30 casas são interditadas em Crato após deslizamento de encosta

A chuva de 130 milímetros registrada em Crato, na madrugada desta quinta-feira (4), fez a encosta do bairro Seminário desmoronar e destruir parte de uma casa. Uma mulher estava dentro de uma residência, mas não ficou ferida. Ainda nesta manhã, a Defesa Civil isolou 30 imóveis que correm risco de desabamento.

As famílias estão instaladas, parcialmente, no Círculo Operário enquanto aguardam seu destino. O mais provável é que todas elas sejam contempladas, por pelo menos seis meses, com aluguel social pago pelo Município.

“Eu só ouvi o estrondo”, narra a aposentada Raimunda Pereira. Ela tinha acabado de se mudar para um destes imóveis e tomou um susto quando começou o desmoronamento. “Ainda estava trazendo as coisas para cá. Mas eu vou voltar”, garantiu.

Segundo a dona de casa Leonilda Bezerra da Silva, os moradores já esperavam que isso fosse acontecer, porque a estrutura já estava apresentando rachaduras há alguns dias. “O pessoal de uma empresa estava aqui mexendo. Já sabiam”, acredita.

O secretário de Infraestrutura do Crato, José Muniz, afirmou que a Prefeitura havia realizado um diagnóstico de risco de desabamento do barranco na última semana e que já estava trabalhando para solucionar o problema. “Isso aqui me surpreendeu, porque, quando retornei, estava um cenário de desastre parecido com o de 2011”, disse.

Uma equipe do Corpo de Bombeiros foi acionada para realizar uma vistoria no local durante a manhã desta quinta. No local do deslizamento de terra, a fiação elétrica cedeu e um poste está prestes a cair. Uma lona foi colocada na área do desabamento. Além disso, técnicos da Enel Distribuição Ceará, estão desligando a energia de postes na Rua Bárbara de Alencar, uma das principais afetadas.

Obras
O desabamento ocorre em menos de quatro depois do governador Camilo Santana inaugurar a primeira etapa da obra de recuperação ambiental e urbanização do bairro Seminário. Com investimento de R$ 20 milhões, na época foram realizados serviços de contenção da encosta, de recomposição da vegetação e cerca de 16 km de drenagem e de esgotamento sanitário.

ANTONIO RODRIGUES
COLABORADOR

Fonte: Diário do Nordeste

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