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Golpe clona contas de WhatsApp para pedir dinheiro ao contatos da vítima

Criminosos que agem no ambiente digital estão sempre em busca de maneiras de fazer novas vítimas e aplicar golpes. Recentemente, um golpe aplicado através da clonagem do aplicativo WhatsApp se popularizou, atingindo até mesmo políticos brasileiros. Nesta fraude, os criminosos utilizam uma conta replicada do aplicativo de mensagens para pedir dinheiro aos contatos da vítima.

O golpe não é tão recente, mas chamou atenção nos últimos meses quando fez vítimas no Congresso brasileiro. Entre os que acabaram tendo suas contas de WhatsApp clonadas estão o ministro da Secretaria Geral da Presidência, Carlos Marun, e o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha. Em ambos os casos, os criminosos tiveram acesso aos perfis das vítimas no aplicativo de mensagens e, se passando pelos políticos, passaram a solicitar de seus contatos transferências bancárias.

O professor Marcos Monteiro, presidente da Associação de Peritos em Computação Forense (APECOF), explica que o golpe tem início com a clonagem do chip da vítima através de um esquema que, geralmente, envolve funcionários das operadoras de telefonia. E não através de um software, como citado em recente boato divulgado em grupos de WhatsApp. Com o chip clonado já instalado em um novo aparelho, os criminosos recuperam a conta do WhatsApp da vítima e começam a se passar por ela. 

Outra forma de ação neste tipo de golpe depende diretamente da participação da pessoa alvo. Nestes casos, a ativação do aplicativo clonado depende de um código de autenticação, recebido via sms no celular da vítima. Para ter acesso a esse código o autor do golpe geralmente age de duas formas: ou obtém acesso físico ao smartphone da vítima e assim verifica o código de autenticação ou entra em contato através de sms e solicita que o usuário informe o código. Neste último caso, o criminoso geralmente utiliza-se de artifícios para enganar a vítima, como dizer que o usuário está participando de uma promoção ou que a informação é necessária para uma investigação policial, entre outros.

Quando o WhatsApp é reinstalado em um novo aparelho, todo o histórico de contatos e conversas são recuperados, o que permite aos criminosos terem acesso à diversas informações pessoais sobre a vítima, além de toda sua rede de contatos. Com posse destas informações, os bandidos tem maior facilidade em identificar quem são os contatos com maior probabilidade de cair no golpe e realizar as transferências.

Em muitos casos, os criminosos pedem a pessoas próximas do usuário que teve o perfil clonado para realizarem transferências e pagamentos alegando que não possuem mais saldo ou que já atingiram o limite permitido pelo aplicativo do banco. Eles ainda solicitam essas transferências como forma de empréstimo. Como acreditam estar falando com um familiar ou amigo, as pessoas contactadas acabam caindo na conversa dos criminosos e efetuando o repasse.

As vítimas deste golpe podem tomar algumas providências: ao perceber que o celular está sem serviço e o aplicativo de WhatsApp não funciona, o usuário pode entrar em contato com a operadora e solicitar que o chip seja desativado; pode ainda contratar um perito especialista em crimes digitais para investigar o caso.

Para evitar ser vítima deste tipo de golpe, o professor Marcos Monteiro recomenda que os usuários não repassem informações pessoais a terceiros. "Sempre ache estranho alguém vir pedir informações pessoais sobre algo que você sabe e sobre algo que você tem", recomenda. Outra medida é ativar a verificação em duas etapas disponível nas configurações do próprio WhatsApp. Com esta opção ativada, um número PIN cadastrado será solicitado todas as vezes em que o aplicativo for reinstalado.

Fonte: Diário do Nordeste

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