Um novo medicamento experimental apresentou potencial para reduzir em cerca de 26% o risco de um novo acidente vascular cerebral (AVC). Os resultados foram divulgados durante a "International Stroke Conference 2026", evento internacional voltado à ciência do AVC, realizado em Nova Orleans, nos Estados Unidos.
O fármaco, chamado asundexian, foi testado em um ensaio clínico de fase 3 denominado Oceanic-Stroke, que envolveu mais de 12 mil pacientes de 37 países. Todos os participantes possuíam histórico de AVC isquêmico não-cardioembólico ou de ataque isquêmico transitório (AIT), conhecido como “mini-AVC”, condição que aumenta significativamente o risco de um episódio mais grave no futuro.
🔬 Como foi feito o estudo
A pesquisa comparou dois grupos: um que utilizou o asundexian em associação às terapias antiplaquetárias padrão, como a aspirina, e outro que fez uso apenas do tratamento convencional. O objetivo foi avaliar se o novo medicamento poderia reduzir a recorrência de eventos cerebrovasculares.
De acordo com os pesquisadores, além da redução expressiva no risco de um novo AVC, um dos principais destaques do estudo foi o perfil de segurança do medicamento.
⚠️ Menor risco de sangramentos
Diferentemente de muitos anticoagulantes e antiplaquetários disponíveis atualmente, que podem elevar o risco de sangramentos intracranianos — um dos efeitos adversos mais graves desses tratamentos —, o asundexian não apresentou aumento significativo desse risco durante os testes.
Esse resultado é considerado um avanço relevante, já que a segurança é um dos maiores desafios na prevenção de eventos cardiovasculares recorrentes.
📉 Impacto na prevenção de novos casos
A redução de 26% no risco de um novo AVC representa um passo importante, sobretudo para pacientes que já sofreram um evento cerebral e permanecem em situação de alto risco.
Dados de associações médicas internacionais apontam que quase um em cada quatro sobreviventes de AVC pode ter um novo episódio, o que reforça a importância de estratégias eficazes de prevenção secundária e do desenvolvimento de terapias mais seguras e eficientes.
Por Fernando Átila

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