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Sarampo reaparece no mundo e volta a ser causa de preocupação no Brasil

O aumento de 300% nos casos de sarampo na Europa, considerado uma “tragédia” pela Organização Mundial da Saúde (OMS), atenta para a volta da doença e o risco de surto. A situação alerta instituições de saúde e a sociedade para o fato de que mesmo em regiões onde é considerada erradicada, como o Brasil, segundo o Ministério da Saúde, a doença requer vigilância permanente.

O sarampo infectou, no continente europeu, 21.315 pessoas e causou 35 mortes em 2017. A evolução da taxa ocorreu após uma baixa recorde de 5.273 casos em 2016. O maior número de pessoas afetadas foi relatado na Romênia (5562), Itália (5006) e Ucrânia (4767). Os países registraram declínios na cobertura geral de vacinação de rotina, cobertura baixa entre alguns grupos marginalizados, interrupções no fornecimento de vacinas ou sistemas de vigilância de doenças de baixo desempenho. Além das falhas técnicas, o aumento do número também é devido aos grupos antivacina, de acordo com a OMS.

Estevão Portela, médico infectologista e vice-diretor de Serviços Clínicos do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas/Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), explica que o sarampo é uma doença que tem uma vacina extremamente eficaz. “A eficácia é próxima a 90%, 95% . Se a gente consegue ter 95% das pessoas vacinadas, praticamente não há vírus circulando. É a chamada imunidade de rebanho. Há vários motivos para a falha vacinal. As pessoas não acreditam que é perigoso não vacinar. Existem algumas contra-indicações, mas são pequenas. A vacina é extremamente segura”, salienta.

Dificilmente ocorre a transmissão sustentada, afirma o infectologista, que é quando há a transmissão do mesmo tipo de vírus na mesma área por pelo menos um ano. O que ocorre são pequenos surtos. “Atualmente, o registro de três casos em uma área que não tinha já pode ser considerado surto, esclarece.

Para Estevão, há uma desatenção porque as pessoas “veem” menos a doença. A América, ele exemplifica, ficou livre desde o início do século. Por isso, há uma quantidade de adultos que não cumpriu o calendário de vacinação, que surgiu há 30 anos.

Fonte: O Povo

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