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Estudo associa consumo frequente de ovos à redução do risco de Alzheimer em idosos

O Alzheimer segue como uma das doenças neurodegenerativas que mais preocupam especialistas em saúde e envelhecimento no mundo. Sem cura definitiva e com crescimento contínuo no número de casos, pesquisadores têm buscado identificar hábitos que possam contribuir para a preservação da saúde cerebral ao longo da vida.

Agora, um estudo publicado no periódico científico Journal of Nutrition colocou um alimento bastante comum na mesa dos brasileiros no centro desse debate: o ovo.

Segundo os pesquisadores, o consumo frequente do alimento pode estar associado à redução significativa do risco de desenvolver Alzheimer após os 65 anos.

Pesquisa acompanhou idosos por mais de 15 anos
O estudo foi conduzido por especialistas da Universidade de Loma Linda, utilizando dados do Adventist Health Study 2, um amplo levantamento populacional sobre saúde e hábitos alimentares.

Ao todo, cerca de 40 mil idosos foram acompanhados ao longo de mais de 15 anos. Durante esse período, os pesquisadores cruzaram padrões alimentares com registros médicos e dados do sistema Medicare para identificar diagnósticos da doença de Alzheimer.

Os resultados apontaram uma tendência consistente: quanto maior o consumo de ovos, menor parecia ser o risco da doença.

Consumo frequente apresentou melhores resultados
Segundo os dados apresentados:

  • Pessoas que consumiam ovos entre uma e três vezes por mês tiveram redução estimada de 17% no risco de Alzheimer;
  • Participantes que ingeriam ovos de duas a quatro vezes por semana apresentaram redução de 20%;
  • O grupo com maior benefício foi o de pessoas que consumiam pelo menos um ovo por dia, cinco vezes por semana, registrando queda de aproximadamente 27% no risco estimado da doença.

Nutrientes da gema chamaram atenção dos cientistas
Os pesquisadores destacam que o interesse científico pelos ovos está relacionado principalmente aos nutrientes presentes na gema.

Um dos compostos considerados mais importantes é a colina, substância fundamental para a produção da acetilcolina, neurotransmissor diretamente ligado à memória e à comunicação entre neurônios.

Com o envelhecimento, a redução nos níveis de acetilcolina costuma estar associada ao declínio cognitivo observado em pacientes com Alzheimer.

Além da colina, os ovos também contêm:

  • Luteína;
  • Zeaxantina;
  • Ômega-3;
  • Fosfolipídios.

Esses componentes possuem propriedades antioxidantes e participam da proteção das células cerebrais contra o estresse oxidativo e o envelhecimento neuronal.

Pesquisadores reforçam importância da alimentação equilibrada
A professora associada de epidemiologia e autora principal do estudo, Jisoo Oh, afirmou que os resultados fortalecem o papel da alimentação saudável na preservação da saúde cerebral.

Segundo ela, os ovos podem integrar uma dieta equilibrada voltada ao envelhecimento saudável.

Estudo não comprova relação direta de causa e efeito
Apesar dos resultados considerados promissores, os próprios pesquisadores destacam que o estudo identificou apenas uma associação estatística, sem comprovar diretamente que o consumo de ovos previne Alzheimer.

Os cientistas ressaltam que fatores como:

  • Atividade física;
  • Qualidade do sono;
  • Genética;
  • Saúde cardiovascular;
  • Estilo de vida;
  • Outros hábitos alimentares;

também influenciam significativamente o risco de doenças neurodegenerativas.

Outro ponto citado é que grande parte dos participantes fazia parte da Igreja Adventista do Sétimo Dia, grupo conhecido por hábitos considerados mais saudáveis, como baixo consumo de álcool e tabaco.

Alzheimer preocupa autoridades de saúde
O Alzheimer é atualmente a forma mais comum de demência no mundo e provoca perda progressiva da memória, do raciocínio e de outras funções cognitivas.

Com o envelhecimento acelerado da população brasileira e mundial, especialistas acreditam que estratégias preventivas relacionadas à alimentação e ao estilo de vida podem ajudar a reduzir impactos futuros da doença.

Embora ainda não exista cura definitiva, estudos como este reforçam o crescente interesse científico sobre o impacto da nutrição na saúde cerebral e no envelhecimento saudável.

Por Bárbara Antonelli

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