P3 Midia

P3 Midia

Expocrato 2016 começa neste domingo

Tem início hoje (10), uma das cinco maiores feiras agropecuárias do Nordeste e a maior do Estado. Na 65ª edição interrupta da Exposição Centro-Nordestina de Animais e Produtos Derivados (Expocrato), os organizadores esperam ultrapassar o montante de R$ 50 milhões negociados em todos os segmentos.

Segundo o presidente grupo gestor do parque, Luiz Gonzaga de Melo, somente o agronegócio deve movimentar mais de R$ 10 milhões, números considerados bastante expressivos diante da retração na economia brasileira.

Para ele, a crise econômica e o quinto ano consecutivo de estiagem não impactarão negativamente nos negócios, "já que a feira está consolidada e é vista pela maioria dos expositores como uma alternativa para alavancar os negócios". Gonzaga mostrou-se surpreso, ainda, com o que ele chamou de "período pré-feira", ao destacar a procura de expositores e empresários. "Sabíamos que a seca e a crise financeira eram dois fatores que não podiam ser desprezados, mas, no período de pré-feira, fomos surpreendidos com a intensa procura. Para se ter uma ideia, uma semana antes da abertura oficial, 90% dos estandes já estavam vendidos", comemorou.

Animais
A quantidade de animais expostos neste ano também surpreende. Ao todo, serão cerca de 10 mil, dentre os quais, cinco mil serão caprinos, ovinos e equinos. "Nosso objetivo era manter o número do ano passado, mas iremos ultrapassar. Para suprir a alta demanda, construímos 30 novas baias fixas para o seguimento de equinos e 70 novas baias fixas para ovinos e caprinos, ao todo, serão 240 entre baias fixas e móveis", explicou.

Entretanto, demonstrando cautela, Gonzaga reconhece que "o elevado número de animais expostos não significa efetivamente que eles serão todos comercializados, mas já um indicativo do quão forte é a Expocrato". Para esta edição, quatro leilões de equinos e bovinos de raça e exposição pan-americana de cães estão confirmados. "Geralmente são realizados três leilões. Mas, neste ano teremos um a mais", acrescentou.

Além da crescente no número de animais expostos, considerado o princípio da feira iniciada ainda na década de 40, a estimativa de público também é positiva. São esperadas no Parque de Exposição Pedro Felício Cavalcante, durante os oito dias de evento, cerca de 400 mil pessoas. "A comissão organizadora trabalha com um número aproximado em 50 mil pessoas por dia", completou Gonzaga. No ano passado, cerca de 350 mil pessoas passaram pelo evento.

Para atender à grande demanda de público, a estrutura do Parque de Exposição têm passado por melhorias desde a edição do ano passado. Atendendo orientações do Ministério Público, o local recebeu a construção de um espaço para funcionários, melhorias na rede elétrica, reparos na estrutura física e nas baias e currais onde ficarão os animais a serem expostos.

Gonzaga destaca a obra de revitalização do canal que corta o parque, apesar de não ter ficado 100% concluso. "Era um grande anseio da organização. O canal trazia desconforto, tanto pela estética quanto pelo cheiro. Infelizmente, as obras não foram concluídas em sua totalidade, mas as melhorias são notáveis", finalizou.

Economia aquecida
Os benefícios da Expocrato vão além dos limites do Parque Pedro Felício Cavalcante. A rede hoteleira do município está com 70% de suas reservas feitas para o período. Em alguns hotéis da serra, o número é ainda mais expressivo. Segundo a gerente do Hotel Encosta da Serra, Hianny Ângelo, as vagas foram esgotadas há um mês: "Dispomos de 151 leitos e todos eles foram reservados com bastante antecedência. Essa é, sem dúvida, a melhor época do ano".

Já os comerciantes cratenses estimam um incremento de 10 a 20% nas vendas, em comparação aos meses anteriores. Para o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Crato, Zé Lobo, o número é positivo, mas poderia ser melhor "não fosse a atual instabilidade do País": "Essa é a maior e mais extensa festa do ano na região e acontece em mês de férias, quando a cidade naturalmente já conta com turistas. No entanto, mesmo com os hotéis, restaurantes e comércio aquecidos, a expectativa está abaixo de anos anteriores".

Ainda de acordo com as informações do dirigente, "lojistas da área da moda, englobando vestuário, calçados e acessórios, além da área de serviços, serão os mais beneficiados".

Já na cidade de Juazeiro do Norte, a CDL estima que o comércio receba injeção de cerca de 3% nas vendas.

ANDRÉ COSTA
COLABORADOR

Fonte: Diário do Nordeste

Curta nossa página no Facebook



Um comentário:

ShareThis