Influência de Lula continua grande, principalmente no Nordeste

A influência do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na eleição presidencial deste ano é menor do que em 2010, quando ele ainda estava no cargo e conseguiu eleger Dilma Rousseff para sucedê-lo. A força do petista, porém, ainda é grande no Nordeste e entre eleitores mais pobres.

Na campanha de 2010, 65% dos eleitores de todo o país disseram ao Datafolha que votariam com certeza ou poderiam votar no candidato apoiado por Lula. A nova pesquisa do instituto mostra que agora esse índice é de 47%.

O peso do apoio do ex-presidente ainda é significativo em quase todos os segmentos de escolaridade e renda, e em todas as regiões —em especial no Nordeste e entre eleitores que recebem menos de dois salários mínimos.

Até 64% dos eleitores do Nordeste dizem que podem votar no candidato apoiado por Lula em 2018. Essa proporção era maior em 2010, chegando a 79% em junho daquele ano. Dilma venceu em todos os estados da região, nos dois turnos.

No Sudeste, 58% dos eleitores afirmavam que votariam com certeza ou poderiam votar no candidato apoiado por Lula em 2010. O índice agora é de 37%.

Mesmo preso em Curitiba, Lula mantém grande poder de influência no processo eleitoral, segundo o Datafolha.

De acordo com o instituto, 30% dos eleitores dizem que votariam com certeza num candidato indicado pelo petista e 17% dizem que talvez o façam. Os dois cotados para substitui-lo, o ex-prefeito Fernando Haddad e o ex-governador Jaques Wagner, têm 1% das intenções de voto.

Embora tenha sofrido abalo, a influência de Lula permanece em patamar alto no segmento de menor renda. Em 2010, 67% dos eleitores que recebiam até dois salários mínimos afirmavam que poderiam votar no candidato com apoio do então presidente. Agora, esse percentual é de 55%.

Já nos grupos com renda superior a dois salários mínimos, esse índice caiu de 64% em 2010 para 40% em 2018.

Desde 2010, a influência de Lula caiu em todos os segmentos de escolaridade, mas o índice ainda é alto no grupo quem tem apenas o ensino fundamental: passou de 68% em 2010 para 51% em 2018. Entre eleitores com nível superior, o percentual caiu de 55% para 37%.

O Datafolha realizou 2.824 entrevistas em 174 municípios nos dias 6 e 7 de junho. A margem de erro máxima é de 2 pontos percentuais. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral com o número BR 05110/2018.

Fonte: Folha.com

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