Ceará abre 4,1 mil vagas formais em julho e registra quinto maior saldo do país

O Ceará registrou saldo positivo de 4.181 empregos formais em julho de 2026, segundo dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) nesta sexta-feira (28). O resultado colocou o Estado na quinta posição entre as unidades da Federação que mais geraram empregos no mês, atrás de São Paulo, Mato Grosso, Minas Gerais e Bahia.

O saldo representa a diferença entre as contratações e os desligamentos registrados no período. No Ceará, foram 61.739 admissões e 57.558 desligamentos, mantendo o mercado de trabalho formal em terreno positivo.

Com o desempenho de julho, o Estado chegou a 1.403.154 empregos formais, considerando o estoque de trabalhadores com carteira assinada.

💼 Serviços e construção lideram geração de vagas
O setor de serviços foi o principal responsável pelo resultado cearense em julho, com 2.931 novos postos de trabalho. A atividade foi seguida pela construção civil, que abriu 1.284 vagas no período.

A agropecuária também apresentou saldo positivo, com 376 novos empregos, conforme os dados divulgados sobre o desempenho setorial do Estado.

O desempenho do Ceará acompanha, em parte, o comportamento observado no mercado de trabalho nacional. No Brasil, quatro dos cinco grandes setores analisados pelo Novo Caged registraram saldo positivo em julho: serviços (+24.098), construção (+12.691), agropecuária (+12.523) e indústria (+11.315). O comércio foi o único segmento nacional com saldo negativo, com fechamento de 2.056 postos.

📊 Ceará tem segundo maior salário médio de admissão do Nordeste
No cenário regional, o Ceará apresentou o segundo maior saldo de empregos formais do Nordeste, ficando atrás apenas da Bahia, que abriu 4.664 postos em julho.

Na sequência aparecem Paraíba, com 2.307 vagas; Piauí, com 1.987; Pernambuco, com 1.883; Alagoas, com 1.203; Sergipe, com 1.095; Rio Grande do Norte, com 999; e Maranhão, com 654. Ao todo, o Nordeste registrou 18.973 novos empregos formais no mês.

O resultado também coloca o Ceará entre os principais geradores de empregos do país. Em números absolutos, São Paulo liderou, com 17.814 novos postos, seguido por Mato Grosso (5.766), Minas Gerais (5.199), Bahia (4.664) e Ceará (4.181).

📈 Estado se destaca no cenário nacional
Outro indicador de destaque é o salário médio de admissão. No Ceará, o valor ficou em R$ 2.173,94, segundo os dados divulgados sobre o mercado de trabalho estadual. O resultado colocou o Estado na segunda posição entre os estados nordestinos nesse indicador.

O valor, entretanto, ficou abaixo da média nacional de julho, que alcançou R$ 2.419,23. No país, o salário médio real de admissão teve alta de 0,6% em relação a junho.

🇧🇷 Brasil registra mais de 58 mil novos empregos
Apesar do resultado positivo no Ceará, os dados de julho mostram uma desaceleração na criação de empregos formais no Brasil. O país abriu 58.568 vagas com carteira assinada, resultado de 2.262.888 admissões e 2.204.320 desligamentos.

O número representa o menor saldo para um mês de julho desde 2020, considerando a atual série metodológica do Novo Caged. No acumulado de janeiro a julho, porém, o país contabiliza 972.203 novos empregos formais.

O estoque nacional chegou a 48.082.866 vínculos formais ao final de julho. Nos últimos 12 meses, de agosto de 2025 a julho de 2026, foram criados 880.717 postos, segundo o Ministério do Trabalho e Emprego.

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