O ex-secretário municipal de Aurora, Francisco Tavares de Oliveira Neto, de 29 anos, foi morto a tiros na tarde de sexta-feira (13). O crime ocorreu na Vila Paulo Gonçalves, na zona urbana do município.
Conhecido como “Chico Neto”, ele já ocupou o cargo de secretário municipal de Desenvolvimento Urbano e Infraestrutura de Aurora, função exercida entre abril e maio de 2023.
🚨 Como ocorreu o crime
Segundo relatos de testemunhas, dois homens em uma motocicleta se aproximaram da vítima e efetuaram vários disparos. Após o ataque, a dupla fugiu do local.
Até o momento, a motivação do homicídio ainda não foi esclarecida.
A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS) confirmou a ocorrência e informou que o caso está sendo investigado como homicídio doloso.
🔎 Investigação policial
Equipes da Polícia Militar do Ceará (PMCE) foram acionadas para atender a ocorrência, enquanto profissionais da Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) realizaram os primeiros levantamentos no local do crime.
A investigação está sob responsabilidade da Polícia Civil do Estado do Ceará, por meio da Delegacia de Polícia Civil de Aurora.
De acordo com a SSPDS, a vítima respondia a processos pelos crimes de tortura, tentativa de denunciação caluniosa e furto qualificado.
🏛️ Nota de pesar
Nas redes sociais, a Prefeitura de Aurora divulgou uma nota de pesar, lamentando a morte do ex-secretário.
“Sabemos que palavras não conseguem expressar a dor que a família e os amigos estão sentindo, mas que todos possam encontrar conforto e força através das memórias e ensinamentos que fazem parte do seu legado em vida”.
⚖️ Condenação por tortura
Em novembro de 2021, Francisco Tavares de Oliveira Neto e o pai dele, José Ribamar Gonçalves, foram condenados pela Justiça do Ceará por um crime de tortura.
Segundo divulgação do Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE) à época, Francisco Tavares recebeu pena de 9 anos e 3 meses de prisão, enquanto o pai foi condenado a 12 anos e 6 meses.
De acordo com o Ministério Público, pai e filho foram denunciados por torturar dois funcionários de um estabelecimento comercial administrado por eles.
“Ribamar Gonçalves e Francisco Neto foram denunciados pelo MPCE por terem torturado dois funcionários de um estabelecimento comercial gerenciado por ambos. Pai e filho, supondo que os funcionários teriam subtraído uma quantia em dinheiro do comércio, torturaram as vítimas em busca de uma confissão”.
Durante o episódio, uma das vítimas teria tido um dente arrancado pelos acusados.
A decisão judicial determinava que os réus não poderiam recorrer em liberdade, mas Francisco Tavares acabou sendo solto nos anos seguintes.

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