Gerentes suspeitos de desviar R$ 59 milhões têm prisões preventivas decretadas

As prisões temporárias dos gerentes do Banco do Brasil suspeitos de desviar R$ 59 milhões da instituição foram convertidas em prisões preventivas, nesta segunda-feira (2). A decisão foi tomada pelo juiz Caio Lima Barroso, da Vara Única da Comarca de Pentecoste, no interior do Ceará, após pedido do promotor Jairo Pequeno, do Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE).

Pedro Eugênio Leite Araújo e Celso Luiz Grillo de Lucca são suspeitos de integrar organização criminosa interestadual, cuja ação desviou R$ 59.998.765,55 de duas unidades do banco no interior do Ceará. Eles disseram ter sido sequestrados e obrigados a realizar as transações bancárias, contudo a polícia argumentou que a declaração "não se sustenta".

"Em face do exposto, forçoso é reconhecer a adequação, a utilidade e a necessidade da prisão cautelar preventiva requerida", escreveu o juiz na decisão. Para justificar a conversão, o magistrado ressaltou a necessidade da garantia da ordem pública, a materialidade das provas adquiridas pela polícia e os indícios de autoria.

Caio Lima Barroso pontuou que há comprovada "periculosidade dos agentes", uma vez que o golpe teria sido praticado por pessoas em diversos estados, com tarefas distintas, e em razão do elevado valor transferido pela quadrilha.

O G1 não conseguiu contato com a defesa dos gerentes investigados pelas transações. Quando o caso foi descoberto, o Banco do Brasil, em nota, informou que a conduta dos funcionários está sendo analisada sob aspecto disciplinar. "De acordo com as normas internas, as soluções administrativas passíveis de aplicação vão desde a advertência e suspensão até destituição do cargo, demissão sem justa causa e demissão por justa causa", escreveu o órgão.

O caso
Dois homens e uma mulher foram detidos no último dia 23, na cidade de São José do Rio Preto, interior de São Paulo, enquanto faziam operações financeiras. Na ocasião, foi verificado que um dos presos havia recebido em sua conta o valor desviado. O dinheiro, segundo as investigações, teria sido transferido por meio de aviso de crédito feito pelos gerentes.

No mesmo dia, dentro da agência do banco na cidade de General Sampaio, no Ceará, foi preso Jeferson Alves Ferreira. Com o andamento das investigações, Jeferson revelou a participação de Pedro Eugênio Leite e Celso Luiz Grillo de Lucca, responsáveis, respectivamente, pelas agências de General Sampaio e Tejuçuoca, no esquema criminoso. Na decisão desta segunda (2), o juiz afirma que a prisão preventiva de Jeferson Alves também já havia sido decretada.

Confrontados sobre suas participações na liberação dos valores, os bancários afirmaram que teriam sido sequestrados e estavam agindo sob ameaça. De acordo com a Polícia Civil, os gerentes alegaram que foram coagidos, durante três dias, a realizarem a transação financeira.

Fonte: G1 CE

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