A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou o recolhimento de dois medicamentos após identificar troca de embalagens que pode confundir consumidores e representar risco à saúde. A decisão foi publicada nesta quarta-feira, 7 de janeiro de 2026, e, segundo a agência, as empresas responsáveis já iniciaram a retirada dos produtos do mercado.
🧪 Medicamentos recolhidos
O primeiro caso envolve o lote OA3169 do Pantoprazol Sódico Sesqui-Hidratado 40 mg, medicamento indicado para o tratamento de problemas gastrointestinais. A fabricante MedQuímica Indústria Farmacêutica Ltda comunicou à Anvisa que houve substituição indevida da embalagem do pantoprazol pela de Hidroclorotiazida 25 mg, fármaco utilizado no controle da pressão arterial.
Com o erro, consumidores poderiam adquirir um medicamento acreditando tratar-se de outro, recebendo um princípio ativo completamente diferente do prescrito.
O segundo recolhimento envolve o Alektos 20 mg, antialérgico produzido pela Cosmed Indústria de Cosméticos e Medicamentos S.A.. De acordo com a empresa, a embalagem desse produto foi trocada pela do Nesina, medicamento indicado para o tratamento do diabetes mellitus tipo 2 em adultos.
🚨 Risco ao consumidor
Segundo a Anvisa, falhas desse tipo representam risco significativo, pois o uso inadvertido de medicamentos diferentes do prescrito pode comprometer tratamentos, agravar quadros clínicos e provocar efeitos adversos inesperados.
A agência reforça a importância de que consumidores confiram sempre:
- Nome do medicamento
- Princípio ativo
- Dosagem
- Fabricante
- Lote e validade
mesmo quando se trata de produtos de uso habitual.
🏥 Orientação da Anvisa
A Anvisa orienta que consumidores e profissionais de saúde estejam atentos a qualquer irregularidade e, em caso de dúvida sobre o conteúdo ou procedência de medicamentos, procurem:
- O Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) das fabricantes
- As vigilâncias sanitárias locais
A agência destaca que medidas como o recolhimento preventivo são essenciais para garantir a segurança sanitária e evitar danos à população.
Por Fernando Átila

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