Pesquisa CNT/MDA aponta crescimento de Lula e enfraquecimento de Flávio Bolsonaro

A pesquisa CNT/MDA divulgada nesta terça-feira (16) aponta o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na liderança das intenções de voto para a eleição presidencial de 2026. No principal cenário estimulado de primeiro turno, Lula aparece com 41,8% da preferência dos eleitores.

Na segunda colocação está o senador Flávio Bolsonaro (PL), que registra 28,2% das intenções de voto.

A diferença entre os dois candidatos é de 13,6 pontos percentuais, segundo os dados do levantamento.

🗳️ Demais candidatos aparecem abaixo de 5%
Entre os demais nomes testados pela pesquisa, o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), aparece na terceira posição, com 4% das intenções de voto.

Na sequência estão o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), com 2,8%, e o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa (DC), com 2,3%.

O empresário Renan Santos (Missão) soma 2% das intenções de voto.

Já o ex-presidente Michel Temer (MDB) registra 1,9%, enquanto o escritor Augusto Cury (Avante) aparece com 1,8%.

📉 Brancos, nulos e indecisos
A pesquisa também identificou que 7% dos entrevistados afirmaram votar em branco, anular o voto ou não escolher nenhum dos candidatos apresentados.

Outros 7,9% disseram estar indecisos ou não souberam responder em quem votariam caso a eleição fosse realizada hoje.

Os números reforçam a concentração das intenções de voto nos dois principais nomes do levantamento, enquanto os demais candidatos permanecem com percentuais mais baixos.

📋 Como foi realizada a pesquisa
O levantamento foi realizado pelo instituto MDA a pedido da Confederação Nacional do Transporte (CNT).

Foram entrevistados 2.002 eleitores em todas as regiões do país entre os dias 10 e 14 de junho, por meio de entrevistas presenciais.

A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-04256/2026.

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Estudo associa insônia a maior risco de câncer em adultos com menos de 50 anos

Dormir mal pode trazer consequências que vão muito além do cansaço, da irritação e da dificuldade de concentração. Um novo estudo apresentado durante o congresso da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO 2026) identificou uma associação entre a insônia e um maior risco de desenvolvimento de alguns tipos de câncer em pessoas com menos de 50 anos.

A pesquisa foi conduzida por especialistas da Jefferson Health New Jersey e do MD Anderson Cancer Center, nos Estados Unidos, e analisou milhões de registros médicos para investigar possíveis impactos dos distúrbios do sono na saúde de adultos jovens.

Embora os pesquisadores ressaltem que os resultados não comprovam uma relação direta de causa e efeito, os dados reforçam a importância do sono para a manutenção da saúde e ampliam o debate sobre fatores que podem influenciar o surgimento de doenças crônicas.

🔬 O que revelou a pesquisa
O estudo foi apresentado na ASCO 2026 e publicado como resumo científico no Journal of Clinical Oncology. Para a análise, os pesquisadores utilizaram dados da plataforma TriNetX, uma rede que reúne prontuários eletrônicos de mais de 70 instituições de saúde dos Estados Unidos.

Foram avaliados mais de 18 milhões de registros médicos de adultos entre 18 e 50 anos, incluindo mais de 413 mil pacientes diagnosticados com insônia primária.

Os resultados mostraram que indivíduos com histórico de insônia apresentaram maior probabilidade de desenvolver determinados tipos de câncer nos cinco anos seguintes ao diagnóstico do transtorno do sono.

Entre os tumores que apresentaram maior associação com a insônia estão:

  • Câncer de mama de início precoce;
  • Câncer de útero;
  • Câncer de ovário.

Segundo os pesquisadores, a incidência de câncer de mama foi mais de três vezes superior entre pacientes com insônia quando comparada ao grupo sem o distúrbio. Já os casos de câncer de útero e de ovário também apresentaram aumentos considerados estatisticamente significativos.

O trabalho foi desenvolvido pelos pesquisadores Vineet Polineni, Danielle Claire Thor, Mahija Cheekati e Ben Brik.

💤 Como o sono pode influenciar a saúde
Especialistas explicam que o sono desempenha papel fundamental em diversos processos biológicos essenciais ao funcionamento do organismo.

Durante o período de descanso ocorrem a regulação hormonal, a recuperação celular, o fortalecimento do sistema imunológico e o controle de processos inflamatórios.

Quando a qualidade do sono é comprometida por longos períodos, essas funções podem ser afetadas.

De acordo com os autores do estudo, a insônia está associada a alterações do ritmo circadiano, desregulação imunológica e mudanças hormonais que podem contribuir para o desenvolvimento de doenças ao longo do tempo.

Esses mecanismos ainda estão sendo investigados, mas são considerados hipóteses biologicamente plausíveis para explicar a associação observada.

📈 Casos de câncer em jovens preocupam especialistas
A pesquisa surge em um momento em que especialistas de diversas áreas da saúde acompanham o aumento da incidência de câncer em adultos jovens em várias partes do mundo.

Nas últimas décadas, diferentes estudos registraram crescimento no número de diagnósticos em pessoas com menos de 50 anos, levando cientistas a investigar fatores ambientais, metabólicos e comportamentais que possam estar relacionados ao fenômeno.

Entre os possíveis fatores analisados estão hábitos ligados ao estilo de vida moderno, como excesso de trabalho, estresse crônico, maior exposição a telas e privação de sono.

Segundo os pesquisadores, compreender a influência desses elementos pode ajudar a identificar estratégias mais eficazes de prevenção.

⚠️ Pesquisa não comprova que insônia causa câncer
Os próprios autores destacam que o estudo não permite afirmar que a insônia seja a causa direta do câncer.

A pesquisa identificou uma associação estatística entre os dois fatores, mas não estabelece uma relação de causalidade.

Existem diversas hipóteses que podem explicar os resultados encontrados. Uma delas é que o sono inadequado participe de mecanismos biológicos que favoreçam o surgimento de tumores. Outra possibilidade é que pessoas com insônia apresentem outros fatores de risco associados ao câncer, como obesidade, sedentarismo, alimentação inadequada, tabagismo ou níveis elevados de estresse.

Também não se descarta a hipótese de que alterações biológicas muito precoces relacionadas ao desenvolvimento do câncer possam interferir no padrão de sono antes mesmo do diagnóstico da doença.

Por isso, os cientistas defendem a realização de novos estudos para aprofundar a compreensão dessa relação.

🌙 Como melhorar a qualidade do sono
Embora ainda não seja possível afirmar que tratar a insônia reduz o risco de câncer, especialistas destacam que dormir bem traz benefícios importantes para a saúde física e mental.

Algumas medidas podem contribuir para melhorar a qualidade do sono:

  • Manter horários regulares para dormir e acordar;
  • Evitar o uso de celulares, computadores e televisão antes de dormir;
  • Reduzir o consumo de cafeína no período da noite;
  • Manter o quarto escuro, silencioso e com temperatura agradável;
  • Buscar orientação médica quando a insônia persistir por semanas ou meses.

Segundo os especialistas, a avaliação profissional é fundamental para identificar as causas do problema e definir o tratamento mais adequado para cada caso.
 
Por Marcelo Lemme

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"Não se meta nas eleições no Brasil", diz Lula a Trump

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu nesta quarta-feira (17) que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não interfira nas eleições brasileiras e respeite o país.

“Por mim, ele pode continuar gostando do Bolsonaro – do pai, do filho, do neto. Não tenho nenhum problema. É um problema dele. Afinal de contas, gosto não se discute. Agora, não se meta nas eleições no Brasil.”

“As eleições no Brasil são um problema do Brasil, como as eleições americanas são problema deles e não são um problema meu. A única coisa que eu quero é respeito pelo Brasil, assim como eu tenho pelos Estados Unidos”, completou.

Em entrevista coletiva após o fim da Cúpula do G7, em Évian, na França, Lula disse que, se Trump conhece o Brasil pela relação que ele tem com a família Bolsonaro, ele desconhece o país.

“Ele tem o direito de ter as preferências eleitorais dele, as preferências ideológicas dele. Eu só espero que ele não fira o código de ética entre as nações que querem ser respeitadas na sua soberania. Só espero isso”, concluiu.

Entenda
Mais cedo, também em entrevista coletiva no evento, Trump classificou o Brasil como um país “um pouco perigoso politicamente” e citou a condenação de Eduardo Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF).

“Prenderam ele ou querem prendê-lo. Estão tramando algo para a sua prisão. Eles jogam bem pesado. Mas ninguém joga mais pesado que os Estados Unidos”, disse.

O ex-deputado federal foi condenado a quatro anos e dois meses anos de prisão, em regime semiaberto, pelo crime de coação no curso do processo.

Ele foi considerado culpado de atuar em Washington a favor do tarifaço dos Estados Unidos contra as exportações brasileiras, para intimidar a Suprema Corte e tentar evitar a condenação do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, pela tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.

Fonte: Agência Brasil

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Ceará registra queda de 32,4% no desmatamento e acompanha tendência nacional de redução

No cenário de redução do desmatamento no Brasil, o Ceará também apresentou resultado positivo em 2025. Segundo o Relatório Anual do Desmatamento no Brasil 2025 (RAD 2025), elaborado pelo MapBiomas, a área desmatada no estado caiu 32,4%, passando de 40.066 hectares, em 2024, para 27.077 hectares, em 2025. O número de alertas validados seguiu a mesma tendência, com redução de 5.974 para 4.584 no período.

Os dados integraram a discussão do evento técnico promovido pelo MapBiomas, que contou com a participação da Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace). A autarquia foi representada pela fiscal ambiental Liliana Mota, da Diretoria de Fiscalização (Difis), que apresentou experiências desenvolvidas no Ceará com apoio de ferramentas de sensoriamento remoto, bases oficiais e plataformas públicas de informação.

O encontro ocorreu na quarta-feira (10), durante programação voltada ao compartilhamento de experiências sobre monitoramento ambiental e uso de dados territoriais no Brasil. Na ocasião, a representante da Semace destacou que o acompanhamento do território é uma ferramenta estratégica para qualificar a gestão ambiental no estado.

Dados e transparência
O RAD 2025 também aponta que o Brasil registrou redução de 20,6% na área desmatada em relação a 2024. Pela primeira vez na série histórica do MapBiomas Alerta, o País ficou abaixo de um milhão de hectares desmatados em um ano. Na Caatinga, bioma predominante no território cearense, a queda foi de 25,9%, passando de 174.119 hectares, em 2024, para 128.947 hectares, em 2025.

Durante a apresentação, a representante da Semace destacou que, desde 2021, a autarquia utiliza alertas de monitoramento remoto, incluindo informações da plataforma MapBiomas, como apoio técnico ao planejamento e à execução das ações de controle ambiental. Os dados são analisados em conjunto com bases oficiais, como o Cadastro Ambiental Rural (CAR) e o Sistema Nacional de Controle da Origem dos Produtos Florestais (Sinaflor).

Esse cruzamento de informações contribui para qualificar a análise técnica e orientar a atuação administrativa do órgão, conforme os procedimentos legais e o devido processo. O relatório também destaca o Ceará entre as unidades da Federação que enviaram voluntariamente dados públicos sobre ações de fiscalização à plataforma MapBiomas Alerta, com informações da Semace relacionadas a autos de infração e embargos.

Monitoramento e atuação integrada
Entre as experiências apresentadas pela Semace no evento, foram citadas iniciativas como a Operação Caatinga Resiste, a Operação Mata Atlântica em Pé e a Operação Satélites. As ações foram destacadas como exemplos do uso de tecnologia e da integração institucional no apoio ao monitoramento ambiental, contribuindo para qualificar a análise técnica e orientar a resposta administrativa do órgão.

Em 2026, a Operação Caatinga Resiste teve atuação em nove estados do semiárido. No Ceará, a ação foi coordenada pelo Ministério Público do Estado, em parceria com a Semace, o Ibama e a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS). Conforme balanço oficial, foram fiscalizados 2.062,54 hectares no território cearense, dos quais 1.992,69 hectares foram embargados.

Também foi mencionada a Operação Mata Atlântica em Pé, realizada anualmente em âmbito nacional, com participação de órgãos ambientais e instituições de controle. Na edição de 2024, no Ceará, foram fiscalizados 45 alvos previamente identificados, distribuídos em oito municípios, com área vistoriada de 2.014,25 hectares.

Além das ações de fiscalização, a apresentação destacou instrumentos de controle preventivo, como as autorizações de supressão vegetal e os planos de manejo florestal. Esses mecanismos permitem ao poder público acompanhar intervenções ambientais autorizadas, avaliar critérios técnicos e legais e diferenciar situações regulares daquelas que exigem apuração administrativa.

A transparência das informações ambientais também foi abordada durante a apresentação. As autorizações ambientais são emitidas em plataformas oficiais, como o Sinaflor, e a Semace disponibiliza dados públicos sobre autos de infração, áreas desmatadas e áreas em recuperação. A autarquia também conta com o GeoSemace, portal que reúne informações georreferenciadas sobre fiscalização, denúncias e áreas licenciadas, permitindo consultas por ano, atividade e outros filtros.

Sobre o MapBiomas
O MapBiomas é uma rede global e multi-institucional, formada por universidades, ONGs e empresas de tecnologia, que monitora as transformações na cobertura e no uso da terra nos territórios e seus impactos. Utilizando tecnologias como o Google Earth Engine, o projeto busca tornar acessíveis informações sobre o território, além de apoiar a conservação ambiental e o combate às mudanças climáticas.

Em 2025, a rede completou dez anos, fornecendo a mais atualizada e detalhada base de dados espaciais de uso da terra em um país disponível no mundo. Nascido no Brasil, o MapBiomas está atualmente presente em 14 países – toda a América do Sul e Indonésia.

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Polo automotivo amplia operações e reforça protagonismo do Ceará na fabricação de veículos eletrificados

Nesta quarta-feira (17), a Planta Automotiva do Ceará (PACE), localizada em Horizonte, iniciou a produção do Chevrolet Captiva EV. A solenidade que marcou a nova etapa de expansão da General Motors (GM) no Ceará contou com a presença do governador Elmano de Freitas e de executivos da montadora.

Com a chegada do veículo elétrico, a empresa ampliará em 50% o quadro de funcionários na unidade, inaugurada em dezembro de 2025. O Captiva EV, juntamente com o modelo Spark EUV, amplia o portfólio da marca no segmento de veículos elétricos produzidos fora da China.

“Eu tenho muito orgulho de a General Motors estar produzindo esses modelos no Ceará”, afirmou o governador Elmano de Freitas. “Obrigado por essa decisão e podem confiar plenamente no Estado. Nós faremos tudo para que essa planta e a nossa parceria sejam um sucesso”, frisou o chefe do Executivo estadual.

Elmano também visitou o chão de fábrica e parabenizou os funcionários, dos quais 90% são cearenses, pela participação nesse momento importante para a economia do Estado. “Nós vamos ver esse carro nas ruas de Fortaleza, do Ceará, do Brasil e do mundo. E saber que são vocês que produzem é motivo de muito orgulho.”

Ao se juntar ao Spark EUV, o novo modelo dá sequência a uma estratégia que combina força de marca, proximidade com o consumidor e desenvolvimento gradual das capacidades industriais da GM no Ceará. A iniciativa acompanha a estratégia global da companhia de aproximar a produção dos mercados consumidores à medida que novas tecnologias ganham espaço e relevância comercial.

“Estamos satisfeitos com o trabalho e a qualidade da operação aqui no Ceará. A combinação entre o estado do Ceará e a marca Chevrolet é muito forte no Brasil. Por isso, esses produtos são líderes de seus segmentos no país”, afirmou Thomas Owsianski, presidente da GM América do Sul.

O projeto de expansão da GM na PACE também representa o aumento da capacidade produtiva da unidade, de acordo com o vice-presidente da Comexport e acionista da PACE. “A produção do Captiva EV marca uma nova etapa do polo automotivo. Em uma futura fase de expansão, a unidade poderá inclusive dobrar sua capacidade produtiva, alcançando até 50 mil veículos por ano”, projetou Rodrigo Teixeira.

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Enem 2026: MEC amplia prazo para pagar taxa de inscrição até dia 22

O Ministério da Educação (MEC) e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) anunciaram, na manhã desta quarta-feira (17), a ampliação do prazo para pagamento da taxa de inscrição do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2026 até a segunda-feira (22). Antes do anúncio oficial, a data final de pagamento seria nesta quarta-feira.

A retificação do edital do Enem já está publicada no Diário Oficial da União.

O valor da taxa de inscrição é R$ 85 e a Guia de Recolhimento da União (GRU Cobrança) para pagamento é gerada na Página do Participante  no portal do Inep.

Os candidatos não isentos devem usar a senha cadastrada no portal de serviços digitais do governo federal, o Gov.br.

Meios de pagamento
O pagamento da taxa de inscrição do exame pode ser feito pelos candidatos não isentos em qualquer banco, casa lotérica ou por meio de aplicativos bancários.

Não serão aceitos pagamentos de inscrições por meio de depósito em caixa eletrônico, via postal, transferência ou depósito em conta corrente, nem ordem de pagamento.

As opções de pagamento da GRU Cobrança são o Pix, cartão de crédito, débito em conta corrente ou poupança, dentre outros e pode variar de acordo com a instituição financeira do pagador.

Nos casos de Pix, a GRU Cobrança traz o QR Code para o participante quitar a taxa de inscrição.

Somente a quitação da taxa é o que garante a participação dos candidatos não isentos no exame nacional.

Sem devolução de valor
O Inep avisa que o valor referente ao pagamento da taxa de inscrição não será devolvido, se realizado em duplicidade ou se for diferente de R$ 85.

Assim como não será devolvido o pagamento da taxa de inscrição, exceto em caso de cancelamento desta edição do Enem.

O edital do exame esclarece que é proibido transferir o valor referente ao pagamento da taxa de inscrição do Enem para outro participante.

Isentos do Enem
No Enem 2026, o Inep concedeu gratuidade para pessoas dos seguintes perfis e, por isso, não será gerada GRU Cobrança para pagamento.

  • alunos matriculados no 3º ano do ensino médio em escola pública, em 2026;
  • alunos que cursaram todo o ensino médio em escola pública ou como bolsistas integrais em escola privada e que possuam renda familiar de até 1,5 salário-mínimo por pessoa;
  • estudantes participantes do programa Pé-de-Meia do Ministério da Educação (MEC).
  • pessoas em situação de vulnerabilidade socioeconômica, pertencentes a famílias de baixa renda e com registro no Cadastro Único para Programas Sociais do governo federal (CadÚnico);
  • participantes que informaram na inscrição que usarão os resultados das provas para solicitar o certificado de conclusão do ensino médio e têm registro no CadÚnico.

Cronograma do Enem 2026

  • Novo prazo para pagamento da taxa de inscrição: de 25 de maio a 22 de junho;
  • Resposta à solicitação de atendimento especializado: 26 de junho;
  • Recurso à negativa de atendimento especializado: de 29 de junho a 3 de julho;
  • Resultado do recurso: 10 de julho;
  • Aplicação das provas: 8 e 15 de novembro.

Enem
O Exame Nacional do Ensino Médio, que avalia o desempenho escolar dos estudantes ao término da educação básica, é considerado a principal forma de entrada na educação superior no Brasil, por meio de programas federais como Sistema de Seleção Unificada (Sisu), Programa Universidade para Todos (Prouni) e Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

As instituições de ensino públicas e privadas usam os resultados das provas para selecionar os estudantes.

Desde a edição de 2025, o Enem voltou a certificar a conclusão dessa etapa de ensino para os candidatos com 18 anos de idade completos e que também alcancem a pontuação mínima em cada área do conhecimento nas provas e na redação.

Os resultados individuais do exame também podem ser aproveitados em processos seletivos de instituições portuguesas que têm convênio com o Inep. Os acordos garantem acesso facilitado às notas dos estudantes brasileiros interessados em cursar a educação superior em Portugal.

Fonte: Agência Brasil

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IBGE abre mais de 8 mil vagas temporárias para o Censo Agropecuário com salários de até R$ 4 mil

Estão abertas até o dia 1º de julho de 2026 as inscrições para o processo seletivo simplificado do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) destinado à contratação temporária de profissionais para atuação no 12º Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola.

Ao todo, são ofertadas 8.238 vagas distribuídas em diversas regiões do país. Os salários variam entre R$ 2.128 e R$ 4.008, além de benefícios previstos em lei. Os contratos terão duração de até 12 meses, podendo ser prorrogados de acordo com as necessidades da operação censitária.

📋 Vagas disponíveis
As oportunidades estão distribuídas entre cinco funções:

  • Agente Censitário Supervisor: 4.143 vagas;
  • Agente Censitário Administrativo: 1.110 vagas;
  • Agente Censitário de Informática: 1.089 vagas;
  • Agente Operacional Regional: 948 vagas;
  • Agente Censitário Regional: 948 vagas.

Os profissionais selecionados atuarão em diferentes etapas da preparação, coordenação e execução do levantamento estatístico realizado pelo IBGE em todo o território nacional.

💰 Salários e benefícios
Além da remuneração mensal, os contratados terão direito a uma série de benefícios previstos para os servidores temporários.

Entre eles estão:

  • Auxílio-alimentação de R$ 1.192;
  • Auxílio-transporte;
  • Auxílio pré-escolar;
  • Férias proporcionais;
  • Décimo terceiro salário proporcional.

Os valores e benefícios seguem as regras estabelecidas pela legislação vigente para esse tipo de contratação.

🖥️ Como se inscrever
As inscrições devem ser realizadas exclusivamente pela internet, por meio do site do Instituto Brasileiro de Formação e Capacitação (IBFC), organizador do processo seletivo.

O prazo teve início às 10 horas do dia 12 de junho e segue até as 23 horas do dia 1º de julho de 2026, considerando o horário de Brasília.

A taxa de inscrição é de R$ 53.

🌱 Importância do Censo Agropecuário
O Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola é uma das principais pesquisas realizadas pelo IBGE e tem como objetivo reunir informações detalhadas sobre a produção agrícola, pecuária, florestal e aquícola em todo o país.

Os dados coletados servem de base para a formulação de políticas públicas, programas de desenvolvimento rural, investimentos e planejamento estratégico do setor agropecuário brasileiro.

Por Aline Dantas

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Eduardo Bolsonaro é condenado pelo STF por tentar interferir em julgamento sobre tentativa de golpe

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou, nesta terça-feira (16), o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro a quatro anos e dois meses de prisão pelo crime de coação no curso do processo. O colegiado também determinou o pagamento de multa correspondente a 50 dias-multa.

A decisão foi unânime. Os ministros concluíram que Eduardo Bolsonaro utilizou sua atuação política nos Estados Unidos para pressionar integrantes do Supremo e tentar interferir no julgamento que resultou na condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado.

A pena deverá ser cumprida inicialmente em regime semiaberto. No entanto, a condenação só produzirá efeitos após o trânsito em julgado da ação. Ainda cabem recursos internos contra a decisão, embora a jurisprudência do STF costume manter decisões das turmas quando há ampla convergência entre os ministros.

Julgamento teve origem em denúncia da PGR
O processo foi instaurado a partir de denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR), que acusou Eduardo Bolsonaro de atuar junto a autoridades norte-americanas para constranger integrantes do Judiciário brasileiro e influenciar os processos envolvendo Jair Bolsonaro e outros réus investigados pela tentativa de golpe.

Segundo a acusação, o ex-parlamentar articulou nos Estados Unidos a adoção de sanções contra ministros do Supremo e medidas econômicas contra o Brasil como forma de pressionar a Corte.

Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos desde fevereiro e perdeu o mandato de deputado federal por abandono do cargo.

Durante o julgamento, a PGR afirmou que vídeos, entrevistas, publicações em redes sociais e outras manifestações públicas demonstravam uma estratégia coordenada de pressão direcionada aos magistrados responsáveis pelos processos.

A Procuradoria também destacou que algumas consequências mencionadas pelo ex-deputado acabaram se concretizando ao longo do período investigado, como restrições impostas a autoridades brasileiras e tarifas comerciais adotadas pelo governo norte-americano sobre produtos do Brasil.

Defesa alegou liberdade de expressão
Sem constituir advogado particular nos autos, Eduardo Bolsonaro foi representado pela Defensoria Pública da União (DPU).

A defesa argumentou que o ex-congressista exerceu atividade política legítima, protegida pela liberdade de expressão e pela imunidade parlamentar. Segundo a DPU, não houve grave ameaça capaz de configurar o crime de coação no curso do processo.

Também foi sustentado que as manifestações do ex-deputado representavam apenas posicionamentos políticos e diplomáticos, sem capacidade concreta de interferir nos julgamentos do Supremo.

Moraes afirmou que atuação extrapolou atividade política
Relator do caso, o ministro Alexandre de Moraes entendeu que as condutas atribuídas a Eduardo Bolsonaro ultrapassaram os limites da manifestação política legítima e configuraram tentativa de influenciar indevidamente a atividade jurisdicional do STF.

Os ministros Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino acompanharam integralmente o voto do relator.

Para o colegiado, o conjunto de provas demonstrou que o ex-deputado buscou constranger integrantes do Judiciário e favorecer interesses relacionados ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Pena foi fixada acima do mínimo legal
Na dosimetria da pena, Alexandre de Moraes afirmou que o caso exigia punição superior ao mínimo previsto em lei em razão das circunstâncias concretas dos fatos.

Segundo o ministro, Eduardo Bolsonaro utilizou sua condição de parlamentar para atuar perante autoridades estrangeiras contra instituições brasileiras e em benefício de interesses familiares.

Moraes destacou ainda como especialmente grave o fato de as articulações terem sido mantidas mesmo diante de possíveis prejuízos econômicos e diplomáticos ao país.

Com base nessa avaliação, o relator elevou a pena-base e afastou a incidência de agravantes e atenuantes.

O ministro também reconheceu a continuidade delitiva ao considerar que os autos apontam pelo menos nove episódios distintos relacionados à prática criminosa, circunstância que justificou o aumento da punição na fase final do cálculo.

Com isso, a pena definitiva foi fixada em quatro anos e dois meses de prisão, em regime inicial semiaberto, além do pagamento de 50 dias-multa.

Inelegibilidade e perda de cargo público
Alexandre de Moraes também determinou efeitos administrativos decorrentes da condenação.

Entre eles, a declaração de inelegibilidade com base na Lei da Ficha Limpa e a perda do cargo de escrivão da Polícia Federal ocupado pelo ex-deputado.

Por outro lado, o relator rejeitou o pedido de indenização por danos morais coletivos formulado pela Procuradoria-Geral da República, sob o entendimento de que não houve indicação específica dos prejuízos nem definição do valor pretendido para eventual reparação.

Por Bruno Rakowsky

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Assassinato em Nova Olinda encerra sequência de uma semana sem homicídios no Cariri

Após uma semana sem registros de homicídios na região do Cariri, um novo crime voltou a elevar os índices de violência. Na tarde desta terça-feira (16), um jovem foi assassinado a tiros em Nova Olinda.

A vítima foi identificada como Antonio Naldo Oliveira Cunha, de 25 anos, conhecido pelos apelidos de "Naldinho" e "Pé de Pato". Ele residia na Rua Dom Francisco, no Centro da cidade.

O homicídio aconteceu por volta das 12h30, na Rua José Maurício Pequeno, nas proximidades da sede da Promotoria de Justiça, no bairro Cajueiro.

De acordo com as primeiras informações, Antonio Naldo foi surpreendido e atingido por disparos de arma de fogo. Ele não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local antes da chegada do socorro.

Equipes policiais estiveram na área realizando os primeiros levantamentos para tentar identificar a autoria e a motivação do crime. O caso deverá ser investigado pela Polícia Civil.

Região estava há uma semana sem homicídios
Antes do crime registrado em Nova Olinda, o último homicídio na região do Cariri havia ocorrido na madrugada da terça-feira (9), em Juazeiro do Norte.

Na ocasião, Klevisson Fernandes de Souza, de 20 anos, foi morto a tiros dentro da própria residência, localizada no bairro Frei Damião.

Após o crime, equipes do RAIO iniciaram diligências para localizar os suspeitos. Durante a perseguição, Francisco Webert Menezes Virgolino, também de 20 anos, morreu após confronto com os policiais militares. Segundo as informações apuradas à época, ele fugia na companhia de um comparsa, que conseguiu escapar ao entrar em uma área de mata.

Vítima possuía apenas um registro por desacato
Conforme levantamento policial, Antonio Naldo Oliveira Cunha respondia apenas a um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO).

O procedimento foi registrado em dezembro de 2022, após ele desacatar policiais militares que realizavam patrulhamento em uma área de Nova Olinda conhecida pelo tráfico e consumo de drogas.

Segundo informações preliminares, a vítima era usuária de entorpecentes.

A Polícia Civil dará continuidade às investigações para esclarecer as circunstâncias do assassinato e identificar os responsáveis pelo crime.

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Anvisa cria grupo para avaliar segurança da vacina do Butantan contra a dengue

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) instituiu nesta terça-feira (16) grupo de trabalho para aprofundar a avaliação da segurança da vacina contra a dengue Butantan-DV. 

De acordo com a Portaria nº 715/2026, cabe ao novo colegiado coordenar e dar suporte técnico às atividades de um painel de especialistas, responsável por analisar dados clínicos de eventos adversos notificados após a aplicação do imunizante.

Segundo a norma, o grupo de trabalho atuará na avaliação de informações complementares apresentadas pelo detentor do registro da vacina e na consolidação de dados necessários para revisar o perfil de risco e benefício do produto.

A iniciativa ocorre no contexto do monitoramento contínuo da segurança de vacinas, conhecido como farmacovigilância.

Composição 
O grupo será formado por representantes de diferentes áreas da Anvisa, incluindo setores responsáveis por produtos biológicos, farmacovigilância, monitoramento de produtos e inspeção sanitária, além de diretorias da agência. 

Há previsão de participação do Programa Nacional de Imunizações (PNI), do Ministério da Saúde, como convidado nas atividades.

O painel de especialistas terá caráter consultivo e será formado por profissionais externos à agência, escolhidos com base em critérios de qualificação técnica, experiência profissional e ausência de conflito de interesses. A participação será voluntária e não remunerada.

Decisão
A portaria estabelece que as conclusões do grupo de trabalho e do painel de especialistas servirão como subsídio técnico para decisões da Diretoria Colegiada da Anvisa, responsável pelas deliberações finais.

O grupo terá duração indeterminada e poderá permanecer em atividade enquanto houver necessidade de acompanhamento e análise relacionados à segurança da vacina.
 
Fonte: Agência Brasil

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Pesquisa Futura/Apex mostra Lula à frente de Flávio Bolsonaro em eventual segundo turno

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece à frente do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em um eventual segundo turno das eleições presidenciais de 2026, segundo pesquisa Futura/Apex divulgada nesta terça-feira (16). O levantamento indica que Lula registra 48,1% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro soma 42,9%.

A diferença entre os dois é de 5,2 pontos percentuais, consolidando uma tendência observada nas rodadas mais recentes da série histórica realizada pelo instituto.

De acordo com a pesquisa, 7,2% dos entrevistados afirmaram que votariam em branco, anulariam o voto ou não escolheriam nenhum dos dois candidatos. Outros 1,8% disseram não saber em quem votariam ou preferiram não responder.

📈 Lula amplia vantagem em relação às pesquisas anteriores
Os números mostram uma mudança gradual no cenário eleitoral ao longo dos últimos meses.

Em abril, Flávio Bolsonaro liderava a disputa de segundo turno, aparecendo com 48% das intenções de voto, contra 42,6% atribuídos a Lula. No levantamento seguinte, divulgado em maio, o presidente ultrapassou o senador pela primeira vez na série histórica da Futura/Apex.

Agora, a nova rodada aponta ampliação dessa vantagem.

Na comparação com a pesquisa realizada no fim de maio, Lula oscilou de 47,7% para 48,1%. Já Flávio Bolsonaro passou de 42,2% para 42,9%.

Embora as variações tenham ocorrido dentro da margem de erro, os resultados mantiveram o presidente na liderança.

⚖️ Lula também vence outros adversários simulados
Além do confronto direto com Flávio Bolsonaro, a pesquisa testou outros cenários de segundo turno envolvendo o presidente.

Contra o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), Lula aparece com 45% das intenções de voto, enquanto o adversário registra 36,3%.

Em uma eventual disputa contra o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), o presidente soma 48,5%, diante de 34,9% atribuídos ao político mineiro.

Já no cenário contra o empresário Renan Santos (Missão), Lula alcança 48,3%, enquanto o adversário registra 30,8%.

🗳️ Cenários sem Lula também foram avaliados
O levantamento também simulou confrontos de segundo turno sem a participação do atual presidente.

Nesses cenários, Flávio Bolsonaro aparece à frente de outros possíveis adversários.

Confira os resultados:

Flávio Bolsonaro x Ronaldo Caiado

  • Flávio Bolsonaro: 40,3%;
  • Ronaldo Caiado: 32,4%.

Flávio Bolsonaro x Romeu Zema

  • Flávio Bolsonaro: 40,5%;
  • Romeu Zema: 30,3%.

Flávio Bolsonaro x Fernando Haddad

  • Flávio Bolsonaro: 43,9%;
  • Fernando Haddad (PT): 38,9%.

Os dados indicam que o senador mantém competitividade em diferentes cenários, embora o levantamento aponte vantagem de Lula nos confrontos em que o presidente é incluído.

📝 Metodologia da pesquisa
A pesquisa Futura/Apex ouviu 2.000 eleitores com 16 anos ou mais em 861 municípios brasileiros, entre os dias 8 e 12 de junho de 2026.

As entrevistas foram realizadas em todo o país por meio da metodologia adotada pelo instituto.

O levantamento apresenta margem de erro de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%.

A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-01461/2026.
 
Por Nágela Cosme

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Livro infantil inspirado na fé e na memória do Cariri será lançado em Crato

A Praça do Gesso, em Crato, será palco, no próximo dia 18 de junho, do lançamento do livro infantil A Menina, o Menino e o Rio, da escritora e professora Ana Rosa Dias Borges. O evento acontece a partir das 15 horas. O livro infantil  resgata a memória e a religiosidade popular da região do Cariri.

Inspirada nos relatos do pesquisador Renato Dantas e nas memórias guardadas por antigos moradores da Chapada do Araripe, a obra reconta a infância da beata Maria de Araújo, figura central do milagre da hóstia atribuído ao Padre Cícero. Mais do que uma biografia, o livro convida os pequenos leitores a viajar no tempo e descobrir a menina que brincava e cuidava dos irmãos, em uma narrativa que celebra a cultura e a fé do povo cearense.

A autora, é professora da Rede Municipal de Ensino e integrante do Coletivo Contadores de História Cariri. Com Licenciatura em História e Pedagogia e pós-graduada em Literatura infantojuvenil, Ana Rosa é uma dedicada pesquisadora dos contos populares da região. Seu trabalho já foi reconhecido com prêmios pelo PAIC (Governo do Estado do Ceará) e pelo Ministério da Cultura. O novo livro foi contemplado pelo prêmio Lei Aldir Blanc de incentivo à cultura, com apoio da Prefeitura Municipal do Crato.

Com ilustrações em aquarela de Helton Cardoso, a obra já circula por escolas da região e agora chega ao público em um evento aberto, que contará com a presença da autora. Na oportunidade será sorteados alguns livros. O lançamento conta com a parceria do Pontão de Cultura Coletivo Camaradas.

Serviço:

O quê: Lançamento do livro A Menina, o Menino e o Rio, de Ana Rosa Dias Borges
Quando: 18 de junho de 2026 (quinta-feira)
Horário: 15h
Onde: Praça do Gesso, no bairro São Miguel, em Crato
Entrada: Gratuita
 
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Anvisa mantém suspensão, mas libera parte de lotes de produtos Ypê

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) manteve a suspensão do comércio, distribuição e uso de lotes específicos de produtos Ypê. A medida publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira (15) se aplica a desinfetantes, detergentes e lava-roupas líquidos. 

A agência, porém, publicou outra resolução liberando lava-louças líquidos e desinfetantes fabricados a partir de março de 2026, com final de lote 1.  Os produtos fabricados a partir de abril também já estavam liberados.

Lotes afetados
Segundo a Anvisa, a suspensão foi motivada pelo descumprimento de requisitos previstos na RDC nº 47/2013, identificado durante inspeção sanitária realizada entre os dias 27 e 30 de abril de 2026.

  • Desinfetantes Bak Ypê e Pinho Ypê: suspensos todos os lotes com final 1 fabricados antes de 1º de março de 2026;
  • Detergentes lava-louças (incluindo versões com enzimas ativas, toque suave, concentrado e linhas clear e green): suspensos todos os lotes com final 1 fabricados antes de 1º de março de 2026;
  • Lava-roupas (Tixan Ypê e Ypê líquido - antibac, coco e baunilha, premium): suspensos todos os lotes com final 1 fabricados antes de 1º de abril de 2026.

De acordo com a assessoria da Ypê, a empresa apresentou hoje (15) à Anvisa os resultados dos laudos de análise realizados por laboratórios autorizados para todos os lotes de final 1 produzidos nos meses de janeiro e fevereiro de 2026 para esses mesmos produtos, na expectativa de que também sejam liberados após análise.

Análises e restrição
De acordo com a agência, os laudos apresentados pela empresa indicaram resultados satisfatórios para os produtos fabricados após essas datas, o que levou à restrição da medida apenas aos lotes mais antigos.

Para desinfetantes e detergentes, foram considerados adequados os produtos fabricados entre 1º e 31 de março de 2026. Já no caso dos lava-roupas, os testes demonstraram conformidade para os itens produzidos entre 1º de abril e 7 de maio de 2026.

Monitoramento no mercado
A agência informou ainda que os produtos atingidos que já tenham sido distribuídos e estejam disponíveis no mercado devem seguir as tratativas acordadas com a empresa quanto à manutenção de ações de monitoramento sanitário.

Entenda o caso
A crise começou no dia 7 de maio, quando a Anvisa determinou a suspensão de mais de 100 lotes de produtos da Ypê após identificar falhas consideradas graves nos processos de fabricação da unidade de Amparo.

A fiscalização encontrou 76 irregularidades sanitárias e apontou risco de contaminação microbiológica nos produtos fabricados na planta industrial.

O caso ganhou ainda mais atenção porque a empresa já havia registrado, em novembro de 2025, um episódio de contaminação microbiológica envolvendo a bactéria Pseudomonas aeruginosa em produtos da linha lava-roupas.

Bactéria
A Pseudomonas aeruginosa é uma bactéria comum no ambiente e pode ser encontrada na água, no solo e em locais úmidos. Em pessoas saudáveis, normalmente não causa problemas graves.

No entanto, ela pode provocar infecções em pessoas com imunidade baixa, como pacientes em tratamento contra câncer, transplantados, idosos e pessoas com doenças que afetam o sistema imunológico.

Por isso, a Anvisa classificou as medidas adotadas como preventivas para evitar riscos à saúde da população.
 
Fonte: Agência Brasil

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Compras internacionais abaixo de US$ 50 voltarão a ser tributadas em 2027 com nova regra da reforma tributária

As compras internacionais de até US$ 50, que voltaram a ficar isentas do imposto de importação após o fim da chamada "taxa das blusinhas", deverão voltar a ser tributadas a partir de 2027. A cobrança ocorrerá por meio da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), tributo federal criado no âmbito da reforma tributária sobre o consumo.

A nova regra substituirá o antigo imposto de importação que incidia sobre encomendas internacionais de baixo valor. No entanto, a alíquota que será aplicada ainda não foi definida oficialmente.

O percentual da CBS está sendo calculado pela Receita Federal em conjunto com o Tribunal de Contas da União (TCU) e deverá ser fixado por resolução do Senado Federal até dezembro deste ano.

📌 Como funcionará a nova cobrança
Diferentemente do antigo imposto de importação, a CBS não dependerá do limite de US$ 50 para ser aplicada.

O novo tributo seguirá a mesma lógica para produtos nacionais e importados, adotando as mesmas alíquotas para ambos os casos.

A implementação ocorrerá em etapas:

  • 2026: fase de transição e testes, com o tributo apenas destacado nas operações;
  • 2027: início da cobrança integral da CBS.

📊 Alíquota pode ficar em torno de 9,43%
Em 2024, o governo federal estimava que a CBS teria alíquota de aproximadamente 8,8%.

Contudo, após novas exceções incluídas na reforma tributária — como benefícios concedidos a carnes e medicamentos —, houve necessidade de recalcular o percentual necessário para manter a arrecadação.

Embora o Ministério da Fazenda ainda não tenha divulgado uma nova projeção oficial, cálculos da consultoria Roit apontam que a alíquota poderá atingir 9,43% em 2027.

O objetivo é preservar o atual nível de arrecadação dos tributos incidentes sobre o consumo.

🚬 Imposto seletivo também influenciará a CBS
Além da CBS, o governo federal contará com a arrecadação do chamado Imposto Seletivo, conhecido popularmente como "imposto do pecado".

Esse tributo incidirá sobre produtos considerados prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente, como:

  • bebidas alcoólicas;
  • refrigerantes;
  • cigarros;
  • veículos mais poluentes, entre outros.

As alíquotas específicas ainda serão definidas pelo Congresso Nacional.

Caso o Legislativo estabeleça percentuais menores para o Imposto Seletivo, a CBS poderá ter uma alíquota mais elevada para compensar a arrecadação e manter a carga tributária global prevista.

🏛️ Estados continuarão cobrando ICMS
Mesmo com a implementação da CBS, os estados seguirão tributando as encomendas internacionais.

Atualmente, o ICMS incidente sobre importações de até US$ 50 varia entre 17% e 20%, dependendo da unidade da Federação.

Entre 2029 e 2032, ocorrerá a transição do ICMS estadual e do ISS municipal para o novo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS).

Ao final desse período, os tributos estaduais e municipais serão substituídos pelo IBS.

A estimativa é que a soma das alíquotas da CBS e do IBS alcance cerca de 26,5%, percentual considerado elevado em comparação com padrões internacionais.

🛍️ Varejo defende tributação
O Instituto para Desenvolvimento do Varejo (IDV), entidade que reúne grandes empresas do setor, avalia que a incidência da CBS sobre encomendas internacionais de baixo valor corrige distorções tributárias existentes.

Entre as associadas ao instituto estão empresas como Americanas, Dafiti, Centauro, Casas Bahia, Lojas Renner e Magazine Luiza.

Em nota, a entidade afirmou que a tributação das operações internacionais é necessária para garantir equilíbrio concorrencial.

"Todas as operações comerciais com bens e serviços serão, via de regra, tributadas, razão pela qual as operações comerciais envolvendo importações de pequeno valor e cross-border também devem ser tributadas, respeitando a lei e principalmente o comércio local, já tão prejudicado pelas distorções tributárias que lhe são aplicadas", destacou o IDV.

💬 Ministério da Fazenda não comentou detalhes
Questionado pelo Blog Cariri sobre a futura incidência da CBS nas compras internacionais de baixo valor e sobre a existência de isonomia tributária entre produtos nacionais e importados, o Ministério da Fazenda não respondeu aos questionamentos específicos.

A pasta informou apenas que o trabalho de definição da alíquota está sendo realizado "de forma dialogada" com o Tribunal de Contas da União, observando as diretrizes estabelecidas pela Emenda Constitucional nº 132/2023 e pela Lei Complementar nº 214/2025.

👕 Relembre a "taxa das blusinhas"
A chamada "taxa das blusinhas" foi revogada em maio deste ano pelo governo federal, em meio ao período eleitoral.

A mudança ocorreu por meio de uma Medida Provisória assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e regulamentada pelo Ministério da Fazenda.

A cobrança havia sido criada em agosto de 2024, após aprovação do Congresso Nacional.

Na prática, ela estabelecia uma alíquota de 20% de imposto de importação sobre compras internacionais de até US$ 50 realizadas em plataformas participantes do programa Remessa Conforme.

A medida surgiu após reivindicações da indústria nacional, que apontava desequilíbrio tributário entre produtos fabricados no Brasil e mercadorias importadas vendidas por plataformas estrangeiras.

Embora tenha sido sancionada pelo presidente, Lula classificou a decisão, à época, como "irracional".

⚖️ Debate divide consumidores e setor produtivo
A tributação das compras internacionais gerou forte repercussão entre os consumidores brasileiros.

Críticos argumentavam que o imposto encarecia produtos populares e diminuía a atratividade de plataformas internacionais de comércio eletrônico. Também apontavam diferenças em relação às regras aplicadas a turistas que realizam compras no exterior.

Por outro lado, representantes da indústria, do comércio e do varejo defenderam a manutenção da cobrança.

Em manifesto conjunto, afirmaram que a redução da diferença tributária favoreceu a geração de empregos e trouxe benefícios econômicos ao país.

"O consumidor também foi beneficiado pela redução da disparidade tributária entre plataformas internacionais de e-commerce e o setor produtivo nacional. No setor de têxteis, vestuário e calçados, por exemplo, a inflação é a menor entre os itens do IPCA desde julho de 1994, início do Plano Real", destaca o documento.

💵 Arrecadação reforçou as contas públicas
A chamada "taxa das blusinhas" também teve impacto relevante na arrecadação federal.

Segundo dados da Receita Federal:

  • em 2025, o imposto gerou R$ 5 bilhões, estabelecendo um recorde de arrecadação;
  • nos quatro primeiros meses deste ano, já haviam sido arrecadados R$ 1,78 bilhão, valor superior ao registrado no mesmo período do ano anterior.

Por Fernando Átila

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Sisu+ 2026: MEC abre inscrições para vagas do 2º semestre; confira passo a passo

Os estudantes que participaram de pelo menos uma edição do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) nos últimos três anos (2023, 2024 e 2025) já podem se inscrever no Sisu+, a etapa inédita e complementar do Sistema de Seleção Unificada (Sisu).

A participação no Sisu+ é restrita aos candidatos que tenham participado da etapa regular do Sisu 2026, inscritos em pelo menos um curso.

O Sisu+ amplia as chances de acesso à educação superior pública dentro do mesmo processo seletivo porque oferece eventuais vagas disponíveis para ingresso no segundo semestre de 2026 em instituições públicas de ensino superior que aderiram ao processo seletivo.

Nesta primeira edição do Sisu+, 34 instituições, como universidades e institutos federais, aderiram ao processo seletivo.

Inscrições
A participação é opcional e gratuita. Para se inscrever no Sisu+, os interessados devem acessar o Portal Único de Acesso ao Ensino Superior. O prazo de inscrições terminará nesta sexta-feira (19).

No momento da inscrição, o candidato poderá escolher até dois cursos, de modo independente das escolhas feitas em janeiro deste ano.

É preciso indicar a primeira e segunda opção de preferência dos cursos. Durante o período de inscrição, o candidato pode alterar sua inscrição quantas vezes quiser.

Em cada uma delas, o estudante poderá visualizar o curso escolhido, o local de oferta, a instituição de ensino, o turno, o grau, eventuais ações afirmativas próprias da instituição (quando houver) e as modalidades de concorrência nas quais estará inscrito.

Se necessário, os candidatos que participaram da etapa regular podem atualizar informações socioeconômicas e alterar modalidades de concorrência.

Mas, o candidato aprovado na chamada regular do Sisu 2026, se estiver matriculado em curso de graduação de instituição pública de ensino superior, pode participar normalmente do Sisu+, desde que opte por apenas uma das vagas, pois a legislação proíbe que uma mesma pessoa ocupe duas vagas simultaneamente.

Seleção
A pasta explica que o sistema seleciona automaticamente, para cada opção de curso escolhida pelo candidato, a edição válida do Enem que resultar na melhor média ponderada, conforme os pesos e critérios definidos pela instituição para a respectiva oferta.

O sistema de seleção disponibiliza as notas de corte de cada curso durante o período de inscrições.

Para seleção, o sistema do Sisu considerará diferentes modalidades de concorrência, que levam em conta o perfil socioeconômico dos candidatos, de acordo com a Lei de Cotas (Lei nº 12.711/2012), e também de acordo com as ações afirmativas definidas pelas instituições participantes.

Cronograma
Após o período de inscrições, de 15 a 19 de junho, ocorrerá a divulgação da única chamada regular com os nomes dos pré-selecionados, em 24 de junho, na página eletrônica do Sisu.

Para quem precisar recorrer à lista de espera porque não está entre os pré-selecionados, o prazo para manifestação de interesse será de 24 a 26 de junho.

De acordo com o edital o processo de matrícula para os selecionados na chamada regular começará a partir de 25 de junho.

Por fim, a matrícula dos convocados por meio da lista de espera terá início a partir de 1º de julho.

O que é o Sisu+
Coordenado pelo MEC, o Sisu regular tem o objetivo de democratizar o acesso ao ensino superior em instituições públicas que aderiram ao processo seletivo.

Já o Sisu+ não constitui um novo processo seletivo, mas sim uma extensão do Sisu 2026. E foi desenhado pelo MEC para ser uma ferramenta mais eficiente para aperfeiçoar a seleção de candidatos para vagas no ensino superior.

O ministério projeta que o Sisu+ seja usado em cursos tradicionalmente com alta rotatividade, onde o estudante é admitido, mas desiste da vaga ou muda de curso, o que gera para as universidades públicas a necessidade da organização de sucessivas chamadas para preenchimento de vagas.

Com o Sisu+, a instituição pode adotar a estrutura automatizada do Sisu para rodar as listas de espera de forma mais rápida, garantindo que a vaga não fique ociosa.

Outra vantagem apontada pelo MEC é a economia. As instituições de ensino que, paralelamente, realizariam processos seletivos próprios, como vestibulares, para vagas com ingresso no segundo semestre, podem reduzir os custos administrativos e usar o sistema do Sisu para seleção dos candidatos.

Nos cursos em que sobram vagas, como licenciatura, engenharias e demais áreas estratégicas que o país precisa desenvolver, o Sisu+ pode ampliar o acesso a essas vagas porque centraliza o que antes ficava disperso em dezenas de sites de universidades diferentes.

Dessa forma, o processo seletivo complementar padroniza a disponibilização de vagas pelas instituições e facilita a consulta das oportunidades pelos estudantes.

A pasta da Educação avaliará os resultados da implementação do Sisu+ 2026 para decidir sobre eventuais edições futuras do processo seletivo complementar.
 
Fonte: Agência Brasil

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