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Conheça os dez erros mais comuns de quem está louco por um emprego

Na hora de procurar um novo emprego, não adianta só disparar currículos e torcer pelo melhor. Mais do que isso, é preciso frequentar eventos, fazer cursos e contatos com colegas e conhecidos, que podem apresentar gestores, oferecer ideias e até uma indicação.

"É normal a pessoa se sentir ansiosa durante essa busca. Mas, se ela souber evitar os erros mais recorrentes, a chance de contratação aumenta muito", afirma Fernando Mantovani, diretor-geral da consultoria de RH Robert Half.

O candidato que "doura a pílula" durante o processo seletivo, relativizando suas características negativas ou os motivos pelos quais foi demitido, está cometendo uma das falhas mais comuns na hora de lutar pela vaga.

"É preciso ser honesto. O mercado é pequeno, as pessoas se conhecem, e o candidato se esquece de que é fácil checar a versão dada por ele", diz a vice-presidente de RH do Santander Vanessa Lobato.

Para descobrir onde e como os profissionais mais erram, a Folha consultou especialistas em carreira e recursos humanos, que dão sugestões úteis na corrida por uma colocação.

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NÃO FAÇA ISSO
As maiores derrapadas dos candidatos

Acostumar-se à vida de desempregado
Depois de uma demissão, o profissional pode descansar alguns dias, mas é vital retomar a rotina logo. "É preciso definir um expediente, em que ele vai buscar por vagas, fazer cursos, estabelecer contatos e frequentar eventos", diz Gabriel Santos, especialista em recrutamento da consultoria Talenses

Subestimar a concorrência
Observar quem está empregado na mesma função pretendida é importante. A comparação ajuda o candidato a ver o que lhe falta, se é uma vivência no exterior, um curso de atualização. "O aperfeiçoamento vai melhorar a sua competitividade", afirma Fernando Mantovani, da Robert Half

Disparar centenas de currículos pela internet
Não tem jeito: para achar uma vaga adequada é preciso ver e ser visto. "Use o LinkedIn para, além de interagir, postar textos relevantes e se manter atualizado. Isso tudo ajuda a fortalecer a imagem profissional", diz Irene Azevedoh, especialista em transição da carreira da consultoria Lee Hecht Harrison

Disputar vagas com milhares de candidatos
A chance de o currículo ser lido é baixa. E as próprias empresas têm divulgado menos suas vagas em aberto e optado por indicações. "Já recebemos dois mil currículos, mas só chamamos três para a entrevista. Muitos são de pessoas cuja formação não tem a ver com a vaga", afirma Henrique Garrido, gestor de RH da NeoAssist

Acionar os contatos só após a demissão
Um dos erros mais comuns é enviar uma mensagem geral sobre o desligamento, diz José Augusto Minarelli, especialista em transição de carreira da consultoria Lens & Minarelli. "O mercado é um lugar de troca, regido pelos princípios do marketing. Não adianta disparar um e-mail e achar que as indicações vão chegar sozinhas", afirma

Abordar gestores sem apresentação prévia
Entrar em contato com um líder ou recrutador só faz sentido se o profissional tiver certeza de que há espaço na empresa para alguém com sua formação e experiência. "Na maioria dessas abordagens, o candidato não sabe nem o que poderia fazer na organização", diz Vanessa Lobato, vice-presidente de RH do Santander

Buscar empresas com perfil incompatível
"As organizações mostram sua cara em redes sociais, nos eventos que patrocinam e no estilo dos profissionais. Se a pessoa não se adequa, não fica por muito tempo", diz Sandra Gioffi, diretora da ABRH-Brasil (Associação Brasileira de Recursos Humanos). Vale observar sites que dão avaliações anônimas das organizações

Dar respostas evasivas durante a entrevista
Não adianta esconder do recrutador seu lado ruim, até porque eles não demoram a aparecer, aconselha a vice-presidente de RH do Santander Vanessa Lobato. "Um candidato já me disse que tinha 'opiniões fortes' e poderia errar no tom ao falar com os colegas. Contratei, porque vi que ele mostrou honestidade e autocrítica", afirma

Colocar expectativas de longo prazo na entrevista
Antes de negociar salário e benefícios ou perguntar sobre as chances de mudar de área é preciso ser contratado. Cuidado na hora de falar sobre expectativas ainda no processo seletivo. "Para o recrutador, dá a impressão de que o profissional já está com um pé para fora da função, e isso mina suas chances", diz Fernando Mantovani, da Robert Half

Pedir emprego, em vez de mostrar a que veio
Não adianta dizer durante a entrevista que você está muito necessitado do trabalho ou tentar convencer o recrutador a qualquer custo, na base da emoção. "No mercado, não se conta história triste, vende-se o peixe. O empregador não vai contratar ninguém só porque a pessoa diz que precisa", afirma José Augusto Minarelli

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'Agilidade para enviar currículo me ajudou a conseguir colocação'

Fui demitido há um ano e meio por um corte de custos. Minha primeira atitude foi postar nas redes sociais que estava disponível para processos seletivos.

Aproveitei o momento para caçar conteúdo barato ou gratuito que me permitisse me atualizar, mesmo fora do mercado de trabalho.

Acho importante aprender por conta própria, me arrependo por não ter investido em algum projeto, como um podcast ou uma página em redes sociais, que poderiam servir como portfólio.

Como não podia ficar parado, me inscrevi para mais de 100 processos seletivos, alguns em áreas que não eram minha especialidade. Só fui chamado para a seleção em cinco deles, mas não fui admitido em nenhum.

Consegui o novo emprego depois que a empresa postou o anúncio da vaga em uma rede social.

Mandei o currículo em minutos e deu certo: dois dias depois, fiz a entrevista.

Sinto que essa agilidade fez diferença, porque a chance de ser chamado quando há milhares de candidatos é muito baixa.

Ricardo Cestari, 30, radialista

'Aprendi que é melhor conversar naturalmente durante a entrevista'

Fiquei cinco anos em um emprego e, quando saí, não sabia como me submeter a uma entrevista. Ficava nervosa, não mostrava confiança para o recrutador. Sabia que isso me prejudicava.

Fui aconselhada por um coach a me inspirar em uma pessoa que eu admirasse pela capacidade de articulação.

Escolhi um antigo chefe, que era assertivo mas tinha um tom de voz calmo.

Com o tempo, descobri que não preciso me prender a roteiro na entrevista, mas conversar naturalmente.

Acho redes sociais mais úteis que sites de recrutamento para achar emprego. Posso interagir com profissionais e ser visto, em vez de só mandar currículo.

Busquei referências nas páginas de outros profissionais e, com ajuda de uma amiga, coloquei palavras-chave do meu setor para aumentar a chance de ser encontrada pelos RHs.

A recolocação veio graças a uma indicação do meu ex-gestor.

Mas essa chancela só é dada quando a pessoa sabe que você dá conta do recado e teve uma relação de confiança com você.

Dayanna Meira, 27, especialista em marketing

Fonte: Folha.com

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