Anvisa libera uso de nova medicação indicada para crises de enxaqueca

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, nesta segunda-feira (25), um novo medicamento voltado ao tratamento da enxaqueca no Brasil. O remédio, chamado Nurtec ODT, foi autorizado para uso em adultos tanto no tratamento agudo das crises quanto na prevenção da enxaqueca episódica.

O medicamento é fabricado pela Pfizer e é indicado para pacientes que apresentam pelo menos quatro crises de enxaqueca por mês.

💡 Como funciona o novo medicamento
Segundo a Anvisa, o princípio ativo do Nurtec ODT é o hemisulfato de rimegepanto sesqui-hidratado, substância pertencente a uma nova classe de medicamentos desenvolvida especificamente para o combate à enxaqueca.

O remédio atua bloqueando a ação da proteína CGRP (calcitonina), associada aos processos inflamatórios e à dor provocada pelas crises.

A proposta do tratamento é agir diretamente no mecanismo neurológico da doença, reduzindo os sintomas e prevenindo novos episódios.

⚠️ Enxaqueca é doença neurológica incapacitante
A enxaqueca é considerada uma doença neurológica crônica e incapacitante, caracterizada por crises de dor de cabeça de intensidade moderada a grave.

Além da dor, os pacientes podem apresentar sintomas como:

  • náusea;
  • vômito;
  • sensibilidade à luz (fotofobia);
  • sensibilidade ao som (fonofobia).

As crises costumam durar entre quatro e 72 horas quando não são tratadas adequadamente.

🌩️ Pacientes também podem apresentar aura
De acordo com especialistas, algumas pessoas apresentam um fenômeno chamado aura antes do início da dor.

A aura geralmente surge entre 30 minutos e uma hora antes da crise e pode provocar alterações visuais, sensoriais ou dificuldade na fala.

💊 Nova classe de medicamentos ganha espaço
O Nurtec ODT integra uma geração mais recente de medicamentos específicos para enxaqueca, desenvolvidos para atuar diretamente nas proteínas relacionadas à doença.

A expectativa é que a nova medicação amplie as opções de tratamento para pacientes que convivem com crises frequentes e que nem sempre conseguem bons resultados com analgésicos tradicionais.

Até o momento, ainda não foram divulgadas informações sobre preço ou data de comercialização do medicamento no Brasil.
 
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