Elmano envia à Assembleia projeto para doar armas a policiais aposentados no Ceará

O governador Elmano de Freitas assinou, na manhã desta terça-feira (3), a mensagem que encaminha à Assembleia Legislativa do Ceará (Alece) projeto de lei que autoriza a transferência de armas de fogo pertencentes ao acervo institucional do Estado para agentes de segurança pública aposentados e militares estaduais da reserva remunerada.

“Isso é algo fundamental, porque representa o reconhecimento a todos esses profissionais que, ao se afastarem da instituição, às vezes ficam sem suas armas. E nós queremos dar a esse profissional o absoluto reconhecimento da sua vida dedicada. Por isso, estamos encaminhando essa mensagem para garantir que, ao deixarem a instituição, possam permanecer com a arma, assegurando sua proteção e segurança”, destacou o governador.

Ainda segundo o gestor, a medida já é adotada em âmbito nacional. “Hoje, a Polícia Federal já adota essa prática com seus policiais e delegados. E nós estamos incorporando esse procedimento às forças de segurança do Ceará e ao sistema penal cearense. Pode ter certeza de que não vamos parar de fortalecer as forças de segurança do Ceará para enfrentar, cada vez com mais força, o crime organizado no estado”, afirmou.

A proposta contempla policiais civis e penais, peritos e auxiliares de perícia aposentados, além de policiais e bombeiros militares da reserva remunerada. A transferência será realizada por meio de doação e dependerá de solicitação do interessado e autorização do órgão de origem, após a verificação do cumprimento dos requisitos legais e administrativos, incluindo as condições para autorização, registro e porte de arma.

Fortalecimento da instituição
O secretário da Segurança Publica e Defesa Social, Roberto Sá, também avalia que a iniciativa representa um reconhecimento aos servidores da segurança pública, que dedicaram suas vidas à proteção da sociedade. “Então, nesse momento em que o servidor vai para a inatividade, nada mais justo do que o Estado garantir a ele uma arma de fogo para que possa se proteger”, destacou.

“Agradecemos muito, porque a iniciativa demonstra também o cuidado com o bem-estar do servidor, além de fortalecer a instituição”, acrescentou o secretário.

De acordo com o projeto, o armamento será destinado exclusivamente à defesa pessoal, sendo proibido seu uso em atividades profissionais ou com finalidade lucrativa. Também não poderão receber armas os agentes que não apresentarem condições físicas, psicológicas ou técnicas adequadas para a guarda e o uso seguro do equipamento.

A proposta estabelece ainda que os contemplados serão responsáveis pela guarda, conservação e manutenção das armas, incluindo reparos e aquisição de munições.

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