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Um é acusado de tentativa de homicídio. O outro é réu na Lava Jato. Conheça os líderes nomeados por Temer

Na tentativa de evitar retaliações do chamado "centrão", o presidente Michel Temer decidiu nomear para a liderança do governo no Congresso Nacional o deputado federal André Moura (PSC-SE), ex-líder do governo na Câmara dos Deputados, nome próximo a Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e acusado de tentativa de homicídio.

A escolha faz parte de esforço do peemedebista para unificar a base aliada para a votação da reforma previdenciária, cuja expectativa do Palácio do Planalto é aprová-la na Câmara dos Deputados ainda no primeiro semestre deste ano.

Nas palavras de um assessor presidencial, o gesto tem como objetivo "curar as feridas" da eleição para o comando da Câmara dos Deputados, realizada em fevereiro. Integrantes de partidos do centrão que trabalharam por candidaturas rivais acusam o presidente de ter auxiliado a reeleição de Rodrigo Maia (DEM-RJ).

Na época, diante do movimento do Palácio do Planalto, integrantes do centrão ameaçaram obstruir a proposta na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) e vinham articulando mudanças no texto original enviado pelo governo federal.

Com a escolha, o atual líder do Congresso Nacional, Romero Jucá (PMDB-RR), será deslocado para a liderança do governo no Senado Federal, que ficou vaga com a indicação de Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) para o Ministério da Justiça. Jucá é citado várias vezes na Operação Lava Jato.

Segundo um auxiliar presidencial, com a tramitação da reforma previdenciária, o presidente sabe que nos próximos dois meses "a principal batalha do governo federal será travada na Câmara dos Deputados", o que tornou necessário prestigiar os deputados federais com um posto antes ocupado por senadores.

Na tentativa de aprovar a iniciativa, o presidente promoveu um jantar na noite de sexta-feira (3), no Palácio do Jaburu, com líderes da Câmara dos Deputados. No encontro, ele pediu que seja feita uma ofensiva para evitar mudanças substanciais no texto da medida.

O peemedebista não falou na possibilidade de retaliação em relação a cargos e emendas no caso de traições durante a tramitação da proposta.

Nos bastidores, contudo, ministros e assessores dizem que o governo federal poderá reavaliar a composição de forças diante de posições contrárias à orientação do Palácio do Planalto.

Fonte: Folha.com

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