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Ceará tem a gasolina mais cara do Nordeste; Cariri tem a mais cara do Estado

Na semana em que o cearense viu um posto cobrar mais de R$ 5,00 por um litro de gasolina - em Maracanaú, onde a tabela extraordinária foi mantida por menos de 24 horas -, o Ceará continuou destaque no Nordeste como o Estado cujo litro desse combustível continua sendo o mais caro da Região. Entre 6 e 12 de maio, conforme detalha levantamento semanal elaborado pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o preço médio do litro da gasolina no Ceará foi medido em R$ 4,566.

O mais caro dentre todos os 13 municípios pesquisados na última semana foi Crateús, onde o litro da gasolina é vendido por R$ 4,647 em média. O valor opõe-se ao mais em conta encontrado nos 216 estabelecimentos investigados pela ANP, que foi em Canindé (R$ 4,372/litro).

Já na Capital do Estado, o valor médio desse combustível cobrado pelos postos nestes seis dias de vistoria dos fiscais da Agência foi de R$ 4,562.

Ainda fizeram parte da investigação e tiveram os postos pesquisados pela ANP na última semana: Caucaia (R$ 4,555), Crato (R$ 4,620), Icó (R$ 4,572), Iguatu (R$ 4,590), Itapipoca (R$ 4,620), Juazeiro do Norte (R$ 4,631), Limoeiro do Norte (R$ 4,476), Maracanaú (R$ 4,577), Quixadá (R$ 4,548) e Sobral (R$ 4,539).

Ranking de estados
Quando a base de comparação são os estados do Nordeste, o Ceará tem vantagem de 0,063 sobre a Bahia, onde o litro da gasolina tem valor médio de R$ 4,503 - o segundo maior valor médio da Região.

O Maranhão figura no ranking da ANP como o de menor valor médio para o litro desse combustível entre 6 e 12 de maio, sendo o único abaixo dos R$ 4,00 - precisamente R$ 3,921. Os demais pesquisados foram: Alagoas (R$ 4,243), Rio Grande do Norte (R$ 4,240), Sergipe (R$ 4,226), Paraíba (R$ 4,036), Pernambuco (R$ 4,255) e Piauí (R$ 4,284).

Aumento esperado
Na última semana, dando seguimento à política de preços implementada desde o ano passado, a Petrobras voltou a fazer um novo reajuste no preço da gasolina. Esperado para sábado, o aumento operado foi de 2,23%, mas ainda não chegou a ser visto no fim de semana.

Também previsto para o último sábado, o litro do diesel terá redução de 0,88%, passando de R$ 2,2361 para R$ 2,2162. A política de preços adotada a partir de julho do ano passado pela Petrobras para a gasolina e o diesel vendidos às distribuidoras se baseia no preço de paridade de importação, formado pelas cotações internacionais desses produtos mais os custos que os importadores teriam, como transporte e taxas portuárias, por exemplo, segundo a empresa.

De acordo com a estatal, "a paridade é necessária porque o mercado brasileiro de combustíveis é aberto à livre concorrência, dando às distribuidoras a alternativa de importar os produtos". O preço considera ainda uma margem que cobre eventuais riscos, como volatilidade do câmbio e dos preços.

No mundo, o preço médio da gasolina está em US$ 1,16 - cerca de R$ 4,14, segundo cotação do Banco Central. Em ranking internacional, a Venezuela surge com o menor preço para o combustível: US$ 0,01, enquanto que a Islândia possui o mais caro (US$ 2,12). No levantamento do site Global Petrol Prices, o Brasil está abaixo do meio da lista, próximo à média, com o litro a US$ 1,17.

Fonte: Diário do Nordeste

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