Paróquia do Crato celebra 250 anos

Com missas, cortejos, passeio ciclístico, caminhadas, cafés comunitários e cavalgada, este Município no Cariri cearense celebra, desde o último dia 18 de agosto, sua padroeira, Nossa Senhora da Penha. Amanhã, dia 1º, uma grande procissão, a partir das 17h, encerra a festa litúrgica, percorrendo as principais ruas da cidade. São esperadas mais 40 mil pessoas durante o trajeto. Neste ano a Paróquia comemora 250 anos.

Segundo o padre José Vicente Alencar, por causa da data festiva, a programação foi pensada para ser grandiosa e, por isso, foi iniciada com uma grande carreata e celebrações voltadas à juventude, às famílias e aos ministérios. "Queríamos uma festa que despertasse a alegria e aquele sentimento de gratidão a Deus por toda essa duração da devoção do povo a Nossa Senhora da Penha", conta o pároco.

No dia 23 de agosto, iniciou o novenário com orações diárias às 5h da manhã, seguindo com caminhada para as outras paróquias e comunidades cratenses, com confraternização e oração. Enquanto na Sé Catedral, todos os dias houve missas celebradas pelos párocos locais, seguidas pela novena e celebração presidida por bispos do Ceará e de Pernambuco. A vinda deles se deu em comemoração aos 250 anos. "São dioceses que, de alguma forma têm uma ligação com a Diocese de Crato ou com nossa Paróquia", explica o sacerdote.

Inaugurada no dia 4 de janeiro de 1768, a Paróquia de Nossa Senhora da Penha foi criada pela Diocese de Olinda (PE), por isso, veio um bispo de Recife. Além disso, representantes das dioceses de Limoeiro do Norte, Iguatu (que nasceu da Diocese de Crato) e Quixadá (que recebe seminaristas cratenses) participaram da festa. "A comunidade como um todo não só abraçou, como esperava ansiosamente a programação. Em todas as partes que a gente vai, percebe a alegria, o espírito festivo dos fiéis que ali se encontram", descreve o padre.

"Imperatriz de Crato", o título popular de Nossa Senhora da Penha, representa uma admiração e reverência que o cratense tem com sua padroeira. "Uma relação de amor e muita profundidade espiritual", explica o sacerdote. É essa fé que fez o aposentado Manoel Alves, de 103 anos, sair de Timon (MA) para cumprir promessa na sua terra natal. De joelhos, percorreu a igreja, até o altar, para rezar aos pés da imagem.

Manoel deixou o Crato aos 15 anos e, mesmo assim, não esqueceu a devoção pela padroeira da sua cidade, visitando anualmente a Paróquia. "Nossa Senhora da Penha é minha vida. Em todas as minhas horas difíceis, está comigo", justifica. Junto a ele, oito familiares vieram ao Crato ver de perto a fé do patriarca.

A aposentada Francisca Aleuta de Macêdo, que chegou ao Crato na década de 1960, tomou para si a fé na padroeira. "Só deixarei de ser (devota) quando for pra eternidade", garante.

ANTONIO RODRIGUES
COLABORADOR

Fonte: Diário do Nordeste

Curta nossa página no Facebook

Nenhum comentário:

Postar um comentário

ShareThis