O Ceará alcançou a segunda maior geração de empregos formais do Nordeste em 2026, de acordo com os dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), divulgados nesta terça-feira (29) pelo Ministério do Trabalho e Emprego.
Entre janeiro e agosto, o Estado acumulou 37.697 novos postos de trabalho com carteira assinada, ficando atrás apenas da Bahia no ranking regional. O resultado considera a diferença entre admissões e desligamentos registrada ao longo dos oito primeiros meses do ano.
Somente em agosto, o Ceará abriu 9.295 vagas formais, resultado de 64.008 contratações e 54.713 demissões.
📈 Ceará amplia saldo de empregos em 2026
O desempenho acumulado coloca o Ceará entre os estados que mais vêm ampliando o mercado de trabalho formal na região.
O resultado foi construído a partir do saldo positivo registrado mês a mês e levou o Estado à segunda colocação no Nordeste no acumulado do ano, com 37.697 novos empregos formais.
O estoque total de trabalhadores com carteira assinada no Ceará chegou a 1.412.325 vínculos.
💼 Serviços lideram criação de vagas
Em agosto, o setor de serviços foi o principal responsável pelo resultado positivo do Ceará, com 5.267 novos postos de trabalho.
A construção civil apareceu na sequência, com 1.897 vagas abertas no mês.
Também apresentaram saldo positivo o comércio, com 1.193 novos empregos, e a agropecuária, que abriu 945 postos.
A indústria teve resultado praticamente estável, com saldo negativo de apenas seis vagas.
O desempenho dos serviços teve peso importante no resultado estadual, especialmente diante do volume de empregos gerados em atividades ligadas ao setor.
🏗️ Construção civil aparece entre os destaques
A construção civil registrou 1.897 novos empregos formais em agosto, consolidando o segmento como um dos principais responsáveis pela geração de vagas no Estado no período.
O resultado inclui trabalhadores contratados para diferentes atividades relacionadas ao setor, que vem mantendo participação relevante na abertura de postos formais.
💰 Ceará tem maior salário médio de admissão do Nordeste
Outro destaque do levantamento foi o salário médio real de admissão.
Em agosto, o trabalhador contratado no Ceará recebeu, em média, R$ 2.148,53, o maior valor entre os estados nordestinos.
A média da região ficou em R$ 2.075,24.
Apesar de o valor cearense estar abaixo da média nacional, que ficou em R$ 2.410,74, o Estado apresentou o maior salário médio de admissão do Nordeste no mês.
📊 Ranking regional
No acumulado de janeiro a agosto de 2026, a Bahia aparece na primeira colocação entre os estados nordestinos, enquanto o Ceará ocupa a segunda posição, com 37.697 novas vagas.
Pernambuco aparece logo atrás, com resultado acumulado inferior ao registrado pelo Ceará.
O desempenho regional ocorre em um cenário no qual todos os principais setores da economia cearense, com exceção da indústria, registraram saldo positivo em agosto.
👷 Mercado formal supera 1,4 milhão de trabalhadores
Com o saldo de empregos registrado durante o ano, o Ceará encerrou agosto com 1.412.325 empregos com carteira assinada.
O número representa o estoque de vínculos formais existentes no Estado após as movimentações de contratações e desligamentos contabilizadas pelo Novo Caged.
Os dados apontam ainda que o desempenho do Ceará não se limita à quantidade de vagas abertas. O Estado também apresentou, em agosto, o maior salário médio de admissão entre os estados nordestinos.

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