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Inflação desacelera e registra menor alta para outubro desde 1998, aponta IBGE

A inflação oficial do Brasil, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), registrou alta de 0,09% em outubro, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (11). O resultado representa uma forte desaceleração em relação à variação de 0,48% em setembro e marca o menor índice para o mês desde 1998, quando o indicador havia subido apenas 0,02%.

📊 IPCA abaixo do esperado e acumulado em 12 meses cai para 4,68%
As projeções de analistas variavam entre 0,10% e 0,21%, e o resultado final veio menor do que o esperado.

No acumulado de 2024, o IPCA registra alta de 3,73%. Já em 12 meses, a inflação atingiu 4,68%, abaixo dos 5,17% acumulados nos 12 meses anteriores.

O resultado mantém o índice dentro do intervalo de tolerância da meta do Banco Central, que é de 3% ao ano, podendo variar entre 1,5% e 4,5%.

💸 Juros e política monetária: o que muda com a nova inflação
A desaceleração do IPCA reforça a percepção de que a inflação segue sob controle, o que pode abrir espaço para futuras reduções da taxa básica de juros (Selic).

Atualmente, a Selic está em 15% ao ano, após decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) na semana passada de manter os juros inalterados.

Segundo analistas consultados pelo Blog Cariri, o Banco Central pode iniciar cortes graduais já no início de 2026, entre janeiro e março, caso os preços continuem desacelerando.

💬 Quando a inflação está alta, o BC eleva os juros para encarecer o crédito e conter o consumo. Já quando os preços estão controlados, pode reduzir a taxa para estimular a economia.

🥦 O que subiu e o que caiu em outubro
Três grupos de produtos e serviços apresentaram aceleração de preços em outubro:

  • Alimentação e bebidas: de -0,26% para 0,01%
  • Transportes: de 0,01% para 0,11%
  • Saúde e cuidados pessoais: de 0,17% para 0,41%

Nas demais seis classes de despesa, houve desaceleração ou quedas menos intensas:

  • Habitação: de 2,97% para -0,30%
  • Vestuário: de 0,63% para 0,51%
  • Despesas pessoais: de 0,51% para 0,45%
  • Educação: de 0,07% para 0,06%
  • Artigos de residência: de -0,40% para -0,34%
  • Comunicação: de -0,17% para -0,16%

Por Bruno Rakowsky

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