Ministro da Saúde confirma suspeita de coronavírus e fala em evitar a China

Henrique Mandetta, ministro da Saúde (Foto: Arquivo)
O Ministério da Saúde já analisou mais de 7.000 rumores de brasileiros infectados pelo coronavírus, 127 precisaram de verificação, mas apenas um caso está sob suspeita atualmente: uma brasileira que visitou a China e voltou para Minas Gerais está isolada e passa bem.

A informação é do ministro da Saúde, Henrique Mandetta, em entrevista coletiva na manhã de hoje.

"Nós analisamos 7.020 rumores, 127 exigiram a verificação", afirmou o ministro. Ele confirmou que uma brasileira viajou para Wuhan (cidade chinesa epicentro do surto) "até 24 de janiero".

O estado geral [de saúde da paciente] é bom, está estável, não tem complicação. Ela está em isolamento e os contatos mais proximos estão sendo acompanhados
Henrique Mandetta, ministro da Saúde

O ministro não divulgou detalhes sobre a paciente, como seu nome, "em respeito à sua privacidade".

Resultado pode sair na sexta
"Toda a família está ótima", garantiu o ministro, que prevê para sexta-feira (31) a confirmação sobre a contaminação da brasileira. Ele explicou que os pesquisadores aplicaram o método "metagenômico", que "olha o vírus, verifica os gens e vê se encaixa com o novo vírus". "[Espero que] até sexta-feira a gente consiga confirmar."

"Nós não temos nenhum caso sustentado de circulação no Brasil. Os dois mais graves eram vírus de resfriados", disse Mandetta. "Nesse caso, aguardamos a confirmação."

De acordo com a Secretaria de Saúde Minas, a paciente foi transferida na noite de ontem, para o HEM (Hospital Eduardo de Menezes), referência estadual para o atendimento de doenças infectocontagiosas.

"Para esses casos é necessária resposta rápida e qualificada, com isolamento em área específica e monitoramento clínico cuidadoso e de resultados de exames", afirmou a pasta por meio de nota.

"A amostra da paciente já foi recolhida e alguns exames serão realizados na Funed (Infuenza A e B, Adenovírus, Bocavírus, metapneumovírus, parainfluenza 1, parainfluenza 2, parainfluenza 3 e vírus sincicial respiratório)."

Os demais exames, incluindo o específico para Coronavírus, serão realizados na Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz).

Monitoramento
O governo também está em contato com os familiares da paciente brasileira. "É por telefone, WhatsApp, fazemos visita. Se tiver elevação de temperatura, coriza, infecção respiratória, nós orientamos."

Sobre os brasileiros na China, o ministro afirmou que não "tem plano de retirada deles da China". "O eventual tratamento é igual [em todo o mundo]." Por esta razão, o ideal é que eles só voltem ao Brasil após o tratamento.

Uma família com três membros —mulher, marido e filha de dez anos— está isolada nas Filipinas depois de ter visitado Wuhan e apresentado alguns sinais da doença.

"A pessoa tem que ficar onde ela está. Não é orientado remoção mesmo porque você não tem um tratamento específico definido para essa infecção, esse vírus. Mas é uma situação de atipia, que a gente fica acompanhando, mas me parece que está sendo bem monitorada", explicou Mandetta.

Ministro falou com Bolsonaro
De volta ao país após missão oficial na Índia, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) entrou em contato com o ministro para falar sobre a situação. Segundo Mandetta, o presidente solicitou que o ministério mantenha a população bem informada.

O número de mortos pelo coronavírus subiu para 106 na China e há mais de 4.500 pessoas infectadas, o que levou vários países como Estados Unidos, França e Japão a se mobilizarem para retirar seus cidadãos de Wuhan, região que é o epicentro da epidemia.

Fonte: UOL

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