Levantamento aponta: Em pouco mais de 60 dias de governo, Bolsonaro deu 82 declarações falsas

Jair Bolsonaro tomou posse em cerimônia no Distrito Federal no dia 1º de janeiro de 2019. Desde então, o político do PSL deu 149 declarações“passíveis de checagem”, sendo 82 delas falsas ou com alguma distorção.

Os resultados fazem parte de levantamento feito pela equipe do Aos Fatos (confira o documento completo aqui)- especializada em mapeamento de redes sociais e meios de comunicação. Desde a última segunda-feira (11), a agência se compromete em publicar balanços frequentes sobre a veracidade das falas de Bolsonaro.

O nível de fake news em curto prazo chama a atenção.Jair Bolsonaro está no comando do Executivo brasileiro há pouco mais de 60 dias. A força-tarefa de Aos Fatos demonstra que nas dez primeiras semanas de mandato Bolsonaro disse, em média, uma informação equivocada por dia.  

Jair Bolsonaro deslizou principalmente no campo econômico. Ao menos em 15 vezes o presidente escorregou ou contou inverdades sobre assuntos como construção de rodovias e gasto público em educação.

Durante a corrida eleitoral, Bolsonaro foi questionado sobre conhecimento técnico de uma pasta vital para o funcionamento da máquina. Ele, no entanto, saiu pela tangente e citou o ministro da Economia, Paulo Guedes, como o “posto Ipiranga”. Uma espécie de expert no tema. Desde a posse, foram seis declarações falsas e outras nove sem precisão sobre economia.

Brasil livre de corrupção
O fim da roubalheira se tornou o emblema de campanha do político, que a cabo da Lava Jato, nomeou Sérgio Moro como ministro da Justiça.  Além de revelar que este foi um dos assuntos preferidos do presidente, o Aos Fatos considera a fala contraditória.

Acontece que pelo menos seis ministros do governo são investigados pela Justiça. Onyx Lorenzoni, chefe da Casa Civil, admitiu ter recebido dinheiro de caixa 2 da JBS. À Rádio Gaúcha, ele confirmou ter levado R$ 100 mil reais em 2017.  

“Recebi sim. R$ 100 mil. Está nas minhas anotações. (recebi) através do Camardelli. Quero eximi-lo de qualquer responsabilidade. Ele prestou apenas um auxílio para que aquele recurso chegasse”, declarou.

O viés ideológico zanzou pelas redes sociais de Bolsonaro ao lado de ataques aos jornalistas. Recentemente, o presidente acusou a repórter Constança Rezende, de O Estado de São Paulo, de querer arruinar a vida do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) e buscar o impeachment do presidente. Constança é filha de Chico Otávio, funcionário d’Globo também difamado pelo presidente. Ele está envolvido nas investigações jornalísticas sobre milícias e a execução de Marielle Franco.

A postagem de Jair Bolsonaro é falsa. O site Terça Livre registrou a informação, mas não informou que a declaração foi colhida sem contexto e em um diálogo entre a repórter e um jornalista francês.

Falando sobre ideologia, Bolsonaro lançou o balão de ensaio do kit gay e chegou a ser impedido por William Bonner, no Jornal Nacional, de mostrar um livro que, segundo ele, incentivava ideologia de gênero nas escolas. Mais uma vez, falso.

O presidente adota estratégia parecida com a de Donald Trump, a que disse admirar. Nos Estados Unidos, o mandatário norte-americano popularizou o termo fake news e adotou a perseguição ao trabalho de repórteres da CNN e do The New York Times.

Fonte: Hypeness

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