O Sítio Urbano do Gesso, no Crato, reconhecido pela Lei Municipal nº 3.612/2019, está em fase de conclusão do seu mapeamento e identificação botânica. O trabalho é realizado por meio de uma parceria entre o Coletivo Camaradas, o Herbário da Universidade Regional do Cariri (URCA) e o Laboratório de Geoprocessamento (LabGeo) da instituição.
O mapeamento faz parte do Projeto Agentes do Sítio Urbano do Gesso, desenvolvido pelo Coletivo Camaradas e contemplado com recursos do Prêmio Periferia Viva, do Ministério das Cidades. A iniciativa busca fortalecer ações de preservação ambiental, educação e valorização dos territórios urbanos periféricos.
🌳 Corredor verde e qualidade de vida
Para a professora Arlene Pessoa, curadora do Herbário da URCA, o corredor verde existente ao longo da linha férrea no Sítio Urbano do Gesso desempenha papel fundamental na promoção da qualidade de vida da comunidade.
Segundo ela, áreas arborizadas vão além do aspecto estético e funcionam como instrumentos de justiça social e ambiental. Arlene destaca que o espaço contribui diretamente para:
- melhoria do microclima;
- redução das ilhas de calor;
- diminuição da poluição do ar e sonora;
- maior infiltração da água da chuva.
A professora acrescenta ainda que o Sítio favorece a saúde física e mental da população, ao oferecer locais seguros para lazer, prática de atividades físicas, convivência comunitária e contato com a natureza. Além disso, o espaço fortalece o senso de pertencimento, estimula a educação ambiental e atua como ponto de resistência cultural e social.
A professora Lourdes Carvalho, coordenadora do LabGeo da URCA, ressalta que o mapeamento vai contribuir tanto para a proteção do Sítio Urbano do Gesso quanto para evidenciar sua relevância ambiental para o município do Crato.
De acordo com Lourdes, o levantamento técnico permitirá identificar áreas sensíveis, espécies vegetais e características geográficas, servindo como base para políticas públicas de preservação e planejamento urbano. Ela acrescenta que a experiência deve servir de modelo para ser replicada em outras áreas urbanas da região.
📊 Conclusão e acesso público
A previsão é que o trabalho de mapeamento e identificação botânica seja concluído até o final do mês de março e disponibilizado ao público. A equipe envolvida também estuda a continuidade da parceria por meio da elaboração de um projeto de extensão, com ações educativas e de monitoramento ambiental junto à comunidade local.
Por Bárbara Antonelli


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