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Temer adia leilão do Aeroporto de Juazeiro do Norte

A agenda econômica do País voltou a ser paralisada por conta dos eventos políticos que envolvem a alta cúpula do governo federal. Desta vez, o presidente Michel Temer adiou para 2019 a realização da próxima rodada de concessões para 14 aeroportos e abriu mão de realizar o leilão durante o seu mandato. Dentro de um dos pacotes está o Aeroporto de Juazeiro do Norte, no Cariri cearense.

O motivo para de adiar o cronograma do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), segundo publicou o jornal O Globo durante o fim de semana, é a segunda denúncia do Ministério Público contra Temer, que está prestes a ser votada no plenário da Câmara. De acordo com a publicação, evitar que os 14 aeroportos fossem para as mãos de empresas seria a contrapartida do presidente negociada com o deputado Valdemar Costa Neto, de São Paulo, para garantir o apoio do Partido da República (PR), que ele preside.

Isso porque a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), que administra todos os terminais, é controlada pelo PR, e as concessões diminuirão a influência no órgão.

Prazos e pacotes
No cronograma inicial, o edital para o leilão dos aeroportos seria lançado no segundo semestre de 2018, sendo efetivado em 2019, quando Temer já não estivesse mais no Planalto. Agora, com o recuo do presidente, o lançamento do edital será lançado em 19 de novembro de 2018, mas poderá ser revisto pelo presidente que assumir em janeiro de 2019. Estão nesta nova lista de concessões dois blocos. O primeiro é todo no Nordeste e inclui terminais em Maceió (AL), João Pessoa (PB), Aracaju (SE), Juazeiro do Norte (CE), Campina Grande (PB) e Recife (PE)

O segundo bloco listado no leilão pela PPI tem os terminais localizados em Mato Grosso (Várzea Grande, Rondonópolis, Sinop, Alta Floresta, Barra do Garças) e os aeroporto de Vitória e de Macaé. Congonhas, o mais lucrativo da rede da Infraero, também estava na lista.

Recursos a menos
Sem os leilões, os cofres do governo federal devem ficar com uma receita já prevista cerca de R$ 8 bilhões a R$ 10 bilhões menor, e com certeza, não devem ajudar a amortizar a dívida pública em 2018, como previsto anteriormente. As concessões de Temer ao PR ainda devem incluir, conforme O Globo, a saída de Congonhas dos pacotes de concessão e a abertura do Aeroporto de Pampulha, ainda administrado pela Infraero, para operações com jatos, prejudicando o Aeroporto de Confins, que já encontra-se sob administração de uma concessionária privada.

Fonte: Diário do Nordeste

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