A região do Cariri apresentou redução ou estabilidade nos registros de feminicídio em diferentes períodos de 2025 e 2026, segundo dados da Superintendência de Pesquisa e Estratégia de Segurança Pública (Supesp-CE). Os números de Juazeiro do Norte, Crato e Barbalha mostram que os três municípios tiveram, nos primeiros meses deste ano, quantidade menor ou semelhante à registrada no mesmo período do ano anterior.
O cenário faz parte de uma queda observada também no conjunto do Ceará, que registrou redução nos casos de feminicídio tanto em agosto quanto no acumulado do ano.
📍 Juazeiro do Norte passou sete meses sem registros
Em Juazeiro do Norte, a Supesp contabilizou dois feminicídios entre janeiro e julho de 2025. Em setembro daquele mesmo ano, outro caso foi registrado, fazendo com que o município encerrasse 2025 com três ocorrências.
Já entre janeiro e julho de 2026, não houve registro de feminicídio na cidade.
A situação mudou em agosto, quando um novo caso foi contabilizado.
🏙️ Crato também não teve ocorrências até julho
O Crato não registrou feminicídios nos primeiros sete meses de 2025, conforme os dados da Supesp. Ao longo de todo aquele ano, porém, foram contabilizados dois casos.
Em 2026, o município repetiu o cenário de ausência de registros entre janeiro e julho. Em agosto, entretanto, houve uma ocorrência.
Os números mostram que tanto Crato quanto Juazeiro permaneceram sem registros durante os primeiros sete meses deste ano, mas voltaram a contabilizar casos no mês seguinte.
⚖️ Barbalha teve um caso em cada ano
Em Barbalha, foi registrado um feminicídio em junho de 2025.
Em 2026, houve uma ocorrência no município no mês de maio.
Assim, considerando o período de janeiro a julho deste ano, Barbalha registrou um caso, enquanto Juazeiro do Norte e Crato não tiveram ocorrências.
🛡️ Municípios contam com atendimento especializado
Juazeiro do Norte e Crato possuem Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs), unidades especializadas no atendimento e na investigação de crimes cometidos contra mulheres.
Em Juazeiro do Norte, a DDM funciona na Casa da Mulher Cearense, estrutura voltada ao atendimento e à proteção de vítimas de violência.
Além das delegacias especializadas, o Ceará mantém uma rede de atuação integrada das forças de segurança para prevenção e acompanhamento de casos envolvendo violência contra a mulher.
👮 Secretário defende rigor contra agressores
O secretário da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará, Roberto Sá, classificou como “covarde” o homem que agride uma mulher e defendeu que os responsáveis sejam punidos com rigor.
“Homem que bate em mulher é um baita de um covarde, que não tem nada de macho, pelo contrário. Tem que ser realmente punido com muito rigor”, afirmou.
Segundo o secretário, a política de enfrentamento à violência contra as mulheres envolve diferentes órgãos e estruturas das forças de segurança.
🚔 Estado reúne diferentes mecanismos de proteção
Entre as estruturas citadas estão o Departamento de Proteção a Grupos Vulneráveis, da Polícia Civil; o Comando de Prevenção e Apoio às Comunidades (Copac), da Polícia Militar; as Patrulhas Maria da Penha e as Delegacias de Defesa da Mulher.
A atuação integrada busca ampliar a proteção das vítimas, facilitar o atendimento e fortalecer a investigação de crimes relacionados à violência de gênero.
📉 Ceará registra queda de 40% em agosto
No cenário estadual, os dados da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará mostram uma redução de 40% nos casos de feminicídio em agosto.
Foram registrados três casos em agosto de 2026, contra cinco no mesmo mês de 2025.
No acumulado entre janeiro e agosto, o Ceará contabilizou 27 feminicídios, ante 34 ocorrências no mesmo período do ano passado.
A redução foi de 20,6%.
📊 Estado teve menor taxa do país nos primeiros sete meses
Além da redução no número absoluto de ocorrências, o Ceará apresentou, entre janeiro e julho de 2026, uma taxa de 0,26 feminicídio por 100 mil habitantes.
Segundo dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública, o índice foi o menor registrado entre os estados brasileiros no período.
Apesar da queda dos indicadores, os casos registrados em agosto no Crato e em Juazeiro do Norte mostram que a violência continua sendo um problema que exige atenção permanente.
📞 Onde pedir ajuda
Em situações de emergência, a orientação é acionar as forças de segurança pelo 190.
Também é possível denunciar por meio do Disque-Denúncia 181 e buscar atendimento pelo 180, da Central de Atendimento à Mulher.

Nenhum comentário:
Postar um comentário