Mãe caririense raspa a cabeça em apoio ao filho de 2 anos que está em tratamento contra um câncer no olho

A decisão foi imediata! Logo que o câncer no olho do João Ananias foi descoberto e ele iniciou o tratamento em Fortaleza, mês passado, antes do dia das mães, os pais decidiram acompanhar o filho e o gesto de solidariedade emocionou familiares, amigos e acompanhantes das outras crianças. 

“Se eu pudesse daria meu olho, meu braço, minha perna. Raspar o cabelo não é nada demais pra mim e para meu esposo, afinal cabelo cresce. A nossa atitude é para que o João, agora careca, olhe pra gente e sinta que estamos com ele, que ele está diferente, mas não está só ”, conta a confeiteira Karina Santos. 

A família está na casa da Acold - Associação Comunitária Lucas Dantas, em Fortaleza, que acolhe crianças, jovens e familiares com câncer do Cariri quando são transferidos para tratamento de quimioterapia e radioterapia no Hospital Albert Sabin, na capital. A Acold também tem casa de apoio em Barbalha, no Conjunto Nossa Senhora de Fátima, mas como o tipo de câncer do João não trata no Hospital São Vicente, a família está na capital há cerca de um mês e deve ficar por lá até janeiro do ano que vem.

A descoberta da retinoblastoma no João Ananias, de 2 anos, foi um grande susto. Os pais tiveram que pedir demissão do emprego para acompanhar o tratamento do filho caçula; a filha mais velha do casal ficou no Cariri com  parentes.

Sem renda fixa, a família do João Ananias criou uma “vaquinha on line” para que as pessoas possam ajudar:

Quem preferir fazer depósito ou transferência na conta da mãe do João na Caixa Econômica Federal, seguem dados:

Karina M Santos Cartaxo
Agência : 3587
Op: 013
Conta: 8707-9
Caixa Econômica Federal

“Toda ajuda é importante e bem-vinda para despesas dele, como fralda, produtos de higiene, alimentação e nossas também, que ficamos sem
Trabalho”, conta Karina.

Sobre enfrentar o câncer infantil, esse tipo diagnosticado no João, segundo INCA acomete de crianças de 0 a 5 anos, no Brasil. Nos casos mais graves, o olho precisa ser retirado, nos menores, a criança continua enxergar normalmente. 

“Tudo que estiver ao meu alcance será feito! Tenho fé e vamos lutar. João não me pertence, ele é de Deus e eu sou apenas a mãe dele. Então, qualquer que seja a vontade de Deus, eu recebo! Agradeço a acolhida da Acold e a todos que deixam suas doações aqui. Deus abençoe”, diz Karina.

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