A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou um novo medicamento genérico à base de semaglutida, ampliando a oferta dessa substância no mercado brasileiro. A decisão foi publicada nesta segunda-feira (24) no Diário Oficial da União (DOU).
Este é o segundo genérico de semaglutida aprovado no país, em um movimento que acompanha a expansão do mercado de medicamentos da classe dos agonistas do receptor GLP-1.
A semaglutida é utilizada em tratamentos relacionados ao diabetes tipo 2 e, conforme a indicação de cada produto, também pode fazer parte de terapias voltadas ao controle da obesidade.
💉 Novo medicamento terá quatro apresentações
O produto aprovado apresenta concentração de 1,34 mg/mL e será administrado por via subcutânea.
Ao todo, foram autorizadas quatro apresentações:
- 1 caneta/cartucho de 1,5 mL, acompanhada de seis agulhas;
- 2 canetas/cartuchos de 1,5 mL, com dez agulhas;
- 1 caneta/cartucho de 3 mL, com quatro agulhas;
- 2 canetas/cartuchos de 3 mL, com oito agulhas.
Todas as versões possuem prazo de validade de 24 meses.
A aprovação representa uma ampliação da concorrência entre fabricantes e pode aumentar a variedade de opções disponíveis aos pacientes que tenham indicação para utilizar medicamentos contendo semaglutida.
🧬 Como a semaglutida age no organismo?
A semaglutida é uma substância sintética que reproduz parte dos efeitos do GLP-1, hormônio produzido naturalmente pelo organismo.
Sua atuação ocorre principalmente em mecanismos relacionados ao controle da glicose e da saciedade.
No caso do diabetes tipo 2, a substância contribui para estimular a liberação de insulina, ajudando a diminuir os níveis de açúcar no sangue.
Já em relação ao apetite, o medicamento favorece uma sensação de saciedade, o que pode reduzir a ingestão de alimentos e contribuir para a perda de peso quando existe indicação terapêutica.
📈 Mercado de GLP-1 segue crescendo
A nova aprovação ocorre em meio ao crescimento do mercado de medicamentos que atuam sobre o receptor GLP-1.
O país já conta com diferentes produtos e apresentações envolvendo essa classe terapêutica, incluindo medicamentos de referência, biossimilares e opções produzidas por síntese química.
Com a entrada de novos genéricos, a tendência é de aumento da concorrência e diversificação da oferta.
A primeira versão genérica da semaglutida foi aprovada pela Anvisa na segunda-feira (17) da semana passada. O novo registro amplia esse segmento e reforça o avanço das alternativas nacionais para a substância.
⚖️ Genérico pode ser substituído pelo medicamento de referência
O medicamento aprovado tem como referência a caneta injetável Ozivy, utilizada em tratamentos de diabetes tipo 2 e obesidade.
De acordo com as informações apresentadas, os dois produtos são intercambiáveis, o que significa que podem ser substituídos conforme as regras aplicáveis à equivalência entre os medicamentos.
A possibilidade de substituição é importante para ampliar as alternativas de tratamento e favorecer maior concorrência entre os produtos registrados.
👩⚕️ Uso deve seguir indicação médica
Apesar da popularização das chamadas “canetas emagrecedoras”, a semaglutida não deve ser tratada como um produto destinado exclusivamente à perda de peso.
Seu uso depende da indicação médica, da avaliação individual do paciente e das condições previstas para cada medicamento.
A expansão do número de produtos registrados também reforça a necessidade de atenção às diferenças entre as indicações, concentrações, apresentações e orientações específicas de cada produto.
🇧🇷 Mais opções podem mudar cenário do mercado
A aprovação de mais um genérico acrescenta uma nova alternativa ao mercado brasileiro de semaglutida e pode alterar gradualmente a disputa entre fabricantes.
A tendência é que a maior variedade de produtos amplie as possibilidades disponíveis para pacientes e profissionais de saúde, além de estimular uma concorrência maior no segmento.
A semaglutida, que ganhou enorme popularidade nos últimos anos, passa assim a contar com um número crescente de medicamentos registrados no país, consolidando a expansão dos agonistas do receptor GLP-1 no sistema de saúde brasileiro.

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