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IA acelera criação de vírus e expõe risco a sistemas corporativos e governamentais, alertam pesquisadores

A inteligência artificial já está sendo utilizada em praticamente todas as etapas da criação de vírus voltados a ataques cibernéticos. Um dos exemplos mais recentes foi identificado pela empresa de cibersegurança Check Point Software, que analisou um novo programa malicioso capaz de atingir sistemas de empresas e governos.

🦠 Vírus criado com ajuda de inteligência artificial
Batizado de VoidLink por seus próprios criadores, o vírus alcançou um estágio funcional em menos de uma semana graças ao uso de ferramentas de inteligência artificial, segundo a avaliação dos pesquisadores da Check Point.

Embora não haja registro de infecções no mundo real até o momento, os especialistas alertam que o código já está suficientemente avançado para ser comercializado como produto ou direcionado contra alvos específicos, como organizações públicas e privadas.

☁️ Alvo são sistemas em nuvem baseados em Linux
De acordo com a empresa de segurança, o VoidLink foi projetado para se infiltrar em ambientes de computação em nuvem que utilizam o sistema operacional Linux, rival do Windows.

A computação em nuvem é hoje uma das principais alternativas às infraestruturas próprias de servidores, já que dados e aplicações ficam armazenados em centros de processamento de grandes empresas de tecnologia.

🕵️ Capacidade de adaptação e ocultação
A análise do código mostra que o vírus é capaz de reconhecer o ambiente em que está inserido e se adaptar ao contexto. O objetivo é expandir ao máximo suas funções e dificultar a detecção por sistemas de proteção.

Durante a investigação, foram identificados recursos que permitem ao VoidLink:

🔐 Roubar senhas armazenadas em sistemas de nuvem;
🧹 Apagar rastros digitais, dificultando a identificação do ataque.

⚙️ Crescimento acelerado do código
Um dos principais indícios do uso de inteligência artificial no desenvolvimento do vírus foi a velocidade com que o código-fonte cresceu. Entre a data de identificação do VoidLink e a publicação de uma atualização em um site de cibersegurança, o malware acumulou mais de 88 mil linhas de código em apenas sete dias — algo que, antes da IA, levaria meses.

Além disso, os pesquisadores encontraram arquivos de código detalhados, bem estruturados e com formatação consistente, características comuns em produções feitas com grandes modelos de linguagem.

🚨 Desenvolvimento em ritmo acelerado
A primeira versão do VoidLink ainda apresentava sinais de um trabalho em andamento, mas, segundo os especialistas, o uso da inteligência artificial permitiu acelerar o desenvolvimento e tornar o código mais sofisticado em pouco tempo.

Por Nicolas Uchoa

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