MP do Rio suspeita de evolução patrimonial de Flávio Bolsonaro

A investigação sobre ocultação de bens e lavagem de dinheiro de Flávio Bolsonaro, que estava em andamento no Ministério Público do Rio de Janeiro até a suspensão determinada por Luiz Fux no STF, vinha se debruçando sobre a evolução patrimonial do deputado estadual. Havia chamado a atenção dos promotores o crescimento dos bens de Flávio, especialmente nos últimos anos.

De acordo com as declarações de renda prestadas por Flávio ao TSE, o patrimônio de Flávio mais que dobrou nos últimos anos, mas vinha crescendo desde que ele entrou para a política.

Um Gol 1.0 16 válvulas, ano 2001, comprado por R$ 25.500, era o único item do patrimônio de Flávio Bolsonaro em 2002, quando ele decidiu seguir os passos do pai, entrar para a política e candidatou-se a deputado estadual na Assembleia do Rio de Janeiro.

Passados 16 anos, ao apresentar sua declaração de bens no ano passado para disputar o Senado pelo Rio, Flávio havia aumentado seu patrimônio para R$ 1,741 milhão, e se tornado dono de um apartamento de frente para a praia da Barra da Tijuca, metade de uma loja de chocolates da Kopenhagen, também na Barra da Tijuca, uma sala comercial no mesmo bairro, um Volvo e R$ 558 mil em aplicações bancárias e investimentos.

O salário de um deputado estadual no Rio, atualmente, é de R$ 25.000 mensais — brutos.

Procurado ontem, Flávio não quis comentar a suspeita do MP do Rio de Janeiro. Ontem, em entrevista à TV Record, Flávio afirmou que os vencimentos de parlamentar são a menor parte de sua renda.

“Sou empresário, o que ganho na minha empresa é muito mais do que como deputado. Não vivo só do salário de deputado”, disse à TV Record.

A Folha de S. Paulo mostrou na edição de hoje que Flávio comprou e vendeu imóveis nesse período.

O crescimento patrimonial de Flávio havia sido notável já no primeiro mandato de deputado estadual.

Em 2006, declarou ter comprado um apartamento em Botafogo, na Zona Sul do Rio Janeiro, e um Peugeot 307. Patrimônio total de R$ 385 mil. Os tempos de Gol 1.0 haviam ficado para trás.

Em 2010, quando se candidatou para o terceiro mandato na Assembleia, quase dobrou o patrimônio: R$ 690 mil. Além do apartamento em Botafogo, tinha agora um Peugeot mais moderno, e participações em seis salas comerciais na Barra da Tijuca.

Quatro anos depois, um novo salto: patrimônio de R$ 714 mil. Sai da relação de bens o apartamento em Botafogo, e surge outro, em Laranjeiras, também na Zona Sul, no valor de R$ 565 mil, e um Honda CR-V. 

Fonte: Época

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