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Comer carambola pode levar à morte? Pesquisadores respondem

A carambola é uma fruta tropical muito comum no Brasil. Fonte de antioxidantes e vitaminas A, C e B, o alimento fortalece o sistema imunológico e combate os radicais livres, substâncias que prejudicam o organismo. Apesar dos benefícios, é comum ouvir que a carambola possui substâncias tóxicas que podem provocar problemas graves e até matar. Descubra se a fruta é uma ameaça para sua saúde.

Comer carambola pode mesmo levar à morte?
Sim, mas isso é raro de acontecer com pessoas saudáveis. Pesquisadores das faculdades de Medicina (FMRP) e de Ciências Farmacêuticas (FCFRP) da Universidade de São Paulo (USP), em Ribeirão Preto, confirmaram em um estudo que a carambola possui uma substância tóxica chamada caramboxina, que em excesso é prejudicial para o organismo.

No entanto, comer a fruta é mais perigoso para indivíduos com insuficiência renal, principalmente na fase mais avançada da doença. Isso porque os rins dessas pessoas não fazem a filtragem adequada do sangue e, assim, não elimina a caramboxina do corpo. Se chegar ao sistema nervoso central, a toxina pode causar desordens neurológicas com sintomas como soluços, confusão mental, convulsões, coma e, até mesmo, levar à morte nos casos mais graves.

Quem não tem problemas nos rins pode comer carambola à vontade?
Em pessoas saudáveis o sangue é filtrado normalmente pelos rins, que eliminam a caramboxina pela urina. Mesmo assim, recomenda-se que o consumo da carambola seja feito com cautela, evitando o exagero.

Há registros de intoxicação em indivíduos sem problemas de saúde que comeram dez ou mais unidades da fruta e até mesmo tomaram apenas um copo (200 ml) de suco de carambola -- sem adição de água. Se você ingerir o alimento e notar qualquer desconforto incomum, procure um médico. 

Fontes consultadas: Leda Letaif, médica nefrologista da Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN) e Hudson Sousa Buck, diretor do departamento de Ciências Fisiológicas e professor titulas da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.

Fonte: UOL

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