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Juazeiro do Norte (CE): Votação do reajuste salarial dos vereadores é adiada e revolta manisfestantes

Da expectativa à frustração. Manifestantes se fizeram presentes mais uma vez à sessão ordinária na Câmara de vereadores deste município, na tarde desta terça-feira, para protestarem contra o rejuste salarial dos parlamentares de 20%. Diante da pressão pública, após quase uma hora e meia de sessão, a secretária da casa, Expedita Avelar Boaventura, anunciou que a proposta de reajuste salarial não estaria em pauta.

O adiamento causou indignação nas dezenas de manifestantes presentes na Casa, os quais vaiaram e pediram para “acabar a sessão”. Para o vereador Cláudio Luz (PT), o aumento “foi proposto em um momento inoportuno”. O parlamentar ressaltou a recessão financeira em que o país vive e antecipou que votará contra o reajuste. “Cria-se a PEC 241, com contenção de inúmeros gastos, mas por outro lado propõe aumento”, criticou.

Em contrapartida, o vereador Tarso Magno (PR), se mostrou favorável ao reajuste, justificando que “vereador tem que ganhar bem como qualquer outro servidor”. O parlamentar detalhou ainda “que após todos os descontos, o nosso salário é de R$ 7.600, portanto, acho que o aumento é justo”, disse, ao antecipar seu voto a favor da proposta. Caso aprovado, os vereadores passarão a receber mais de R$ 12 mil. Já os secretários, terão salário de R$ 12.100; o vice-prefeito de R$ 21 mil e o prefeito de R$ 33 mil.

Protestos
Segundo o presidente da Câmara, Danty Benedito (PMN), “os protestos realizados durante as sessões foi uma das razões pelo adiamento da votação”. Questionado se o projeto será adiado sempre que tiver a presença de manifestantes na Casa, o parlamentar limitou-se dizer “que com barulho não terá como realizar a votação”.

Cláudio Luz criticou o modo em que a questão está sendo conduzida e afirmou que a “Câmara atua de forma antidemocrática”. “Esse projeto pode ser votado a qualquer hora, sem que o povo fique sabendo. A lei orgânica e o regimento da Casa têm que mudar. Está errado”, acrescentou.

Pela terceira vez consecutiva, a sessão teve a presença de manifestantes que levaram faixas e cartazes para protestarem contra a medida.  Entre os cartazes, dizeres como “Não ao aumento”; “Vereador não é profissão” e “Salário mínimo já” foram estampados. Segundo eles, “esse aumento é um tapa na cara da sociedade e um desrespeito à outras classes que são desvalorizadas”.

O vereador Normando Soracles se mostrou favorável aos protestos dos manifestantes e ponderou que “a fiscalização do povo deve ser mais efetiva, para controle e transparência melhor dos gastos públicos”. O parlamentar antecipou que votará contra o aumento. Para o aumento ser aprovado, precisa-se de maioria simples dos votos.

ANDRÉ COSTA
COLABORADOR

Fonte: Diário do Nordeste

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