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Esquerda se reúne no Rio em defesa de Lula e por investigação do caso Marielle

Embora pretendam caminhar separados nas eleições de outubro, partidos de esquerda fizeram um ato conjunto, na noite desta segunda-feira, no Circo Voador, no Rio, em defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e para cobrar a investigação do assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL). O evento ocorre às vésperas da retomada do julgamento do habeas corpus de Lula pelo Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quarta-feira. Além de Lula, discursaram o deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL), a pré-candidata a presidente Manuela D’Ávila (PCdoB) e o ex-chanceler Celso Amorim, pré-candidato do PT ao governo do Rio, entre outros. O cantor Chico Buarque também compareceu, além de familiares de Marielle: sua mãe, Marinete, sua irmã, Anielle e sua viúva, Mônica.

Lula voltou a afirmar que é inocente no caso do tríplex e criticou os procuradores do Ministério Público Federal (MPF) em Curitiba, responsáveis pela denúncia.

— Quero ser candidato. Se encontrarem uma vírgula de crime, eu me calo. Não vou aceitar a ditadura do Ministério Público. Espero que a Suprema Corte faça justiça. Ver um bando de meninos, que a única coisa que fizeram foi prestar um concurso público, fazer um julgamento dos 50 anos de história da minha vida... — discursou Lula. — Que bom que podemos ter a Manuela candidata, o Boulos candidato. Cada um tem a liberdade de tentar - afirmou, sobre os diferentes candidatos da esquerda à presidência.

Apontado como plano B do PT caso Lula fique inelegível, o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad também esteve no Circo Voador:

— Quem atira em uma caravana e no rosto de uma vereadora é fascista — declarou.

Marcelo Freixo ressaltou que o ato era “em defesa da democracia" e que, por isso, os partidos de esquerda resolveram colocar as diferenças de lado. Ele disse que a luta contra a prisão de Lula é “pela democracia”.

— Como disse Marielle, quantos mais vão precisar morrer? O mundo ganhou um símbolo, mas eu perdi uma filha — disse Freixo, sem deixar de alfinetar o presidente do PT do Rio, Washington Quaquá, que havia sugerido sua candidatura a governador. Freixo disse que a unidade tem que ser “olho no olho, e não por nota de jornal”.

Originalmente o evento era para lançar a pré-candidatura de Celso Amorim (PT) ao governo do Rio, mas depois virou um ato suprapartidário "em defesa da democracia" e para cobrar justiça em relação ao assassinato de Marielle. O ato reuniu políticos, militantes e simpatizantes do PT, PSOL, PSB, PCdoB e PDT, além de movimentos sociais.

— Foi um acerto a gente ter mudado o caráter desse ato. Depois do que aconteceu, não dá mais — afirmou o líder do PT no Senado, Lindbergh Farias (RJ), em referência ao assassinato da vereadora e às agressões à caravana de Lula no Sul do país.

Fonte: O Globo

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