. "Não cabem meias palavras. O que está em curso é um golpe contra a democracia. Eu jamais renunciarei."

Dilma disse que a tentativa de derrubá-la é tramada nos "porões da baixa política". "Eu preferia não viver esse momento, mas que fique claro que me sobram energia, disposição e respeito à democracia para enfrentar a conjuração que ameaça a estabilidade democrática do país."

As afirmações foram feitas em discurso no Palácio do Planalto, em Brasília, durante encontro com juristas que criticaram o processo de impeachment e a divulgação de gravações telefônicas da presidente interceptadas pela operação Lava Jato.

"Todos sabemos que nossa constituição prevê impeachment como instrumento para afastar o presidente desde que haja crime de responsabilidade claramente demonstrado. Na ausência de crime claramente comprovado, o afastamento torna-se ele próprio um crime contra a democracia", afirmou Dilma.

A principal acusação contra Dilma no processo de impeachment é que o governo teria praticado manobras contábeis chamadas de pedalas fiscais. A oposição estuda apresentar outro pedido de impeachment com base na delação premiada do senador Delcídio do Amaral (sem partido-MS), que a presidente tentou interferir nas investigações da operação Lava Jato.

"Não cometi nenhum crime previsto na Constituição para justificar a interrupção de meu mandato. Condenar alguém por um crime que não cometeu é a maior violência que se pode cometer contra qualquer pessoa. Já fui vítima de injustiça durante a ditadura e lutarei para não ser vítima de novo em plena na democracia."

Para Dilma, as ações de seus opositores ameaçam a democracia e podem representar um golpe. "Pode-se descrever um golpe de Estado com muitos nomes, mas ele sempre será o que é: a cultura da ilegalidade, atentado à democracia. Não importa se a arma do golpe é um fuzil, uma vingança ou a vontade de alguns de chegar mais rápido ao poder."

"Oposição inconformada"
A presidente disse que o encontro com juristas representou o lançamento de uma nova campanha pela legalidade, repetindo a iniciativa tomada em 1961 pelo então governador do Rio Grande do Sul, Leonel Brizola, para defender que o vice-presidente João Goulart tomasse posse, conforme a lei, depois da renúncia do presidente Jânio Quadros. Na época, a oposição tentou impedir a posse de Goulart.

"Denuncio aqui a estratégia do 'quanto pior melhor' que parte das oposições assumiu desde o início do meu segundo mandato inconformada com o resultado as eleições [de 2014]", disse a presidente.

Dilma declarou que a estratégia de seus opositores é antirrepublicana e antidemocrática e consiste na tramitação de pautas bombas no Congresso e na "busca de motivos falsos e inconsistentes" para tirar seu mandato.

Tolerância, diálogo e paz
Sem citar o nome do juiz Sergio Moro, a presidente criticou a divulgação de suas conversas telefônicas com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "A democracia é afrontada e ameaçada quando o encarregado de executar a Justiça opta por descumprir as leis e a Constituição."

Ela cobrou imparcialidade da Justiça. "Eu espero ouvir o som do martelo da Justiça sendo batido por juízes, magistrados e ministros sensatos, serenos e imparciais."

Na parte final do discurso, Dilma adotou um tom pacificador e pregou tolerância e diálogo. "Queremos diálogo e paz. Isso só será possível se preservarmos a democracia."

Fonte: UOL

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Executivo da Odebrecht cita doação eleitoral a Aécio em depoimento à PF

O presidente da Odebrecht Infraestrutura, Benedicto Barbosa Junior, afirmou à força tarefa da Operação Lava Jato que trocou mensagens em novembro de 2014 com o presidente do grupo Odebrecht, Marcelo Odebrecht, sobre doação eleitoral ao senador Aécio Neves (PSDB-MG), que havia sido derrotado no mês anterior na disputa eleitoral pela presidência da República.

No depoimento à Polícia Federal em 24 de fevereiro, revelado pelo jornal "O Estado de S. Paulo" na segunda-feira (22), Barbosa disse que na mesma oportunidade comentou sobre preocupação de Aécio em relação a possível investigação contra o ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral Filho (PMDB-RJ).

No fim de seu interrogatório em fevereiro, Barbosa disse à delegada Renata da Silva Rodrigues que gostaria de esclarecer o teor de mensagens trocadas com Marcelo e que foram citadas pela PF em representação datada de 5 de fevereiro. No texto da petição, a PF colocou tarjas pretas em palavras que pudessem indicar políticos com foro privilegiado.

Na mensagem interceptada pela PF e reproduzida na representação, Marcelo escreveu a Barbosa: "Vc [você] acabou não falando depois. [tarja preta] está preocupado com SCF e outros no tema MF".

Barbosa então respondeu: "Ok, preciso resolver R$ 100 mil [tarja preta]. Vou aproveitar esse momento PT/PSDB".

Para a PF, essa troca de mensagens confirma "a noção de que Benedicto é funcionário acionado por Marcelo para a tratativa de assuntos escusos, certamente não se limitando a obter recursos para financiamento oficial de campanhas eleitorais".

Porém, em seu depoimento de fevereiro, Barbosa afirmou que em tais mensagens tratou "de doação eleitoral relacionada a Aécio e Piciani e não há nada de criminoso a respeito da tal doação".

Nas eleições de 2014, Jorge Picciani (PMDB-RJ) foi eleito deputado estadual e ocupa o cargo de presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, e seu filho, Leonardo Picciani, foi eleito deputado federal e é líder do PMDB na Câmara.

Porém, no texto do depoimento não há explicação sobre qual deles recebeu a doação eleitoral.

Na oitiva, Barbosa ainda indicou que na troca de mensagens mencionou preocupação de Aécio sobre investigações ligadas a Márcio Faria, ex-executivo da Odebrecht preso na Lava Jato.

Outro lado
Em nota, a assessoria de Aécio Neves informou que "o depoimento mencionado pelo jornal apenas confirma as informações prestadas à Justiça Eleitoral. É de conhecimento público que a empresa Odebrecht, assim como diversas outras, fez doações à campanha do PSDB, inclusive, como prevê a lei, depois das eleições, para cobrir débitos existentes".

"Com relação aos diálogos publicados, o senador desconhece o contexto em que se deram e não é parte de nenhum deles, não tendo, portanto, nada o que acrescentar", completa a nota.

A assessoria de Jorge e Leonardo Picciani relatou que "não constam recursos da Odebrecht para nenhuma das campanhas da família Picciani, nem de forma direta nem indireta".

De acordo com a assessoria, "a única explicação que pode haver para que o nome de Picciani ter sido citado neste contexto é o fato de ele, como é sabido, ter coordenado, no Rio, a campanha presidencial de Aécio Neves em 2014, tanto no primeiro quanto no segundo turno".

"A atuação de Picciani, entretanto, era apenas política. Ele nunca tratou de questões relativas ao financiamento da campanha de Aécio, cujas despesas eram de responsabilidade exclusiva do comitê financeiro do candidato", segundo a assessoria dos políticos cariocas.

Nota de Benedicto Barbosa Junior e da Odebrecht aponta que "Benedicto Junior prestou todos os esclarecimentos em sua oitiva, buscando apenas esclarecer o que considera equívocos em relação à análise feita pela Polícia Federal de suas conversas com Marcelo Odebrecht. No mesmo depoimento, Benedicto Junior detalhou claramente como se dá o processo de definição das doações eleitorais no grupo Odebrecht".

Fonte: Folha.com

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Uso da pílula do câncer é aprovado no Senado mesmo sem registro da Anvisa

Um acordo entre os líderes partidários no Senado permitiu a votação nesta terça-feira (22) do projeto de lei que garante aos pacientes de câncer o direito de usar a fosfoetanolamina, mesmo antes de ela ser registrada e regulamentada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). A lei vai para sanção da presidente Dilma Rousseff.

A aprovação do Senado acontece na mesma semana em que os primeiros relatórios de pesquisa sobre a pílula apontaram que a eficácia da fosfoetanolamina contra o câncer é pequena ou inexistente.

A substância, que ficou conhecida como pílula do câncer, ainda não foi testada cientificamente em animais ou pessoas. Estudos com humanos só devem acontecer a partir do segundo semestre de 2016, segundo estimativa do MCTI, que investirá R$ 10 milhões nessas pesquisas em três anos.

A pílula, fabricada por Salvador Claro Neto, do Instituto de Química da USP São Carlos, foi distribuída gratuitamente aos pacientes durante anos mesmo sem a comprovação científica de sua eficácia. Segundo estudos pagos pelo Ministério da Ciência e Tecnologia, as pílulas possuem composição irregular, com um máximo de 32,2% de fosfoetanolamina.

Suspensão de distribuição
Desde que a USP suspendeu a distribuição da fosfoetanolamina, uma "guerra" de liminares na Justiça teve início por parte dos pacientes que dizem se beneficiar do uso da pílula do câncer.

O projeto aprovado pelo Senado libera o uso da substância mesmo sem o registro da Anvisa para pacientes que apresentem laudo médico comprovando o diagnóstico de câncer e assinem um termo de responsabilidade pelo uso do remédio experimental.

Projeto de lei não regulamenta produção
No entanto, para produzir, prescrever, importar e distribuir a substância, os agentes deverão ser regularmente autorizados e licenciados pela autoridade sanitária competente.

O texto é originário da Câmara dos Deputados e não recebeu alterações no Senado. Antes de sua votação no Senado foi aprovado um requerimento de urgência e um acordo de líderes permitiu a quebra dos interstícios regimentais para a aprovação em plenário ainda hoje. O texto segue agora para sanção da presidenta Dilma Rousseff.

Fonte: UOL

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Gleisi apresenta projeto para acabar com vazamentos de delações premiadas e processos

A senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) criou um projeto para acabar com os vazamentos de delações premiadas e processos judiciais. Sob análise da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), no Senado Federal, o PLS 123/2016 retira o segredo de justiça de processos que forem divulgados "indevidamente" na imprensa. O documento foi protocolado na Casa na quinta-feira, 17, dia seguinte à divulgação do áudio de conversas do ex-presidente Lula.

Segundo Gleisi, o projeto "protege os indivíduos contra os danos que a exposição dos fatos contidos no processo causariam". Ela acredita que "se vazar uma parte do processo, todo conteúdo deve ser divulgado".

A senadora disse ainda que, após o vazamento seletivo do conteúdo do processo, não há mais razão de haver sigilo. "O segredo de justiça é uma instituição largamente utilizada pelo processo penal. Quando a delação premiada foi instituída em 2013, até foi um projeto do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que foi votado no Congresso, o acordo de delação premiada também se submeteu ao sigilo. Ocorre que com esses últimos casos que nós estamos tento da Operação Lava Jato, as delações foram usadas para fazerem vazamentos seletivos", disse.

Como justificativa, Gleisi disse que esse tipo de divulgação pode trazer prejuízos "irreparáveis às pessoas que tiveram nomes vazados". O projeto também impõe um tratamento mais cauteloso das ações por parte da polícia, do Ministério Público e do Poder Judiciário.

A intenção da senadora é "obrigar as entidades a agir de forma mais responsável" para evitar os vazamentos. "Se for realmente para resguardar o segredo de justiça, a autoridade encarregada pelo processo vai ter que tomar todos os cuidados", declarou a petista.

Recentemente, a senadora foi citada na delação premiada do senador Delcídio Amaral (sem partido-MS), que falou sobre a suposta atuação de senadores petistas em negociatas para a obtenção de recursos para campanhas eleitorais aos cargos do Legislativo.

No acordo firmado com a Procuradoria-Geral da República, Delcídio avaliou que "se deve dar atenção especial" para o período no qual a senadora Gleisi atuou como diretora financeira de Itaipu. Na época, ela negou as acusações e disse que "os comentários" de Delcídio "não apontam qualquer ilícito".

Fonte: Estadão

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Três razões pelas quais ser impaciente pode ser prejudicial à saúde

Em uma sociedade em que o tempo livre está cada vez mais escasso, a impaciência é uma característica que tem se tornado bastante comum.

A espera pelo ônibus atrasado, aquele choro interminável de um bebê e a fila eterna no supermercado são situações cotidianas, mas, até diante dessas pequenas coisas, nossa paciência não dura muito.

Aprender a esperar realmente nunca foi fácil, porém fazer isso pode ser muito importante. Pelo bem-estar diário e também para evitar problemas de saúde.

Quando ficamos irritados e impacientes, os níveis de estresse e adrenalina aumentam. Existem outros perigos vinculados à falta de paciência, que, ao menos à primeira vista, não parecem tão evidentes e podem ser preocupantes.

1) Obesidade
Especialistas apontam que pessoas impacientes têm mais probabilidade de serem obesas do que aquelas que sabem esperar. Isso porque elas tendem a não se alimentar da maneira mais correta e a consumir maiores quantidades de alimentos –especialmente daquelas comidas rápidas, congeladas ou instantâneas.

Segundo os economistas Charles Courtemanche, Garth Heutel e Patrick McAlvanah, que publicaram o estudo "Impaciência, Incentivos e Obesidade" no "Economic Journal", em 2015, o acesso fácil a alimentos pouco saudáveis é uma das causas principais que afeta especialmente quem tem "pavio curto".

De acordo com o estudo, "as pessoas mais impacientes se veem mais afetadas pela disponibilidade desses alimentos rápidos a preços acessíveis, que levam ao aumento da obesidade dessa parte da população".

"Poderíamos pensar que talvez agora pelo fato de termos mais acesso a diferentes tipos de alimentos, acabamos comendo mais e consequentemente ganhamos peso", disse Courtemanche ao "Washington Post". "Mas é mais complicado do que isso; o barateamento da comida só altera o comportamento de um tipo determinado de pessoas", acrescentou o especialista.

Além disso, a impaciência constante –e a consequente ira e tensão que vêm com ela– faz com que nosso organismo libere adrenalina e cortisol, hormônios que podem gerar um aumento de peso.

A gordura acaba sendo aderida às paredes das nossas artérias, aumentando ao mesmo tempo a possibilidade de sofrer um ataque do coração.

2) Hipertensão
A Associação Médica Americana (JAMA, na sigla em inglês) inclui a impaciência como um fator de risco para hipertensão entre adultos jovens.

Um estudo feito na Escola Freinberg de Medicina da Universidade do Nordeste de Chicago, com análises de 3,3 mil casos ao longo de 15 anos, observou que o tipo de personalidade A (aquele que corresponde a pessoas impacientes e hostis) tem um risco 84% maior de sofrer de hipertensão em comparação a quem tem uma personalidade mais tranquila.

O motivo, apontam os especialistas, é o estresse associado à impaciência, que pode tornar os vasos sanguíneos mais estreitos, aumentando a pressão arterial.

"A ideia de que o padrão de conduta tipo A é ruim para a saúde existe há muitos anos", declarou Barbara Alving, da Escola de Saúde Pública de Maryland, nos Estados Unidos. "Esse estudo nos ajudou a compreender quais aspectos desse tipo de comportamento prejudicam nossa saúde."

Para Alving, a hipertensão arterial "é uma condição complexa, que implica fatores biológicos e alimentares", ainda que o estudo demonstre que "o comportamento e o estilo de vida podem ter um papel fundamental na prevenção e no tratamento da doença".

A hipertensão é um fator de risco importante para doenças do coração, fígado e de acidentes cardiovasculares.

3) Envelhecimento
Por último, um estudo da Universidade Nacional de Singapura e das universidades americanas de Berkeley e da Pensilvânia, recentemente divulgado na publicação "Proceeding of the National Academy of Science", revelou que ser impaciente também pode acelerar o envelhecimento. É que os telômeros (extremos dos cromossomos do DNA) são mais curtos em pessoas impacientes.

Essas estruturas, que protegem o DNA de sua degradação, estão associadas à longevidade, e os cientistas acreditam que quanto mais rápido desaparecem, mais rápido essas pessoas envelhecem.

Segundo os pesquisadores (que só observaram esse fenômeno nas mulheres) falta ainda verificar se é a impaciência que acelera o envelhecimento ou se, ao contrário, as pessoas com telômeros mais curtos "sabem" de alguma forma que vão envelhecer antes e desenvolvem uma personalidade mais impaciente.

No fim, assim como diz o ditado popular, "a paciência é a mãe de todas as ciências".

Fonte: BBC Brasil

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Não há irregularidades que deem razão a impeachment, diz José Serra

Em palestra na Universidade Harvard (EUA), o senador José Serra (PSDB-SP) disse que "impeachment não é programa de governo de ninguém" e defendeu que a oposição precisa ter responsabilidade.

"Impeachment é quando se constata uma irregularidade que, do ponto de vista legal, pode dar razão a interromper um mandato. E eu acho que essa questão ainda não está posta", disse o senador neste sábado (18).

A fala de Serra contraria o presidente do PSDB, Aécio Neves, que disse na última quinta (16) que a sigla pedirá o impedimento da presidente Dilma Rousseff caso se comprove a participação dela nas chamadas "pedaladas fiscais" –manobras feitas pelo Tesouro com dinheiro de bancos públicos para reduzir artificialmente o deficit do governo em 2013 e 2014.

Segundo Serra, o clima para o impeachment se deve ao desejo de "três quartos da população" que está insatisfeita.

"É óbvio que a crise é toda responsabilidade do governo. Não é a ação da oposição, nem do Ministério Público, nem do Congresso", afirmou.

O tucano defendeu que a oposição tem que se mobilizar em fazer denúncias, críticas e propostas. "Não dá para fazer de conta que o Brasil está sem problemas de médio e longo prazo."

As afirmações se alinham com as do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), que no fim de semana afirmou que o pedido de impeachment depende de fatos objetivos e que seria "precipitação" abrir um processo neste momento.
À esquerda do PT
Bastante à vontade, Serra deu conferência de uma hora e meia, na qual disse ser "mais à esquerda que o PT", que classificou de "reacionário, um partido de corporações".

O senador condenou aspectos do ajuste fiscal proposto pelo ministro Joaquim Levy (Fazenda), que tem "um mundo de contradições", já que, na opinião do tucano, "piora a curto prazo tudo o que pretendia resolver."

"O ajuste fiscal é desajustado. Aprofunda a inflação, pela correção dos preços administrados defasados", afirmou.

"Desacelera a economia, perde a receita, aumenta o déficit. Aumenta juros, portanto aumenta a despesa. Só o aumento de juros que Dilma fez depois de eleita custa 27 bilhões de reais por ano. Isso é metade do resultado primário que se quer obter."

O senador reclamou à plateia de 300 pessoas, formada principalmente por estudantes brasileiros, que não se debate assuntos sérios no Brasil, "nem no Congresso".

Ele defendeu que a retomada do crescimento se daria com investimentos em infraestrutura, abertura para o comércio exterior "para aproveitar o câmbio favorável" e a "reconstituição do sistema de petróleo".

Fonte: Folha.com

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O cochilo da tarde pode fazer mal ao coração

Embora tirar uma soneca a tarde seja o sonho de quase todas as pessoas, a prática pode aumentar o risco de morte prematura. De acordo com um estudo apresentado esta semana durante a 65ª Sessão Científica Anual do American College of Cardiology, tirar um cochilo de mais de 40 minutos ou ficar excessivamente cansado durante o dia está associado a um maior risco de síndrome metabólica.

A síndrome metabólica é uma condição que envolve diversos fatores, como pressão arterial, colesterol e açúcar no sangue elevados e excesso de gordura ao redor da cintura. Todos esses, por sua vez, estão relacionadas a um aumento do risco de doença cardíaca.

Pesquisadores da Universidade de Tóquio decidiram avaliar dados de 21 estudos observacionais, envolvendo 307.237 pessoas para avaliar o impacto da soneca - prática comum em várias partes do mundo - na saúde das pessoas. Os participantes responderam questões relacionadas ao seu nível de cansaço durante o dia, duração de sonecas e histórico clínico.

Os resultados mostraram uma forte associação entre o tempo de cochilo e o risco de desenvolvimento de síndrome metabólica. De acordo com os autores, quanto mais longa for a soneca, pior.

Felizmente, cochilos de até 30 minutos possuem efeito contrário: fazem bem ao coração. "O sono é um componente importante do nosso estilo de vida saudável, bem como a dieta e o exercício. Pequenos cochilos podem ter um efeito benéfico sobre nossa saúde, mas nós ainda não sabemos a força desse efeito ou o mecanismo pelo qual ele funciona," disse Tomohide Tamada, principal autor do estudo, reforçando que são necessárias mais pesquisas sobre o assunto.

Fonte: Veja

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Teori manda Moro enviar investigação de Lula para o STF e coloca sigilo em gravações

Em uma de suas decisões mais duras, o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Teori Zavascki determinou nesta terça-feira (22) que o juiz Sergio Moro encaminhe todas as investigações envolvendo o ex-presidente Lula na Lava Jato para o tribunal.

Teori decretou ainda sigilo em interceptações telefônicas envolvendo o petista, que atingiram a presidente Dilma Rousseff. A decisão do ministro, no entanto, não trata da nomeação de Lula para a Casa Civil, portanto, ele continua impedido de assumir o cargo.

O despacho evita que Moro deflagre uma nova ação contra o petista e possa até mesmo determinar sua prisão, como temiam integrantes do PT e do governo.

Relator dos inquéritos sobre o esquema de corrupção da Petrobras no STF, Teori quer avaliar de quem é a competência para continuar as apurações envolvendo Lula: se o caso ficará no Supremo ou se permanecerá na Justiça do Paraná.

Serão analisadas investigações como as ações da 24ª fase da Lava Jato, que tiveram o petista, pessoas próximas, empresas e imóveis como alvo, além de casos conexos.

A decisão do ministro foi motivada porque pessoas com o chamado foro privilegiado, que só podem ser investigadas com aval do STF, foram alcançadas nas apurações da força-tarefa da Lava Jato, especialmente a presidente.

Com isso, o STF deve mandar para a Procuradoria-Geral da República avaliar se há alguma ilegalidade nos diálogos de Dilma e Lula que justifiquem a abertura de uma investigação contra a petista. Em um dos grampos, a presidente foi flagrada avisando que mandaria o termo de posse para Lula assinar.

Segundo investigadores, a fala pode indicar que Dilma tentou obstruir as investigações da Lava Jato ao garantir foro para Lula diante do receio de que Moro pedisse a prisão dele. O Planalto nega, diz que o termo foi enviado em caso de Lula não poder comparecer a posse e que as gravações foram ilegais porque ocorrem após a Justiça determinar o fim.

O despacho de Teori atendeu a um pedido de Dilma, representada pela AGU (Advocacia-Geral da União), argumentando que Moro colocou em risco a soberania nacional ao divulgar os grampos do petista e usurpou competência do tribunal.

O ministro criticou duramente a publicidade dos áudios e rebateu o argumento do magistrado de que "é saudável o escrutínio público sobre a atuação da administração pública" e que a sociedade exige saber o que fazem os governantes "mesmo quando estes buscam agir protegidos pelas sombra".

Para Teori, Moro deveria ter agido com cautela. "Não há como conceber, portanto, a divulgação pública das conversações do modo como se operou, especialmente daquelas que sequer têm relação com o objeto da investigação criminal", disse.

"É descabida a invocação do interesse público da divulgação ou a condição de pessoas públicas dos interlocutores atingidos, como se essas autoridades, ou seus interlocutores, estivessem plenamente desprotegidas em sua intimidade e privacidade", completou.

Segundo o ministro, o segredo das gravações se faz necessário nesse caso para evitar o comprometimento da validade de provas colhida e até de eventuais consequências no plano de responsabilidade civil, disciplinar ou criminal.

"A esta altura, há de se reconhecer, são irreversíveis os efeitos práticos decorrentes da indevida divulgação das conversações telefônicas interceptadas", afirmou o ministro. "Ainda assim, cabe deferir o pedido no sentido de sustar imediatamente os efeitos futuros que ainda possam dela decorrer e, com isso, evitar ou minimizar os potencialmente nefastos efeitos jurídicos da divulgação", disse.

Gilmar
Teori não faz referência a decisão do colega Gilmar Mendes que, na sexta (18), suspendeu em decisão liminar (provisória) nomeação de Lula para a Casa Civil, e enviou as investigações sobre ele para Moro. Mas, na prática, o despacho inviabilizou a entendimento de Gilmar de manter na Justiça do Paraná os processos.

Antes da decisão de Teori, Lula e o governo tinham sofrido duas derrotas no Supremo. A ministra Rosa Weber rejeitou um habeas corpus da defesa do ex-presidente e juristas ligados ao PT que questionavam o envio das investigações para Moro. Rosa afirmou que o STF entende que não cabe esse tipo de ação contra decisão de ministro.

Luiz Fux rejeitou um mandado de segurança da AGU que tentava anular a decisão e Gilmar que impediu Lula de assumir o ministério. O ministro também entendeu que o instrumento utilizado pelo governo para questionar a decisão não era viável.

Fonte: Folha.com

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Os 10 países mais respeitados do mundo

Anualmente, o Reputation Institute elabora um ranking com os países mais respeitados do mundo. Ele leva em conta três fatores: economia, ambiente e governo. Quanto à economia, é verificado como as pessoas avaliam os produtos daquele país. Em “ambiente”, são levadas em consideração desde as belezas do país até a simpatia dos habitantes. Já a estrutura governamental leva em conta as políticas sociais e econômicas, a ética dos políticos e a segurança da população. Com base nesses três itens, confira como ficou o Top 10:

10. Bélgica

Nota: 72,3

O país se destacou por conta de suas políticas progressistas, sua ética e a responsabilidade do governo. Também teve uma alta nota no quesito segurança – algo que deve mudar no próximo ranking por conta dos atentados ocorridos neste mês.

9. Holanda

Nota: 73,7

É o primeiro país da lista que conseguiu ficar no Top 10 em todos os quesitos avaliados.

8. Dinamarca

Nota: 74,5

Os países nórdicos possuem excelente reputação mundo afora, e a Dinamarca é apenas a primeira a aparecer no ranking, com a “pior” colocação – apesar de que 8º lugar não é nada ruim.

7. Nova Zelândia

Nota: 75

Uma forte economia, uma excelente infraestrutura social e belezas naturais de tirar o fôlego colocam a Nova Zelândia como o destino dos sonhos de muitas pessoas em todo o planeta.

6. Finlândia

Nota: 75,1

A grande reclamação dos estrangeiros é em relação ao clima extremamente frio, porém a Finlândia alcançou excelentes qualificações nos três quesitos avaliados.

5. Austrália

Nota: 76,3

O maior país da Oceania é o que tem a melhor reputação interna, isto é, feita pelos próprios habitantes. No ranking geral, ficou em 5º lugar, o que já é excelente.

4. Suíça

Nota: 76,4

A neutralidade em diversos conflitos deve ter ajudado a Suíça a atingir uma alta reputação no resto do mundo, com excelentes índices em todos os aspectos avaliados.

3. Suécia

Nota: 76,6

O país recebeu notas altas em todos os quesitos, mas o que mais se destaca é a qualidade de suas instituições de ensino.

2. Noruega

Nota: 77,1

Com excelentes paisagens naturais e uma ótima reputação no resto do mundo, a Noruega conseguiu a vice-liderança do ranking.

1. Canadá

Nota: 78,1

Um governo eficiente, com boa reputação dentro e fora do país, colocou o Canadá no topo desta lista. Ele é um dos que possuem os melhores índices de qualidade de vida.

E o Brasil?
O nosso país ficou em 26º no ranking, com uma nota de 56,1 – dois décimos abaixo da média mundial. Ainda assim, ficou à frente de outros países sul-americanos, como Peru (27º), Argentina (29º), Chile (30º), Venezuela (38º) e Colômbia (45º).

Fonte: Mega Curioso

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Advogados e juristas realizam ato em defesa de Dilma e da democracia

Profissionais da área jurídica, estudantes e professores da Faculdade de Direito do Recife (FDR-UFPE) se reuniram na noite dessa segunda-feira (21), em um ato contra o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff e pela defesa da democracia. De acordo com os representantes da manifestação, o objetivo foi denunciar as ilegalidades e violações à Constituição Federal dentro do processo.

O protesto defende que o impeachment está sendo utilizado de maneira ilegal, como ferramenta para legitimar um golpe. O ato foi convocado pelo “Movimento Zoada”, atual gestão do diretório acadêmico da FDR.Na mesma universidade, um grupo a favor do impeachment Dilma Rousseff também protestou. O “Ateneu Pernambucano” expôs uma faixa favorável à saída da presidente do governo.Nesta terça-feira (22), em meio às discussões em defesa da democracia, Dilma Rousseff se reúne com juristas, no Palácio do Planalto. Em dezembro do ano passado, a presidente recebeu 30 juristas contrários ao seu afastamento.

Fonte: Rádio Jornal Pernambuco

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5 maneiras incomuns de melhorar sua memória

Você já esqueceu o nome de pessoas que conhece há muito tempo (enquanto estava conversando com elas)? Já esqueceu o nome de objetos e de lugares, mesmo que sejam óbvios (elevador? fita adesiva)? Sempre esquece o fim de piadas? Pois você não está sozinho. E todo mundo que tem memória ruim sabe como é desconfortável ter que perguntar para os colegas “qual é aquela palavra que usamos para descrever (insira alguma coisa aqui)?”. A dificuldade de lembrar torna nossas conversas frustrantes e o processo criativo mais frustrante ainda. Mas há maneiras de melhorar essa situação - e nem todas são “manjadas”.

Claro, prestar atenção em coisas importantes de forma “exclusiva”, sem se distrair com celular, com o barulho do vizinho ou com o cachorro funciona. Mas nem sempre é algo realista de se fazer. Portanto, listamos X maneiras incomuns de melhorar a sua memória - que, segundo a ciência, funcionam de verdade.

Tome nota - afinal, se você está lendo essa lista, pode precisar de registros mais fortes do que suas lembranças:

1- Durma bem
Um bom período de sono é importantíssimo para consolidar as memórias do que você viveu durante o dia. Quem não consegue dormir bem não apenas tem mais problemas em lembrar do que passou como também tem mais chances de criar falsas memórias - “lembrar” de coisas que nunca aconteceram.

2- Tome café 
Muitos estudos relacionam a cafeína com a memória, mas a maioria não teve resultados considerados conclusivos. No entanto, há um estudo que provou que tomar uma pílula de cafeína imediatamente após aprender algo ajuda na fixação dos novos conhecimentos em sua mente. Então, após uma aula ou reunião, talvez valha apelar para o recurso. Ou, se você curte café, uma boa dica é deixar o cafézinho não para depois do almoço, mas para depois de reuniões importantes, ou logo pela manhã. Só não vale tomar café antes de dormir, certo? Já falamos que ficar muito tempo sem descansar corretamente pode prejudicar a sua memória.

3- Alecrim, alecrim dourado… 
Pesquisadores relacionam o aroma do alecrim com um aumento nas funções cognitivas, especialmente na recuperação de memórias. Se você já estava pensando em trazer uma plantinha para sua mesa, que tal um vaso de alecrim?

4- Mais azul na dieta 
Mirtilos (ou blueberries) não são tão comuns no Brasil. Mas talvez valha a pena incluir a frutinha em seus lanches - um estudo que acompanhou enfermeiras descobriu que aquelas que comiam mais mirtilos passavam a sentir a perda de memória natural da idade 2,5 anos depois do que aquelas que não tinham a fruta em suas dietas.

5- Medite 
Ao acalmar seu corpo e mente, você bloqueia influências externas e consegue se concentrar mais naquilo que importa - nos estudos, no trabalho, no que for.

Fonte: Galileu

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Juiz Moro pode ter ido longe demais, diz 'The Economist' sobre grampos

A revista britânica "The Economist" afirma que o "confronto entre o governo do Brasil e o sistema Judiciário acaba de ficar mais estranho e mais implacável".

Em reportagem publicada em sua página na internet, a publicação diz que o debate tem girado em torno de "sutilezas legais" e, ao comentar a divulgação de grampos telefônicos, a "Economist" cita que o juiz Sérgio Moro pode ter "ido longo demais".

Com o título "Aborto do retorno de Lula ao governo espalha novos protestos e suspeitas", a reportagem afirma que a crise política no Brasil está "mais profunda e estranha". A "Economist" relembra os últimos desdobramentos da crise com o anúncio da nomeação de Luiz Inácio Lula da Silva como ministro, a divulgação de gravações entre o ex-presidente e a presidente Dilma Rousseff e a reversão da nomeação de Lula pela Justiça do Distrito Federal.

A "Economist" ressalta que o governo reagiu especialmente à divulgação das gravações que envolvem a presidente Dilma. O texto diz que, enquanto o governo diz que houve "flagrante violação da lei e da Constituição", o juiz Sérgio Moro argumenta que as gravações "têm interesse público".

"Mas liberar uma gravação de conversa em que uma das partes, não menos que a presidente, que não está formalmente sob investigação e goza de forte proteção constitucional parece com uma violação da sua privacidade", diz a "Economist".

"No passado, o senhor Moro já pareceu algumas vezes ter ido longe demais na sua perseguição obstinada contra a corrupção", completa o texto que argumenta que "vários membros do Supremo Tribunal Federal, por exemplo, acham que a detenção de Lula para interrogatório, que foi determinada pelo senhor Moro, foi injustificada".

Apesar da guerra de argumentos jurídicos, a "Economist" nota que o cenário político é que pode determinar o futuro do governo Dilma Rousseff. "Cada nova revelação afasta alguns dos aliados centristas remanescentes no Congresso", cita o texto.

A revista diz que em maio, quando o processo de impeachment pode ser avaliado pelo Congresso, "a presidente pode ter poucos e preciosos amigos da esquerda".

Fonte: Estadão Conteúdo

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Cientistas descobrem como desligar a ansiedade

E se existisse um interruptor da ansiedade, que você pudesse ligar e desligar a hora que quisesse? Pois é nisso que alguns cientistas da Universidade da North Carolina estão trabalhando.

O foco da pesquisa são pequenas proteínas cerebrais que podem ser a resposta para tratar várias doenças mentais, sendo a ansiedade a principal delas.

Essas tais proteínas, chamadas receptores de opioides Kappa (KORs, na sigla em inglês), têm um papel importante na liberação de um neurotransmissor ligado à dor e às alterações de humor, o glutamato.

As KORs são justamente a porta desse neurotransmissor: é como se elas fossem um portão que regula a sua saída do cérebro para o corpo. O que os cientistas descobriram é a chave para abrir e fechar este portão.

O problema é que os pesquisadores ainda não compreendem totalmente como essa chave funciona, e nem os possíveis efeitos desse abre e fecha no organismo. Eles só sabem que funciona.

Eles usaram ratos de laboratório para estudar o mecanismo: os bichinhos tiveram as KORs ligadas e desligadas em situações com diferentes níveis de stress, como, por exemplo, ser colocado em um campo aberto - o que é bastante assustador se você tiver o tamanho de um rato.

A partir daí, eles perceberam que o comportamento das cobaias mudava bastante de uma situação para a outra.

Quando as proteínas estavam desligadas, os ratinhos mostravam sinais de estar menos ansiosos: eles permaneciam mais tempo no espaço aberto, e não ficavam tão agitados buscando abrigo.

Quando os neurotransmissores saíam do cérebro de uma forma normal, acontecia o oposto: eles entravam em pânico e ficavam o tempo todo tentando achar abrigo.

Os resultados indicam que as proteínas em questão podem realmente ser portas que fecham o caminho da ansiedade no cérebro.

Ainda não se sabe se elas funcionam da mesma forma no cérebro dos ratos e no dos humanos, mas como as estruturas das duas espécies são similares e como nós também temos as KORs, os cientistas estão confiantes para começar testes em humanos em breve.

O próximo passo para o estudo dessas portas é explorar as diferentes formas de ansiedade, suas causas e seus diferentes impactos no organismo humano.

Essa fase é importante para que os cientistas possam identificar os usos mais corretos das proteínas em cada neurotransmissão, já que as quantidades de glutamato que saem do cérebro são diferentes em cada situação.

As KORs são conhecidas há pelo menos 20 anos na ciência e são, inclusive, a base para o funcionamento de alguns analgésicos e de medicamentos que tratam a adicção.

Mas foi a primeira vez que os cientistas conseguiram estudar os efeitos dessas proteínas sobre as variações de humor - e, efetivamente, desligar essas pequenas portas.

Mas então, por que a gente não desliga tudo de uma vez? Afinal, ninguém gosta de ficar suando frio.

Acontece que a ansiedade tem um papel muito importante nas nossas vidas: ela nos avisa sobre situações de perigo, nos ajuda a ficar espertos e prepara nossa cabeça para importantes eventos futuros.

É só imaginar o que poderia acontecer com um ratinho desses se ele não ficasse ansioso em espaços abertos: ele seria uma presa muito fácil.

O problema real, que é o que os cientistas buscam solucionar, é quando os sintomas da ansiedade são constantes e interferem nas atividades do dia a dia e na nossa capacidade de viver uma vida normal.

Essa situação configura o transtorno de ansiedade, termo guarda-chuva que abrange várias doenças, como a síndrome do pânico, a fobia social e as fobias específicas.

Para dar uma ideia, só no Brasil, cerca de 47 milhões de pessoas sofrem com o transtorno em suas diferentes formas.

Por isso, a descoberta, se levada adiante, pode ajudar muita gente a ter uma vida mais equilibrada.

Fonte: Exame.com

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Caetano Veloso compara ato anti-PT a Marcha da Família com Deus de 1964

Convidado para uma gravação do programa "Altas Horas", da TV Globo, o cantor Caetano Veloso comparou as manifestações a favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff a atos de apoio ao golpe de 1964 que deu origem à ditadura militar.

Caetano foi ao programa ao lado de Gilberto Gil para falar, entre outros temas, sobre a trilha sonora da nova novela da emissora, "Velho Chico".

A gravação foi realizada na quinta-feira (17), quando Dilma empossou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como ministro-chefe da Casa Civil -quatro dias depois da maior manifestação registrada contra o governo, na qual 500 mil pessoas protestaram na avenida Paulista.

Caetano e Gil foram instados a dar seu posicionamento em relação aos atos pró-impeachment e questionados se há semelhança com o cenário político vivido em 1964.

"A manifestação de domingo, para mim, não foi suficientemente diferente da passeata da Família com Deus [pela Liberdade], que apoiou o golpe de 64", disse Caetano, traçando um paralelo entre os movimentos da época endossados por artistas.

"Não reconheci nela a passeata dos 100 mil, da qual participamos. A gente participou de um movimento para uma possível volta da democracia. Grande parte da esquerda também não gostava do que a gente fazia", lembrou ele, segundo o jornal "O Estado de S. Paulo" e o site iG, que acompanharam a gravação.

"Os acontecimentos estão se atropelando. Precisamos ter calma para olhar os acontecimentos. Não temos uma ditadura, mas o Brasil é um país desumanamente desigual e toda movimentação no sentido dessa tentativa de diminuir a desigualdade enfrenta a oposição da elite", disse.

Procurado pela Folha, Caetano informou, por meio da produtora Paula Lavigne, que comentará o tema em seu perfil no Facebook. A Globo não deu detalhes sobre a gravação -o programa está programado para ir ao ar no próximo sábado (26).

Fonte: Folha.com

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Pular o café da manhã não prejudica a dieta, revela estudo

Pular o café da manhã não fará com que você engorde, como ainda ditam muitos estudos sobre o assunto. No entanto, fazer a primeira refeição do dia pode dar mais energia. É o que diz uma pesquisa publicada recentemente no periódico científico American Journal of Clinical Nutrition.

Pesquisadores da Universidade de Bath, na Grã-Bretanha, fizeram um experimento com 23 adultos para entender o real papel do café da manhã no ganho de peso. Durante seis semanas os participantes foram divididos em dois grupos: o primeiro precisava ingerir 700 calorias no café da manhã, enquanto o segundo poderia apenas beber água até o almoço.

Os resultados mostraram que, embora o grupo do jejum tenha comido mais no almoço, o aumento calórico não foi suficiente para superar o déficit de 700 calorias ingeridas pelos outros participantes. Os autores concluíram também que pular essa refeição também não aumentou a fome dos participantes ao longo do dia nem afetou seus níveis de gordura ou fez com que eles ganhassem mais peso.

No entanto, os integrantes do grupo que tomava café da manhã queimaram mais calorias ao longo do dia, principalmente devido à maior prática de atividade física. O que sugere que essa refeição pode ajudar as pessoas a ficarem mais ativas.

"Apesar de muitas pessoas opinarem se você deve ou não tomar café da manhã, ainda faltam evidências científicas rigorosas mostrando o impacto dessa refeição na saúde. Nossos estudos destacam que se o objetivo for a perda de peso, pouco importa. No entanto, se for para ser mais ativo, o café da manhã pode ajudar", disse James Betts, principal autor do estudo.

Fonte: Veja

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Querem punir a carta perigosa que Lula significa no futuro, diz Mujica

O ex-presidente do Uruguai José Mujica (2010-2015) disse estar convencido da inocência do colega Luiz Inácio Lula da Silva das suspeitas de corrupção, e considerou que o brasileiro foi envolvido para "punir uma carta perigosa" no futuro.

"Lula vem de baixo e tem uma história que o santifica. Não tenho dúvida de que é inocente. Certamente há corrupção no Brasil, como em toda parte, mas acredito que queiram punir a carta perigosa que Lula significa no futuro", disse Mujica em entrevista publicada neste sábado (19) pelo jornal argentino "Clarín".

O ex-presidente pela esquerdista Frente Ampla afirmou que existe no Brasil "uma disputa prematura e um tanto ousada que leva as coisas a termos perigosos".

"É uma batalha em que o que vencer estará tão destruído quanto se tivesse perdido", disse o ex-presidente, que viajou a Buenos Aires a convite da Universidade Metropolitana para a Educação e o Trabalho (UMET).

Mujica se disse mais preocupado "com a imensa maioria, cerca de 200 milhões, que não vão às manifestações", e apontou como maior problema "o desemprego de 8,5%, somado à recessão global que afeta os países emergentes".

Consultado sobre o retrocesso nos governos progressistas da região, Mujica comentou que "a direita tem a ver com o que acontece, mas a esquerda comete erros infantis que a direita aproveita muito bem".

Fonte: UOL (Com AFP)

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Frutas para emagrecer, reduzir o colesterol e a pressão alta

O consumo de frutas é muito importante para uma alimentação equilibrada. Quanto maior a variedade delas, melhor para a nossa saúde, já que suas diferentes cores garantem uma quantidade maior e mais variada de fitoquímicos, elementos que fazem bem para a nossa saúde.

"As frutas possuem cores diferentes, pois tem vitaminas e minerais em diferentes quantidades", explica o nutricionista Israel Adolfo. Porém, essas propriedades variadas garantem efeitos específicos em alguns casos, o que faz com que algumas frutas sejam muito importantes para o dia a dia. O ideal é consumir de três a cinco porções diárias para obter a quantidade de vitaminas, nutrientes e fibras que o organismo necessita para funcionar. Mas já que a ideia é otimizar os benefícios dessa turma para a sua saúde e para a dieta, está na hora de fazer as escolhas certas. Veja que frutas você não pode deixar de incluir no cardápio, de acordo com a necessidade:

Maçã para dar saciedade e reduzir o inchaço
A chave para o emagrecimento está em reduzir as calorias ingeridas e aumentar as gastas. Para ter sucesso na primeira empreitada, aumentar a saciedade é essencial, e as frutas em sua maioria oferecem essa característica. "Todas são muitos importantes no processo de diminuição da gordura corporal, pois são ricas em fibras e proporcional uma grande oportunidade de mastigar. Para isso, índico frutas mais duras, como a maçã", classifica o nutricionista Israel Adolfo.

Para completar o combo, a mação oferece outras vantagens, como a presença de pectina. "Esse é um tipo de fibra solúvel que se transforma em gel no estômago e arrasta a gordura para fora do organismo", ensina a nutricionista e clínica Daniela Jobst, membro do Centro Brasileiro de Nutrição Funcional no Brasil. Suas fibras insolúveis da casca ficam no estômago por mais tempo, retardando mais ainda a fome. E fechando o currículo da fruta, ela ainda tem uma boa quantidade de potássio, nutriente que elimina o sódio extra do corpo, reduzindo a retenção de líquidos e, com ele, parte do inchaço.

Abacate para reduzir o colesterol
Essa fruta é rica em gordura monoinsaturada, aquela considerada amiga do nosso organismo. "O ácido oleico, a mesma gordura do azeite de oliva, protege os vasos sanguíneos e o coração contra infartos, tromboses, entupimento das veias, doenças cardíacas e bloqueia a ação do LDL, chamado de colesterol ruim", explica a nutricionista Daniela. Por isso, o consumo regular do abacate reduz os níveis de colesterol total e eleva os de HDL, o chamado colesterol bom. Mas vale um alerta, já que a fruta tem muitas calorias. "Para apresentar apenas os benefícios, deve ser consumida na quantidade de uma colher de sopa ao dia", ressalta Israel Adolfo. E nada de consumi-lo com açúcar, prefira o cacau em pó se há necessidade de incrementar o gosto, como sugere a nutricionista clínica Nicole Trevisan.

Banana para diminuir a queimação
A banana, principalmente quando está verde, tem substâncias que protegem as paredes estomacais, favorecendo quem sofre com gastrite e azia. "Um estudo preliminar cita que a fruta possui um flavonoide conhecido como leucocianidina, que previne contra o desenvolvimento de úlceras estomacais", explica o nutricionista Israel Adolfo. Além disso, antes de amadurecer ela tem mais amido, que é digerido primeiramente na boca, o que faz com que o estômago produza menos ácido para efetuar a digestão e irrite menos as paredes estomacais, como ressalta Daniela Jobst. Com o processo de maturação, esse amido vai se convertendo em frutose. Mas é preciso cuidado com um tipo em específico. "A banana nanica é ácida, não sendo indicada para quem tem gastrite", alerta a nutricionista Nicole Trevisan.

Limão para quem tem diabetes
A maior parte dos benefícios da fruta é voltada para a saúde do coração, que não deixa de ser prejudicada quando a pessoa tem diabetes, já que a alta da glicose no sangue desgasta e prejudica as artérias e veias. "A alta concentração de ácido nicotínico no limão protege as artérias, prevenindo problemas cardiovasculares, uma tendência para quem tem a doença. O alimento também diminui a viscosidade do sangue, o que é essencial, uma vez que, junto com o diabetes, existem alterações que predispõe a um maior risco de trombose", ensina a nutricionista Daniela Jobst.

Ele também evita hemorragias, devido à presença de ácido cítrico e ácido ascórbico, o que é vantajoso ao paciente com diabetes devido a sua dificuldade de cicatrização. Por fim, a parte branca do limão e a casca também contém pectina, "quando ela é dissolvida em água, produz uma massa viscosa que auxilia no trânsito intestinal e na saciedade, retardando a absorção dos açúcares", desvenda Nicole Trevisan. Isso evita picos glicêmicos, inimigos de quem tem diabetes.

Uva para proteger o envelhecimento celular
Frutas de cores avermelhadas são ricas em antioxidantes. "Eles são compostos necessários para neutralizar os radicais livres, evitando assim que reajam com alguma célula e as destruam. Eles são naturalmente formados em nosso organismo nas reações metabólicas habituais e em situações como estresse, consumo de álcool, tabagismo, entre outros", define Israel Adolfo. Normalmente, os radicais livres são causadores de lesões nas células e tecidos, o que pode provocar diversas doenças à longo prazo. A uva é uma fruta rica em antioxidantes, principalmente na casca e na semente. "As pró-antocianidinas, presente nas cascas e sementes da fruta, são considerados super antioxidante, 20 vezes mais potente que a vitamina C e 50 vezes mais que a vitamina E", explica a nutricionista Daniela Jobst.

Acerola para aumentar a imunidade
A laranja que nos perdoe, mas não há fruta com mais vitamina C do que a acerola. De acordo com a Tabela Brasileira de Composição dos Alimentos (TACO) da Unicamp, uma laranja tem cerca de 57 mg de vitamina C, contra 104 mg, aproximadamente, de uma única acerola. E o nutriente é muito importante para o sistema imunológico, pois participa da produção das células de defesa do organismo além de modular o funcionamento da nossa proteção natural. "Encontramos vários artigos que ressaltam a importância desta vitamina no aumento e manutenção da atividade de células do sistema imunológico, como, por exemplo, os mastócitos e macrófagos", considera o nutricionista Israel Adolfo.

Morango para blindar o coração
Um estudo conduzido pela Harvard School of Public Health em Boston (Estados Unidos) em 2013 demonstrou que mulheres que consumiam morangos e mirtilos tinham menos chances de infartos do miocárdio. A grande responsável pelo benefício é uma substância chamada antocianina, presente em frutas de coloração vermelha e azul. "Ele também ajuda a reduzir a pressão graças à procianidina", acrescenta Daniela Jobst, nutricionista funcional a clínica.

Fonte: Minha Vida

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Em mensagem, Cunha cita repasse de R$ 5 milhões a Michel Temer

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, reuniu indícios de que o vice-presidente, Michel Temer (PMDB), recebeu R$ 5 milhões do dono da OAS, José Adelmário Pinheiro, o Leo Pinheiro, um dos empreiteiros condenados em decorrência do escândalo da Petrobras.

A informação sobre o suposto pagamento a Temer está em uma das manifestações do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavascki, que fundamentou as buscas da Operação Catilinárias, deflagrada na última terça-feira (15).

A menção ao pagamento está em uma troca de mensagens entre Pinheiro e o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), em que o deputado reclama que o empreiteiro pagou a Temer e deixou "inadvertidamente adiado" o repasse a outros líderes peemedebistas.

"Eduardo Cunha cobrou Leo Pinheiro por ter pago, de uma vez, para Michel Temer a quantia de R$ 5 milhões, tendo adiado os compromissos com a 'turma'", afirmou Janot, conforme a reprodução feita no documento assinado por Teori.

Na sequência da troca de mensagens, via Whatsapp, Pinheiro pediu a Cunha "cuidado com a análise para não mostrar a quantidade de pagamentos dos amigos".

A conversa estava armazenada no celular do dono da OAS, apreendido em 2014.

Em resposta à Folha, o vice-presidente enviou extrato de cinco doações da OAS ao PMDB declaradas à Justiça Eleitoral entre maio e setembro de 2014, totalizando valor semelhante ao citado por Pinheiro, ou R$ 5,2 milhões (leia abaixo).

A troca de mensagens entre Cunha e o empreiteiro, contudo, indica que os R$ 5 milhões foram repassados de uma só vez.

As circunstâncias do pagamento –se foi doação oficial ao partido, caixa dois ou propina –e a data da troca de mensagens são mantidas em segredo pela PGR.

No documento que está nos autos da Catilinárias, que corre em segredo de Justiça, Cunha é descrito como uma espécie de despachante dos interesses da OAS junto ao governo federal, a bancos estatais e a fundos de pensão, mantendo uma relação estreita com Pinheiro, à época o principal executivo da empreiteira.

O documento não diz expressamente que o suposto pagamento de R$ 5 milhões a Temer era propina, mas a menção ao vice-presidente aparece em um contexto geral de pagamento de suborno a peemedebistas.

Em trecho adiante, quando menciona uma operação financeira de compra de títulos lançados pela OAS por bancos públicos, a Procuradoria aponta ingerência de Cunha para favorecer a empreiteira, "mediante o pagamento de vantagem indevida aos responsáveis pelas indicações políticas, inclusive mediante doações oficiais".

A Folha apurou que membros da PGR consideram suspeita a citação aos R$ 5 milhões por Cunha e avaliam haver indícios de ser propina.

'A turma'
A Catilinárias atingiu a cúpula do PMDB nesta semana com policiais federais fazendo buscas nas casas de Cunha e de aliados do presidente do Senado, Renan Calheiros (AL), entre outros.

Na interpretação do procurador-geral da República, a "turma" mencionada por Cunha incluía alguns expoentes do PMDB da Câmara, como Henrique Alves, que já presidiu a Casa e hoje é ministro, e o ex-deputado e ex-ministro Geddel Vieira Lima (BA).

Geddel foi derrotado na disputa baiana para o Senado em 2014. Foi substituído na Câmara por seu irmão Lúcio Vieira Lima –hoje, um dos mais próximos aliados de Temer e um dos vetores da bancada peemedebista favorável ao impeachment de Dilma Rousseff.

Alves, ministro do Turismo, também foi alvo das buscas da Polícia Federal na última terça (15).

Preso preventivamente em 2014, Pinheiro foi condenado a 16 anos e quatro meses de prisão em primeira instância, por corrupção ativa, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Cabe ainda recurso à decisão judicial.

Outro lado
O vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB), negou nesta sexta-feira (18) ter se beneficiado com o recebimento de qualquer recurso de origem ilícita.

Segundo sua assessoria de imprensa, o diretório nacional do PMDB recebeu, em 2014, um montante total de R$ 5,2 milhões da construtora OAS.

O valor é parecido ao citado pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e reproduzido pelo ministro do Supremo Teori Zavascki na manifestação que embasou a Operação Catilinárias.

A assessoria do vice-presidente destacou que o montante foi declarado nas prestações de contas do partido enviadas ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e não houve nenhuma ilegalidade na operação.

"Não há nenhum problema em relação a isso e tudo ocorreu com absoluta transparência", diz a assessoria de imprensa.

As doações foram feitas em cinco parcelas pagas entre os meses de maio e setembro de 2014, conforme documento enviado pela assessoria do vice-presidente.

Procurado pela reportagem, o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, não quis se manifestar. A Folha não conseguiu falar com os advogados dele.

A defesa de Leo Pinheiro também não quis fazer comentários.

Questionado sobre a referência a seu nome como parte da "turma" do PMDB para a qual teriam sido cobrados pagamentos de Leo Pinheiro, o ministro Henrique Eduardo Alves (Turismo) se limitou a dizer que "a OAS foi uma das colaboradoras oficiais da campanha do PMDB em 2014".

Outro citado, o ex-ministro e ex-deputado Geddel Vieira Lima disse que nunca precisou de Eduardo Cunha "ou quem quer que fosse" para intermediar doações de campanha" para ele.

"Sempre mantive relação com o empresariado baiano. O Leo Pinheiro, como o Marcelo Odebrecht, são meus amigos. Não ia precisar de intermediário", disse Geddel, que disputou o Senado pela Bahia em 2014.

A PGR (Procuradoria-Geral da República) se recusou a fazer comentários sobre as mensagens que o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) trocou com Pinheiro.

A procuradoria também não respondeu se abriu ou não inquérito contra Michel Temer em razão da citação de seu nome na conversa entre o empreiteiro e o presidente da Câmara.

A assessoria de Janot afirma que ele não vai se manifestar porque os autos da Operação Catilinárias correm em segredo de Justiça.

Fonte: Folha.com

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Relatórios de Ministério dizem que pílula da USP não é eficaz contra câncer

Os cinco primeiros relatórios das pesquisas financiadas pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) para avaliar a segurança e eficácia da fosfoetanolamina indicam que a molécula não age contra o câncer. Além disso, nas análises, as "pílulas da USP", fabricadas por  Salvador Claro Neto da USP (Universidade de São Paulo) São Carlos, possuem composição irregular, com um máximo de 32,2% de fosfoetanolamina.  No total, o MCTI vai investir, em três anos, R$ 10 milhões nesses estudos.

Entre os vários sais que compunham as cápsulas analisadas, apenas a monoetanolamina apresentou alguma atividade citotóxica e antiproliferativa (ou seja, tóxica, que podem destruir as células cancerosas ou que evitasse que sua proliferação) sobre células humanas de carcinoma de pâncreas e melanoma in vitro estudadas. Mas mesmo assim, sua eficácia é menor do que a de quimioterápicos comuns. Essa pode ser a razão de a pílula apresentar uma mínima ação contra o câncer. Entretanto, a monoetanolamina já foi apontada como tóxica quando ingerida em grande escala em estudos anteriores.

"Estudo encomendado pelo Ministério de Ciência e Tecnologia sobre a fosfoetanolamina em dois tipos de células tumorais e usando três métodos diferentes comprova que o composto não tem efeito nenhum, nem mesmo em concentrações milhares de vezes maiores do que as que seriam possíveis se usar clinicamente", disse a pesquisadora do Instituto de Química da USP, Alicia Kowaltowski.

A informação é relevante e deverá ser usada na análise do Senado sobre a aprovação de uso da cápsula. Na última quinta-feira (17), a Comissão de Assuntos Sociais da Casa aprovou o projeto de lei da Câmara dos Deputados que trata o assunto, mas destacou que ele só valeria enquanto não houvesse estudos para atestar sua segurança e eficácia. O projeto vai agora para votação no plenário do Senado.

Como foram os estudos
Foi mobilizado um grupo de pesquisadores para avaliar a segurança e eficácia da fosfoetanolamina produzida na USP São Carlos por meio de análise química, pré-clínica e clínica (fase I). Nesta primeira etapa foram testadas a composição da cápsula e a ação de seus componentes individualmente em amostras de células humanas de carcinoma de pâncreas e melanoma in vitro. Foram empregadas três diferentes metodologias para avaliar a possível ação antitumoral com cada uma das maiores substâncias encontradas: fosfoetanolamina, monoetanolamina e fosfobisetanolamina.

Além de identificarem que o composto não é puro (ou com 95% de fosfoetanolamina como diziam os pesquisadores) e que só um composto tem pequena ação contra as células do câncer, (mesmo quando usados em "superdosagem"), os estudos não apontaram nenhuma toxicidade das cápsulas.

A conclusão de um dos estudos destaca: "uma molécula não citotóxica ou citotóxica em altas concentrações pode apresentar, conforme evidenciam os trabalhos publicados com a fosfoetanolamina, potencial antitumoral in vivo, possivelmente por depender de rotas metabólicas para desencadear sua ação. Com isso, sugerimos que testes adicionais in vivo sejam realizados para verificação de atividade antineoplásica da fosfoetanolamina".

Os próximos passos são estudos com carcinoma de pulmão e células saudáveis, além de testes com camundongos.

Vale lembrar que os estudos publicados pelo grupo de São Carlos indicam que a fosfoetanolamina em altas concentrações apresentou redução na viabilidade celular (morte celular) para diferentes células tumorais humanas de leucemia linfoide, de leucemia mieloide, de câncer de mama, de carcinoma de pulmão e de melanoma.

Os primeiros estudos realizados para o MCTI para a caracterização e síntese da fosfoetanolamina foram realizados pelo Laboratório de Avaliação e Síntese de Substâncias Bioativas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (LASSBio/UFRJ) em parceria com o Laboratório de Química Orgânica Sintética do Instituto de Química da Universidade Estadual de Campinas. Já os estudos pré-clínicos estão sendo realizados pelo Núcleo de Pesquisa e Desenvolvimento de Medicamentos da Universidade Federal do Ceará (NPDM/UFC) e pelo Centro de Inovação de Ensaios Pré-Clínicos (CIEnP).

Fonte: UOL

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