Anvisa amplia para cinco anos o prazo de uso do implante contraceptivo

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ampliou de três para cinco anos o período de uso do implante contraceptivo de etonogestrel. O dispositivo, disponibilizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS) desde 2025, passa a oferecer proteção contra a gravidez por um período mais prolongado, sem necessidade de substituição ao término do terceiro ano.

A alteração foi aprovada nesta segunda-feira (26) e beneficia também as pessoas que já utilizam o implante. Nesses casos, não é necessário retirar ou substituir o dispositivo para que o novo prazo seja aplicado.

🔬 Estudos comprovaram eficácia e segurança
A decisão da Anvisa foi fundamentada em dados clínicos que demonstraram a manutenção da eficácia e da segurança do implante durante o quarto e o quinto anos de utilização. No principal estudo avaliado pela agência, não foram registradas gestações durante esse período adicional.

Com a ampliação do prazo, o Brasil passa a seguir o mesmo período de utilização autorizado por órgãos reguladores dos Estados Unidos, do Canadá e do Reino Unido, que já haviam aprovado o uso do implante contraceptivo por até cinco anos.

🏥 Colocação também é permitida após parto ou aborto
Além de ampliar o tempo de uso, a Anvisa autorizou a inserção do implante contraceptivo imediatamente após o parto ou a realização de um aborto. A possibilidade inclui situações após interrupções da gestação no primeiro e no segundo trimestres.

A medida amplia as possibilidades de acesso ao método contraceptivo em diferentes momentos do atendimento à saúde reprodutiva.

📊 Implante apresenta baixa taxa de falha
O implante de etonogestrel é considerado o método contraceptivo mais eficaz contra a gravidez disponível no mercado, com índice de falha inferior ao de outros métodos, incluindo a vasectomia, procedimento cirúrgico utilizado para a esterilização masculina.

A comparação apresentada para cada mil usuários indica as seguintes taxas de falha:

  • Implante contraceptivo: 0,5 caso.
  • Vasectomia: entre 1 e 1,5 caso.
  • DIU hormonal: 2 casos.

Fonte: Agência Brasil

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