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Lula defende impeachment de Temer e eleições diretas

Em clima de campanha na manhã deste sábado, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva avaliou o cenário político e demonstrou pessimismo ao tratar da possibilidade de o presidente Michel Temer deixar o governo por meio de impeachment. Para Lula, o processo de afastamento de Temer levaria mais tempo do que o da ex-presidente Dilma Rousseff.

— O impeachment da Dilma levou oito meses com mais da metade do Congresso a favor. Se tivesse metade do Congresso hoje, demoraria muito mais — disse o ex-presidente.

É a primeira vez que Lula se pronuncia publicamente após o escândalo das delações da JBS, revelado pelo colunista do GLOBO Lauro Jardim. A reportagem mostrou gravações em que Temer dá aval para a empresa JBS comprar o silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha na cadeia.

Lula defende eleições diretas
Ao discursar, o ex-presidente defendeu eleições diretas e disse que, como candidato a presidente, estará na "trincheira" para defender o povo das reformas propostas pelo governo do presidente Michel Temer, durante a posse da nove diretoria do diretório do PT de São Bernardo do Campo.

Lula ponderou que sua candidatura dependerá do partido, da construção de alianças e até da Justiça. Em tom raivoso, disse que o clima de ódio e a sucessão de denúncias de corrupção de que tem sido alvo o fez querer "brigar" e disputar a eleição. Lula ainda ironizou as investigações em que é réu na operação Lava-Jato.

— Ainda tem muita briga para a gente fazer. Eu imaginava que não seria mais candidato a nada, mas com essa provocação, eu sou o único babaca que tenho dinheiro no mundo inteiro e nada está no meu nome. Isso me dá vontade de disputar a eleição. Mas depende do partido, da minha saúde, da construção da alianças, do PT e da minha saúde — disse Lula.

O ex-presidente foi enfático ao defender eleições diretas. Ele atacou as reformas da previdência e trabalhista, que a administração de Temer tenta aprovar no congresso.

— Nós queremos que o Temer saia logo, mas não queremos um presidente eleito indiretamente, seja quem for. A gente pode perder a eleição. É do jogo democrático. O que não dá é para alguém achar que pode indicar um presidente que não foi eleito pelo povo. Queremos alguém que pare com essa maldita reforma.

Ao chegar ao diretório por volta das 10h, Lula foi recebido aos gritos de "guerreiro, do povo brasileiro" e foi saudado como "o maior presidente da História". Na entrada do evento, petistas distribuem adesivos de "Fora Temer" e "eleições diretas”, bandeiras que membros do partido passaram a defender após o afastamento de Dilma do governo.

Fonte: O Globo

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