Três lotes de medicamento contra câncer são retirados do mercado após alerta de falsificação

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, nesta quarta-feira (23), a apreensão de três lotes falsificados do medicamento Enhertu (trastuzumabe deruxtecana), utilizado no tratamento de diferentes tipos de câncer.

A medida foi adotada depois que a Daiichi Sankyo Brasil Farmacêutica, empresa distribuidora do medicamento, comunicou à agência que não reconhecia os produtos identificados como legítimos.

A decisão tem caráter preventivo e alcança qualquer pessoa física ou jurídica que esteja de posse dos lotes apontados como falsificados.

💊 Quais lotes foram identificados

A determinação da Anvisa envolve os lotes:

  • 432221
  • 432844
  • 432862

A partir da resolução publicada pela agência, fica proibida a distribuição, comercialização, transporte e utilização dos produtos correspondentes a essas numerações.

A medida busca retirar os medicamentos falsificados de circulação e impedir que cheguem a pacientes ou sejam utilizados em tratamentos.

🧬 Enhertu é usado no tratamento contra o câncer
O Enhertu (trastuzumabe deruxtecana) é um medicamento indicado para o tratamento de diferentes tipos de câncer em estágio avançado ou metastático.

Entre as doenças para as quais o produto é utilizado estão câncer de mama, câncer de pulmão e câncer de estômago.

Por essa razão, a identificação de unidades falsificadas motivou a intervenção da autoridade sanitária para evitar o uso de produtos cuja autenticidade não foi reconhecida pelo fabricante ou distribuidor.

🚨 Empresa informou que lotes não são originais
A ação da Anvisa ocorreu após a Daiichi Sankyo Brasil Farmacêutica notificar a agência sobre os três lotes.

Segundo a comunicação, a empresa não reconhece os produtos correspondentes às numerações como medicamentos originais.

A resolução determina que os lotes sejam apreendidos e não sejam distribuídos, comercializados, transportados ou utilizados.

📋 Resolução foi publicada no Diário Oficial
A determinação consta da Resolução nº 3.738, divulgada nesta quarta-feira (23) no Diário Oficial da União.

As medidas adotadas pela Anvisa são de caráter preventivo e têm como objetivo evitar que produtos falsificados permaneçam disponíveis no mercado e sejam utilizados por pacientes.

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