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Desaprovação a Temer é maior entre nordestinos, mulheres e escolarizados

A maior desaprovação ao governo do presidente da República Michel Temer (PMDB) segundo a última pesquisa do Datafolha ocorre entre os moradores do Nordeste, as mulheres e as pessoas com escolaridade de nível superior.

Segundo os dados gerais nacionais do levantamento, a gestão do peemedebista tem 61% de avaliação ruim ou péssima, com 28% a considerando regular e apenas 9%, ótimo ou bom.

Porém, de acordo com o instituto, 75% dos nordestinos consideram a administração Temer ruim ou péssima. Nessa região do país, apenas 4% dos entrevistados aprovaram a atuação do peemedebista e 18% deles avaliaram a gestão como regular.

Já os números mais positivos para Temer foram registrados nas regiões Sul e Sudeste.

Nos Estados do Sul, 12% dos entrevistados avaliaram a administração do peemedebista como ótima ou boa, 29% como regular e 55% como ruim ou péssima. No Sudeste, a taxa de aprovação a Temer foi de 10%, e o índice de de reprovação ficou em 58%.

A desaprovação à gestão entre as mulheres ficou em 66%, cinco pontos acima da média geral da pesquisa. Já no grupo dos homens, o índice de reprovação é de 56%.

A pesquisa por escolaridade também mostrou um resultado mais desfavorável que a média na faixa de nível superior, na qual 66% dos entrevistados consideraram o governo como ruim ou péssimo. Entre aqueles com nível médio de ensino, a desaprovação foi de 62%. A taxa de reprovação entre os entrevistados com ensino fundamental ficou em 56%.

No geral, a impopularidade de Temer cresceu e já é comparável à de sua antecessora, Dilma Rousseff (PT), às vésperas da abertura do processo de impeachment que acabou por cassá-la em 2016.

Logo antes de a Câmara afastá-la, em abril do ano passado, Dilma tinha 63% de rejeição e 13% de aprovação. Era um número inferior ao recorde da própria petista, o maior aferido pelo instituto desde a redemocratização de 1985: 71% de ruim/péssimo e 8% de ótimo/bom, em agosto de 2015.

Os 9% de aprovação são também similares à taxa de Fernando Collor de Mello antes de ser impedido, em setembro de 1992, embora a reprovação fosse maior (68%).

Quando colocado como eventual candidato à reeleição, Temer vê a rejeição a seu nome subir de 45% para 64% de dezembro para cá.

O presidente já disse ter consciência de sua impopularidade e que aproveita isso para tentar fazer avançar uma agenda de reformas de difícil aprovação popular.

Pontificam neste rol a reforma da Previdência e a trabalhista, ambas tramitando no Congresso e alvo de uma greve na sexta (28). A pesquisa foi feita antes, na quarta e na quinta, ouvindo 2.781 pessoas em 172 municípios, com margem de erro de 2 pontos.

Fonte: Folha.com

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