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Bolsonaro é resultado do analfabetismo político no Brasil, diz Lula

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que realiza caravana pelo Nordeste, afirmou que o bom desempenho em pesquisas eleitorais do deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) é resultado do analfabetismo político no Brasil.

"Essa figura [Bolsonaro], no fundo, é resultado do analfabetismo político no Brasil. Você passa a compreender que, fora da política, você vai encontrar um cara que é diferente e que pode resolver, ou um político grotesco, como é essa figura, agressivo, que ofende as mulheres, que ofende negros. É um cidadão que não tem o mínimo de respeito com as pessoas. O Brasil tem que negar isso", disse o ex-presidente em entrevista ao escritor e crítico de cinema Pablo Villaça, exibida neste domingo (27) pela TVE da Bahia, um canal público de TV.

Lula foi questionado pelo entrevistador do programa sobre o que motiva o crescimento do deputado em intenções eleitorais. "Eu não vou citar o nome da pessoa que você falou porque eu aprendi que, em política, a gente não cita nome dos adversários".

Na última pesquisa Datafolha sobre a disputa presidencial de 2018, divulgada em junho, Lula aparece estável na liderança, com 29% a 30% das intenções de voto, seguido pelo deputado federal, que registrou uma tendência de alta. Bolsonaro tinha 8% em dezembro de 2016, passou a 14% em abril e subiu para 16% em junho, ao lado de Marina Silva, da Rede.

Na entrevista, também reproduzida no perfil do petista no Facebook, Lula falou sobre o que considera terem sido vitórias para o país alcançadas durante seu governo, como o aumento de renda da população mais pobre, e explicou qual é o objetivo da caravana que tem feito em recentes viagens pelo país.

"Há pessoas que fazem muita política pelo WhatsApp, pelo Twitter, por e-mail, e a política tem que ser feita olhando nos olhos das pessoas, porque senão você não humaniza a política. A caravana serve para a gente tentar conversar com as pessoas e humanizar a política", afirmou.

"Se eu não for candidato, eu quero ser um cabo eleitoral muito forte. Serei forte como candidato, como cabo eleitoral, serei forte em liberdade ou preso, vivo ou morto", disse sobre a possibilidade de não poder concorrer.

"Eu não vou desistir de fazer política nem me dar um tiro na cabeça. Se eles acharem que devem me impugnar, que o façam. Vou brigar nas instâncias que eu tenho que brigar."

Para o ex-presidente, a "solução" para o Brasil passa pela geração de emprego, "em vez de colocar dinheiro no banco e incentivar a especulação financeira", e também pela credibilidade de alguém que possa governar o país.

"As coisas começam a voltar à normalidade se essa pessoa tiver o bom senso de juntar gente de bem, não importa se de direita ou de esquerda", concluiu.

Sobre a crítica do ex-presidente a Bolsonaro, a reportagem do UOL entrou em contato com a assessoria do deputado, que informou que tentaria um comentário do parlamentar, mas ainda não houve resposta.

Fonte: UOL

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