'Não tenho que provar mais nada para ninguém', afirma única mulher em uma das tropas de elite da PM no Ceará

Dos 19.456 agentes da Polícia Militar do Ceará, apenas 4,17% são mulheres. O número é ainda mais reduzido quando se trata das "tropas de elite" da PM, como o Batalhão de Policiamento de Rondas e Ações Intensivas e Ostensivas (BPRaio), que tem apenas uma policial feminina, a cabo Samara Alves. "O preconceito não me define. Eu posso aceitá-lo ou ser quem sou e fazer o que gosto”.

A paixão de Samara pela Polícia Militar começou quando ela foi trabalhar em uma empresa de segurança patrimonial, em 2008. Após dois anos de serviço, a cabo se interessou pela área, prestou um concurso público e ingressou na Polícia Militar. “Eu sabia que podia entrar naquela farda também”, declarou.

O ambiente predominantemente masculino não é um problema para a cabo. Samara Alves conta que os homens ajudaram na adaptação e a acolheram no batalhão ostensivo nas ruas do estado. A policial diz que o preconceito ainda é presente dentro e fora da PM, mas ela diz que procura não se abater e realizar seu trabalho. “Não tenho que provar mais nada para ninguém”, afirma.

Desigualdade
O primeiro concurso para a Polícia Militar do Ceará ocorreu em junho de 1994. À época, o edital do concurso público reservava apenas 5% das vagas para as mulheres. Dos 19.456 agentes da Polícia Militar do Ceará, apenas 4,17% são mulheres.

Fonte: G1 CE

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