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Crato (CE): Estrada de Santa Fé será revitalizada

A estrada do distrito de Santa Fé, neste Município, será revitalizada a partir de 1º de setembro, conforme o Departamento Estadual de Rodovias (DER-CE). De acordo com o órgão, as obras devem começar na próxima quinta-feira, 1º de setembro, com prazo para conclusão de 540 dias. A construção do trecho da CE - 561, com 12,54 km de extensão, foi orçada em R$ 12.906.764,11 e será executada pela empresa Construtora Luiz Costa Ltda.

O trecho receberá serviços preliminares de drenagem, revestimento asfáltico, pavimento rígido, movimentação de terra, sinalizações horizontal e vertical e proteção ambiental. O projeto contempla, também, a recuperação do trecho da CE - 292, entre Crato e Nova Olinda.

A obra é uma reivindicação antiga dos moradores que, ao longo de anos, são obrigados a enfrentar estradas esburacadas, sem sinalização e, em alguns trechos, com total ausência da malha viária. A péssima condição de parte rodovia que liga as duas cidades e que corta a Floresta Nacional do Araripe (Flona) já ocasionou, inclusive, acidentes.

Problemas
A obra já havia sido licitada e aprovada em outras datas. No entanto, esbarrou em alguns entraves burocráticos, sobretudo, por conta da sua localização geográfica. Os dois trechos das CEs 292 e 561 estão em Áreas de Proteção Ambiental (APA) e, no caso na primeira, também na Área de Proteção Permanente (APP). Para a realização da obra, os órgãos ambientais fizeram uma série de exigências.

Uma das mais importantes foi a do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), ao exigir que parte da estrada construída seja feita com pavimento rígido de concreta. Outra solicitação do Instituto é a manutenção das passagens de fauna, subterrâneas e áreas entre fragmentos florestais transpassados pela rodovia.

Quem precisa trafegar periodicamente pela estrada de Santa Fé diz que a "viagem é tensa e cansativa". Num percurso que, em condições normais, poderia ser feito em até 20 minutos, gasta-se quase uma hora. O motorista de linha Francisco Alberto Nogueira dos Santos afirma que a redução na velocidade do coletivo é uma necessidade para evitar prejuízos maiores.

Prejuízos
"Ou a gente anda bem devagar, ou o carro quebra todo e o prejuízo é ainda maior, sem contar com o risco de acidentes", pontuou. O cenário de prejuízos acumulado ao longo de anos, acrescenta Alberto, pode ser revertido com a revitalização da rodovia. Ele acredita que, ao fim da obra, o fluxo de passageiros será intensificado e o turismo beneficiado.

"Essa estrada dá acesso a pontos importantes do Cariri. Tem a casa do Seleiro e o Museu de Paleontologia. E quem vem no sentido oposto, para as romarias de Juazeiro, também utiliza essa via", disse Alberto.

Fonte: Diário do Nordeste

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