Hospedagem de site ilimitada superdomínios

Senado aprova uso de tornozeleira eletrônica contra agressores de mulheres e endurece punições

O Senado Federal aprovou, nesta quarta-feira (18), um projeto de lei que amplia o uso de tornozeleiras eletrônicas contra agressores de mulheres e endurece as punições para o descumprimento de medidas protetivas. A proposta, que já havia sido aprovada pela Câmara dos Deputados, segue agora para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A medida altera a Lei Maria da Penha e passa a permitir que o monitoramento eletrônico seja aplicado já na fase inicial do caso, sempre que houver risco à vítima.

📉 Monitoramento desde o início
De acordo com o texto, a tornozeleira poderá ser determinada assim que a ocorrência for registrada. Até então, a legislação previa como medida imediata apenas o afastamento do agressor do convívio com a vítima.

Com a mudança, o agressor poderá ser monitorado desde os primeiros momentos do processo, aumentando a capacidade de prevenção e resposta das autoridades.

🏛️ Decisão em cidades sem fórum
Em municípios que não são sede de comarca, a nova regra permite que delegados determinem o uso da tornozeleira eletrônica. Nesses casos, a decisão deverá ser comunicada ao juiz em até 24 horas, cabendo ao magistrado decidir pela manutenção ou revogação da medida.

📲 Funcionamento do sistema
Na prática, o monitoramento eletrônico estabelece um perímetro de exclusão que o agressor não pode ultrapassar. O sistema acompanha, em tempo real, sua movimentação.

Caso haja descumprimento, como aproximação da vítima ou violação da área restrita:

  • A vítima recebe alerta imediato 📱
  • A polícia é acionada automaticamente 🚔

Essa resposta rápida busca evitar novas agressões e garantir maior segurança.

⚠️ Prioridade em casos graves
O projeto também determina prioridade para aplicação da tornozeleira em situações mais graves, como:

  • Quando o agressor já descumpriu medidas protetivas
  • Quando há risco iminente à vítima

Nesses casos, se o juiz optar por não aplicar o monitoramento, deverá justificar formalmente a decisão.

⚖️ Punições mais rígidas
A proposta endurece as penalidades para quem violar as restrições impostas pela Justiça.

Atualmente: descumprimento de medida protetiva é crime, com pena de 3 meses a 2 anos de detenção

Com a nova regra: a pena poderá aumentar de um terço até a metade

Isso ocorrerá se o agressor:

  • Invadir área de exclusão
  • Retirar, danificar ou adulterar a tornozeleira

💰 Mais recursos para combate à violência
O texto também amplia o financiamento das políticas públicas voltadas à proteção das mulheres. A proposta aumenta de 5% para 6% a parcela mínima do Fundo Nacional de Segurança Pública destinada ao combate à violência doméstica.

Os recursos deverão ser utilizados, entre outras ações, para:

  • Compra de tornozeleiras eletrônicas
  • Manutenção dos sistemas de monitoramento
  • Expansão de dispositivos de proteção às vítimas

🔐 Próximos passos
Com a aprovação no Congresso, o projeto segue agora para sanção presidencial. Caso seja sancionado, as novas regras passarão a valer em todo o país, fortalecendo os mecanismos de prevenção e combate à violência contra a mulher.

Por Aline Dantas

Curta nossa página no Facebook e siga-nos no X

Nenhum comentário:

Postar um comentário