A convite de Camilo, Guimarães deixará Câmara Federal e comandará secretaria

O deputado federal José Nobre Guimarães (PT) aceitou o convite do Governador Camilo Santana (PT) e assumirá, a partir do dia primeiro de janeiro de 2019, a Secretaria do Desenvolvimento Agrário do Estado. Ao pedir licença, a vaga de Guimarães será ocupada pela hoje deputada federal Gorete Pereira (PR), que ficou como primeira suplente da aliança formada pelo PR, PC do B, PT, PV e PP.

Reeleito em 2018 com 173.039 votos, Guimarães exerce hoje o terceiro mandato consecutivo de deputado federal e sempre foi considerado um bom articulador político. Lideranças  do PT fizeram restrições a sua saída da Câmara, mas Guimarães enxerga um cenário político nacional adverso que o desestimula a permanecer em Brasília.

A Secretaria do Desenvolvimento Agrário é um terreno que José Guimarães conhece de perto. O atual titular da pasta – Francisco de Assis Diniz, é seu apadrinhado político, assim como o antecessor Dedé Teixeira. A  SDA deverá ganhar, no segundo Governo de Camilo Santana, ações ainda mais amplas porque, dentro da reforma administrativa que está sendo realizada, a pasta irá incorporar as atribuições da Secretaria de Agricultura, Pesca e Aquicultura.

Reforma administrativa
Camilo recebeu das mãos do Secretário de Planejamento, Maia Júnior, um esboço sobre a reforma administrativa, que terá extinção, fusão e incorporação de secretarias e órgãos da administração estadual. A estratégia é a criação de supersecretarias em áreas afins. Há, porém, reações internas. Camilo gostaria de unir as Secretarias da Fazenda, Administração e Planejamento.

O ex e futuro secretário Mauro Filho, que comandou a pasta da Fazenda durante 10 anos, fez ponderações e Camilo teria recuado para deixar Secretaria da Fazenda com a estrutura atual. Camilo começou a conversar com os deputados estaduais sobre o novo cenário político e econômico e a mostrar uma realidade adversa. Aos aliados, expôs dificuldades e vem pedindo apoio dos deputados estaduais que integram a base do Governo na Assembleia Legislativa para aprovação de projetos, como a reforma administrativa.

Fonte: Ceará Agora

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