Bancários voltam ao trabalho; exceto no BNB

Após 21 dias de paralisação, os bancários do Ceará que trabalham no Banco do Brasil, na Caixa Econômica Federal e em todos os bancos privados decidiram ontem, durante assembleia realizada no sindicato da categoria, aceitar as propostas apresentadas pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) e, portanto, dar por encerrada a greve.

O movimento foi responsável por fechar, no Estado, 306 agências bancárias, quase 70% das 447 existentes. Com o acordo, as unidades destas instituições voltam a funcionar hoje, a partir das 10 horas. Os funcionários do Banco do Nordeste (BNB) foram os únicos a não aceitar as propostas. Eles representam 6 mil pessoas no País. A reunião que decidiu pelo fim da grave começou às 19h30 e durou mais de duas horas.

Acordo final 
Os bancários conquistam reajuste salarial de 9% (aumento real de 1,5%) retroativos a 1º de setembro, valorização do piso da categoria em 12%, que passa para R$ 1.400 (aumento real de 4,3%) e melhorias na Participação nos Lucros e Resultados (PLR), com aumento da parcela fixa da regra básica para R$ 1.400 (reajuste de 27,2%) e do teto da parcela adicional para R$ 2.800 (reajuste de 16,7%).

A proposta da Fenaban também inclui avanços sociais. "Uma nova cláusula proíbe a divulgação de rankings individuais dos funcionários, como forma de frear a cobrança das metas abusivas, combatendo o assédio moral", destaca Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT. Os dias de paralisação não serão descontados, mas serão compensados em até duas horas por dia, de segunda a sexta-feira, até o dia 15 de dezembro e, assim como nos anos anteriores, eventual saldo, após esse período, será anistiado.

Brasil
Antes do anúncio dos bancários cearenses, a maioria dos sindicatos estaduais já havia decidido encerrar a greve e aceitar a proposta da Fenaban, assim como, independentemente do Estado, os funcionários do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal também já haviam cedido. A proposta foi aceita em cidades como São Paulo, Brasília, Rio de Janeiro, Curitiba, Salvador, Campinas, Uberaba, Londrina, Criciúma, Blumenau, Teresópolis, dentre outras.

Impactos 
No que diz respeito ao tempo, a greve foi a maior desde 2004, quando a categoria ficou paralisada durante 30 dias. Em agências fechadas, foi a maior dos últimos 20 anos, com a adesão de 9.254 unidades.

Fonte: Diário do Nordeste

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