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Expocrato supera expectativa nos primeiros dias

"Aqui funciona como uma cidade por nove dias", definiu Luiz Gonzaga de Melo, presidente do Grupo Gestor da 67ª da Exposição Centro Nordestina de Animais e Produtos Derivados, a popular Expocrato. São mais de 120 expositores e 10 mil animais, entre bovinos, equinos, caprinos, aves, peixes e roedores, nos nove dias de evento, no Parque Pedro Felício Cavalcanti. Junto ao Festival, estima-se que o evento deva gerar um faturamento de mais de R$ 60 milhões. Nestes cinco primeiros dias, a movimentação financeira tem surpreendido, positivamente, todos os setores. Até o dia 22, são esperados mais de 400 mil visitantes no equipamento.

A Expocrato recebe criadores de animais, agropecuaristas, fazendeiros, grandes e pequenos produtores de todo o Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Alagoas, principalmente.

No entanto, também há gado mineiro e paulista. Hoje, se consolida como principal evento do tipo no Norte-Nordeste brasileiro e um dos maiores do Brasil. Só de bovinos, equinos e caprinos são, aproximadamente, 3 mil, enquanto também estão expostos outros 7 mil animais, entre aves, peixes e roedores.

As negociações são feitas diretamente, por pagamento em dinheiro, à vista, e também por financiamento bancário, muitas vezes, com projeto já pré-aprovado. As linhas de implementos, tratores e automóveis são negociações livres.

Segundo Luiz Gonzaga de Melo, que também é expositor, nos primeiros dias do evento, que normalmente não é muito movimentado, tem sido bem melhor que nos anos anteriores. "Nunca houve um ano que eu já tivesse realizado tantos negócios como este ano. Geralmente, aconteciam mais para quinta-feira, sexta. Este ano, já temos vendidos cota de consórcio, retro escavadeira, dois tratores e vários implementos".

Gonzaga acredita que isso aconteceu pela quadra chuvosa que, em 2018, foi melhor que em anos anteriores. "O setor do campo está procurando fazer aquele investimento que segurou nos anos de seca. O crédito bancário está ajudando". Na Expocrato, além de equipamentos, muitos criadores procuram melhorar a genética do seu rebanho adquirindo "animais de ponta", como define o expositor. "Aqui temos exposto o que há de melhor no Nordeste, seja ele bovino, equino, caprino ou ovino", garante.

O criador Fábio Calou, que trouxe de Aquiraz exemplares de cavalos da raça quarto de milha e jumentos da raça pêga, acredita que a Expocrato não proporciona apenas o negócio, mas também um intercâmbio entre outros criadores. "Após a exposição, já tem agendado visita de gente na minha fazenda. Não para aqui e amplia muito seu mercado", explica. Já o fazendeiro Manoel de Alencar Júnior costuma participar da exposição para vender e comprar há mais de 40 anos. Este ano, aproveitou para adquirir um potro para sua fazenda em Exu (PE).

"A Expocrato é uma referência nordestina e até brasileira no que toca ao melhoramento genético da região. Aqui, se encontram as melhores raças e as melhores oportunidades para melhorar o rebanho. Onde o fazendeiro pequeno, médio e grande tem acesso a melhor genética do País". Além da exposição de animais, há também as competições de raça que concorrem os melhores bovinos da região.

A disputa é dividida por categorias: pela idade e o sexo do animal. O vencedor recebe um troféu e acaba valorizando o bicho. "Tanto o animal se valoriza para a venda como a cria dele. Se vai parir um bezerro ou bezerra, como filha de campeã, tem seu valor majorado por conta disso", explica Torquato Neto, organizador dos torneios.

Alimentação
A fila gigante para tomar um caldo de cana do engenho é um sintoma. Além da feira de animais, há uma grande variedade de produtos alimentícios na Expocrato. De pequenas barracas a grandes restaurantes que, durante estes nove dias, abrem uma filial no Parque de Exposição Pedro Felício Cavalcanti. Um deles é o restaurante do empresário André Turato, que desde ano passado vende no evento.

"Quando começamos o planejamento, tínhamos a convicção que este seria o melhor ano de todos os tempos. Já estamos tendo um crescimento de pelo menos 45%. Supera até nossas expectativas", explica. No corredor da agricultura familiar, 140 produtores rurais da região do Cariri estão vendendo produtos orgânicos durante a Exposição.

ANTONIO RODRIGUES
COLABORADOR

Fonte: Diário do Nordeste

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